segunda-feira, 27 de março de 2017

AQUECENDO SUA TAÇA PARA O OUTONO-INVERNO

AQUECENDO SUA TAÇA PARA O OUTONO-INVERNO  ” - Com a chegada das primeiras brisas frias do outono, prenunciando os sopros de inverno, o interesse das pessoas pelo vinho aumenta, e o consumo da bebida decola. Parece ser a época mais propícia para o consumo do vinho, mas na realidade, vinho é bebido durante todo o ano nas regiões produtoras mundo afora.
Caldos quentes são bom começo para as refeições e podem ser harmonizados com vinhos. Para legumes a opção segura pode ser um bom Sauvignon Blanc ou Chardonnay. Para caldos de carnes conforme a textura e condimentos as opções podem variar de um rosé a um tinto mais leve criado a partir da Malbec ou Merlot.
No entanto, nenhum prato combina mais com a estação do outono do que massas suculentas e risotos degustados com uma boa taça de vinho. Trigo, Vinho e Azeite estão ligados à história da nossa civilização desde os tempos mais antigos, criando uma aliança unindo as regiões onde surgiram. Afinal uva e trigo são símbolos de fartura, boas colheitas, conquistas e comemorações.
A regra “massa e um tinto” é restrita. Não permite a criatividade que procuramos dar á arte e cultura do vinho e comida. É importante avaliar e conhecer os ingredientes, as texturas, carnes, temperos e então selecionar o vinho mais adequado.
Quando falamos em massas, o molho é fundamental para a escolha do vinho. Para molhos com base em tomate fresco e ervas, mais leve, um Sauvignon Blanc ou Vinho Verde serão perfeitos. Para frutos do mar, carne de siri, camarão ou mariscos, o ideal é degustar um Chardonnay, Viogner ou Riesling, com boa fruta e corpo compatível. Um espumante brut ou rosé serão boas opções também.
No entanto, quando o assunto é Pesto, com base em azeite de oliva, pinholes ou nozes e manjericão, o vinho deverá ter corpo e frescor. Um Chardonnay jovem, com madeira equilibrada e bem integrada será uma excelente opção, pois os toques de maçãs verdes, frutas secas, tostado, amêndoas e oliva casam bem o vinho com o molho.
Molhos de funghi são versáteis, podendo ser harmonizados com um branco encorpado, ou um tinto com taninos macios. Quando a massa estiver acompanhada de um filé, um vinho tinto de bom corpo será uma opção ideal.
Para o molho Carbonara, de sabor forte pelos temperos, untuoso pela presença do bacon e de difícil harmonização pelo sabor do ovo, o Merlot é a sugestão.
Massas recheadas com abobrinha ou ricota por si só pedem vinhos brancos de Semillon ou Chardonnay; com molhos brancos mais fortes ou vermelhos, um tinto como Pinot Noir poderá ficar ótimo. Se o molho tiver mais temperos, prefira vinhos com mais corpo.
Para massas com molho de queijo, a intensidade de cada um deles será levada em conta para a escolha do vinho; a opção mais segura será tintos como um bom Malbec ou Cabernet Sauvignon. Caso, além do queijo, tenha um toque de noz moscada, peça um Syrah: os toques de chocolate e especiarias se exaltam e harmonizam bem com as especiarias da uva. Com a chegada do inverno mesmo, o consumo de vinhos no Brasil chega a dobrar. Mesmo os mais apaixonados por saborear uma cerveja bem gelada, daquelas que, com certeza, recebem tratamento vip nos principais bares e restaurantes da cidade, não resistem à sedução de saborear um bom vinho durante esta estação. Muitos até não conseguem se segurar e dão seguimento a este impulso a qualquer sinal de climas mais amenos que já sinalizam para o tempo mais frio. Isso tudo, garantem os comerciantes do setor, faz até dobrar o consumo da bebida.
O gosto popular do brasileiro que está iniciando-se no vinho induz tomar vinhos um pouco mais suaves, mas os melhores são os vinhos secos: "tem até um bom percentual de vinhos importados que, agora estão mais acessíveis e com R$ 50 dá para tomar um bom vinho argentino, chileno e até europeu".

As uvas e vinhos sugeridos continuam os mesmos, mas os pratos para o inverno normalmente são mais condimentados, mais untuosos, ensopados, escaldados, acompanhados de molhos suculentos e aquecem quem os comem. Aproveite a estação para degustar, apreciar e harmonizar as massas e carnes com os vinhos e anote as melhores combinações. Crie jantares divertidos, saborosos e lembre-se de ter moderação, com o álcool e as calorias.

CLOS DE LOS SIETE 2013 – VALE DO UCO – MENDOZA - ARGENTINA

● Vinho da Semana 132017 - ● CLOS DE LOS SIETE 2013 – VALE DO UCO – MENDOZA - ARGENTINA – Michel Rolland é o tipo de homem que não precisa de apresentação, é um dos consultores de vinhos mais famosos na indústria vitivinícola e produz vinho para várias das mais prestigiadas vinícolas do mundo inteiro. Embora tenha elaborado vinho na maioria dos países, ele só escolhe alguns lugares para fazer o seu próprio rótulo, e Mendoza é um deles.
Depois de percorrer todas as regiões da Argentina, em 1998, Michel Rolland viu o grande potencial de Mendoza e iniciou um projeto chamado Clos de los Siete em um grande vinhedo no Valle de Uco. Convidou alguns amigos franceses especializados em vinificação e começaram a produzir seus próprios vinhos.
Sua vinícola (Bodega Rolland) é uma prática construção em forma de cubo, com moderna tecnologia. É o tipo de vinícola que a maioria dos enólogos sonha ter, por seu excelente design e funcionalidade na vinificação. Além de fazer o seu vinho, a cada ano elabora também um blend, usando os vinhos dos outros produtores franceses do projeto. Vale a pena degustar o seu Mariflor Sauvignon Blanc, que é uma expressão única deste varietal branco do Valle de Uco e o espetacular Miraflor Pinot Noir, que apesar de 15% de álcool se mostra fresco e frutado.
● Notas de Degustação: Rubi intenso, com aromas de frutas negras maduras, com destaque para a ameixa, com notas de pimenta-do-reino, mentol, tabaco, baunilha e toque mineral. No paladar é intenso, encorpado, potente, com taninos macios e maduros, equilibrado e com prazeroso longo final. O vinho é um blend de Malbec (53%), Merlot (23%), Cabernet Sauvignon (12%), Syrah (8%) e Petit Verdot (45). Finalizado o corte o vinho passa 11 meses por barricas de carvalho francês, divididas igualmente entre barricas novas, com um ano de uso e com dois anos de uso. Quando isso acontece é interessante, porque o enólogo deseja que a interferência do carvalho não seja tão intensa e aporte elegância ao vinho.
● Estimativa de Guarda: Vinho com estilo de Novo Mundo, frutado e potente, com boa passagem por madeira, muito interessante, capaz de evoluir com mais alguns anos de guarda. Minha recomendação é bebê-lo de imediato, mas a guarda por até 10 anos a partir da safra é indicação segura do produtor. Vale a pena decantar por 30 minutos antes de servir.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas grelhadas ou assadas, costeletas, massas acompanhadas de molhos. Costela na brasa, risoto ao ragu de cordeiro, risoto de funghi, ravióli de pato na manteiga e sálvia, picanha invertida, queijos maduros. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela WINE.

SANTA EMA GRAN RESERVA MERLOT 2009 VALLE DEL MAIPO - CHILE

● Vinho da Semana 132017 - ● SANTA EMA GRAN RESERVA MERLOT 2009 VALLE DEL MAIPO - CHILE A Santa Ema é uma vinícola familiar das mais representativas do Chile com quase 60 anos produzindo vinhos de alta qualidade no Vale do Maipo, do qual é uma reconhecida embaixadora internacional. Seus vinhos foram premiados em diversas ocasiões com importantes medalhas nos concursos mais relevantes do mundo. Contudo, a distinção mais importante para a Santa Ema é a fiel preferência de seus consumidores no Chile e fora do País, que valorizam o ofício e a paixão de três gerações dedicadas à fiel e permanente produção de vinhos de qualidade.
É um produtor de vanguarda no Vale do Maipo, cultivando os melhores terroirs das três regiões mais representativas deste vale chileno, produzindo assim os melhores e mais premiados vinhos da cordilheira do mar. Além disso, conta com uma imponente, moderna e bela Adega no Maipo médio, El Peral, onde os vinhos são vinificados, guardados e engarrafados
A história da Santa Ema começa em 1917, quando Pedro Pavone Voglino deixou sua terra natal (Piemonte, Itália) para empreender uma longa viagem ao Novo Mundo. Foi seu instinto pioneiro que o trouxe para o Chile e que o permitiu conhecer as bondades do Vale do Maipo. Encantado com a paisagem da zona e suas características particulares para a produção de vinhos, decidiu firmar raízes.
Em 1931 adquiriu os terrenos que se transformariam no que hoje é a Vinícola Santa Ema, e assim começou a produzir uvas para vinificação, que por sua qualidade seriam vendidas a conhecidas vinícolas chilenas. Em 1956 começou a produzir e comercializar vinhos engarrafados, que são reconhecidos pela indústria e pelos consumidores até o dia de hoje. Sempre elaborando vinhos na região do Maipo e buscando os melhores Terroir da região, desde a Cordilheira até o Oceano Pacífico.
No ano de 1986 os primeiros vinhos foram exportados, sendo o Brasil o primeiro mercado externo para a Vinícola. Atualmente os vinhos Santa Ema são exportados para os principais países da América, Europa e Ásia. Durante 2003 foi inaugurada a moderna planta de vinificação, a adega ‘El Peral’, localizada no coração da Ilha de Maipo, e que conta com a mais alta tecnologia disponível para a produção de vinhos de qualidade.
Santa Ema é uma vinícola familiar, que está na 3ª geração, quase que concentrada toda em áreas no Valle Del Maipo-Chapoal e Peumo. As videiras em média têm de 22 anos (Carmenère) 47 anos (Merlot e Cab Sauvignon e Cab Franc) e 127 anos(Carignan), para esta gama usam barricas francesas de 1º uso, mas mesclam as tanoarias. Rendimentos de 6 ton/ há com mais ou menos de 4 a 5 mil plantas por ha.
Os vinhedos se encontram nas ribeiras do rio Maipo, onde o terroir se manifesta com toda sua expressão, em uma das regiões vitivinícolas mais clássicas e antigas do Chile. As uvas colhidas foram prensadas e maceradas a frio durante 3 dias, e logo fermentadas durante 8 dias a 26ºC, com 6 dias de maceração pós-fermentativa. Após a fermentação malolática, o vinho estagiou 100% em barris de carvalho francês e americano durante 8-10 meses a fim de ganhar mais complexidade e estrutura.
● Notas de Degustação: Surpreendente merlot produzido pela vinícola Santa Ema, que passa por 10 meses em carvalho. A primeira coisa que chama atenção é o aroma muito agradável, potente e maduro, de baunilha combinada com frutas vermelhas e negras como amoras e ameixas, toque de baunilha, caramelo, chocolate e folhas secas. No paladar tem boa intensidade, macio e delicado. Os taninos são suaves, macios e agradáveis. A fruta madura tem bom balanço com as notas de chá preto, com boa textura, acidez refrescante e boa persistência. Um vinho de perfil gastronômico, que vai muito bem acompanhando comida.
● Reconhecimentos e Prêmios Internacionais: 89 pontos – Vinous Junho 2015 / Recomendado – IWC “International Wine Challenge” 2015 / Medalha de Bronze – Annual Wines of Chile Awards 2014, safra 2012 / 90 pontos – Guia de Mesa de Degustação LA CAV 2015, safra 2012 / Revista ADEGA 89 Pontos (2013). 90RP (2012).
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato. Para safras mais recentes creio que a guarda até 6 anos a partir da safra é indicação segura.
Notas de Harmonização: ótimo para pernil de cordeiro assado com ervas, carnes brancas, legumes cozidos no vapor ou salteados em azeite, pratos com carne de caça (javali, pato e cordeiro) ou carne bovina, massas ao molho vermelho, queijos semiduros e duros (cheddar, gouda, gruyère, grana padano). Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela Adega Alentejana. Em BH – DELIKATESSENS E SUPERMERCADOS.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SARGAS JAZZ RECEBE BANDA TRIVIAL

Sargas Jazz recebe banda Trivial

Restaurante do Hotel Mercure BH Lourdes apresenta trio de músicos que passeia por grandes standarts do Jazz e da música brasileira, quinta, dia 30/03

Belo Horizonte (MG), março, 2017 – O Sargas Restaurante (Av. do Contorno, 7325 – Lourdes) (www.sargasrestaurante.com.br), no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, recebe na próxima quinta-feira, dia 30/03, o Trivial (facebook.com/trivialtrio). O show faz parte do projeto Sargas Jazz, que tem quinzenalmente noites dedicadas ao Jazz, com músicos convidados. O Trivial é formado por Augusto Cordeiro (violão), Paulo Fróis (bateria) e Pedro Gomes (baixo). No repertório, grandes standarts do Jazz e da música brasileira. 

Sargas Jazz
Sargas Restaurante, do Hotel Mercure BH Lourdes, apresenta trio de músicos que passeia por grandes standarts do Jazz e da música brasileira, quinta, dia 30/03

Sargas Jazz 
“A ideia é criar um ambiente agradável unindo boa música, vinhos e gastronomia de qualidade”, conta o gerente do Sargas, Luis Veríssimo. O menu é aberto. Como petiscos, por exemplo, tem o tapas de presunto cru, pimentão vermelho grelhado, mel e hortelã (R$ 24,00) ou almôndegas de cordeiro e molho tzatziki (R$ 28,00). Como pratos principais, algumas das sugestões são o carré de cordeiro, mousseline de moranga com sálvia, molho de jabuticaba e couve salteada (R$ 78,00), o prato vegano com espaguete de pupunha, shitake, tomate, rabanete, brócolis, molho de leite de coco e folhas mineiras (R$ 45,00), ou o bife chorizzo com batata assada recheada com creme de queijo canastra, shimeji e acelga (R$ 58,00). O couvert artístico por pessoa é R$ 15,00.

Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
A ideia do Sargas Jazz é criar um ambiente agradável unindo boa música, vinhos e gastronomia de qualidade na capital mineira - Foto: Paulo Cunha / Outra Visão 

O Sargas Jazz é aberto. “É mais uma ação para aproximar o hotel do público belo-horizontino, para acolher os moradores daqui e mostrar que toda a nossa excelente estrutura não é apenas para os hóspedes do hotel”, ressalta Luis. “Estas noites de jazz são para tornar a experiência ainda mais agradável, única, inesquecível”, completa.

Sargas Jazz com Trivial
 Data: 30/03, quinta-feira
 Horário: 19h30 às 23h
 Local: Sargas Restaurante, no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes
 Endereço: Av. do Contorno, 7325 – Loudes
 Couvert: R$ 15,00

Sobre o Sargas Restaurante 
Inaugurado em 2001, o Sargas Restaurante passou por ampla reforma no ano passado, que envolveu troca de cardápios e carta de vinhos, e nova decoração do ambiente. Localizado num dos hotéis mais renomados da cidade, o Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, o Sargas tem ambiente climatizado, estacionamento e manobrista.

No menu, há cores, produtos orgânicos, ervas e especiarias, além de uma apresentação surpreendente. Os pratos favorecem a qualidade dos produtos, os alimentos saudáveis, respeitam os ingredientes que trazem o frescor vegetal, além de valorizar os produtos mineiros. Para almoço, opções do menu executivo, de domingo à sexta, que variam de R$ 28,00 a R$ 45,00. Para o jantar, há entradas, tapas e pratos mais elaborados, como bacalhau, cordeiro, camarões, por exemplo. Aos sábados, a tradicional feijoada é a opção do almoço, há dez anos fazendo sucesso e obtendo reconhecimento do público.

Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
O show faz parte do projeto Sargas Jazz, que tem quinzenalmente noites dedicadas ao Jazz, com músicos convidados - Foto: Paulo Cunha / Outra Visão

Trivial
O Trivial reúne três jovens instrumentistas de Belo Horizonte (MG) que representam uma bela realidade da música brasileira atual, com o vigor de uma geração de músicos que se despontam como excelentes profissionais e virtuosos pesquisadores dessa arte. São eles: Augusto Cordeiro (violão), Paulo Fróis (bateria), vencedor do concurso Jovem Instrumentista BDMG 2014, e Pedro Gomes (baixo), vencedor do Concurso Jovem Instrumentista BDMG 2013.

Trivial Trio - Foto: Thelmo Lins
O Trivial reúne três jovens instrumentistas de Belo Horizonte (MG): Augusto Cordeiro (violão), Pedro Gomes (baixo), vencedor do Concurso Jovem Instrumentista BDMG 2013, e Paulo Fróis (bateria), vencedor do concurso Jovem Instrumentista BDMG 2014 - Foto: Thelmo Lins

Muito atuante em Belo Horizonte, Trivial já se apresentou em diversos palcos importantes da cidade, e foi finalista do concurso Novos Talentos do Jazz 2016, realizado pelo Savassi Jazz Festival, no qual recebeu menção honrosa. O repertório é de grandes standarts do Jazz e da música brasileira. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

COMPARANDO AS NOTAS DE VINHOS POR SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DIFERENTES

COMPARANDO AS NOTAS DE VINHOS POR SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DIFERENTES” - Algo interessante que observo nas orientações de confrarias que faço atualmente, realizadas com degustações às cegas, é que os confrades procuram rapidamente confirmar as notas atribuídas por eles aos vinhos, comparadas as notas dadas pelos críticos ou jornalistas especializados para os mesmos vinhos degustados, ou então vão direto ao Vivino checar a classificação do vinho.
Há imediatas exclamações do tipo: -“ Puxa o vinho que eu mais gostei só tem 85 pontos!”; ou então –“ O vinho que eu menos gostei teve 92 pontos do Parker!”.
Já escrevi em artigos anteriores explicando que reduzir a qualidade de um vinho a uma nota, ou um número apenas, é algo que nem sempre leva o amante de vinho, ou o iniciante, a beber o mesmo vinho e gostar dele. Além da questão da formação do paladar, aprofundamento dos conhecimentos sobre vinho que são pessoais, há muito mais a entender, ainda mais quando as escalas de notas ou critérios são os mais variados e subjetivos.
Não há dúvidas que pela influência que Robert Parker tem no mundo do vinho a escala mais usada no Brasil é a pontuação de 0 a 100 pontos, que na realidade avalia vinhos no intervalo de 50 a 100 pontos. Mas não podemos esquecer que indiretamente, Parker criou um outro conceito no mercado, o lojista não consegue vender vinho com pontuação abaixo de 85 pontos. Por outro lado, será difícil encontrar vinhos com pontuação na casa dos 95 pontos com preços acessíveis.
O curioso é que na época da escola, a média para passar de ano era o mínimo de 70 pontos. Ou seja, estávamos criando uma geração de medíocres, ou com formação deficiente?
A escala centesimal talvez seja mais fácil de ser compreendida pelo público em geral, mas a verdade é que é difícil compreender a diferença entre um vinho de 93 e 94 pontos. E tudo se complica mais ainda, quando lidamos com a escala de 0 a 20 pontos, cada vez mais popular por conta da influência de publicações de Jancis Robinson, Revista de Vinhos - Portugal, Revue du Vins de France, entre outras.
É bem verdade que com os avanços da tecnologia de enologia, dificilmente uma vinícola soltará um vinho no mercado com pontuação inferior a 80 pontos. Tanto é verdade, que mais de 80% dos vinhos avaliados em geral pelas revistas especializadas apresentam notas entre 80 e 90 pontos.

  Um  levantamento das notas dadas pela Wine Spectator entre 2009 e 2013 para os vinhos avaliados pela revista apontou: 8500 deles receberam 88 pontos, 1038 receberam 82 pontos e 790 receberam 94 pontos. Nenhum deles recebeu pontuação inferior a 71 pontos, ou 100 pontos!
A escala de 100 pontos começa em 50 pontos (e alguns avaliadores não incluem vinhos abaixo de 80): 50-59 vinhos são falhos e imbebíveis / 60-69 vinhos falhos mas são potáveis, mas não é recomendado / 70-79 vinhos são falhos e tem sabor na média / 80-84 vinhos são “acima da média” para “bom” / 85-90 vinhos são "bons" para "muito bom" / 90-94 vinhos são “superiores” para “excepcionais” e 95-100 vinhos são exemplos de “referência”, “excepcionais” ou "clássicos".
Este sistema não avalia todos os aspectos do vinho muito bem, e certamente há algumas inconsistências que você deve conhecer para fazer opções de compras inteligentes para sua adega ou consumo. Portanto, as avaliações do vinho não indicam necessariamente que um vinho seja delicioso. Em vez disso, os vinhos são pontuados com base na qualidade da produção e tipicidade. A questão tipicidade é o quanto os produtores do vinho "tipificaram" o estilo e a região onde ele foi produzido. Por exemplo, não se espera beber um Cotes du Rhône (encorpado e especiado) com tipicidade de Borgonha (leve e frutado).
Então, como entender os problemas de avaliações pelos críticos e os sistemas de pontuação:
Críticos costumam ter opiniões diferentes. Enquanto os críticos experientes podem concordar com a qualidade da produção, e mesmo a tipicidade dos vinhos, eles podem levar suas preferências em consideração. Há os críticos que preferem vinhos complexos e potentes (Os Cotes du Rhône já citados, por exemplo). Há os críticos que que preferem vinhos complexos e sutis (os Borgonhas, por exemplo)
Se você for comprar vinhos com base em classificações, especialmente vinhos mais caros, deve olhar para a fonte da informação. Alguns críticos podem dar notas mais baixas para os vinhos que outros críticos, mas é bom saber que há vinho vinhos de qualidade com 87 ou 88 pontos e que você não teria normalmente considerado comprar. A solução neste caso é procurar entender como o seu crítico de referência avalia vinhos – pela potência ou pela elegância?
Vinhos igualmente pontuados procedentes de diferentes regiões e com gosto muito diferentes entre si. Se você ama um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia e comprar uma garrafa de um Pouilly-Fumé Sauvignon Blanc vindo da França, a mesma pontuação não garante que você vai gostar do segundo vinho. Isso ocorre porque cada região tem um gosto notavelmente diferente. O da Nova Zelândia costuma pautar-se pela tropicalidade potente dos aromas de frutas como o maracujá e manga, enquanto o Pouily-Fumé mostra intensa mineralidade e elegância. Neste caso, use as classificações para apenas regiões que você conhece.
A melhor maneira de comprar consistentemente vinho que você gosta é aprender o que você gosta e porquê. As classificações podem ajudar a encontrar vinhos de qualidade de novas regiões, mas você vai tem que fazer o seu próprio trabalho e levar em consideração o seu estilo pessoal. Aprenda a ler nas entrelinhas dos contra-rótulos ou nas fichas técnicas e descubra o que as descrições de vinho realmente significam.
Há mais vinhos sem pontuação do que classificados – A Wine Spectator classifica um volume de 16.000 vinhos de um ano. O Gambero Rosso na Itália avalia cerca de 160.000 rótulos e publica as pontuações de 40.000 deles. Estes números são ao mesmo tempo surpreendentes, mas são uma gota d´agua no mar de todos os vinhos originais vêm ao mercado a cada ano. Portanto, não se preocupe se o vinho não é avaliado.
Se você está tentando escolher entre 2 vinhos que foram produzidos na mesma região e com a mesma uva, e um deles é avaliado e o outro não, necessariamente isso não significa que o vinho classificado é a melhor opção a comprar. Você pode estar deixando para trás um excelente vinho.
Pontuações baixas nunca são publicadas - Quando foi a última vez que você viu um vinho na prateleira da sua loja preferida, ou de uma grande importadora e que indicava sua classificação como sendo 82 pontos? A razão para isto é as baixas pontuações não vendem vinho! Use recursos alternativos para opiniões, como por exemplo os sites tipo CellarTracker ou WineSeacher.
A ESCALA DE CLASSIFICAÇÃO DE CADA SITE É DIFERENTE DO OUTRO - Cada SITE tem sua escala de pontos com pesos e forma de avaliar um pouco diferente. Um exemplo perfeito de onde isto vai errado está abaixo: Revista Wine & Spirits: 86-89 - altamente recomendado enquanto a Revista Wine Enthusiast diz: 85-89 - Muito bom. Podem oferecer excelente valor se o preço é justo. O termo "Altamente recomendado" soa muito mais atraente que 'muito bom ... se o preço é justo. Isto pode levar a crer que um vinho com 89 pontos a partir da W&S pode ser melhor que um vinho com 89 pontos de WE. O ideal seria que todos utilizassem um sistema de classificação padrão. Para entender melhor, veja a tabela ao lado que  pode ampliada.
AS AVALIAÇÕES PODEM INFLUENCIAR O AUMENTO DE CONSUMO DOS VINHOS DE DETERMINADAS REGIÕES E PRODUTORES- Se você fosse produtor de vinhos e seu vizinho tivesse um vinho avaliado com 100 pontos, você certamente buscaria aumentar suas vendas dizendo que seu vinhedo é contiguo com o de um rótulo com 100 pontos! Entretanto, mesmo regiões agrícolas homogêneas são altamente suscetíveis a problemas como doenças, seca, diferentes sub-solos onde a vinha está plantada, foras as questões inerentes a própria vinificação (que pode resultar em dois vinhos completamente diferentes), ou ainda de recessão econômica, e nem sempre um vinho produzido em vinhedos vizinhos será igual ao outro. Portanto nunca pare de experimentar novos vinhos combinando a sua capacidade de ser curioso e buscar mais conhecimento.
PARA COMPARAR UM VINHO COM NOTA NO SISTEMA DE 20 PONTOS NÃO BASTA MULTIPLICAR POR 5 PARA CONVERTÊ-LA PARA O SISTEMA DE 100 PONTOS! - A maioria dos amantes de vinhos entenderia que um vinho com nota 17,5 pontos pela publicação de Jancis Robinson teria 87,5 pontos no sistema de 100 pontos, o que poderia dar a ideia de um vinho mediano. Entretanto, o correto é multiplicar 17,5 por 2,5 e somá-la com 50 – ou seja, este vinho teria 94 pontos. Trata-se de um belo rótulo !!!

Para uma correta avaliação é preciso certificar-se que o vinho não apresenta defeitos, esteja na temperatura correta, e seja degustado em taças adequadas para degustação. Além disto, é claro que quanto mais vinho você beber, melhor conhecer a região de procedência, a denominação específica ou o produtor de origem do vinho em questão, reforçará a credibilidade da nota.

domingo, 19 de março de 2017

GERE VILLANY SYRAH 2007

● Vinho da Semana 122017 - ● GERE VILLANY SYRAH 2007 - HUNGRIA – Creio que nenhum confrade pensaria que iria degustar um Syrah húngaro numa degustação às cegas, mas resolvi experimentar nesta semana como este vinho se sairia entre grandes vinhos do Novo e Velho Mundo. Attila Gere é um produtor superstar de vinho tinto na Hungria. A Família Gere está envolvida na produção de vinhos a 7 (sete) gerações. Attila Gere se apaixonou pela denominação Villány, no extremo sudoeste da Hungria, ainda na década de 70 e após o fim do regime comunista no início da década de 90 a vinícola foi criada. A denominação está dividida em distritos de Villány e mais a oeste Siklós. Attila Gere fundou sua vinícola em 1991, embora tenha produzido seus primeiros vinhos em 1986. Em 1997 aderiu ao cultivo biológico. São 60 hectares localizados em Konkoly, na Região de Villány, na Hungria. Gere é considerado por Jancis Robinson um superstar do vinho. Em 2004 seus vinhos conseguiram bater, às cegas, o Château Petrus, em degustações realizadas na Austria e nos Estados Unidos. A produção de uva está restrita a um quilo por planta e novas vinhas são plantadas em alta densidade para incentivar a concorrência das plantas. Os vinhos tintos são fermentados com leveduras nativas e sempre usou tratamentos integrados de controle de pragas e tudo natural nas vinhas. “As pessoas tem vindo a desfrutar da uva e do vinho feito a milhares de anos, e isso tem um efeito na nossa vida cotidiana. Nós enólogos, estamos firmemente comprometidos a fazer mais e mais vinhos encantadores e deliciosos, invocando a ajuda da natureza. Para termos sucesso precisamos usar, mas não abusar das uvas. A base de todos os excelentes vinhos está em integrar a uva juntamente com trabalho duro e consistente e profundo compromisso com a nossa vocação” – Attila Gere – produtor e enólogo. 
E o resultado da degustação foi supreendente, ficou atrás de um belo Hermitage – o JEAN-LUC COLOMBO LE ROUET ROUGE HERMITAGE 2006 - RHÔNE – FRANÇA, e deixou para trás vinhos da Austrália, África do Sul, Chile, entre outros.
 Caracteristicas Climáticas: Clima continental, com mesoclima submediterrâneo. É notavelmente a região mais quente e ensolarada do país, sendo que esse efeito é reforçado pelas grandes massas de ar quente que sopram do mediterrâneo. As primaveras e os invernos são amenos, com moderado índice de chuvas.
Caracteristicas do Solo: Os solos são predominantemente de loess e argila avermelhada, com algumas exposições de rochas dolomíticas do período Triássico e calcárias do Jurássico.
Elaboração: Vinhedos jovens, com densidade de 7.200 plantas/ha. Colheita manual das uvas em meados de Outubro, com seleção de cachos e baixos rendimentos de 30 hl/ha. Após o desengace, a fermentação ocorre em tanques de inox com temperatura controlada por uma semana e mais uma semana de maceração pós-fermentativa. O vinho é então trasfegado para as barricas, onde ocorre a malolática espontânea e o amadurecimento por 9 meses em barricas de carvalho húngaro de 2° e 3° uso.
● Notas de Degustação: Rubi concentrado com halo purpúreo. Impressiona pela complexidade no olfato, com amoras silvestres e cerejas maduras, envolvidas em notas de chocolate, especiarias, couro, notas defumadas e toques minerais. Uma bela estrutura em boca, com taninos macios pela guarda de 10 anos, e uma suculenta acidez. Longa persistência em boca e grande complexidade, com grande equilíbrio. Tenha uma segunda garrafa em mãos.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque a guarda recomendada pelo produtor é de 8 anos. Mas não perdeu nada nestes 10 anos !!!.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas grelhadas ou assadas, costeletas, carnes de caça. Joelho de porco ensopado com ervas terrosas; Costela bovina lentamente assada em fogo de chão; Cassoulet; Javali braseado com azeitonas negras, zimbro e vinho tinto. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG. 

MISSION ST. VINCENT BORDEAUX 2014

● Vinho da Semana 122017 - ● MISSION ST. VINCENT BORDEAUX 2014 – ENTRE.DEUX.MERS – BORDEAUX - FRANÇA – Durante séculos a região de Entre-Deux-Mers de Bordeaux foi atravessada por peregrinos no Caminho de Santiago. Chegavam a cidades fortificadas medievais e missões do século XII como as de Créon, Monségur, Sauveterre - de - Guyenne ou Saint - Vincent de Pertignas, que tomou o nome do padroeiro dos viticultores, São Vicente. A história de São Vicente remonta aos tempos do Império Romano, mas foi na Idade Média que os vinicultores escolheram São Vicente como seu padroeiro para representá-los social e religiosamente. A lenda diz que São Vicente foi escolhido porque a primeira sílaba de seu nome é nada menos que “vin”, a palavra francesa para o vinho. Dia de São Vicente é 22 de janeiro, o dia tradicional para o início da poda das videiras.
Os solos da região são formados por argila e calcário. As castas utilizadas na produção deste vinho são a Merlot (70%), Cabernet Sauvignon (20%), Cabernet Franc (10%).  Tradicional vinificação no estilo de Bordeaux, feita pelo Domaine Virgile Joly, com desengace e esmagamento das uvas. Contacto com a casca ao longo de 21 dias com maceração e fermentação a temperatura de 28°C. O álcool fica nos 12,5% o que é de certa forma raro nos vinhos de Bordeaux atualmente. O produtor Produtor - Producta Vignobles estabeleceu-se na região em 1949. O enólogo é Laurent Raimbault, e o vinho ganhou Medalha de Ouro no Concurso Internacional 2015 de Gilbert & Gaillard. Recebeu menção horonsa de Gault&Milau como taça do coração (nota 83 pontos).
● Notas de Degustação: O vinho tem cor rubi viva. No nariz o vinho apresenta aromas de fruta escura como amora e groselha, evoluindo depois alguma especiaria como a pimenta negra. No paladar mostra corpo leve, taninos macios (dominado pela Merlot), bom frescor e persistência média em boca. Excelente custo, pois o preço médio na França está em torno de 10 euros nas prateleiras.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato, mas a guarda por até 5 anos a partir da safra é indicação segura do produtor.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas grelhadas ou assadas, costeletas, massas acompanhadas de molhos. Ótimo para acompanhar queijos frescos e de massa branca. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – Você pode encontrar no CARREFOUR.

LEYDA ROSÉ RESERVA 2013

● Vinho da Semana 122017 - ● LEYDA ROSÉ RESERVA 2013 – DO VALLE DE LEYDA - CHILE – Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. Está localizada próximo do mar, de forma que sofre influência da Corrente de Humboldt (corrente de mar frio), proporcionando o frescor característico dos vinhos do Leyda. O clima é costal, com invernos de pluviosidade moderada e verões secos, o que causa o amadurecimento mais lento das uvas e, consequentemente, fazendo com que a colheita seja um pouco mais tarde do que outras regiões. Já o solo, predominantemente pedregoso, conta com diferentes níveis de luminosidade, interferindo, também, na maturação das uvas. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas.
Os vales de Casablanca e Leyda, no centro do país, entre Santiago – a capital – e o mar, com forte influência do terroir único, com ventos que vêm do mar e mudam bastante o resultado dos vinhos ali produzidos, são uma nova região a explorar os rótulos. Muitos creditam que essa é a melhor região do Chile para vinhos brancos leves e tintos sutis, como o pinot noir. Nesse terroir, a produção consegue obter uma leveza que nos remete aos países do Velho Mundo, com vinhos que mesclam potência e sofisticação raras no Novo Mundo. Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Pinot Noir, Shiraz, dentre outras variedades, têm se beneficiado do terroir desses vales e produzido vinhos notáveis.
Tendo em vista a proximidade ao mar, a diversidade de exposição ao sol dos diferentes vinhedos e o clima costal, os vinhos da Leyda normalmente apresentam aromas minerais e até mesmo salinos, alta acidez, típico de climas frios.
A Pinot Noir é uma uva naturalmente delicada que cultivada em regiões quentes ganha mais exuberância e corpo, já em vales frios como Leyda a tinta mostra toda sua elegância e finesse natas.
Elaboração: O vinhedo está localizado a 4Km do Oceano Pacífico onde os cachos amadurecem em uma boa condição climática.  Nesta vinificação rosé, o mosto(suco) da uva passa pouco tempo em contato com as cascas, resultando em um vinho delicado, brilhante e límpido. Durante a vinificação os cachos são submetidos a breve maceração para extrair a cor do vinho. A fermentação é feita a baixas temperaturas para preservar os aromas e sabores que evocam a luz do sol e as brisas frescas do mar.
● Notas de Degustação: o vinho tem uma cor mais carregada se comparado aos típicos vinhos da Provence, estando mais para cereja clara, lembrando um leve claret. Os aromas recordam frutas vermelhas como morangos maduros, cerejas frescas, framboesas e tem um toque cítrico de lima. No paladar mostra-se potente, com taninos leves, frutado, fresco e aromático, com toque mineral e salino em boca. Um vinho versátil, fácil de agradar, com persistência média.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato, mas a guarda por até 5 anos a partir da safra é indicação segura do produtor.
Notas de Harmonização: ótimo para aperitivo, fica perfeito com camarões ao bafo ou ao alho e óleo. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: Em BH - GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

quinta-feira, 16 de março de 2017

BOSSA GASTRONÔMICA NO MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA

BOSSA GASTRONÔMICA NO MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA

Um programa diferente para sua tarde de sábado 18/03, a partir das 18:00hs, com reserva para as últimas vagas. Um Menu Harmonizado inspirado na vida e obra de Niemeyer, finamente preparado pela Chef Juliana Labarrère.



segunda-feira, 13 de março de 2017

CINCO MITOS SOBRE VINHO

CINCO MITOS SOBRE VINHO ” – Ao longo do tempo, muita gente vai formando mitos sobre vinhos e eles passam a funcionar como máximas para o iniciante nesta arte. Para muito, estes mitos chegam a funcionar como um desestímulo a continuarem pesquisando e evoluindo nas suas degustações:

1- SÓ OS VINHOS CAROS SÃO BONS - Vinhos caros são só caros. Vinhos bons se encontram para todos os gostos e bolsos. Provavelmente os vinhos bons podem ser caros, mas o preço não é, e nem será o único atributo da qualidade. Muitos rótulos são mais “fama” do que qualidade. O importante é encontrar bons vinhos que caibam no seu orçamento. A grande maioria dos consumidores de vinhos na Europa paga no máximo 5 euros por garrafa e mesmo neste patamar de valor é possível encontrar bons vinhos para o dia a dia. Saber que apenas 5% dos norte-americanos pagam mais que US$ 20 por uma garrafa de vinho nos deixam uma certeza: deve haver vários rótulos até este valor para saciar a sede dos seguidores de Baco.

2- VINHOS NACIONAIS SÃO RUINS - Vinhos ruins são ruins. Está ai um dos piores mitos a respeito de vinhos. Os Vinhos Nacionais evoluíram muito na última década e chegam a fazer bonito quando degustados às cegas junto a bons vinhos internacionais. Devemos perder esta mania de depreciar o produto nacional frente ao importado. Há pouco tempo, seria difícil o amante de vinhos imaginar que beberia um produto nacional de qualidade. Os espumantes caminharam para o sucesso, ganhando medalhas em concursos internacionais, abrindo olhos para um diferencial que nossos vinhos oferecem - um intenso frescor. Espumantes nacionais fizeram o gosto de críticos de renome, como Jancis Robinson, que comentou a qualidade do Espumante Marson, dizendo que com nosso clima quente, seríamos um país ideal para beber espumantes, brancos e rosados, e que estranhamente não são a preferência nacional. Nos últimos dois anos, uma coisa vem chamando a minha atenção - a evolução do tinto nacional já não é algo ocasional! Há bons vinhos e que às cegas ficam bem posicionados em degustações às cegas. Curiosamente, o perfil de suas degustações os coloca mais próximos de vinhos do Velho Mundo do que os vizinhos produzidos na Argentina ou Chile. Daqi serem mais apropriados para acompanhar a gastronomia do que simplesmente bebidos em degustações comparativas. Abra a cabeça e o coração: já podemos ter orgulho dos vinhos nacionais.


3- O TEMA É MUITO COMPLICADO - As pessoas é que são muito complicadas! É como dirigir um carro, só parece complicado para quem nunca o fez. O assunto é simples. O problema é que a maioria das informações são tão completas e complexas, que muitos livros são verdadeiros testamentos, trazendo informação fora do alcance para a maioria dos mortais, gente comum, pessoas como eu e você. O Vinho é um tema ao alcance de todos. A distância máxima que nos separa dele é uma taça ou de um saca-rolha. Se tiver oportunidade, faça um Curso Básico de Vinhos, pois o volume de informação oferecido é significativo para você ter uma noção do mundo do vinho. Depois poderá ir se aprofundando na medida do seu interesse pesquisando em livros e sobretudo, degustando vinhos.

4- EU TENHO QUE ENTENDER DE VINHO PARA APRECIÁ-LO – Quando você vai ao cinema e assiste um filme, não precisa ser um crítico de fotografia, de roteiros, ou de figurinos para gostar do que viu! Você só precisa conhecer um bom vinho para apreciá-lo. O que você precisa saber sobre Vinhos para escolher, comprar, beber e gostar, é muito pouco, é como dirigir um carro, depois que você aprende dirige e vai adquirindo experiência. Claro que você pode fazer um Curso de Vinhos ou participar de uma Confraria, pois o conhecimento comentado entre pessoas pode agilizar o aprendizado.


5- VINHO DÁ DOR DE CABEÇA NO OUTRO DIA – Qualquer produto mal feito faz mal a saúde. Vinhos ruins darão dor de cabeça e no bolso também. O vinho, como qualquer alimento, possui substâncias químicas usadas como conservantes. Nos vinhos de baixa qualidade, os conservantes são usados também, para encobrir defeitos, falta de higiene e torná-lo bebível. Somado ao açúcar adicionado a vinhos de baixa qualidade, feitos com uvas inadequadas (não viníferas), produzem substâncias que criam a “dor de cabeça no dia seguinte”. O ideal é tomar vinho e hidratar-se com água. A falta de hidratação em alguns casos pode dar dor de cabeça. A grande dica que costumo dar para os amigos é: -“ Se bebeu vinho tinto, beba um copo d´água antes de dormir. Se bebeu vinho branco ou espumante, beba dois copos, pois são muito mais diuréticos e você precisará se hidratar enquanto dorme!”.

MARQUES DE TOLEDO CRIANZA TEMPRANILLO 2012 – BODEGAS LOZANO – LA MANCHA - ESPANHA

● Vinho da Semana 112017 - ● MARQUES DE TOLEDO CRIANZA TEMPRANILLO 2012 – BODEGAS LOZANO – LA MANCHA - ESPANHA – Em 1853 a família Lozano começou a produzir seus vinhos na região de La Mancha (Denominação de Origem). O primeiro documento falando da viticultura na região data do séc. XII. A região também é famosa pelas histórias do personagem Dom Quixote de la Mancha em suas batalhas fictícias travadas em suas paisagens extensas e áridas. Em 1920 a família funda a empresa e consolida sua operação de produção. Em 1985, compram a bodega atual e em 2005, expandem seus negócios com uma empresa produtora de suco de uva. Hoje em sua quarta geração, se dedicam a produzir vinhos de qualidade.
Caracteristicas Climáticas: Continental. Temperaturas rotineiramente passam dos 40°C no verão enquanto que no inverno podem chegar a 15°C negativos. Pluviometria anual é inferior a 400mm. Média de 3.000 horas de sol por ano. Caracteristicas do Solo: Argilo-calcários. Elaboração: Colheita na terceira semana de setembro. Produtividade de 8 toneladas por hectare. Desengace e esmagamento. Fermentação ocorreu em tanques de aço inoxidável a temperaturas entre 20 e 22°C por 20 dias. Maceração pós-fermentativa de 5 dias. Amadurecimento em barricas. Engarrafamento.
● Notas de Degustação: O vinho tem cor rubi viva. No nariz o vinho apresenta aromas de fruta escura como cereja e amora, cedendo lugar com o tempo em taça para toques mais complexos terrosos e de especiarias, com sálvia e pimenta negra. No paladar mostra bom corpo, taninos macios de qualidade, um agradável frescor e final com as notas de especiarias. Persistência média em boca. O vinho amadurece por 9 meses em barricas de carvalho usadas com tosta média, sendo, 70% do vinho em barricas francesas e o restante em americanas.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato, mas a guarda por até 6 anos a partir da safra é indicação segura do produtor.
Notas de Harmonização: Chuletón a la brasa, chuleta bovina maturada na churrasqueira; chuletillas de cordero, carré de cordeiro marinado com azeite, alho e alecrim, assado na brasa; arroz de carreteiro; picanha malpassada com farofa rica brasileira. Servir entre 16 e 17°C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.

sexta-feira, 3 de março de 2017

10 REGRAS DE OURO PARA HARMONIZAR COMIDA COM VINHO

10 REGRAS DE OURO PARA HARMONIZAR COMIDA COM VINHO“ – Lendo o "O Livro do Vinho" de Vincent Gasnier, editado no Brasil pela Publifolha, encontrei 10 regras de ouro para harmonizar comida com vinho. Sabendo das dificuldades que o tema traz para vários leitores e do interesse por cada vez melhor aproveitar do casamento entre o vinho e comida, aqui as transcrevo:


1. Pratos salgados precisam de vinhos com acidez naturalmente alta - Não é coincidência o fato de o picante Xerez Fino ir bem com tapas e com amêndoas salgadas, peixe ou chorizos salgados, condimentados, por exemplo, porque essa combinação de antepastos e aperitivos evoluiu ao mesmo tempo na mesma parte do mundo. O sal na comida tem o efeito de neutralizar a acidez do vinho e permitir que os sabores subjacentes se apresentem - assim como o sal realça os sabores da comida. Por isso, é melhor escolher vinhos que tenham acidez naturalmente alta para combinar com pratos salgados. Com um queijo salgado, como o Roquefort, escolha vinhos de sobremesa com acidez realmente picante, como os do Vale do Loire.
Experimente: Pratos com anchova, como bagna calda ou pissaladière, com um Riesling australiano de Clare Valley; moules marinières com Muscadet ou Sancerre; salada de queijo feta com o Assyrtiko da Grécia; sopa de peixe tailandesa com um Pinot Grigio bem resfriado.

2. Peixes carnudos podem ser acompanhados por um tinto leve  - Quem quer que tenha gravado na pedra que os vinhos brancos foram feitos para peixe e os vinhos tintos para carne deveria ficar a pão e água para todo o sempre! Apesar de ser verdade que os taninos do tinto podem criar um sabor metálico quando bebidos com peixe, existem peixes e peixes! Os tintos leves, frutados, com poucos taninos, podem muito bem acompanhar um peixe de textura densa, "carnuda", como o atum, o salmão ou o peixe-espada frescos, principalmente se o vinho for servido ligeiramente resfriado. Os peixes brancos, em contrapartida, costumam ter a textura leve e normalmente são servidos com molhos leves. Por isso precisam ser acompanhados por vinhos brancos delicados ou, se os sabores forem mais intensos, brancos mais frutados, aromáticos.
Experimente: Steak tartare de atum com um Spätburgunder (pinot noir alemão ou austríaco); filé de salmão grelhado com um Chinon; filé de peixe-espada grelhado ou assado com um Pinot Noir de Carneros, Califórnia; tamboril frito envolto em presunto Parma com um Dolcetto do Piemonte, Itália, bem resfriado.

3. Comida oleosa requer acidez ou taninos - Algumas regras referentes a comida e vinho falam da companhia entre semelhantes - vinhos doces com pudins, por exemplo -, mas outras tratam da combinação dos opostos, e certamente este é o caso quando for escolher vinhos para complementar comidas oleosas. Os pratos oleosos provavelmente serão também fartos, às vezes cremosos, mas certamente com um grau de opulência pesada que precisa ser abrandada pelo vinho que você escolher como acompanhamento. Se decidir tomar um vinho branco, certifique-se de que tenha alto grau de acidez para passar pela gordura do prato e deixar um final limpo no palato. O tanino também pode realizar a mesma tarefa; se escolher um tinto para harmonizar com um prato gorduroso - fondue de queijo, por exemplo -, deverá ser bem tânico para evitar que pareça ralo.
Experimente: Salmão defumado com Sauvignon Blanc; escalope com molho Mornay com Chablis; cassoulet com um robusto Shiraz do Barossa; frango à Kíev com um Roussanne californiano; ombro de cordeiro com Barolo ou Barbaresco; ganso assado com corte Cabernet-Merlot.

4. Pratos defumados se chocam com vinhos envelhecidos em carvalho - Defumados e carvalho são coisas boas demais para fazer uma boa combinação. Se entar juntar um vinho envelhecido em carvalho com uma carne ou um peixe defumados, você correrá o risco de sobrecarregar suas papilas gustativas com sabores bastante semelhantes, por isso elas não conseguirão reconhecer mais nada. Além disso, os pratos defumados têm, por definição, sabor forte, e os sabores fortes na comida precisam ser harmonizados com um vinho frutado, que refresque o paladar. Os vinhos envelhecidos em carvalho têm uma oleosidade e opulência que não ajudam. As uvas brancas fora das zonas de carvalho incluem Sauvignon Blanc, Riesling, Chenin Blanc e as Pinots Blanc e Gris (Pinot Grigio, na Itália). Para as carnes defumadas, escolha algo da categoria de tintos frutados: por mais suaves que sejam, os taninos podem juntar forças com os sabores defumados para criar um sabor "duro", amadeirado.
Experimente: Patê de cavala defumada com um Riesling de Clare Valley, da Austrália; salmão defumado com um Sauvignon Blanc francês ou, numa ocasião mais festiva, um espumante à base de Pinot Meunier; salada de frango defumado com um Fleurie resfriado; presunto defumado com um Barbera d`Asti.

5. Harmonize sabores densos, ricos, com vinhos desse mesmo tipo - Se você escolher um prato cremoso, experimente um vinho branco refrescante, que consiga atravessar a riqueza do prato e refrescar o paladar. Porém, os pratos ricos com mais peso e sabor mais intenso normalmente pedem vinhos cujo corpo e sabores têm a mesma energia. Se o vinho for muito leve, pode ser abafado pelos sabores e texturas da comida. Existem algumas combinações extravagantes já clássicas de comida e vinho branco nessa linha - foie gras e Sauternes e, menos freqüente nos dias de hoje, lagosta à Termidor com um Corton Charlemagne, famoso branco da Borgonha. Mas estamos falando principalmente de tintos densos, ricos, para acompanhar pratos substanciosos à base de carne, especialmente carne de caça ou vísceras, em que você precisa de um vinho com boa complexidade de sabor para concorrer em termos de igualdade.
Experimente: Fígado de frango frito com Monbazillac; traseiro de cervo assado com Pauillac; caçarola de caça com Châteauneuf-du-Pape; risoto de frutos do mar com Meursault ou Chardonnay da Nova Zelândia; torta de carneiro e purê de batatas com Cabernet Sauvignon do Vale do Napa. Na semana que vem, falarameos sobre as últimas 5 regras !

6. Pratos condimentados precisam de vinhos refrescantes - Algumas pessoas acham que os pratos condimentados podem subjugar os estilos de vinho mais leves e preferem harmonizá-los com vinhos mais ricos ou até mais doces. Acho que os pratos da cozinha chinesa vão bem com brancos aromáticos, como os Rieslings alemães ou os Gewürztraminers da Alsácia, enquanto a cozinha mais condimentada do Oriente fica melhor se acompanhada por brancos secos, efrescantes, como um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia ou um Pinot Grigio ou um Chablis. Esses vinhos ajudam a refrescar o palato. Não é fácil harmonizar curry com vinho. Existem alguns bons parceiros brancos para o curry mais leve, mais perfumado, mas tome cuidado ao pedir um tinto: a maioria dos curries costuma engolir a fruta do vinho tinto, por isso os taninos se tornam dominantes. Se a comida for muito condimentada, talvez seja melhor - somente desta vez - esquecer o vinho e ficar com água ou cerveja.
Experimente: Frango e filé com pimentões verdes e molho de feijão preto com Chablis; frango com castanha-de-caju com Albariño espanhol; porco chinês com Riesling alemão; curry tailandês com Gewürztraminer; frango indiano com Pinot Grigio.

7. Harmonize carnes brancas com brancos encorpados ou tintos leves - Os sabores das carnes brancas costumam ser, de modo geral, muito mais sutis do que os das carnes vermelhas; por isso, com os pratos à base de frango, porco e peru, em que a carne é assada, escaldada ou grelhada de maneira simples, em vez de ser muito temperada ou de ter um molho rico, os vinhos sutis vão muito bem, assim como os tintos leves. Porém, nos últimos anos, cresceu a tendência para usar brancos mais encorpados e mais opulentos, especialmente os vinhos frutados, envelhecidos em carvalho, do Novo Mundo. Esses brancos mais pesados também se mostraram bons parceiros para pratos de carne branca, provavelmente porque seus aromas complexos e opulência oleosa equilibram e harmonizam bem os sabores suaves da carne.
Experimente: Caçarola de frango ou escalope de peru com um Chardonnay australiano de Margaret River; lombo de porco com Châteauneuf-du-Pape branco; peito de frango com cogumelos com Pinot Noir da Nova Zelândia resfriado; perdiz assada com Barbera d`Asti.
8. Carnes vermelhas podem encarar taninos fortes  - Para tortas ou costeletas de carneiro, eu escolheria um vinho frutado à base de Merlot, mas um cardápio mais pesado dá aos tintos encorpados uma oportunidade de brilhar. As comidas ricas em proteína suavizam o tanino do vinho tinto de forma que os sabores de fruta conseguem se apresentar mais facilmente. Por isso, as carnes vermelhas podem ser harmonizadas com tintos fortes, viris, com taninos firmes, sem que você precise se preocupar com o fato de a fruta do vinho ser abafada. O queijo também tem efeito semelhante sobre o vinho; os taninos são absorvidos e ele parece mais suave e fácil de saborear. Os vinhos tânicos mais austeros podem se tornar muito mais amistosos com a comida pela decantação; a temperatura também ajuda - sirva-os ligeiramente mais quentes do que o normal.
Experimente: Filé malpassado com Syrah da Côte-Rôtie; lingüiças condimentadas com Cahors; confit de pato com Barolo; queijo maturado Comté com Cabernet Sauvignon do Vale do Napa; kidney pie com Ribera del Duero espanhol; Pauillac ou Cabernet de Coonawarra vão bem com perna de carneiro.

9. Harmonize os vinhos com os molhos, não com o que está por baixo - A máxima "vinho tinto com carne vermelha, vinho branco com carnes leves" é um pouco enganosa: a maioria dos vinhos pode, de fato, ser servida com quase todas as carnes. Para fazer a harmonização perfeita, é bem mais provável que o molho tenha prioridade, com frango ou com carne vermelha. Frango com limão, por exemplo, vai bem com um Chablis da Borgonha, mas o mesmo vinho jamais combinaria com coq au vin, que pede um tinto levemente tânico, frutado, sem carvalho. Da mesma maneira, um filé com pimenta precisa de um tinto com poucos taninos, de corpo médio, mas um goulash pode ser harmonizado com um branco frutado, maduro e encorpado. Com molhos à base de vinho, o vinho usado para fazer o prato costuma ser o melhor acompanhamento, o que facilita um pouco a vida.
Experimente: Boeuf bourguignon com Pinot Noir de Gevrey-Chambertin da Borgonha ou Cabernet-Merlot australiano; estrogonofe de carne com Brunello de Montalcino; caçarola de cervo com Syrah de Gigondas; pato com laranja com St-Èstephe ou Shiraz australiano do Vale Hunter.

10. Harmonize as sobremesas com seu peso em vinho - O peso e a doçura de um vinho de sobremesa precisam harmonizar com o peso e a doçura da sobremesa. É claro que isso é óbvio: você gostaria de beber o mesmo vinho com creme de framboesa e com um denso pudim de caramelo? Pode parecer improvável, mas é verdade que a intensidade da doçura de um pudim de caramelo pode ser realçada por um vinho de sobremesa realmente rico e doce; se tentar beber um vinho leve, perfumado, com o pudim, é fácil imaginar que os sabores de um iriam destruir os sabores do outro. Mas não se esqueça de que os vinhos espumantes também podem se harmonizar perfeitamente com as sobremesas de frutas do verão, especialmente as mais doces e meio secas. E que os morangos têm uma afinidade com os vinhos tintos e rosé, especialmente se o vinho também tiver sabores de morango. Experimente-os com um Beaujolais leve, um Zinfandel rosado, ou mesmo um Lambrusco tinto, doce e espumante.

Experimente: Pudim de caramelo com Tokaji "5 Puttonyos" húngaro; strudel de maçã com Bonnezeaux; brownie de chocolate com Maurey resfriado ou um Rutherglen Muscat; torta de pêra com Moscato d`Asti; manjar branco com um Beerenauslese alemão ou austríaco.