segunda-feira, 29 de maio de 2017

Tiradentes Vinho & Jazz Festival


SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2 “ – Agora segue a segunda parte do artigo, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.


S 5. VARIEDADES NO CORTE DO VINHO - Sempre falando de vinhos tintos, que são aqueles que têm dado fama a estas duas regiões produtoras, outras variedades podem entrar na mistura com Tempranillo para proporcionar o carácter para o vinho de cada adega. A proporção da mistura, respeitando a predominância de Tempranillo, dependerá de cada produtor, mas em geral determinadas variedades são usadas em relação a Rioja e a Ribeira del Duero.
A Tempranillo é considerada uma casta ibérica, cultivada na Espanha por séculos. É uma variedade precoce no amadurecimento, e daí a origem do seu nome, já que temprano é a palavra espanhola para cedo. A uva Tempranillo é caracterizada por uma mistura de fruto vermelho e de ameixa negra. Estilos mais frescos mostram mais frutas vermelhas; estilos mais maduros predominam os frutos negros. Caracteristicamente, tem taninos perceptíveis, mas não é excessivamente ácida, criando vinhos muito agradáveis. Álcool variando entre 12,5% e 15% ou mais dependendo região e produtor.
Na Rioja é muitas vezes empregada a Grenache, a Mazuelo ou Carignan, e a Graziano. A Grenache imprime o corpo e mineralidade aos vinhos da Tempranillo de Rioja. A Mazuelo (Carignan ou Samsó como é chamada em Aragão e Catalunha) dá uma nota de frutado especial, por vezes, criando um vinho muito plano e a Graziano é um pequena uva altamente concentrada e é usada para fazer vinhos vintages, uma vez que confere resistência a longo prazo contra a oxidação. Todos as três uvas são variedades originárias de Espanha.
Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, e pequenas quantidades de Grenache, são variedades tipicamente francesas usadas no corte dos vinhos de Ribera del Duero, criando um componente de aroma mais robusto, a correção é geralmente no sentido de amaciar os taninos da Cabernet com a Merlot, variedades comuns no vinho de Bordeaux, ou no aumento da sua característica de explosão de aromas e sabores através da Malbec, uma variedade que, embora francêsa foi consolidada na Argentina.
S 6. O VINHO EM SI - Já vimos que a primeira coisa a deixar claro é que ambos têm muitas características em comum, porque eles compartilham a mesma uva – a tempranillo. Só este argumento e desmonta em grande parte a distinção entre Riojas e Riberas. Outra coincidência é ambos têm solos argiloso e calcários. Então, no que eles diferem? No clima. Na área da Ribera del Duero o clima é mediterrâneo, com temperaturas extremas: muito frio no inverno e muito quente no verão. E em La Rioja é mais suave. É do clima e seus reflexos nos estilos de vinhos que vêm quase todas as diferenças, tornando tudo mais óbvio.
Potência de Boca. Os vinhos de Ribera são mais potentes do que os Rioja. Com a uva crescendo num clima mais extremo Ribera del Duero tem mais taninos, o que acaba levando a vinhos mais poderosos e com mais estrutura ao paladar. A frase "este vinho enche minha boca" pode ser aplicado para os vinhos de Ribera del Duero.
Cor. Ribera cria vinhos mais intensos. Os responsáveis pela cor de vinho são os compostos fenólicos chamados antocianinas, que estão muito mais presentes nos vinhos de Ribera. O resultado é que vemos através de uma taça de Rioja enquanto no caso de Ribera mais difícil por conta de serem vinhos mais profundos.
Teor de Álcool. O vinho de Ribera em geral é mais alcoólico. Entre os jovens vinhos de Ribera e Rioja você pode começar a ter um teor alcoólico de diferença. E para beber é percebido como um vinho mais alcoólico também.
Textura. Os vinhos de Ribera são mais tânicos. Tanicidade é a aspereza e secura que percebemos na boca e na garganta ao beber vinho. A tanicidade ou popularmente a adstringência é causada pela maior concentração de taninos, que são mais perceptíveis nos vinhos de Ribera.
Aromas. Se levar o vinho para o nariz e perceber um aroma ou uma memória de frutas vermelhas você tem um vinho de Rioja na taça. Se esse aroma nos lembrar fruta madura, ou algo de compota, com certeza é Ribera. Quando você beber o vinho, isso se traduzirá em maior frescura no caso de Rioja, enquanto os Ribera resultam em vinhos gourmands. É a diferença, por assim dizer, entre comer uma framboesa que ainda está um pouco verde e uma que está totalmente madura. Para alguns, os vinhos de Ribera lembram o aroma de iogurte. Embora os solos tenham elevadas concentrações de cálcio em Ribera, isto significa que, quando a fermentação malolática ocorre no processo de vinificação, os Ribeira del Duero acabam por ter notas com o aroma e o sabor de iogurte. O Rioja não tem estes toques lácteos tão marcados e por isso são mais ácidos, o que torna o ataque de boca mais fácil.
Harmonizações. A harmonização é baseada no equilíbrio do poder do prato com o vinho. Neste caso, embora os dois vão na mesma linha e podem perfeitamente acompanhar um prato de carne, um Rioja também pode combinar com peixes por sua acidez, embora estes teriam de ser gordos (como o atum) para a combinação perfeita. Um Ribera é mais restrito neste sentido, e seu acompanhamento será perfeitos com carnes, caças, e pratos suculentos.
Produtores Recomendados em Rioja: Benjamin Romeo/ Bodega Contador, Señorio P. Pecina, López de Heredia, Muga, La Rioja Alta, CVNE, Viña Tondonia, Ramirez de Ganuza, Otañón. O estilo riojano é bastante característico, em geral, marcado principalmente pelo carvalho. Os melhores produtores buscam um equilíbrio perfeito entre a fruta e a madeira, produzindo vinhos de enorme classe, elegância e complexidade, e qualidade internacional.
Produtores Recomendados em Ribera del Duero: Vega Sicilia, Pingus, Alejandro Fernández, Hermanos Pérez Pascuas, Viña Pedrosa, Torremorrón. São vinhos com grande concentração e potência, intensos, muito elegantes, complexos e harmônicos.
S Então, por que nós escolhemos nos vinhos de Rioja ou Ribera del Duero?
Claramente, a escolha por um Ribera del Duero é a escolha daqueles que procuram desfrutar de um vinho tinto mais intenso, para alguns, um vinhos arrebatador, como um “toureiro matador”. Mas o sabor de um Rioja frutado também o torna atraente.
Se queremos testar a intensidade dos vinhos de Ribera del Duero, que nos últimos anos tem aumentado a sua popularidade, porque é capaz de satisfazer as necessidades dos interessados em um vinho tinto intenso de alta qualidade, outra de suas grandes atrações é o seu preço.  Esta combinação de qualidade e excelente preço, não pode ser ignorada em Rioja.
Com tal qualidade e um sabores tão distintivas, por que escolher quando você pode desfrutar de ambos os vinhos que acompanham ocasiões especiais? Aposte em ambos!




domingo, 28 de maio de 2017

COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012

● Vinho da Semana 222017 - ● COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012 – PUGLIA - ITÁLIA – Em 1962, 19 vinicultores da região italiana de San Marzano se uniram para fundar a “Cantina San Marzano”. Ao longo dos anos, essa cooperativa cresceu ao ponto de atrair 1200 produtores de vinho que, utilizando equipamentos modernos e tecnologia avançada, entregam rótulos elegantes com o máximo respeito às tradições do vinho da Puglia. A vinícola pugliese San Marzano foi uma das pioneiras no renascimento da Primitivo, em grande parte devido ao vinho San Marzano Sessant’Anni Primitivo di Manduria, que foi responsável por tornar a uva mais famosa e conhecida.
       Um dos motivos dessa revolução é que a uva é perfeita para quem gosta de vinhos de estilo mais carnudo, concentrados e com bastante fruta, mas com acidez mais baixa e taninos leves. Enquanto em climas mais quentes os sabores predominantes são de frutas vermelhas, em regiões de climas mais frios se sobrepõem as frutas pretas e uva passa. Em Manduria, onde os vinhos de Primitivo são mais concentrados, também é comum encontrar a uva em corte com outra cepa regional, a Negroamaro.
A vinícola está no coração do Primitivo di Manduria, uma faixa de terra suspensa entre dois mares, onde vinhas e floreiras nascem lado a lado em um manto de terras vermelhas.
● Notas de Degustação: Este é um vinho de aromas complexos de intensa cor rubi. Notas frutadas de ameixa, passando por compota de frutas vermelhas e escuras como a cereja madura, toques de baunilha e alcaçuz. Em boca é um tinto encorpado, picante e macio, com taninos finos e delicioso frescor, com um longo retrogosto. O paladar é intenso, com grande estrutura e suavidade, com um acabamento agradavelmente persistente. Um vinho para ocasiões especiais. Vinhedos de 50 anos num corte de uvas Primitivo e Negroamaro. O vinho passa 12 meses em barril de carvalho.
● Estimativa de Guarda: 10 anos fácil. Mas o vinho já está espetacular para ser bebido.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, carnes de caça, trufas. Nhoque com ragu de cogumelos, pernil de cordeiro assado com ervas ou risoto de queijo. Perfeito para acompanhar carnes vermelhas e de caça, é ideal como um vinho de meditação e harmonizado com pratos de massa. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011

● Vinho da Semana 222017 - ● APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011 – PUGLIA - ITÁLIA – Salento fica a leste da região da Apúlia, no sul profundo da Itália. Calorosa e amigável e preservada por um isolamento de séculos de idade, manteve folclore genuíno e antigo sua tradição vitícola vivo. Como o calcanhar da península italiana em forma de bota, bem como sua parte mais oriental - das belas falésias do mar Adriático para as praias suaves, areia do mar Jónico - Salento possui o maior número de vinhos DOC produzidos em Apulia.         Entre acres de vinhas alternar olivais fechado por paredes baixas de pedra seca e arbustos do Mediterrâneo. Seus densa vegetação, frutas e flores foram uma fonte de inspiração para os artesãos habilidosos que trabalham na cidade de Lecce Durante o período barroco, a OMS ricamente igrejas ornamentadas, conventos e palácios Com os símbolos da idade, representando de forma - ou invocar - a generosidade e fertilidade de uma terra amigável e rico.
É graças a esta beleza natural e arquitetônica que Salento é hoje um dos destinos mais populares na Itália. Sua capital é Lecce, qual a sua manteve histórico e cultura mais do que qualquer outra cidade identidade de Apulia. Nomeado "a Florença do Sul da Itália" por seus belos monumentos, Lecce é conhecida por sua arquitetura e esculturas barrocas, que se espalhou toda a província desde o século graças 16 a um calcário maleável, compacto, liso, cor de mel conhecido como "pedra Lecce "que é usado para enriquecer ruas, varandas, palácios e igrejas.
Em 1870 Noé Apollonio plantou sua própria vinha e produziu vinho pela primeira vez. A experiência foi herdada de seu pai Tommaso (um comerciante produtor de vinho nascido em 1828), e de seu avô Giuseppe (um camponês nascido em 1805). No final do século XIX a filoxera afligiu viticultores em toda a Europa, e froam obrigados a plantar novos tipos de vinhas. Na época, o vinho era tudo: era alimento, remédio para os cuidados, alívio para as dores.
Noé resolveu transformar suas uvas em vinho e vender seus produtos, a partir de vinhedos de uvas Negroamaro e Primitivo, colhidas nas aldeias de Aradeo, Neviano, e Cutrofiano. Motivados pela mesma paixão herdada de seu pai Noé, Marcello provou ser tão trabalhador e entusiasmado, dando continuidade a produção, e comprando alguns vinhedos em todo o território de Salento, a partir de "Valle della Cupa" (Vale do Cupa) até "Arneo", e até aqueles localizados na região de Basilicata. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Marcello conseguiu atender seus numerosos clientes, especialmente do norte da Itália. Salvatore, que sucedeu Marcello com o mesmo empenho e capacidade de compreender as mudanças do mercado, enquanto a pobreza foi lentamente dando lugar a um boom econômico e o mercado foi mudando, criando novas oportunidades de negócios. Com a introdução de gestão de negócios, caracterizada por uma produção mais moderna e eficiente, em 1975 começou a engarrafas os vinhos de alta qualidade com a marca Apollonio.
À frente da empresa desde 1995, Marcello e Massimiliano Apollonio são a quarta geração da família. Impulsionada pelo entusiasmo e paixão e pela experiência adquirida no campo Eles, eles decidiram perseguir o objetivo ambicioso de expansão além das fronteiras nacionais seus produtos. Sob nova gestão, Apollonio tem se especializado em envelhecimento do vinho e expandiu sua rede de varejo. Tem a sua oferta alargada de produtos vitivinícolas, com excelência como objetivo. Os vinhos da Apollonio agora são vendidos em 35 países, onde são muito apreciados por sua identidade e autenticidade intocadas.
● Notas de Degustação: Vinho violeta escuro. Aromas de cereja preta, amora, turfa e especiaria. Muito encorpado, exuberantemente frutado com boa glicerina, pureza e bem balanceado. Amplo, rico, concentrado no palato sem ser agressivo. Um conjunto bem representativo dos modernos vinhos da Puglia. Feito com uva 100% Primitivo. Colheita manual com as uvas já bastante maduras. A colheita é adiada para se conseguir maior concentração de açúcares e substâncias extrativas. Passa 12 meses em barricas francesas, 6 meses em grandes barris de carvalho e 6 meses na garrafa. Excelente persistência final num vinho que apesar de encorpado, está muito harmonioso e agradável de beber. Para um paladar mais detalhista, pode apresentar ligeiro amargor no fim de boca.
● Estimativa de Guarda: 10 anos pelo menos. Nesta amostra com 6 anos os taninos estavam macios e tínhamos um vinho de extrema maciez na taça.
Notas de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de caças, carnes vermelhas grelhadas ou guisados, queijos duros ou picantes. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: EM BH: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891. 

sábado, 27 de maio de 2017

Uaine Night

Agradecemos a presença de todos que estiveram conosco em mais está Uaine Night. Agente a próxima data: 07/07/2017.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

UAINE NIGHT, UM EVENTO IMPERDÍVEL


Para quem gosta e vinhos a UAINE NIGHT é um evento imperdível.

Cinco barracas de vinhos estarão servindo 69 rótulos em garrafas e 58 taças diferentes, com origem em 11 países: AFRICA DO SUL, ARGENTINA, AUSTRALIA, BRASIL, CHILE, ESPANHA, ESTADOS UNIDOS, FRANÇA, ITÁLIA, NOVA ZELANDIA, PORTUGAL.

Oportunidade para provar vinhos de uvas como Zinfandel, Pinotage, Bonarda, Torronés, Viura, além das emblemáticas Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah, Malbec, Tempranillo, Sangiovese, Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre outras. E tudo isto em vários estilos como vinhos espumantes, brancos, rosés e tintos nascidos em vinhedos de Bordeaux, Rhône, Califórnia, Douro, Lisboa, Alentejo, Rioja, Rueda, Hawkes Bay, Maipo, Colchagua, Elqui, Cachapoal, Mendoza. Em resumo, uma bela seleção de excelentes rótulos do mercado da Capital.

As garrafas têm preço entre R$ 60 e R$ 120,00. As taças serão vendidas a R$ 10, R$ 15, R$20 e R$ 25. E para harmonizar com estes vinhos, estarão presentes 10 barracas servindo comidas para aquecer a noite.


Sejam bem vindos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - CASA FIAT DE CULTURA


E pra noite ficar ainda mais agradável, convidamos uma banda de jazz para a Uaine Night!! Dia 26 de maio, sexta agora, na Casa Fiat de Cultura. A partir das 19h, entrada gratuita, sujeita à lotação.

domingo, 21 de maio de 2017

“ SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1 “ – Os vinhos espanhóis são imensamente populares e por uma boa razão: os vinhos do país misturam algo do Novo Mundo e sensibilidades do Velho Mundo sem conflitos. Especialmente nas regiões centro e sul, o calor do sol espanhol impregna os vinhos com notas intensas de aromas e sabores encontrados em todo Novo Mundo, mas ao mesmo tempo, os toques com perfil gastronômico os associam com os vinhos do Velho Mundo, próprios para acompanhar comida. Estas qualidades fazem dos grandes vinhos da Espanha uma verdadeira ponte entre estes dois mundos.
De qual você mais gosta? De Rioja ou de Ribera del Duero? Você pode não saber resposta, e você não está errado. Apesar de que se assemelhem em vários aspectos, estes tintos ainda têm nuances diferentes. Por duas razões: Primeiro, eles usam a mesma uva; a Tempranillo. E segundo, ambas as denominações desfrutam de solos argilo-calcários.
Qual é então a diferença entre eles então? No clima. Como você verá adiante, as consequências são importantes.
Rioja e Ribera del Duero são as regiões mais conhecidas e apreciadas internacionalmente e aquelas que exportam a maioria das garrafas da Espanha. Eles também são os mais consumidos no país, de longe, e mantem um acalorado debate sobre quem é o campeão entre os vinhos espanhóis. Para os fãs que cada um tem, o seu é preferível para o outro, mas para a maioria dos consumidores têm características muito semelhantes, incorporada pela mesma variedade de uva dominante - Tempranillo.
Será que podemos realmente reconhecer a diferença para além do contexto geográfico? Em princípio, sim, mas às vezes fazer a distinção pode ser difícil. Então, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.

1. ANTIGUIDADE: La Rioja foi definida como denominação de origem em 1925, e em 1991 tornou-se designação origem qualificada, que apenas aos vinhos da mais alta qualidade é concedida. Ribera del Duero é reconhecida como uma denominação de origem em 1982 e não tem o selo de denominação de origem qualificada, embora sua qualidade é reconhecida em alto nível pela maioria dos especialistas.
2. A GEOGRAFIA: Embora ambas as regiões pertençam ao norte da Espanha, cada uma agrega diferentes comunidades e províncias. A denominação de Rioja é dividida em três sub-denominações geográficas: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja, que viriam a coincidir aproximadamente com zonas respectivas de La Rioja, Alava e Navarra e agregam grande variedade de topografia das planícies quentes para áreas de cristas de cultivo e terraços ou varandas.
A denominação de origem Ribeira del Duero corresponde à parte oriental de províncias castelhana-leonesas de Segovia, Valladolid, Soria e Burgos, e sua orografia corresponde à inclinação de um vale. Ou seja, terras altas, campo e inundações nas áreas baixas.
3. CLIMA: Acredita-se que a casta Tempranillo, uma das maiores variedades mais versáteis do mundo, tem origem em La Rioja, de forma de domina tanto o perfil de seus vinhos que virou um padrão e será difícil distingui-los por sua base de uva. No entanto, a mesma videira de Tempranillo pode evoluir de forma diferente dependendo do clima em que está plantada. Assim, o Rioja é caracterizada pela influência do ar quente e úmido do Mediterrâneo através da depressão do Ebro.
Ao mesmo tempo, ela é protegida dos ventos secos frios do norte pelas montanhas bascas e dos Pirinéus, de modo geral, caracterizada por um clima continental temperado, com invernos relativamente suaves, outonos quentes e pouco contraste e verões quentes, mas sem excesso. Esta pequena clima extremo permite que as uvas para amadurecer mais profundamente e atingir uma maior qualidade de nuances.
Rioja Alta: O clima pode ser considerado moderado, porque não adquire as condições extremas dos vinhos de Ribera del Duero, enquanto seu solo é notável para a presença de argila.
Rioja Baja: Neste caso, estamos a falar de uma área com um clima que tende a olhar mais como o Mediterrâneo onde a chuva de inverno está presente.
Rioja Alavesa: O clima é temperado, especialmente no inverno e conhecido por seus solos íngremes com abundante presença de cálcio.
O clima das diferentes áreas desta Denominação de Origem, permite que as uvas amadureçam lentamente e com cuidado, garantindo excelente qualidade quando da colheita da casta.
Então vinhos de Rioja são estruturados por causa do próprio poder da Tempranillo, com grandes massas de energia e sabor. Ao mesmo tempo, eles são redondos e maduros, ideais para criar vinhos de grande finesse. Dois vinhos representativos deste personagem garboso e firmes podem ser os vinhos de Marqués de Riscal e vinhos da adega Muga. Ambas as adegas têm uma excelente relação entre qualidade e preço, e recebem altas considerações de críticos.
Em contraste, a área que abriga a denominação Ribera del Duero mais ao sul a oeste, tem um clima mais continental, em geral, este é mais contrastado, invernos frios e verões quentes, podendo oferecer noites de verão frescas. Consequentemente, o amadurecimento dos frutos será menor, embora generoso e criam vinhos mais concentrados graças ao calor do verão. Têm um sabor mais potente com mais características do corpo e da fruta aromática que melhoram o vinho e dão-lhe o potencial para ser afinada em barris de carvalho sem perder o espírito de sua juventude.
Tomando dois vinhos representativos da melhor Ribera del Duero são os vinhos da vinícola Pesquera, e os vinhos da adega Dominio de Pingus. Esta última adega recebe excelentes avaliações de Parker e do principal Guia espanho – o Penin, mostrando que os vinhos desta região são capazes de seduzir de forma tão excepcional como aqueles de seu vizinho do norte. Um caso especial é o Pingus, que custa cerca de 1.000 euros, algo incomum para Espanha.
4. O SOLO
Os solos de Rioja são dominadas por calcário e argila, capazes de reter água, mas não por muito tempo, e entregam-na as raízes da vinha. Isso faz com que a boa vantagem das chuvas e ventos úmidos relativamente abundantes nesta área quanto à do sudoeste vizinho seja um diferencial. Da mesma forma, a Ribera é a própria depressão do Ebro, sendo fortemente influenciada por evaporações de Duero- e recebe pouca chuva.

Em adição, os solos são mais variados e pode variar de giz capaz de reter água, nos altos e baixos das áreas de vale, com areia e um pouco propenso a retenção de água no campo, embora favorecida pela proximidade do rio e escoamento das chuvas. Assim, a concentração das uvas em água será menor e a quantidade de açúcar e outras substâncias será correspondentemente maior, que favorece uma grande colheita; novamente algo que reflete uma personalidade selvagem da jovem Tempranillo que pode ser preservado no seu afinamento. Segue na semana que vem ...

UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO

“ UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO ” – A maioria das pessoas liga pouco para os saca-rolhas. Elas ficam satisfeitas com o brinde da loja de vinhos do bairro, com a versão barata de duas asas, ou mesmo com um canivete suíço. Há saca-rolhas a pilhas, e complexos modelos que funcionam com um aperto e um puxão.
Sommeliers do mundo todo usam majoritariamente um dispositivo simples, de alavanca. Basicamente, ele consta de um cabo como o de faca, com uma espiral que é inserida na rolha, e um apoio dobrável para encaixar na garrafa. Esse modelo foi patenteado na Alemanha, em 1882, e suas versões básicas custam menos de US$ 10.
 Aí, vem o australiano Code-38, projetado segundo os mais elevados princípios do design, com materiais de primeira linha. É vendido por US$ 220 a US$ 410. Ao contrário do saca-rolha barato lá de casa, o Code-38 oferece o peso sólido de uma boa ferramenta. O modelo básico, de US$ 220, é de aço inoxidável maciço. A lâmina de corte é um arco de aço que pode ser afiado numa pedra.
O apoio tem uma só dobradiça, em vez da dobradiça dupla que eu tenho no meu Pulltap. Isso serve como uma rede de segurança para amadores que nem sempre conseguem pôr o saca-rolha no ponto certo.
A dobradiça única do Code-38 é concebida com tal precisão que ainda estou para encontrar uma rolha que eu não extraia sem esforço. Por US$ 410, você pode adquirir o Code-38 Pro Stealth, "uma mistura completa de texturas destruídas e finais vaporizados à base de titânio", como diz o catálogo na internet.
Emprestei meu modelo de US$ 220 a Michael Madrigale, sommelier do Bar Boulud, em Nova York. Ele gostou bastante, mas reclamou do preço. "É como o hambúrguer de US$ 200", disse. "É reinventar algo que já está perfeito."
Já Chaad Thomas, ex-sommelier e sócio da US Wine Imports, achou o saca-rolhas "uma linda peça". "Foi magnífico poder abrir o saca-rolha com uma só mão", disse ele. "Dá para usá-lo rapidamente mesmo, além de ser muito durável. Como sommelier, eu costumava usar os saca-rolhas até acabarem."
Já houve outros saca-rolhas caros. A marca francesa Laguiole, por exemplo, é famosa há mais de um século. Jeffrey Toering, o designer do Code-38, foi montador de instrumentos na Força Aérea Australiana, o que ele compara a ser relojoeiro. A ideia do Code-38 surgiu na década de 1990, quando ele viu um garçom usar um "saca-rolha barato de plástico" para abrir uma boa garrafa de vinho. "O calibre do saca-rolhas não combinava com o nível do vinho nem do restaurante", escreveu ele num e-mail da Austrália.

Assim, começou uma odisseia de tentativa e erro, de testes de design e materiais, e de comparação de fontes. Ele examinou espirais do mundo todo antes de escolher um feito na França. Toering diz que o Code-38 é "totalmente reconstruível" e coberto por uma garantia eterna.Toering monta cada um individualmente e diz que já vendeu 137 exemplares. "Eu acho o Laguiole e produtos similares daquela região brilhantes gostaria de pensar que o Code-38 pode ser colocado entre eles em pé de igualdade", afirmou. 
● FONTE: ERIC ASIMOV –  FOLHA DE SÃO PAULO – THE NEW YORK TIMES  -  16/05/2011

CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX

● Vinho da Semana 212017 - ● CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX - FRANÇA – Até meados do século XX, os vinhos do Pomerol não figuravam entre os grandes nomes de Bordeaux. A Margem Direita, onde está o Médoc era a origem dos mais prestigiados e caros rótulos. No entanto, mais recentemente, uma pequena região na margem direita de Bordeaux, com apenas 12 quilômetros quadrados de área, tornou-se um fenômeno, com vinhos que, muitas vezes, superam os preços dos rótulos mais famosos de outras localidades próximas.
Logo, nomes como Pétrus, Le Pin e Lafleur passaram a ser comentados em salas de degustação e caçados por colecionadores, alcançando valores estratosféricos, especialmente devido às produções diminutas. Os críticos, entre eles Robert Parker e Jancis Robinson, não se cansam de dizer que definitivamente não é um vinho para neófitos, devido, principalmente pelo seu exotismo – com muita fruta fresca, acidez e mineralidade, diferenciando-se de seus conterrâneos que tendem a ser mais ricos, potentes e intensos.
♦ O Chateau La Croix de Gay tem uma longa história na denominação Pomerol que remonta a pelo menos meados dos anos 1800. Na década de 1970, o consultor Alain Raynaud, que nasceu na propriedade começou a tomar parte na produção do vinho, constituindo a era moderna deste Chateau. Este grande nome da margem direita, devido a supremacia da Merlot em seu corte, se mostra potente mas ao mesmo tempo, muito aveludado, ressaltando elegância e finesse.
            Ao longo dos anos, como muitas propriedades na Margem Direita, a vinha mudou de tamanho. Mais recentemente, está se tornando menor. A primeira mudança significativa ocorreu em 1982, quando começaram a produzir o vinho La Fleur de Gay das vinhas mais antigas que ocuparam 3 hectares de seu vinhedo. Localizado na porção norte da denominação Pomerol, o Chateau La Croix de Gay tem bons vizinhos. O terreno fica próximo do Chateau Clinet e do L´Eglise Clinet no platô de Pomerol. Em 1997, a propriedade modernizou suas instalações de produção de vinho e acrescentou cubas de temperatura controlada. Em junho de 2012, os proprietários de Chateau Lafite Rothschild compraram uma parcela de vinhas de La Croix de Gay permitindo-lhes expandir as explorações de Chateau L'Evangile. Os proprietários do Chateau La Croix de Gay construído uma nova adega para a fermentação e vinificação do seu vinho que foi concluída em 2015.
♦ Chateau La Croix de Vinhas Gays, Terroir, Uvas , Vinificação: A vinha de 3,6 hectares do Chateau La Croix de Gay é plantada em 95% Merlot e 5% Cabernet Franc . As vinhas têm em média 30 anos de idade. O vinhedo é plantado com uma densidade de 5.000 videiras por hectare. As vinhas de Cabernet Franc foram, na sua maior parte, removidas e a quantidade de Merlot plantada aumentou. A vinha é dividida em 10 parcelas separadas. O terroir é solo de cascalho, areia e argila. O vinho de La Corix de Gay é vinificado em 10 cubas de concreto, em forma de tulipa, com temperatura controlada, que correspondem às suas 10 parcelas de videiras. A fermentação maloláctica ocorre numa combinação de barris de carvalho francês e tanque. O vinho do Chateau La Croix de Gay é envelhecido em barris de carvalho francês novo, de 50% por uma média de 18 meses. Em média, cerca de 1.000 caixas de vinho são produzidos em cada safra.
            Em Pomerol, próximo a Saint Emilion, a comuna também possui sua própria classificação – Premier Cru ou Grand Cru Classé. O vinho mais famoso da região é o caríssimo Château Petrus, bem como o prestigiado e tradicional Le Pin, um “vin de garage” de minúscula produção e altíssimo preço. O corte do Chateau La Croix de Gay é o mesmo do Petrus com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc. A safra está excepcional.
● Notas de Degustação: Cor rubi intenso e cristalino. Elaborado com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, é um corte típico na Margem Direita. Aromas bem concentrados ainda, taninos presentes, macios e com tudo bem integrado ao conjunto. Cerejas, ameixsa escura madura, especiarias, é um vinho que deve evoluir por bom tempo. Com a passagem pela taça aparecem as notas de café, e delicoso licor de cassis.
● Estimativa de Guarda: Como outros grandes vinhos que guarda para mais de 20 anos, creio que uma guarda recomendada é de no mínimo 15 anos. Mas com 8 anos de garrafa, surpreendentemente o vinho já está muito bom, mostrando que a docilidade da Merlot permite que sejam bebidos ainda na sua juventude.  
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar todos os tipos de pratos clássicos de carne, carne de vitela, carne de porco, carne de vaca, cordeiro, pato, frango assado, assados e grelhados em geral. Chateau La Croix de Gay também ficará muito bom com pratos asiáticos, pratos de peixe como atum, preparações com cogumelos e massas.
Serviço: O Chateau La Croix de Gay é melhor servido entre 15 a 16ºC. A temperatura fresca, quase igual a da adega dá ao vinho mais frescor. Os vinhos de safras novas podem ser decantados por 1 hora. Isso permite que o vinho possa suavizar e abrir os seus aromas. Os vintages mais velhos podem precisar de muito pouca decantação, apenas o suficiente para remover as borras.

Onde comprar. Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

TREPERUNO 341 MERLOT 2009 – ROCCA DELLE MACIE

● Vinho da Semana 212017 - ● TREPERUNO 341 MERLOT 2009 – ROCCA DELLE MACIE – TOSCANA – ITÁLIA - A Família Zingarelli transformou a Rocca delle Macie em uma das mais célebres vinícolas italianas, em apenas um quarto de século. Sua linha de vinhos é de grande aceitação mundial, porque alia apresentação irretocável e preços excepcionais ao puro caráter toscano dos vinhos, de perfil tradicional e territorial.
A Vinícola Rocca delle Macie nasceu em 1973, quando Italo Zingarelli, o cineasta estimado por Ettore Scola, e responsável pela bem sucedida série de filmes com a dupla Bud Spencer e Terence Hill (incluindo Chamam-me Trinity, Trinity Ainda é Meu Nome ), decidiu realizar o sonho de sua vida, com a compra do "Le Macie" – uma propriedade de 85 hectares com apenas dois dos quais são vinhas - para dar à luz a uma adega no coração do Chianti Classico. O amor e a paixão pela Toscana foram repassados ​​aos filhos Italo Sergio, Sandra e Fábio. Em 1985, de fato, Sergio começou a trabalhar com seu pai e em 1989, ladeado por sua esposa Daniela, torna-se o líder da empresa.
            Desde então, Sergio, com a colaboração da irmã Sandra, consolidou a empresa, impondo-lhe atenção definitivamente internacional, com vinhos que obtenham vários prêmios, tanto na Itália e no exterior. Ao mesmo tempo, o irmão mais velho Fabio, que se tornou um arquiteto, pessoalmente supervisiona as renovações de aldeia Fizzano e a nova adega da empresa, e seguirá nos próximos anos todas as restaurações das várias propriedades.
            Hoje a empresa tem cerca de 600ha, dos quais mais de 200 vinhedos e 80 são olivais, subdivididos entre os seis distritos: Le Macie, St. Alphonsus, Fizzano e Tavolelle na área de Chianti Classico, Campomaccione e Casamaria em Maremma na área de Morellino di Scansano.
● Notas de Degustação: 100% Merlot, no melhor estilo toscano. Cor rubi de média concentração, muito luminoso. Aromas de cerejas e ameixas maduras, especiarias e rosas vermelhas, tudo em fruta madura, mas sem excessos da compota, depois vem um toque de couro e defumados, resultado da guarda do vinho. Ótimo volume de boca, com taninos macios e muito bem resolvidos, fresco e persistente.
● Estimativa de Guarda: Guarda recomendada é de 7 anos, mas minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque já está pronto. Carnes nobres grelhadas na brasa; Cozido de cordeiro; Penne ao sugo de tomates maduros e salsicha; Lombo suíno recheado com farofa de ameixas, assado lentamente; Guancia di vitello brasata al Merlot (Bochechas de vitello braseadas ao vinho servida com polenta.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar massas, risotos, pizzas. Servir a 16°C.

Onde comprar. Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618.

TARA ATACAMA SAUVIGNON BLANC

● Vinho da Semana 212017 - ● TARA ATACAMA – D.O. ATACAMA VALLEY VENTISQUERO - CHILE – Apesar de cultivo muito trabalhoso, a região do Atacama possui qualidades que ajudam a minimizar a ferocidade do deserto e tornam possível a produção de uvas. As principais delas são a proximidade do mar – os vinhedos estão localizados a apenas 22 quilômetros da costa – e a ausência da Cordilheira da Costa na área, o que possibilita que os ventos do Pacífico tragam frescor e alento ao clima escaldante. Ali, a natureza quase precisa de milagres para que o verde consiga se manter em meio à impactante visão lunar de suas terras, porém, como a uva vinífera não é muito chegada a excessos de água nem a solos especialmente férteis, o deserto se tornou mais uma opção dentro da curiosa geografia longilínea do Chile, repleta de extremos secos ou gelados.     O nome do vinho foi inspirado no Salar de Tara, um pedaço do Atacama que está longe do Vale de Huasco, onde se situa o pequeno projeto da Ventisquero, a 22 kms do mar.
Essa ausência de cordilheira também possibilita que a neblina costeira – conhecida como Camanchaca –, característica das manhãs no litoral da região, adentre o vale e amenize a incidência do sol. Nessas circunstâncias extremas, Tara conta, atualmente, com pouco mais de 10 hectares de vinhedos, plantados numa densidade de apenas 400 plantas por hectare e uma produção baixíssima, em média 300 gramas por pé, o que implica na produção ainda muito pequena de cada rótulo, quase experimental.
Como se não bastassem os desafios impostos pela natureza, entre elas os somente 20 mm de chuvas anuais, os participantes do projeto se colocaram ainda mais desafios, como o de produzir vinhos com o mínimo de intervenção possível, tanto no vinhedo como na adega. As primeiras videiras plantadas em Huasco morreram sem cerimônia. O problema é a salinidade no solo, que continua a ser uma questão em curso para a saúde da videira e longevidade. A única máquina usada durante todo processo de produção foi a de colocar as rolhas nos vinhos, o resto foi tudo o mais artesanal possível. Desde a prensa das uvas (com os pés), passando pelas mais de 100 microvinificações, até a elaboração das amostras e dos blends e o enchimento das garrafas na base da mangueirinha, tudo foi artesanalmente elaborado pelos três enólogos: Felipe Tosso, Alejandro Galaz e Sergio Hormazábal, e alguns poucos funcionários. Para se ter ideia, o projeto conta somente com dois funcionários permanentes.
Devido ao clima desértico, a irrigação constante é necessária, mas ocorre que tanto o solo quanto a água da região possuem alta concentração de sal, assim, ao regar as plantas, acabou-se por aniquilar as pequenas videiras pela salinidade extrema, e para solução deste problema foi necessário a consultoria de um expert em irrigação.
● Notas de Degustação: Cor amarelo-citrino opaco, afinal não é filtrado. Os aromas predominantemente minerais e herbáceos se mostram envoltos por notas vegetais, de frutas cítricas e de brancas. No paladar possui bom ataque, com ótima textura e acidez vibrante, que aporta intensidade ao conjunto, tudo num final profundo e persistente, lembrando erva cidreira. Impressiona pela profundidade e mineralidade, num produto de extrema finura. Consegue ter força, estrutura e potência em harmonia com elegância e muita tensão.
● Estimativa de Guarda: Creio que uma guarda recomendada é de 5 anos, mas minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque já está pronto e aliás, muito bom.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar crustáceos, moluscos, peixes e carnes brancas. Servir entre 6 e 8°C.

Onde comprar. Em BH a CANTU é representada por Ana Paula Diniz – Supervisora da Cantu Importadora I Tel.: (31) 98876-0694.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - CASA FIAT DE CULTURA - IMPERDÍVEL !!!



Na Uaine Night não deixamos de lado a nossa missão de valorização da gastronomia mineira, e é por isso que o restaurante da Dona Lucinha vai levar muitas delícias para harmonizar com vinhos do mundo todo. Dia 26 de maio, na Casa Fiat de Cultura. Não perca! A partir das 19h, entrada gratuita, sujeita à lotação. Foto: Barbara Kaucher

quarta-feira, 17 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - IMPERDÍVEL

Uma variedade enorme de rótulos e países, você só vai encontrar na Uaine Night. Dia 26 de maio, a partir das 19h, na Casa Fiat de Cultura. Entrada gratuita, sujeita à lotação. Evite fila, chegue cedo e aproveite o melhor da festa !!!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

16/05 - CANTU DAY EM BH

BELO HORIZONTE RECEBE CANTU DAY 2017


A Cantu Importadora, traz a Belo Horizonte o Cantu Day 2017, com 248 rótulos para serem provados. Um roadshow que se tornou um dos principais eventos da indústria vitivinícola no país percorrendo as capitais: Belo Horizonte (16/05), Rio de Janeiro (18/05), São Paulo (23/05), Curitiba (25/05) e Recife (08/08). 

Entre as vinícolas presentes estão: Ventisquero e Ramirana (Chile), Poças, Quinta de Bons Ventos e Alexandre Relvas (Portugal), Domínio Del Plata e Susana Balbo (Argentina), H.Stagnari (Uruguai), Lyngrove e Graham Beck (África do Sul), Yellow Tail e John Duval (Austrália), Louis Bernard e Nuiton Beaunoy, Blason de Bourgogne (França), Trinchero (Estados Unidos), além de Da Vinci, Farnese, La Pieve, Cantine Settesoli, e I Giusti & Zanza (Itália).

O Cantu Day Belo Horizonte acontece no dia 16 de Maio de 2017, das 16 às 21h, no ESPAÇO MEET, (Av. Raja Gabaglia, 2671 – Bairro São Bento). 

Aproveite e Reserve seu ingresso. Maiores informações: marketing@cantuimportadora.com.br
www.cantuday.com.br

UAINE NIGHT 26/05, ALEM DE VINHOS E GASTRONOMIA, UM ENCONTRO COM A BOA MÚSICA !!!


Vai ter música boa também na Uaine Night, dia 26 de maio, de 19h à 0h, na Casa Fiat de Cultura, entrada gratuita.

O VINHO E SEU ROMANTISMO, OU COMO NÃO DESPERDIÇAR UMA BOA TAÇA DE VINHO E UMA NOITE PRAZEROSA

 “O VINHO E SEU ROMANTISMO, OU COMO NÃO DESPERDIÇAR UMA BOA TAÇA DE VINHO E UMA NOITE PRAZEROSA “– Que o vinho é considerada uma bebida romântica, não há dúvida! Mas isto suscita muita curiosidade sobre como uma taça de vinho pode levar a situações prazerosas. Então, é comum em Cursos de Vinhos perguntarem qual é a bebida mais romântica? Por outro lado, há uma grande curiosidade em saber que vinho evitar para não ir para a cama sozinho(a) ou sem disposição para nada além de um sono profundo!


O vinho certo pode fazer toda a diferença na hora da sedução e transformar uma noite já especial em um momento ainda mais sensual. Vinhos “redondos” e pratos leves podem servir como preliminares que conquistam o parceiro e antecipam uma noite romântica. Vinhos tintos mais suaves e champanhes são como preliminares para uma noite mais apimentada. A explicação é que um vinho mais suave é importante para ter fôlego depois!
O fato de degustar o vinho, aos poucos e lentamente, cria um clima e também um ritual, que quebra a rotina e estimula o sexo. Afinal, não se toma um vinho como um refrigerante. O vinho é uma bebida de convívio e socialização, para não dizer que é a bebida mais romântica. O espumante, ainda mais, simboliza o romance e o glamour. Quando a pessoa vê champanhe com morango (apesar de hoje esta harmonização estar fora de moda !) já percebe a segunda intenção. A cena é conhecida -  lembram-se de Richard Gere e Julia Roberts no filme “Uma Linda Mulher”?
Já entre os vinhos tintos “perfeitos” para a ocasião, uma uva francêsa, a Pinot Noir da Borgonha, faz os vinhos mais sedutores do mundo. Eles são suaves e têm uma acidez muito legal. Não à toa, essa uva é conhecida como a mais feminina que existe. Curiosamente, a Cabernet Sauvignon, a Tannat e a Syrah são consideradas uvas masculinas, e portanto, já estão ai três dicas do que evitar. Mas se a Pinot não for a sua uva de preferência, opte pela Tempranillo, com seus vinhos mais leves e com menos tempo em madeira.
S O que evitar em uma noite com segundas intenções ...
Não é nada agradável ficar com a boca “amarrando” por conta do vinho e acabar sem beijos. Tampouco "lembrar-se" do jantar por horas por certa indisgestão e tonteira, quando a vontade é cair na cama com seu amor.
Para isso, é preciso fugir dos vinhos considerados mais poderosos ou potentes. Um exemplo do que deve ser evitado para não botar sua noite de amor a perder: um malbec argentino mais encorpado com carne vermelha como chorizo é um exemplo. A digestão é mais difícil, leva horas, o que não é ideal para uma noite de amor.
Se a opção do jantar é um fondue de queijos em casa, evite os vinhos tintos. A acidez e a temperatura do queijo podem acentuar os taninos e, eventualmente, a sensação de secura e adstringência desconfortável. Aposte em brancos secos frutados, combinação ideal com a riqueza do queijo. A sugestão são vinhos das uvas Chardonnay, Riesling, Gewurztraminer...
S E se um dos dois não bebe?
Há mulheres que não gostam muito de álcool e homens também – por que não? Nesses casos, o que fazer para não quebrar o clima? Use suco de uva para quem bebe vinho, que será muito melhor do que uma limonada, ou algo muito ácido. Um detalhe: se estiver naqueles dias de calorão, e quiser fugir de suco de uva tinta, há boas opções de sucos de uvas brancas!!! Geladinho, fará enorme sucesso.

Pode-se fazer um curso de vinhos para aprender a degustar e apreciar a bebida. Quem sabe a pessoa que não bebe não se anima a degustar? O casal precisa de assuntos em comum, de hobbies. O vinho pode se tornar esse hobby, que une o casal, criando espaço para conversas, viagens, participar de degustações e claro, mais noites de prazer!

BOEKENHOUTSKLOOF SYRAH 2010 – FRANSCHHOEK - AFRICA DO SUL

● Vinho da Semana 202017 - ● BOEKENHOUTSKLOOF SYRAH 2010 – FRANSCHHOEK - AFRICA DO SUL – Localizado no canto mais distante da charmosa região de Franschhoek, de origem francesa, Boekenhoutskloof foi criada em 1776 e produz alguns dos mais fantásticos e estilosos vinhos da África do Sul. O nome é inspirado em uma árvore nativa, muito valorizada por conta da fabricação de móveis com sua madeira.
Em 1993, a fazenda foi comprada e restaurada. Um novo programa de plantio de vinha foi estabelecido e entre as novas inclusões no cultivo destacam-se a as uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Grenache, Semillon e Viognier.
Para Robert Parker, a Boekenhoutskloof é a melhor produtora do país, já que concedeu sua maior nota (93 pontos) para o Boekenhoutskloof Syrah, também um dos preferidos de Jancis Robinson. Ele é um “cruzamento entre o foco e precisão dos Côte-Rôtie e o poder e profundidade dos Hermitage.
 Provavelmente o melhor Syrah da África do Sul, o fantástico Boekenhoutskloof Syrah é o melhor vinho do país para Robert Parker. Elaborado com uvas de vinhas de mais de 100 anos de idade, mostra muita complexidade e concentração. Para Parker, o estilo do vinho lembra um cruzamento entre o foco e a precisão de um Côte Rotie e o poder e concentração de um Hermitage. Um dos grandes tintos do novo mundo.
A Revista inglesa Decanter pergunta se este vinho tem o estilo Rhône? Tudo depende do que você quer dizer com o termo. O Cabo tem um clima mediterrânico, por isso mesmo nos locais de altitude ou perto do Atlântico ou Índico, são mais quentes do que o norte Rhone. E ainda muitos dos melhores vinhos exibem a pimenta-do-reino, especiarias e notas de amora são tão típicos dos vinhos daquele famoso vale francês.
            A África do Sul produz Syrah em todas as principais regiões de cultivo da uva. Os vinhos mais elegantes originam-se em Elgin, Constantia, Cederberg, Malgas e Cabo das Agulhas, mas não se pode deixar de fora os estilos mais ricos produzidos em Stellenbosch, Paarl, Wellington, Franschhoek, Tulbagh e Swartland. Pense neles como mais parecidos com Cornas, se quiser, embora os solos, a viticultura criteriosa, colheita mais cedo, fermentação controlada e uma mão suave na cantina (especialmente cuidando da extração dos taninos do carvalho) pode resultar em Syrahs surpreendentemente mais refinados e complexos.
● Notas de Degustação: Cor rubi com leve evolução nas bordas, mostrando a guarda em bom estado do vinho. Aromas de defumados, caixa de charuto e tabaco, com toque de chocolate amargo. Amável e elegante em boca, confirmou os aromas nos paladares, e ainda especiarias doces. Suculento, com a acidez na medida, taninos macios e final longo, com notas de café italiano.
● Estimativa de Guarda: Creio que uma guarda recomendada é de 10 anos, mas minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque já está pronto e aliás, muito bom.
Reconhecimentos Internacionais: O vinho da safra de 2012 além de ter 95 pontos está incluído na relação dos melhores vinhos de Syrah produzidos na Africa do Sul.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar carnes grelhadas, carnes de caças, preparações suculentas. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar. Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

quinta-feira, 11 de maio de 2017

MENU ESPECIAL PARA O DIA DAS MÃES NO RESTAURANTE SARGAS

Menu das Mães do Sargas valoriza ingredientes mineiros
 
Alguns produtos, por exemplo, são queijo canastra, pimenta biquinho, banana da terra. Um dos destaques é o Petit Gateau com doce de leite de Viçosa, acompanhado de sorvete de queijo

Belo Horizonte, Maio de 2017 – O Sargas Restaurante (Av. do Contorno, 7325 – Lourdes) (www.sargasrestaurante.com.br), no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, preparou um menu especial para a comemoração do Dia das Mães, no próximo domingo, dia 14/05. “O nosso restaurante é perfeito para o Dia das Mães. Funcionamos por reservas, sem filas, sem aperto e confusão. O Sargas é a opção ideal para quem quer almoçar no Dia das Mães em um lugar tranquilo, com cozinha de qualidade, boas opções de vinhos, cervejas, em um ambiente climatizado”, detalha o gerente geral do restaurante, Luis Veríssimo. O restaurante espera receber as famílias em dois turnos, estará aberto de 12 às 16 horas. Abaixo, o menu completo:

Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
O Sargas Restaurante está localizado num dos hotéis mais renomados da cidade, o Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, e conta com ambiente climatizado, estacionamento e manobrista - Fotos: Paulo Cunha / Outra Visão Comunicação
 
Couvert Terroir
  • Cesta de Pães Rústicos
  • Queijo Canastra com óleo de coco e funcho, Caponata de Banana da Terra e Pimenta Biquinho, Joelho de Porco Defumado Assado e Desfiado, Manteiga Aromatizada com Limão Creme e Salsa. 
Pratos quentes - (cliente deve escolher uma opção) 
  • Galeto Confitado & Rosti de Mandioca e Bacon (mandioca ralada, cebola, salsa e bacon crocante)
  • Bife Chorizo & Puchero de Legumes e Grão de Bico (brócolis, couve-flor, cenoura, grão de bico, alho, cebola roxa e pimenta-dedo-de-moça) 
  • Filé-mignon & Risoto de Cogumelos, Tomates e Rúcula
  • Salmão & Moqueca de Palmito (lâminas de palmito, tomate, pimentões, cebola, molho de tomates, leite de coco e coentro)
  • Tilápia & Batata Rústica com Couve (batata rústica, couve e gratinado de queijo canastra)
  • Raviolini de queijo & Molho de Tomate da Casa  
Sobremesas - (cliente deve escolher uma opção)
  • Petit Gateau com doce de leite de Viçosa & Sorvete de Queijo 
  • Terrine de abacaxi & Hortelã
Valor por pessoa: R$ 65,00 + 10%. Bebidas à parte. 
Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 por carro e por período.

Sobre o Sargas Restaurante 
Inaugurado em 2001, o Sargas Restaurante passou por ampla reforma no ano passado, que envolveu troca de cardápios e carta de vinhos, e nova decoração do ambiente. Localizado num dos hotéis mais renomados da cidade, o Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, o Sargas tem ambiente climatizado, estacionamento e manobrista.
 
Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
O Sargas Restaurante (Av. do Contorno, 7325 – Lourdes) (www.sargasrestaurante.com.br), no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, preparou um menu especial para a comemoração do Dia das Mães, no próximo domingo, dia 14/05

No menu, há cores, produtos orgânicos, ervas e especiarias, além de uma apresentação surpreendente. Os pratos favorecem a qualidade dos produtos, os alimentos saudáveis, respeitam os ingredientes que trazem o frescor vegetal, além de valorizar os produtos mineiros. Para almoço, opções do menu executivo, de domingo à sexta, que variam de R$ 28,00 a R$ 45,00. Para o jantar, há entradas, tapas e pratos mais elaborados, como bacalhau, cordeiro, camarões, por exemplo. Aos sábados, a tradicional feijoada é a opção do almoço, há dez anos fazendo sucesso e obtendo reconhecimento do público.
 
Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
Inaugurado em 2001, o Sargas Restaurante passou por ampla reforma no ano passado, que envolveu troca de cardápios e carta de vinhos, e nova decoração do ambiente

 
Serviços – Sargas Restaurante – Av. do Contorno, 7325 – Lourdes – Belo Horizonte – MG – No Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes – Telefone e Reservas (31) 3298-4150 – Aberto todos os dias para o Almoço de 12h às 15h e Jantar de 19h às 24h – Almoço aos sábados 12 às 16h30 – Capacidade: 164 pessoas – Estacionamento coberto, com manobrista: R$ 8,00 no almoço / R$ 14,00 no jantar e aos sábados e domingos no almoço  – Pagamento: Visa, Mastercard, American Express, Dinners, Elo, dinheiro, cheque, ticket refeição, Alelo – Acesso e banheiro para deficientes –  Facebook: facebook.com/sargasrestaurante – Instagram: @sargasrestaurante – Site – www.sargasrestaurante.com.br