quinta-feira, 6 de julho de 2017

Link para o novo Blog do Vinoticias

Caros Amigos,


VINOTICIAS virou um Site e Blog que pode ser acessado pelo computador, ou pelo seu smartphone.
E a partir da sua interação com o site, verá que tudo está muito mais dinâmico e fácil de ler e usar.
Espero que gostem. Acessem o link: www.vinoticias.com.br

E aproveitem para cadastrar-se e espalhar esta novidade.


Grande Abraço, 

Márcio Oliveira

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Feirinha Aproxima Vinhos do Alentejo está de volta ao Brasil!


Feirinha Aproxima Vinhos do Alentejo está de volta ao Brasil!
Dia 10 de Junho os rótulos alentejanos harmonizam com o melhor da gastronomia de Minas Gerais na Casa Fiat de Cultura.
Saiba mais: https://goo.gl/SXvGkr

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS TOP´s DA ESPANHA

Ninguém contradiz que a Espanha é uma fonte inesgotável de belas surpresas. Regiões badaladas e reconhecidas internacionalmente e denominações novas ou melhor, ainda “desconhecidas”, uvas que passaram a frequentar a mesa, mostrando que os rótulos vão muito além da Tempranillo.

Embora a maior quantidade de vinhedos plantados seja de cepas brancas – dentre as principais, Verdejo, Albariño, Xarel-lo e Viura – não se pode negar que a fama dos vinhos espanhóis está ligada às uvas tintas genuinamente espanholas, como Tempranillo, Garnacha, Monastrell, Cariñena, Graciano, Mencía e Mazuelo. 

O país é dotado da maior área plantada de vinhedos do mundo, cerca de 1,2 milhão de hectares bem distribuídos por todo seu território, o que o torna um dos maiores produtores de vinhos em nível mundial, ficando atrás apenas de França e Itália. 

Sendo uma das grandes produtoras de vinho de todo o mundo, a Espanha elabora 13% de todos os rótulos consumidos ao redor do globo. Apesar de os vinhedos espanhóis abrigarem cerca de 600 variedades de uvas, e muitos deles serem constituídos por vinhas antigas, a maior parte dos vinhos é produzido somente com 20 tipos de cepas. Um evento imperdível para quem gosta de grandes vinhos, entre eles o ícone Vega Sicilia.

Reservas e informações
Tel.: 98839-3341 (Márcio Oliveira)
E-mail: molivierbh@gmail.com


GANHADORES DO TOP TEN EXPOVINIS 2017

GANHADORES DO TOP TEN EXPOVINIS 2017
1.      Espumantes Nacionais
Peterlongo Elegance – Vinícola Peterlongo
2.      Espumantes Importados
Cava Gramona La Cuvéee Reserva Brut 2012 – Importado pela Casa Flora
3.      Brancos Nacionais
Don Guerino Sinais Sauvignon Blanc 2017 – Vinícola Don Guerino
4.      Brancos Importados
Clearview Chardonnay Reserve 2014 – Importado pela Premium
5.      Rosados
Chiaretto 2015 – Galeria dos Vinhos
6.      Tintos Nacionais
Syrah Speciale Casa Verrone 2015 – Casa Verrone – São José do Rio Pardo/SP
7.      Tintos Novo Mundo
Km 0 Carvalho Vino 2012 – Importado por Mundial Imp. Exp.
8.      Tintos Velho Mundo I (Portugal e Espanha)
Pomar do Espírito Santo Reserva – Manzwine Lda – Importado pela Lusitanus Brands Comercial
9.      Tintos Velho Mundo II (Itália, França e outros)
Chateau Fleur Cardinale Grand Cru Classé 2007 – Importado pela Casa Flora
10.  Fortificados e Doces

Porto Messias 10 Anos – Importado pela Casa Flora

quarta-feira, 7 de junho de 2017

VENCEDORES DO TOP TEN EXPOVINIS SERÃO CONHECIDOS NESTA QUARTA

VENCEDORES DO TOP TEN EXPOVINIS SERÃO CONHECIDOS NESTA QUARTA
Uma das atrações do 21º ExpoVinis Brasil, é o Top Ten Expovinis, concurso em que expositores inscrevem amostras em diferentes categorias como: Espumantes nacionais, Espumantes Importados, Brancos Nacionais, Brancos Importados, Rosados, Tintos Nacionais, Tintos Novo Mundo, Tintos Velho Mundo I (Portugal e Espanha), Tintos Velho Mundo II (Itália, França e outros) e Fortificados e Doces.
Como tradicionalmente acontece, o júri será capitaneado pelo especialista Jorge Lucki, único membro brasileiro da tradicional Académie Internationale du Vin, quando ocorre uma avaliação. A revelação dos vencedores ocorre nesta quarta-feira, 7.

Daqui a pouco teremos esta Lista.

domingo, 4 de junho de 2017

DICAS DA SEMANA - DOIS EVENTOS IMPERDÍVEIS PARA QUEM GOSTA DE VINHOS

EXPOVINIS

A grande dica da semana é a Expovinis, maior feira do País dedicada à bebida, que nesta edição abre para o consumidor final logo no primeiro dia (06/06). Com foco cada vez mais no grande público – e não no especializado –, terá um winebar e uma loja onde rótulos apresentados em cada stand podem ser comprados com 10% de desconto. Cursos e palestras, que desde a última edição são o carro-chefe da feira, incluem desde noções básicas de degustação e harmonização até o impacto das taças na apreciação da bebida.
            A lista de participantes, além das vinícolas brasileiras reunidas pelo Ibravin, inclui Portugal, Chile, Itália, Eslovênia, Reino Unido, Argentina e Espanha, e sete importadoras.
            O concurso Top Ten, que elege os dez melhores vinhos da feira tem novos critérios: os expositores inscreverão um número de amostras de acordo com a metragem de seu espaço na feira: a cada 10m², dois vinhos.
            O ingresso (de R$ 30 a R$ 150) dá direito a uma taça, que permite degustações e palestras. Mas para participar destas, é preciso fazer inscrições prévias no site da feira. O evento vai até o dia 8 no Pavilhão Branco do Expo Center Norte. Informações no www.expovinis.com.br

Em BH a dica é a FEIRINHA APROXIMA - VINHOS DO ALENTEJO
Data: de 10.06.2017 - 10:00 até 17:00hs.
Local:       Casa Fiat de Cultura
Mais uma edição da Feirinha Aproxima Vinhos do Alentejo, com alguns dos melhores rótulos de vinhos da região. É uma ótima oportunidade para conhecer mais profundamente os vinhos de Portugal e ainda experimentar a harmonização com a gastronomia mineira.Confira as vinícolas já confirmadas: - Adega de Borba / - Esporão / - Herdade dos Coteis / - Herdade São Miguel / - Monte Novo e Figueirinha.A região do Alentejo é líder do mercado português de vinhos – detém 46,4% em volume e 45% em termos de valor –, segundo dados referentes da AC Nielsen. E o Brasil é o segundo principal mercado importador dos vinhos alentejanos no mundo, com 3,6 milhões de garrafas por ano.

https://www.facebook.com/projetoaproxima
http://projetoaproxima.com.br/feirinha-aproxima
Email: contato@projetoaproxima.com.br
Entrada Franca sujeita à Lotação

UMA REFLEXÃO SOBRE A GASTRONOMIA ATRAVÉS DO FILME A FESTA DE BABETTE


UMA REFLEXÃO SOBRE A GASTRONOMIA ATRAVÉS DO FILME A FESTA DE BABETTE “ – A Festa de Babette é um filme marcante quando se fala sobre gastronomia, abrindo espaço para alguma reflexões sobre a questão de alimentação para a sobrevivência ou sobre o pecado da gula. O filme é uma produção filme franco-dinamarquêsa de 1987, dirigido por Gabriel Axel, com um roteiro adaptado da obra de Karen Blixen, cujo pseudônimo era Isak Dinesen, anonimato se justificava, porque mulheres escritoras não eram bem vistas em uma sociedade machista e hipócrita como a da época.


Sempre cito este filme em meus Cursos sobre Vinho pelo encanto das harmonizações entre os pratos e vinhos que são servidos durante o jantar que dá forma ao enredo.
Sob forma resumida, a história acontece numa península da Dinamarca no ano de 1871, onde duas irmãs, devotas de seu falecido pai, um rigoroso pastor luterano, pregavam a salvação através da renúncia. Babette é uma mulher desconhecida que lhes bate à porta em busca de trabalho e abrigo, e que mais tarde revelaria que seria uma refugiada da guerra civil francesa.
O pequeno vilarejo onde vivem era composto por famílias extremamente religiosas, com regras, deveres e devoções específicas, e alimentando-se de forma básica, com único objetivo da sobrevivência, uma comida sem cor, sem sabor ou algo que estimulasse o paladar.
Babette observa estes hábitos e decide mudar esta situação oferecendo um jantar para as duas mulheres que lhe acolheram e seus respectivos convidados como um agradecimento por sua hospitalidade, uma vez que havia ganho um grande prêmio de loteria na França. As duas irmãs, começam a se preocupar quando observam ingredientes e especiarias nunca vistas ou conhecidas por elas, tartarugas, codornas vivas, todo tipo de ervas e frutas, o que despertou uma grande inquietude e desconforto por parte dela.
Mas se sentiram acanhadas para rejeitar a gentileza de Babette. Reúnem então os convidados do jantar um dia antes, para uma conversa e algumas recomendações e criam um pacto, em que o principal objetivo a se cumprir será o de não saborear nada da comida e focar nas palavras sagradas durante o jantar.
O festim acontece, os participantes chegam e se acomodam, e entre os convidados, um general muito respeitado comparece juntamente com sua tia. Babette dedica tempo integral ao jantar, os pratos são servidos em ordem específicas, talheres, prataria, copos e taças são postos à mesa, ninguém nunca havia visto nada igual até então, com exceção do general convidado.
Como combinado, os religiosos do vilarejo tentam manter o foco na fé, nas preces e na doutrina aprendida, mas, em contrapartida, o general aprecia todos os pratos que ali são expostos, de forma simples e genuinamente convidativa. Os participantes começam a perceber uma naturalidade no comer, algo que não interfere diretamente em sua religião e que desmistifica um conceito de pecado, uma vez aprendido.
O general relata que havia participado de um jantar em Paris com um cardápio similar, no Café Anglais, preparado por uma Chef de Cuisine capaz de transformar um jantar numa espécie de caso de amor, numa relação de paixão onde era difícil diferenciar o apetite físico do espiritual. Ao fim do banquete todos estavam extasiados, “alimentados de corpo e alma”. Babette então revela seu maior segredo - era ela a cozinheira do “Café Anglais”, e gastou todo o dinheiro recebido da loteria com o jantar, mostrando assim que abdicaria de uma vida luxuosa na França proporcionada pelo prêmio da lateria, para permanecer ali naquele vilarejo.
O filme em si, gira em torno do conceito de pecado e em específico, do pecado da Gula. Os hábitos por trás da alimentação são questionados desde a Grécia Antiga. Para a doutrina Católica, alimentar-se é um ato normativo humano em que a única função é manter o corpo saudável, o excesso através da comida, bem como o prazer, são um estímulo do pecado da Gula. A Igreja entende que a gula torna-se responsável por pecados bem mais graves, tal como o acaloramento dos sentidos que conduz a luxúria, uma vez que o excesso de carnes (principalmente) e molhos picantes, excitaria o corpo e o espírito.
Portanto, a gula, principalmente na Idade Média, Moderna e ainda início da Contemporânea, foi um pecado altamente condenável. O filme deixa claro esse repúdio e é sobre essa limitação que seu roteiro permeia; a linha tênue entre a gula e o bem comer.
O filme trata de como os personagens tão alienados em suas convicções religiosas conseguem enxergar, ou melhor, visionar um novo formato de modus vivendi, sem necessariamente estar atrelado ao que a Igreja considera correto.
O encanto da Festa de Babette está exatamente nessa quebra de conceitos, nesse abrir de mentalidade. Durante o jantar, em um determinado momento, os personagens abandonam suas rixas, seus problemas e sua conduta religiosa para simplesmente saborear o bem comer, o trocar ideias, o experimentar.

A Festa de Babette é sem dúvida um clássico, bem produzido, com um roteiro impecável que faz-nos questionar como devemos medir nossa fé pelo bem viver, fazendo com reflitamos sobre o nosso apetite físico e o espiritual.

SAUVIGNON BLANC MARIA MARIA 2015

● Vinho da Semana 232017 - ● SAUVIGNON BLANC MARIA MARIA 2015 – COLHEITA DE INVERNO – SUL DE MINAS - BRASIL – A produção de vinho no Brasil tem se expandido para outras regiões além do Rio Grande do Sul onde se concentra cerca de 80% da produção, incluindo as regiões cafeeiras Sul de Minas e Mogiana, a região de Diamantina no norte de Minas, Goiás e região de Brasília, e ainda a região Nordeste do Brasil.           
Na região de Minas Gerais a dupla poda ou inversão do ciclo é a técnica que permite aos viticultores produzir uvas na época do inverno (dai o termo colheita de inverno) e não no verão, como ocorre normalmente. As fases de crescimento, maturação e colheita — que ocorrem no período das chuvas (primavera e verão) - passam a acontecer no período de seca (outono e inverno), resultando em vinhos de melhor qualidade e potencial de envelhecimento, explica o enólogo e PhD em Bordeaux, Murillo de Albuquerque Regina.
            Assim nasceram as vinícolas Luiz Porto, em Cordislândia, e Maria Maria (Fazenda Capetinga), em Três Pontas. A vinícola Maria Maria, conta com dez hectares com 21 mil pés de syrah, 8 mil de sauvignon blanc, 4 mil de cabernet sauvignon, além de chardonnay.
            No caso da Fazenda Capetinga, as uvas são levados para Caldas, no estado de Minas Gerais, onde a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) dirige um centro de produção. O produtor do Maria Maria é Eduardo Junqueira, um cervejeiro assumido, que iniciou seus passos no mundo do vinho após ouvir do médico os benefícios desta bebida ao coração. A saúde não estava muito boa e era preciso mudar!
Inspirado nos versos da canção homônima de Milton Nascimento, no meio dos seus cafezais, plantou as primeiras videiras e hoje colhe seus frutos. Eduardo Junqueira faz parte da quinta geração de uma das famílias mais tradicionais no plantio de café em Minas Gerais.
Apesar de serem novos, os vinhedos demonstram grande potencial. O solo argiloso local favorece aos vinhos brancos e também na produção de tintos de boa qualidade aliado à um inverno com amplitude térmica e seco, com pouca ocorrência de chuvas, ocorrendo cultura da vinha com poda invertida.
● Notas de Degustação: Vinho bem claro, cristalino. No nariz mostra algo de fruta tropical como um abacaxi de massa branca, cítricos como lima da pérsia, notas herbáceas e florais, toques minerais elegantes. Mostra no paladar um bom volume de boca, muita vivacidade, resultando num vinho refrescante. O perfil de boca repete o perfil olfativo, com notas herbáceas e de fruta branca. Fim de boca muito gostoso e que pede um segundo gole imediato. Um vinho muito fácil de beber e gostar.
● Estimativa de Guarda: Não guarde. Aproveite a fruta fresca deste vinho que está em seu melhor momento.
Notas de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de cozinha japoneza, peixes, carnes brancas, crustáceos e mariscos. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: EM BH: ZAHIL – REX-BIBENDI - End.: Rua Antônio de Albuquerque, 917 - Funcionários, Belo Horizonte – MG. Esquina de Rua Levindo Lopes. Tel.: (31) 3227-3009.

REVELADO PAÍS LATINO AMERICANO QUE MAIS CONSOME ÁLCOOL NO MUNDO

REVELADO PAÍS LATINO AMERICANO QUE MAIS CONSOME ÁLCOOL NO MUNDO – (02/06/2017) - De acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde, divulgada pela revista Tribe, em dados gerais pelas américas o primeiro lugar é do Canadá com 10 litros anuais em média consumidos por pessoas com mais de 15 anos, em seguida vem os EUA com 9,3 litros.
Da América Latina a Argentina é a campeã com 9,1 litros anuais por pessoa, seguido do Chile com 9 litros. Peru e Brasil empatados com 8,9 litros e Uruguai atrás com 6,8 litros.
Surpreendentemente os uruguaios tem diminuido ao longo dos anos o consumo. Em 2010 se registrava de 12,9 litros anuais por pessoa, em 2014 revelou-se 7,6 litros. Outro dado interessante é que o consumo de álcool argentino é de cerveja. Ela representa 60% de todas as bebidas alcoólicas consumidas no país.

O nível global do consumo de álcool, em 2016 foi de 6,4 litros. Para diminuir o consumo de álcool a OMS recomenda regular a comercialização de bebidas alcoólicas, limitar a disponibilidade de álcool e reduzir a demanda por meio de mecanismos fiscais e de preços. Mais em www.marcelocopello.com  / contato@marcelocopello.com Facebook – vinhocommarcelocopello  Instagram – marcelocopello I http://www.marcelocopello.com/blog

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CASA RIO VERDE ESTARÁ PRESENTE NO "TIRADENTES VINHO & JAZZ FESTIVAL"

Casa Rio Verde presente no “Tiradentes Vinho& Jazz
Festival”, harmonizando as delícias de  Baco e boa música

A Casa Rio Verde/VinhoSite estará presente no Tiradentes Vinho & Jazz Festival, de 2 a 4 de junho, com um estande no romântico Largo das Forras, principal praça da cidade. Serão oferecidos para degustação seis vinhos do portifolio da importadora mineira: Adega de Borba Galitos (Portugal), Alcanta Roble e Madame Bobalu (Espanha), Casanova Antaño Reserva Merlot e Torreón de Paredes Reserva Cabernet Sauvignon (Chile), Finca El Origen Malbec (Argentina).
 A degustação dos vinhos funciona no sistema de cartelas, à venda no local por R$35 ( Premium), R$50 (Super Premium) e R$65 ( Gold) , com direito a cinco taças.
Ambiente ideal para a perfeita harmonização entre vinho e jazz, Tiradentes é uma das cidades mais charmosas do Brasil e palco de vários festivais ligados à cultura e à gastronomia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Tiradentes Vinho & Jazz Festival


SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2 “ – Agora segue a segunda parte do artigo, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.


S 5. VARIEDADES NO CORTE DO VINHO - Sempre falando de vinhos tintos, que são aqueles que têm dado fama a estas duas regiões produtoras, outras variedades podem entrar na mistura com Tempranillo para proporcionar o carácter para o vinho de cada adega. A proporção da mistura, respeitando a predominância de Tempranillo, dependerá de cada produtor, mas em geral determinadas variedades são usadas em relação a Rioja e a Ribeira del Duero.
A Tempranillo é considerada uma casta ibérica, cultivada na Espanha por séculos. É uma variedade precoce no amadurecimento, e daí a origem do seu nome, já que temprano é a palavra espanhola para cedo. A uva Tempranillo é caracterizada por uma mistura de fruto vermelho e de ameixa negra. Estilos mais frescos mostram mais frutas vermelhas; estilos mais maduros predominam os frutos negros. Caracteristicamente, tem taninos perceptíveis, mas não é excessivamente ácida, criando vinhos muito agradáveis. Álcool variando entre 12,5% e 15% ou mais dependendo região e produtor.
Na Rioja é muitas vezes empregada a Grenache, a Mazuelo ou Carignan, e a Graziano. A Grenache imprime o corpo e mineralidade aos vinhos da Tempranillo de Rioja. A Mazuelo (Carignan ou Samsó como é chamada em Aragão e Catalunha) dá uma nota de frutado especial, por vezes, criando um vinho muito plano e a Graziano é um pequena uva altamente concentrada e é usada para fazer vinhos vintages, uma vez que confere resistência a longo prazo contra a oxidação. Todos as três uvas são variedades originárias de Espanha.
Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, e pequenas quantidades de Grenache, são variedades tipicamente francesas usadas no corte dos vinhos de Ribera del Duero, criando um componente de aroma mais robusto, a correção é geralmente no sentido de amaciar os taninos da Cabernet com a Merlot, variedades comuns no vinho de Bordeaux, ou no aumento da sua característica de explosão de aromas e sabores através da Malbec, uma variedade que, embora francêsa foi consolidada na Argentina.
S 6. O VINHO EM SI - Já vimos que a primeira coisa a deixar claro é que ambos têm muitas características em comum, porque eles compartilham a mesma uva – a tempranillo. Só este argumento e desmonta em grande parte a distinção entre Riojas e Riberas. Outra coincidência é ambos têm solos argiloso e calcários. Então, no que eles diferem? No clima. Na área da Ribera del Duero o clima é mediterrâneo, com temperaturas extremas: muito frio no inverno e muito quente no verão. E em La Rioja é mais suave. É do clima e seus reflexos nos estilos de vinhos que vêm quase todas as diferenças, tornando tudo mais óbvio.
Potência de Boca. Os vinhos de Ribera são mais potentes do que os Rioja. Com a uva crescendo num clima mais extremo Ribera del Duero tem mais taninos, o que acaba levando a vinhos mais poderosos e com mais estrutura ao paladar. A frase "este vinho enche minha boca" pode ser aplicado para os vinhos de Ribera del Duero.
Cor. Ribera cria vinhos mais intensos. Os responsáveis pela cor de vinho são os compostos fenólicos chamados antocianinas, que estão muito mais presentes nos vinhos de Ribera. O resultado é que vemos através de uma taça de Rioja enquanto no caso de Ribera mais difícil por conta de serem vinhos mais profundos.
Teor de Álcool. O vinho de Ribera em geral é mais alcoólico. Entre os jovens vinhos de Ribera e Rioja você pode começar a ter um teor alcoólico de diferença. E para beber é percebido como um vinho mais alcoólico também.
Textura. Os vinhos de Ribera são mais tânicos. Tanicidade é a aspereza e secura que percebemos na boca e na garganta ao beber vinho. A tanicidade ou popularmente a adstringência é causada pela maior concentração de taninos, que são mais perceptíveis nos vinhos de Ribera.
Aromas. Se levar o vinho para o nariz e perceber um aroma ou uma memória de frutas vermelhas você tem um vinho de Rioja na taça. Se esse aroma nos lembrar fruta madura, ou algo de compota, com certeza é Ribera. Quando você beber o vinho, isso se traduzirá em maior frescura no caso de Rioja, enquanto os Ribera resultam em vinhos gourmands. É a diferença, por assim dizer, entre comer uma framboesa que ainda está um pouco verde e uma que está totalmente madura. Para alguns, os vinhos de Ribera lembram o aroma de iogurte. Embora os solos tenham elevadas concentrações de cálcio em Ribera, isto significa que, quando a fermentação malolática ocorre no processo de vinificação, os Ribeira del Duero acabam por ter notas com o aroma e o sabor de iogurte. O Rioja não tem estes toques lácteos tão marcados e por isso são mais ácidos, o que torna o ataque de boca mais fácil.
Harmonizações. A harmonização é baseada no equilíbrio do poder do prato com o vinho. Neste caso, embora os dois vão na mesma linha e podem perfeitamente acompanhar um prato de carne, um Rioja também pode combinar com peixes por sua acidez, embora estes teriam de ser gordos (como o atum) para a combinação perfeita. Um Ribera é mais restrito neste sentido, e seu acompanhamento será perfeitos com carnes, caças, e pratos suculentos.
Produtores Recomendados em Rioja: Benjamin Romeo/ Bodega Contador, Señorio P. Pecina, López de Heredia, Muga, La Rioja Alta, CVNE, Viña Tondonia, Ramirez de Ganuza, Otañón. O estilo riojano é bastante característico, em geral, marcado principalmente pelo carvalho. Os melhores produtores buscam um equilíbrio perfeito entre a fruta e a madeira, produzindo vinhos de enorme classe, elegância e complexidade, e qualidade internacional.
Produtores Recomendados em Ribera del Duero: Vega Sicilia, Pingus, Alejandro Fernández, Hermanos Pérez Pascuas, Viña Pedrosa, Torremorrón. São vinhos com grande concentração e potência, intensos, muito elegantes, complexos e harmônicos.
S Então, por que nós escolhemos nos vinhos de Rioja ou Ribera del Duero?
Claramente, a escolha por um Ribera del Duero é a escolha daqueles que procuram desfrutar de um vinho tinto mais intenso, para alguns, um vinhos arrebatador, como um “toureiro matador”. Mas o sabor de um Rioja frutado também o torna atraente.
Se queremos testar a intensidade dos vinhos de Ribera del Duero, que nos últimos anos tem aumentado a sua popularidade, porque é capaz de satisfazer as necessidades dos interessados em um vinho tinto intenso de alta qualidade, outra de suas grandes atrações é o seu preço.  Esta combinação de qualidade e excelente preço, não pode ser ignorada em Rioja.
Com tal qualidade e um sabores tão distintivas, por que escolher quando você pode desfrutar de ambos os vinhos que acompanham ocasiões especiais? Aposte em ambos!




domingo, 28 de maio de 2017

COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012

● Vinho da Semana 222017 - ● COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012 – PUGLIA - ITÁLIA – Em 1962, 19 vinicultores da região italiana de San Marzano se uniram para fundar a “Cantina San Marzano”. Ao longo dos anos, essa cooperativa cresceu ao ponto de atrair 1200 produtores de vinho que, utilizando equipamentos modernos e tecnologia avançada, entregam rótulos elegantes com o máximo respeito às tradições do vinho da Puglia. A vinícola pugliese San Marzano foi uma das pioneiras no renascimento da Primitivo, em grande parte devido ao vinho San Marzano Sessant’Anni Primitivo di Manduria, que foi responsável por tornar a uva mais famosa e conhecida.
       Um dos motivos dessa revolução é que a uva é perfeita para quem gosta de vinhos de estilo mais carnudo, concentrados e com bastante fruta, mas com acidez mais baixa e taninos leves. Enquanto em climas mais quentes os sabores predominantes são de frutas vermelhas, em regiões de climas mais frios se sobrepõem as frutas pretas e uva passa. Em Manduria, onde os vinhos de Primitivo são mais concentrados, também é comum encontrar a uva em corte com outra cepa regional, a Negroamaro.
A vinícola está no coração do Primitivo di Manduria, uma faixa de terra suspensa entre dois mares, onde vinhas e floreiras nascem lado a lado em um manto de terras vermelhas.
● Notas de Degustação: Este é um vinho de aromas complexos de intensa cor rubi. Notas frutadas de ameixa, passando por compota de frutas vermelhas e escuras como a cereja madura, toques de baunilha e alcaçuz. Em boca é um tinto encorpado, picante e macio, com taninos finos e delicioso frescor, com um longo retrogosto. O paladar é intenso, com grande estrutura e suavidade, com um acabamento agradavelmente persistente. Um vinho para ocasiões especiais. Vinhedos de 50 anos num corte de uvas Primitivo e Negroamaro. O vinho passa 12 meses em barril de carvalho.
● Estimativa de Guarda: 10 anos fácil. Mas o vinho já está espetacular para ser bebido.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, carnes de caça, trufas. Nhoque com ragu de cogumelos, pernil de cordeiro assado com ervas ou risoto de queijo. Perfeito para acompanhar carnes vermelhas e de caça, é ideal como um vinho de meditação e harmonizado com pratos de massa. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011

● Vinho da Semana 222017 - ● APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011 – PUGLIA - ITÁLIA – Salento fica a leste da região da Apúlia, no sul profundo da Itália. Calorosa e amigável e preservada por um isolamento de séculos de idade, manteve folclore genuíno e antigo sua tradição vitícola vivo. Como o calcanhar da península italiana em forma de bota, bem como sua parte mais oriental - das belas falésias do mar Adriático para as praias suaves, areia do mar Jónico - Salento possui o maior número de vinhos DOC produzidos em Apulia.         Entre acres de vinhas alternar olivais fechado por paredes baixas de pedra seca e arbustos do Mediterrâneo. Seus densa vegetação, frutas e flores foram uma fonte de inspiração para os artesãos habilidosos que trabalham na cidade de Lecce Durante o período barroco, a OMS ricamente igrejas ornamentadas, conventos e palácios Com os símbolos da idade, representando de forma - ou invocar - a generosidade e fertilidade de uma terra amigável e rico.
É graças a esta beleza natural e arquitetônica que Salento é hoje um dos destinos mais populares na Itália. Sua capital é Lecce, qual a sua manteve histórico e cultura mais do que qualquer outra cidade identidade de Apulia. Nomeado "a Florença do Sul da Itália" por seus belos monumentos, Lecce é conhecida por sua arquitetura e esculturas barrocas, que se espalhou toda a província desde o século graças 16 a um calcário maleável, compacto, liso, cor de mel conhecido como "pedra Lecce "que é usado para enriquecer ruas, varandas, palácios e igrejas.
Em 1870 Noé Apollonio plantou sua própria vinha e produziu vinho pela primeira vez. A experiência foi herdada de seu pai Tommaso (um comerciante produtor de vinho nascido em 1828), e de seu avô Giuseppe (um camponês nascido em 1805). No final do século XIX a filoxera afligiu viticultores em toda a Europa, e froam obrigados a plantar novos tipos de vinhas. Na época, o vinho era tudo: era alimento, remédio para os cuidados, alívio para as dores.
Noé resolveu transformar suas uvas em vinho e vender seus produtos, a partir de vinhedos de uvas Negroamaro e Primitivo, colhidas nas aldeias de Aradeo, Neviano, e Cutrofiano. Motivados pela mesma paixão herdada de seu pai Noé, Marcello provou ser tão trabalhador e entusiasmado, dando continuidade a produção, e comprando alguns vinhedos em todo o território de Salento, a partir de "Valle della Cupa" (Vale do Cupa) até "Arneo", e até aqueles localizados na região de Basilicata. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Marcello conseguiu atender seus numerosos clientes, especialmente do norte da Itália. Salvatore, que sucedeu Marcello com o mesmo empenho e capacidade de compreender as mudanças do mercado, enquanto a pobreza foi lentamente dando lugar a um boom econômico e o mercado foi mudando, criando novas oportunidades de negócios. Com a introdução de gestão de negócios, caracterizada por uma produção mais moderna e eficiente, em 1975 começou a engarrafas os vinhos de alta qualidade com a marca Apollonio.
À frente da empresa desde 1995, Marcello e Massimiliano Apollonio são a quarta geração da família. Impulsionada pelo entusiasmo e paixão e pela experiência adquirida no campo Eles, eles decidiram perseguir o objetivo ambicioso de expansão além das fronteiras nacionais seus produtos. Sob nova gestão, Apollonio tem se especializado em envelhecimento do vinho e expandiu sua rede de varejo. Tem a sua oferta alargada de produtos vitivinícolas, com excelência como objetivo. Os vinhos da Apollonio agora são vendidos em 35 países, onde são muito apreciados por sua identidade e autenticidade intocadas.
● Notas de Degustação: Vinho violeta escuro. Aromas de cereja preta, amora, turfa e especiaria. Muito encorpado, exuberantemente frutado com boa glicerina, pureza e bem balanceado. Amplo, rico, concentrado no palato sem ser agressivo. Um conjunto bem representativo dos modernos vinhos da Puglia. Feito com uva 100% Primitivo. Colheita manual com as uvas já bastante maduras. A colheita é adiada para se conseguir maior concentração de açúcares e substâncias extrativas. Passa 12 meses em barricas francesas, 6 meses em grandes barris de carvalho e 6 meses na garrafa. Excelente persistência final num vinho que apesar de encorpado, está muito harmonioso e agradável de beber. Para um paladar mais detalhista, pode apresentar ligeiro amargor no fim de boca.
● Estimativa de Guarda: 10 anos pelo menos. Nesta amostra com 6 anos os taninos estavam macios e tínhamos um vinho de extrema maciez na taça.
Notas de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de caças, carnes vermelhas grelhadas ou guisados, queijos duros ou picantes. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: EM BH: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891. 

sábado, 27 de maio de 2017

Uaine Night

Agradecemos a presença de todos que estiveram conosco em mais está Uaine Night. Agente a próxima data: 07/07/2017.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

UAINE NIGHT, UM EVENTO IMPERDÍVEL


Para quem gosta e vinhos a UAINE NIGHT é um evento imperdível.

Cinco barracas de vinhos estarão servindo 69 rótulos em garrafas e 58 taças diferentes, com origem em 11 países: AFRICA DO SUL, ARGENTINA, AUSTRALIA, BRASIL, CHILE, ESPANHA, ESTADOS UNIDOS, FRANÇA, ITÁLIA, NOVA ZELANDIA, PORTUGAL.

Oportunidade para provar vinhos de uvas como Zinfandel, Pinotage, Bonarda, Torronés, Viura, além das emblemáticas Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah, Malbec, Tempranillo, Sangiovese, Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre outras. E tudo isto em vários estilos como vinhos espumantes, brancos, rosés e tintos nascidos em vinhedos de Bordeaux, Rhône, Califórnia, Douro, Lisboa, Alentejo, Rioja, Rueda, Hawkes Bay, Maipo, Colchagua, Elqui, Cachapoal, Mendoza. Em resumo, uma bela seleção de excelentes rótulos do mercado da Capital.

As garrafas têm preço entre R$ 60 e R$ 120,00. As taças serão vendidas a R$ 10, R$ 15, R$20 e R$ 25. E para harmonizar com estes vinhos, estarão presentes 10 barracas servindo comidas para aquecer a noite.


Sejam bem vindos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - CASA FIAT DE CULTURA


E pra noite ficar ainda mais agradável, convidamos uma banda de jazz para a Uaine Night!! Dia 26 de maio, sexta agora, na Casa Fiat de Cultura. A partir das 19h, entrada gratuita, sujeita à lotação.

domingo, 21 de maio de 2017

“ SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1 “ – Os vinhos espanhóis são imensamente populares e por uma boa razão: os vinhos do país misturam algo do Novo Mundo e sensibilidades do Velho Mundo sem conflitos. Especialmente nas regiões centro e sul, o calor do sol espanhol impregna os vinhos com notas intensas de aromas e sabores encontrados em todo Novo Mundo, mas ao mesmo tempo, os toques com perfil gastronômico os associam com os vinhos do Velho Mundo, próprios para acompanhar comida. Estas qualidades fazem dos grandes vinhos da Espanha uma verdadeira ponte entre estes dois mundos.
De qual você mais gosta? De Rioja ou de Ribera del Duero? Você pode não saber resposta, e você não está errado. Apesar de que se assemelhem em vários aspectos, estes tintos ainda têm nuances diferentes. Por duas razões: Primeiro, eles usam a mesma uva; a Tempranillo. E segundo, ambas as denominações desfrutam de solos argilo-calcários.
Qual é então a diferença entre eles então? No clima. Como você verá adiante, as consequências são importantes.
Rioja e Ribera del Duero são as regiões mais conhecidas e apreciadas internacionalmente e aquelas que exportam a maioria das garrafas da Espanha. Eles também são os mais consumidos no país, de longe, e mantem um acalorado debate sobre quem é o campeão entre os vinhos espanhóis. Para os fãs que cada um tem, o seu é preferível para o outro, mas para a maioria dos consumidores têm características muito semelhantes, incorporada pela mesma variedade de uva dominante - Tempranillo.
Será que podemos realmente reconhecer a diferença para além do contexto geográfico? Em princípio, sim, mas às vezes fazer a distinção pode ser difícil. Então, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.

1. ANTIGUIDADE: La Rioja foi definida como denominação de origem em 1925, e em 1991 tornou-se designação origem qualificada, que apenas aos vinhos da mais alta qualidade é concedida. Ribera del Duero é reconhecida como uma denominação de origem em 1982 e não tem o selo de denominação de origem qualificada, embora sua qualidade é reconhecida em alto nível pela maioria dos especialistas.
2. A GEOGRAFIA: Embora ambas as regiões pertençam ao norte da Espanha, cada uma agrega diferentes comunidades e províncias. A denominação de Rioja é dividida em três sub-denominações geográficas: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja, que viriam a coincidir aproximadamente com zonas respectivas de La Rioja, Alava e Navarra e agregam grande variedade de topografia das planícies quentes para áreas de cristas de cultivo e terraços ou varandas.
A denominação de origem Ribeira del Duero corresponde à parte oriental de províncias castelhana-leonesas de Segovia, Valladolid, Soria e Burgos, e sua orografia corresponde à inclinação de um vale. Ou seja, terras altas, campo e inundações nas áreas baixas.
3. CLIMA: Acredita-se que a casta Tempranillo, uma das maiores variedades mais versáteis do mundo, tem origem em La Rioja, de forma de domina tanto o perfil de seus vinhos que virou um padrão e será difícil distingui-los por sua base de uva. No entanto, a mesma videira de Tempranillo pode evoluir de forma diferente dependendo do clima em que está plantada. Assim, o Rioja é caracterizada pela influência do ar quente e úmido do Mediterrâneo através da depressão do Ebro.
Ao mesmo tempo, ela é protegida dos ventos secos frios do norte pelas montanhas bascas e dos Pirinéus, de modo geral, caracterizada por um clima continental temperado, com invernos relativamente suaves, outonos quentes e pouco contraste e verões quentes, mas sem excesso. Esta pequena clima extremo permite que as uvas para amadurecer mais profundamente e atingir uma maior qualidade de nuances.
Rioja Alta: O clima pode ser considerado moderado, porque não adquire as condições extremas dos vinhos de Ribera del Duero, enquanto seu solo é notável para a presença de argila.
Rioja Baja: Neste caso, estamos a falar de uma área com um clima que tende a olhar mais como o Mediterrâneo onde a chuva de inverno está presente.
Rioja Alavesa: O clima é temperado, especialmente no inverno e conhecido por seus solos íngremes com abundante presença de cálcio.
O clima das diferentes áreas desta Denominação de Origem, permite que as uvas amadureçam lentamente e com cuidado, garantindo excelente qualidade quando da colheita da casta.
Então vinhos de Rioja são estruturados por causa do próprio poder da Tempranillo, com grandes massas de energia e sabor. Ao mesmo tempo, eles são redondos e maduros, ideais para criar vinhos de grande finesse. Dois vinhos representativos deste personagem garboso e firmes podem ser os vinhos de Marqués de Riscal e vinhos da adega Muga. Ambas as adegas têm uma excelente relação entre qualidade e preço, e recebem altas considerações de críticos.
Em contraste, a área que abriga a denominação Ribera del Duero mais ao sul a oeste, tem um clima mais continental, em geral, este é mais contrastado, invernos frios e verões quentes, podendo oferecer noites de verão frescas. Consequentemente, o amadurecimento dos frutos será menor, embora generoso e criam vinhos mais concentrados graças ao calor do verão. Têm um sabor mais potente com mais características do corpo e da fruta aromática que melhoram o vinho e dão-lhe o potencial para ser afinada em barris de carvalho sem perder o espírito de sua juventude.
Tomando dois vinhos representativos da melhor Ribera del Duero são os vinhos da vinícola Pesquera, e os vinhos da adega Dominio de Pingus. Esta última adega recebe excelentes avaliações de Parker e do principal Guia espanho – o Penin, mostrando que os vinhos desta região são capazes de seduzir de forma tão excepcional como aqueles de seu vizinho do norte. Um caso especial é o Pingus, que custa cerca de 1.000 euros, algo incomum para Espanha.
4. O SOLO
Os solos de Rioja são dominadas por calcário e argila, capazes de reter água, mas não por muito tempo, e entregam-na as raízes da vinha. Isso faz com que a boa vantagem das chuvas e ventos úmidos relativamente abundantes nesta área quanto à do sudoeste vizinho seja um diferencial. Da mesma forma, a Ribera é a própria depressão do Ebro, sendo fortemente influenciada por evaporações de Duero- e recebe pouca chuva.

Em adição, os solos são mais variados e pode variar de giz capaz de reter água, nos altos e baixos das áreas de vale, com areia e um pouco propenso a retenção de água no campo, embora favorecida pela proximidade do rio e escoamento das chuvas. Assim, a concentração das uvas em água será menor e a quantidade de açúcar e outras substâncias será correspondentemente maior, que favorece uma grande colheita; novamente algo que reflete uma personalidade selvagem da jovem Tempranillo que pode ser preservado no seu afinamento. Segue na semana que vem ...

UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO

“ UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO ” – A maioria das pessoas liga pouco para os saca-rolhas. Elas ficam satisfeitas com o brinde da loja de vinhos do bairro, com a versão barata de duas asas, ou mesmo com um canivete suíço. Há saca-rolhas a pilhas, e complexos modelos que funcionam com um aperto e um puxão.
Sommeliers do mundo todo usam majoritariamente um dispositivo simples, de alavanca. Basicamente, ele consta de um cabo como o de faca, com uma espiral que é inserida na rolha, e um apoio dobrável para encaixar na garrafa. Esse modelo foi patenteado na Alemanha, em 1882, e suas versões básicas custam menos de US$ 10.
 Aí, vem o australiano Code-38, projetado segundo os mais elevados princípios do design, com materiais de primeira linha. É vendido por US$ 220 a US$ 410. Ao contrário do saca-rolha barato lá de casa, o Code-38 oferece o peso sólido de uma boa ferramenta. O modelo básico, de US$ 220, é de aço inoxidável maciço. A lâmina de corte é um arco de aço que pode ser afiado numa pedra.
O apoio tem uma só dobradiça, em vez da dobradiça dupla que eu tenho no meu Pulltap. Isso serve como uma rede de segurança para amadores que nem sempre conseguem pôr o saca-rolha no ponto certo.
A dobradiça única do Code-38 é concebida com tal precisão que ainda estou para encontrar uma rolha que eu não extraia sem esforço. Por US$ 410, você pode adquirir o Code-38 Pro Stealth, "uma mistura completa de texturas destruídas e finais vaporizados à base de titânio", como diz o catálogo na internet.
Emprestei meu modelo de US$ 220 a Michael Madrigale, sommelier do Bar Boulud, em Nova York. Ele gostou bastante, mas reclamou do preço. "É como o hambúrguer de US$ 200", disse. "É reinventar algo que já está perfeito."
Já Chaad Thomas, ex-sommelier e sócio da US Wine Imports, achou o saca-rolhas "uma linda peça". "Foi magnífico poder abrir o saca-rolha com uma só mão", disse ele. "Dá para usá-lo rapidamente mesmo, além de ser muito durável. Como sommelier, eu costumava usar os saca-rolhas até acabarem."
Já houve outros saca-rolhas caros. A marca francesa Laguiole, por exemplo, é famosa há mais de um século. Jeffrey Toering, o designer do Code-38, foi montador de instrumentos na Força Aérea Australiana, o que ele compara a ser relojoeiro. A ideia do Code-38 surgiu na década de 1990, quando ele viu um garçom usar um "saca-rolha barato de plástico" para abrir uma boa garrafa de vinho. "O calibre do saca-rolhas não combinava com o nível do vinho nem do restaurante", escreveu ele num e-mail da Austrália.

Assim, começou uma odisseia de tentativa e erro, de testes de design e materiais, e de comparação de fontes. Ele examinou espirais do mundo todo antes de escolher um feito na França. Toering diz que o Code-38 é "totalmente reconstruível" e coberto por uma garantia eterna.Toering monta cada um individualmente e diz que já vendeu 137 exemplares. "Eu acho o Laguiole e produtos similares daquela região brilhantes gostaria de pensar que o Code-38 pode ser colocado entre eles em pé de igualdade", afirmou. 
● FONTE: ERIC ASIMOV –  FOLHA DE SÃO PAULO – THE NEW YORK TIMES  -  16/05/2011