segunda-feira, 28 de novembro de 2016

AMAYNA PINOT NOIR 2012

● Vinho da Semana 482016 - ● AMAYNA PINOT NOIR 2012 -  SAN ANTONIO VALLEY - CHILE – Fundada em 1999 pelo empresário José Antonio Garcés e seus filhos, a Viñas Garcés Silva é, desde o início, um projeto único que traz verdadeiras preciosidades de minúscula produção às mesas do mundo todo. São vinhos elegantes, produzidos na região fria e marítima de San Antonio-Leyda, como vinhos brancos excelentes e refinados, cheios de classe e personalidade e um fantástico e profundo Pinot Noir, que combina potência e elegância, com um final de boca e textura macia e aveludada.
Desde então, a família Garcés Silva tem obtido reconhecimento mundial e, com o passar dos anos, demonstra cada vez mais a sua paixão pela produção vinícola de alta qualidade e repleta de inovações, como a arquitetura de sua adega, construída de forma bela, funcional e harmoniosa em relação ao meio ambiente.
            Inspirada nas montanhas e no mar, a adega respeita a paisagem local e aproveita o terreno em seu favor. Embora possua tecnologia de ponta, seus níveis internos, por exemplo, permitem uma manipulação suave das uvas e mostos e a decantação natural, utilizando somente a força da gravidade. Este processo preserva os aromas e características dos vinhos, já que em nenhum momento são utilizadas bombas, garantindo maior elegância, menor adstringência e baixa deterioração de sumos e vinhos.
            A região de San Antonio-Leyda foi, por muito tempo, conhecida apenas pela produção de trigo e cevada, mas ganhando rapidamente boa reputação pela viticultura de alta qualidade, solo e clima que favorecem a produção de uvas tintas e brancas que preferem o frio e a brisa do pacífico para crescer lentamente e sem perder a acidez, como a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Syrah e Pinot Noir.
● Notas de Degustação: Uma das grandes descobertas da Mistral, este Pinot chileno é poderoso, profundo e ao mesmo tempo elegante. Já foi indicado por Steven Spurrier, da Decanter, como o melhor vinho do Novo Mundo. É um vinho gastronômico, de textura aveludada e longo e prazeroso final de boca.
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar carnes, massas e risotos. Servir entre 14 e 16°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

LEYDA SINGLE VINEYARD LAS BRISAS PINOT NOIR 2012

● Vinho da Semana 482016 - ● LEYDA SINGLE VINEYARD LAS BRISAS PINOT NOIR 2012 – LEYDA VALLEY - CHILE – Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas.
● Notas de Degustação: Cor rubi brilhante. No nariz é frutado, com frutas vermelhas como morangos, framboesas e cerejas e nuances herbáceas. Delicado e refinado no paladar, onde a primeira sensação é de doçura, de groselha vermelha, seguida de notas de sândalo e nuances minerais. Os taninos são maduros, tem textura cremosa e corpo médio. Depois aparece o sutil toque de madeira combinado com notas minerais e acidez correta. Passa 10 meses em barrica francesa. Um vinho com perfil gastronômico.
● Reconhecimentos Internacionais: 94 Pontos Guia Descorchados (safra 2009).
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar frutos do mar como ostras gratinadas e peixes (salmão e atum), carnes brancas, aves assadas, pratos ricos em cogumelos e risotos. Servir entre 10 e 12°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

VILLARD LE PINOT NOIR GRAND VIN 2010

● Vinho da Semana 482016 - ● VILLARD LE PINOT NOIR GRAND VIN 2010 – CASABLANCA VALLEY -  CHILE – Villard é um caso a parte no Chile. Primeiramente é um pequeno produtor por opção, depois é um grande especialista em vinhos brancos e na caprichosa casta Pinot Noir, oriundos do fresco Valle de Casablanca. Seu Sauvignon Blanc Reserva Expresión foi o único penta-estrelado no “Guia de Vinhos Chilenos 2003/ 2004” e faz um estrondoso sucesso no mercado brasileiro. Os chardonnays, que fogem do estigma de “gordos, cheios de carvalho e sem frescor”, são uma lição de pureza, integridade e equilíbrio. Os Pinot Noirs, muito requintados e sem exageros de fruta em compota, são concebidos com baixos rendimentos no vinhedo.
Vinícola boutique criada em 1989, com vinhedos e vinícola no Valle de Casablanca. Uma das mais modernas vinícolas do Chile, combina a alta tecnologia com a vinicultura  tradicional. O objetivo da empresa é de produzir apenas vinhos orientados à alta qualidade, logrados com baixa produção.
                O Valle de Casablanca está localizado a 80 km a oeste de Santiago e 35 km da costa, aos pés da Cordilheira da Costa, recebendo a influência direta das correntes frias do Pacífico. É reconhecida como a melhor região do Chile para castas brancas e para a Pinot Noir. O seu particular meso-clima prolonga o período de amadurecimento das uvas, devido às oscilações de temperatura trazidas pelas brisas marinhas.
             Localizado entre a Cordilheira da Costa e o Oceano Pacífico, o Valle de Casablanca desfruta de um meso-clima caracterizado por uma fresca brisa costeira, que dilata o período de maduração das uvas, trazendo um perfeito equilíbrio entre o teor de açúcar e o da acidez. É considerada a melhor região vinícola de climas frescos do Chile. Os solos são arenosos e argilosos. A colheita é manual. Maceração pré-fermentativa de 6 dias a 8°C. A fermentação ocorre em tanques de aço inox em 8 dias, com freqüentes pigeages, permanecendo por mais 15 dias em pós-maceração.O vinho é então trasfegado para amadurecimento em barricas por 6 meses.
 ● Notas de Degustação: Belíssima coloração rubi. Deliciosa fragrância de frutas vermelhas maduras (morangos, cerejas, framboesas), com infusão de canela e cravo. Impacto maduro na boca, mas com equilibrado frescor. Retro-gosto de grande persistência.
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar Coq au vin; Ravioli de cogumelos ao molho rôti; Boeuf Bourguignon; Queijos de média cura. Servir entre 14 e 16°C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

domingo, 27 de novembro de 2016

BEAUJOLAIS, PORQUE NÃO ?

“ BEAUJOLAIS, PORQUE NÃO ? ” –  “Le Beaujolais Nouveau est arrivée!” É assim que os franceses da região de Lyon, iniciam as festividades que marcam o lançamento do vinho novo da região de Beaujolais. A festa acontece, todos os anos, na terceira quinta-feira do mês de novembro.
O Nouveau é uma homenagem ao slogan original a partir da década de 1950, “Le Beaujolais Nouveau est arrivée”, que foi usado por cinco décadas antes de ser substituído por - "É tempo de Beaujolais Nouveau" há três anos, que no entanto ainda não pegou como slogan!.
            O Beaujolais Nouveau é um vinho que fica pronto para o consumo cerca de dois meses após a colheita, e esta rapidez é obtida pelo processo de maceração carbônica. O vinho é produzido na pequena cidade de Beaujeu, a partir das uvas gamay.
Em geral, o Beaujolais é um vinho muito frutado, leve e fresco. Todos os anos os produtores franceses dizem que este vinho é muito frutado que lembra aromas de banana, morangos ou cerejas. Esqueçam isso. Sempre lembra os mesmos aromas !”
O Beaujolais Nouveau é exportado para mais de cem países. Na França, a produção é de cerca de 36 milhões de garrafas de Beaujolais.
Para alguns amantes de vinho, o dia 17/11) foi dia de degustar o seu Beaujolais Nouveau. Para outros, foi um dia para esquecer, pois o Beaujolais Nouveau é um dos vinhos mais contraditórios em matéria de gosto. Mas afinal, gosto não se discute, não é mesmo ?
Neste ano, participando de uma Master Class junto a sommeliers e restauranteurs, com tema de Vinhos Beaujolais, a pergunta inicial recebeu uma resposta quase que uníssona – O que você sabe sobre Beaujolais ? e a resposta foi: Que é um vinho ruim !!!
            Esta impressão cristalizada na mente de vários amantes de vinhos certamente mudaria se pelo menos provassem um Beaujolais sabendo que ele é um dos vinhos mais bebidos no dia-a-dia francês. E melhor ainda se provassem um Villages, ou um Cru de Beaujolais.

 O Beaujolais Nouveau e o aroma de banana 
Uvas colhidas em setembro, vinificação em outubro, engarrafamento no início de novembro. E pronto, na segunda quinzena de novembro, "le Beaujolais Nouveau est arrivé". O que há de especial em sua elaboração que resulta no aroma de banana, cuja intensidade varia ano a ano? 
Na vinificação do Beaujolais acomodam- se bagos inteiros de uvas Gamay em cubas fechadas, sob pressão. Nessas condições, as enzimas da polpa são ativadas, verificando-se no interior do bago uma tímida transformação de açúcar em álcool, com formação interna de gás carbônico. 
           A fermentação intracelular cessa naturalmente após uns dez dias e inicia-se o processo de elaboração do Beaujolais, conhecido como maceração carbônica. Diminui-se o teor de ácido málico e formam-se álcool, glicerina e outros componentes. Entre eles, o acetato de isoamila com seu cheiro de banana amassada ou para alguns, banana passa. E o aroma de banana estará no Nouveau, mais ou menos intenso, dependendo da concentração de acetato de isoamila naquele ano, para cada produtor.
      O tradicional lançamento do Beaujolais Nouveau aconteceu neste ano em 17/11 – terceira quinta-feira do mês de novembro. Estava viajando pelo Chile nesta data, e tive a oportunidade de provar o vinho neste domingo. Uma festa e uma tradição que começou no início do século passado nos bistrots, restaurantes e brasseries de Lyon, e que se estendeu para o mundo. O Beaujolais Nouveau, como o nome diz, é para ser tomado jovem, está pronto e não vai ganhar nada se você guarda-lo, pelo contrário!
            É um vinho alegre, agradável, frutado, saboroso, macio. Ótimo para happy hour. Se o produtor for bom e conceituado, tanto melhor! A oportunidade de degustar os vinhos desta safra ficou por conta do Beaujolais Villages Nouveau 2016 do produtor Joseph Drouhin, importado pela MISTRAL. O produtor Joseph Drouhin há 20 anos leva os melhores prêmios para seus vinhos. Se podemos dizer que o Beaujolais Nouveau é um vinho mais simples, sendo a base no portfólio, o Villages é uma versão mais profunda e concentrada do primeiro.
A cor é de rubi escuro, lembrando a casca de uma cereja. Os aromas mostram frescor, numa sucessão que lembra frutas frescas vermelhas e tropicais, garantindo bom frescor e concentração, sem faltar a nota típica de banana. Na boca o vinho é macio, frutado e curto. Os taninos estão “redondos”. Como sempre, corpo leve e ótimo para acompanhar frios, embutidos mais leves ou carnes em preparações menos condimentadas, ou ainda pratos leves como pizzas e quiches. Em BH você pode encontrar os Beaujolais na MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

v SOBRE O BEAUJOLAIS NOUVEAUX E OS DEMAIS BEAUJOLAIS: A idéia de lançar globalmente numa determinada data o Beaujolais Nouveau ― um estilo de vinho jovem e popular, feito para ser bebido quase geladinho a uns 10°C e o mais rápido possível, que originalmente foi um grande sucesso nos bistrôs parisienses do pós-guerra, nos anos 1950 e 1960 ― pareceu, durante um bom tempo, uma grande jogada comercial e de marketing dos franceses. A frase – “Le Beaujolais Nouveau est arrivé !”, inventada no fim da década de 1960, atravessou fronteiras e se tornou conhecida entre os amantes de vinho de vários países.
            Durante a febre do Beaujolais Nouveau, esse tipo de vinho chegou a responder por cerca de 60% e toda a produção do Beaujolais. Tudo indicava que os franceses haviam descoberto uma “mina de ouro”. O produtor elaborava o vinho e, em questão de uns poucos meses (em vez de anos), vendia boa parte de sua colheita engarrafada e se capitalizava rapidamente. A onda do Beaujolais Nouveau teve seu auge no exterior no fim dos anos 1980 e chegou ao Brasil nos anos 1990.
O problema é que, de um estrondoso sucesso midíatico e de vendas, o Beaujolais Nouveau se tornou um problema para a região do Beaujolais. Cristalizou no longo prazo a imagem (injusta) de que todos os vinhos dessa zona vitícola, inclusive os melhores crus da região, são tão vulgares, industrializados e desprezíveis como o aroma artificial de banana presente nos piores Nouveaux. Com o passar do tempo, a demanda pelos vinhos da região, Beaujolais Nouveau inclusive, caiu.
No meio da crise econômica mundial, com produção em excesso e menos consumidores, a exemplo muitas zonas vitícolas do Velho Mundo, mais de 3 mil hectares de vinhas foram arrancadas do Beaujolais nos últimos anos, e alguns domaines produtores fecharam ou foram vendidos. Uma parcela das terras da região está sendo reconvertida para o plantio de uvas de mesas ou para outras culturas e que hoje há 19 mil hectares de vinhas no Beaujolais. Sinal dos tempos, a Chardonnay, a cepa branca mais popular no mundo e uma das estrelas da vizinha Borgonha, ganha espaço na região e já se pensa em limitar a sua presença ali a no máximo 10% do vinhedo local.
            Não é de hoje que o Beaujolais, situado no sul da Borgonha, perto de Lyon, enfrenta grandes desafios. Historicamente, essa zona sofre de uma crise de identidade e complexo de inferioridade em relação à região-mãe (melhor seria dizer “madastra”) em que está inserida, a mítica Borgonha. De tempos em tempos, ressurge o eterno debate: a zona do Beaujolais é uma sub-região da Borgonha ou é uma área vitícola independente? Verdade se diga que nenhum produtor da Borgonha gosta de ser colocado par-a-par com a região de Beaujolais, o que funciona de maneira pejorativa. Assim como a garrafa azul fez tão mal aos verdadeiros brancos alemães, o Beaujolais Nouveau deixou uma péssima imagem dos autênticos Beaujolais.
            Nos níveis mais altos, a expressão da uva Gamay impressiona pela variedade de estilos, criando “10 Crus do Beaujolais”. Cada “cru” é representado por uma comuna (cidade vinícola) e leva seu nome. Nesta região dos Crus, o solo tem mais granito, com porcentagens variadas de areia, com melhor drenagem a temperaturas mais altas. Toda a uva é colhida manualmente. Isto se dá, principalmente, porque o método de fermentação das uvas é por maceração carbônica e, para isso, as uvas precisam estar intactas, sem esmagamento pré-fermentativo.
            Além das diferenças de solo, de clima e de vinificação, a região da Borgonha e de Beaujolais têm uma divergência ainda mais importante: o Beaujolais planta Gamay, uma cepa tinta, de reputação modesta e dada a produzir vinhos leves e pouco longevos, e a Borgonha (além da branca Chardonnay) cultiva a Pinot Noir, uva que fascina muitos conhecedores e dá rótulos estelares, capazes de envelhecer por décadas, como o Romanée Conti. É verdade que o resto da Borgonha (quase) não planta Gamay por razões históricas, digamos, de força maior: no final do século XIV, o Filipe II, o duque de Borgonha, confinou ao Beaujolais o cultivo de vinhedos de Gamay, que considerava como uma cepa “vil e desleal”.
            Apesar de terem sido sempre o patinho feio da Borgonha, os melhores vinhos do Beaujolais (um cru Molin -à-Vent, um Morgon ou um Chénas) eram valorizados meio século atrás. “Nos anos 1950, um cru do Beaujolais era vendido ao preço de um grand cru da Borgonha”, escreveu o jornalista Bernard Burtschy numa reportagem publicada no jornal francês Le Figaro (2009). A frase pode ser um exagero, mas dá bem a medida de como as coisas mudaram desde que o mundo passou a associar o Beaujolais ao seu filho mais ligeiro, o Beaujolais Nouveau. Fora da França, o modesto Beaujolais Nouveau, que, bem feito, pode ser um vinho agradável para o verão, enfrenta ainda um problema extra: o preço relativamente alto. Para nós, brasileiros, vinho caro não é novidade. Já faz parte, infelizmente da paisagem nacional. Há os impostos, o custo Brasil, a malfadada ST, o lucro do importador, os ganhos dos intermediários… E, no caso do Beaujolais Nouveau, há o valor elevado de seu frete aéreo. O Beaujolais Nouveau só está disponível nos quatro cantos do mundo na data marcada porque viaja de avião da França para o seu destino final.
            A uva Gamay é delicada, de taninos finos e tende aos aromas frutados, gera inclusive algumas expressões mais minerais, dependendo do ‘cru’, da constituição de seu solo e clima da safra. Alguns bons exemplos desenvolvem-se, melhorando tranquilamente, por 10 anos. Os famosos “crus” são:

ST. AMOUR: Região fresca, precisa de safras ensolaradas.
JULIÉNAS: Vinhedos altos dão grandes vinhos, considerados o máximo da qualidade. Frutados, intensos, com taninos firmes e ótima acidez, perfeitos para guardar.
CHÉNAS: Seu nome vem dos “chênes” (carvalhos) que cresciam na área. Vinhedos sobre granito. Os de safras mais maduras agüentam um tempo de guarda.
MOULIN A VENT: Um dos maiores e mais longevos vinhos do Beaujolais. Terrenos de areia rosa sobre granito e manganês. Precisa de certo tempo em garrafa para desenvolver aromas.
FLEURIE: Exuberante, cheio de fruta e fácil de beber.
CHIROUBLES: Fica pronto cedo, é leve e delicado.
RÉGNIÉ: Solo leve, granito arenoso. Vinhos leves, aromáticos, delicados. Quanto mais ao sul, mais leves.
MORGON: Aromas generosos de cereja e morango, com acidez marcada e refrescante. Esse vinho passa por barricas de carvalho e ao contrário de outros Beaujolais, atinge seu apogeu 05 anos após a colheita.
BROUILLY: Maior produção de vinhos da região. Variam devido ao tamanho da AOC. Simples, mas com boa estrutura.
CÔTE DE BROUILLY: Um pouco superior aos Brouilly. Frutados, ricos e vinosos. 

            O interessante é que alguns produtores do Beaujolais estão alterando o processo de produção passando a vinificar a Gamay como se fosse uma Pinot Noir na Borgonha, e passando o vinho até mesmo por barricas de carvalho. O resultado é que o vinho fica muito melhor e chama a atenção dos paladares mais exigentes. E como os Borgonhas estão com preços pelas nuvens, abre-se uma brecha no mercado para estes vinhos. Creio que em breve estaremos bebendo mais Beaujolais e parte da imagem pejorativa do vinho vai ficar no passado.

Fica então a pergunta - vale a pena provar o Beaujolais Nouveau de 2016? Eu penso que sim, pois só se pode opinar sobre aquilo que já bebeu-se! Nunca espero concentração, complexidade ou sedução num Beaujolais Nouveau. Procure por frescor, frutado, taninos macios e uma idéia que a vida pode ser mais bela, sem tanta preocupação. Afinal, não se pode levar tudo tão a sério que não se possa desfrutar de um vinho, pelo simples prazer de bebê-lo !

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CHILE – EVOLUÇÃO E REVOLUÇÃO CONSTANTE

“ CHILE – EVOLUÇÃO E REVOLUÇÃO CONSTANTE ” –  Voltando de uma viagem de 10 dias por algumas regiões vinícolas do Chile não há como deixar de  relatar o volume de vinhos provados que nos surpreenderam por sua qualidade, produzidos por vinícolas de dimensões diversas. Foram 84 vinhos, em sua maioria tintos, evoluindo por brancos, espumantes e rosés.


O estilo que muitos jornalistas especializados chamam de Novo Mundo com ênfase na potência de olfato e paladar, com vinhos pautados pela madeira, parece estar ficando para traz. A maioria dos vinhos que provei espelha a elegância. Pode ser que esta impressão esteja ligada ao fato de que a viagem tenha passado por vinícolas de variados portes espalhadas pelos frios vales de Casablanca, Leyda, San Antonio, Maipo, Colchagua e Aconcagua.
O clima Mediterrâneo do Chile oferece os verões quentes e secos e os invernos frios e chuvosos que as videiras adoram. Mas de forma geral o que chama a atenção é que chove pouco e a atividade vitícola depende muito da água do degelo dos Andes. São comuns volumes de 250 a 350mm/ano. A paisagem é dominada pelos arbustos locais chamadas de “espinhos”. A estação de crescimento das plantas e a floração se revela em dias bem ensolarados e temperaturas que caem a cada noite para criar uma grande amplitude térmica que as uvas próprias para a produção de vinho precisam para produzir sabores de fruta fresca, acidez definida e, no caso das videiras tintas, cor profunda, taninos maduros (mas sem os excessos de fruta cozida ou compotada) e altos níveis de antioxidantes.
Os vinhedos são bastante influenciados pelas brisas frias do Oceano Pacífico e da Corrente Humboldt que começa nas águas gélidas perto da Antártica e sobe até a costa oeste da América do Sul. Curiosamente, quando o efeito da corrente fria Humboldt atinge o linha costeira do norte, ela produz nuvens e neblina, mas causa pouca ou nenhuma precipitação (e assim contribui em fazer do Deserto do Atacama o mais seco do planeta!)
O Chile tem uma geografia única com barreiras naturais como o Deserto do Atacama ao norte, as Cordilheiras dos Andes ao leste, os campos de gelo da Patagônia e a Antártica ao sul, e o Oceano Pacífico e as Cordilheiras da Costa ao Oeste, protegem os vinhedos do Chile contra pestes e fornece uma grande variedade de tipos de solo, resultando em um vasto mosaico de terroirs que permitem o aumento de uma diversidade de vinhos finos, para todos os gostos e bolsos.
Boa parte das vinícolas visitadas faz parte do MOVI – Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile, que é uma associação de produtores, que desde 2009, compartilha a mesma paixão e pensamentos: produzir vinhos de grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem, e as vinícolas por sua dimensão menor são consideradas em geral como viñas “boutiques”.
Originalmente formado por um pequeno grupo de 12 amigos apaixonados por vinho e sua cultura, hoje já somam 32 vinícolas espalhadas do Vale do Huasco ao norte até o Vale de Itata ao sul, abrangendo mais de 1.000 quilômetros do território chileno.
O MOVI não compete com empresas grandes produtoras, é um movimento independente para mostrar o Chile de outra forma, focando na família e no trabalho pessoal, revelando uma rica diversidade uma vez que são verdadeiros frutos da paixão e parte importante das vidas de seus produtores, o que é possível numa indústria madura, de alta capacitação técnica, muita pesquisa e presente no mercado internacional. Para se ter ideias, há vinícolas que produzem exclusivamente um único rótulo, outras produzem dois, e poucas vão além de 5 rótulos. Mas nem por isso devem ser deixados de lado, pelo contrário, como são frutos de pura paixão e alguns são frutos de alta tecnologia, a verdade é que cada rótulo reserva uma boa surpresa na taça.
Além disto, provamos vinhos de castas nem sempre comuns, como foi o caso da uva País, ou movarietais de Petit Verdot. Encontramos Carignan, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Pinot Noir, Merlot, Tempranillo, Grenache e Carménère sensacionais.
Assim, vão ganhando destaque “novas” regiões vinícolas (além das clássicas, como Maule e Maipo), que estão tendo seu potencial aproveitado pelos produtores.
Quanto aos aromas, o frescor e a elegância das frutas vermelhas estão se destacando mais que as frutas negras, antes mais comuns e associadas a vinhos mais maduros e concentrados. Os produtores estão explorando cada vez mais os extremos ao norte e ao sul do país, enquanto a famosa região de Colchagua está experimentando novas variedades.
Outra grande surpresa chilena veio dos Pinot Noir. Os vinhos que provei mostraram muito do caráter varietal, com muito frescor, toques florais e de fruta fresca, com boa acidez e taninos macios. Vindos de várias regiões do país, os Pinot Noir chilenos estão bons, frescos e perfumados – bem diferentes dos excessivamente amadeirados de antigamente, mostrando como o Chile está em constante evolução e revolução.
Na semana passada listei os 50 melhores vinhos chilenos considerados por Robert Parker. Desta vez listo os vinhos recomendados pelo GUIA DESCORCHADOS 2016. Perceba que em ambas as Listas há muitos nomes antes desconhecidos:

O MELHOR TINTO - 98 P CONO SUR SILENCIO – CABERNET SAUVIGNON – 2011
Os Melhores Tintos do Ano
98 CONO SUR SILENCIO C. SAUVIGNON 2011 – ALTO MAIPO
97 COUSIÑO MACUL LOTA C. SAUVIGNON MERLOT 2010 – ALTO MAIPO
97 SEÑA CAB. SAUV. CARMEN. MALBEC MERLOT P.VERDOT 2013 – ACONCAGUA
97 CLOS QUEBRADA DE MACUL DOMUS AUREA 2011 – ALTO MAIPO
97 SANTA CAROLINA LUIS PEREIRA C. SAUVIGNON 2013 – CHILE
96 CONCHA Y TORO TERRUNYO LOT 1 CARMENÈRE 2013 – PEUMO
96 DE MARTINO SINGLE VINEYARD LIMÁVIDA MALBEC 2013 – MAULE
96 TABALÍ ROCA MADRE MALBEC 2014 – LIMARI
96 MAYCAS DEL LIMARÍ LOS ACACIOS SYRAH 2014 – LIMARÍ
96 AQUITANIA LAZULI C. SAUVIGNON 2012 – ALTO MAIPO
96 CALCU FUTA C. SAUVIGNON 2011 – MARCHIGUE
96 ALMAVIVA 2013 – ALTO MAIPO
96 ERRÁZURIZ THE RED BLEND 2013 – ACONCÁGUA
96 NEYEN  CARMÉNÈRE C. SAUVIGNON 2011 – APALTA

O MELHOR BRANCO – 97 P – ERRÁZURIZ – LAS PIZARRAS CHARDONNAY – 2014
Os Melhores Brancos do Ano
97 ERRÁZURIZ LAS PIZARRAS CHARDONNAY 2014 ACONCAGUA COSTA
97 CASA SILVA LAGO RANCO S. BLANC 2014 SUR
96 CASA MARIN CIPRESES S. BLANC 2014 SAN ANTONIO
96 CONCHA Y TORO TERRUNYO S. BLANC 2015 CASABLANCA
96 DE MARTINO SINGLE VINEYARD PARCELA 5 S. BLANC 2014 CASABLANCA
96 KALFU SUMPAI S. BLANC 2015 NORTE
96 TABALÍ TALINAY S. BLANC 2015 LIMARI
95 BODEGAS RE EN RE DO 2015 CASABLANCA
95 BODEGAS RE CHARDONNOIR 2014 CASABLANCA
95 DE MARTINO VIEJAS TINAJAS MOSCATEL 2014 ITATA
95 AQUITANIA SOL DE SOL CHARDONNAY 2012 SUR
95 MAYCAS DEL LIMARÍ QUEBRADA SECA CHARDONNAY 2014 LIMARÍ
95 TARA TARA WHITE WINE 1 CHARDONNAY 2014 NORTE
95 AQUITANIA SOL DE SOL S. BLANC 2015 SUR
95 CONO SUR 20 BARRELS S. BLANC 2015 CASABLANCA
95 MATETIC EQ COASTAL S. BLANC 2015 CASABLANCA
95 SANTA RITA FLORESTA S. BLANC 2015 LEYDA
95 UNDURRAGA TH S. BLANC LO ABARCA S. BLANC 2014 SAN ANTONIO
94 WILLIAM FÈVRE CHILE ESPINO GRAN CUVÈE CHARDONNAY 2014 PIRQUE
94 ERRÁZURIZ THE WHITE BLEND 2015 ACONCAGUA
94 SIERRAS DE BELLAVISTA RIESLING 2015 ALTO COLCHAGUA
94 CASAS DEL BOSQUE P. PRODUCCIONES S. BLANC 2015 CASABLANCA
94 LABERINTO CENIZAS DE LABERINTO S. BLANC 2015 MAULE
94 LEYDA LOT 4 SAUV BLANC S. BLANC 2015 LEYDA
94 QUINTAY WINES EXPERIENCE S. BLANC 2015 CASABLANCA
94 TABALÍ RESERVA ESPECIAL S. BLANC 2015 LIMARI
94 VENTOLERA VENTOLERA S. BLANC 2015 LEYDA
94 VERAMONTE RITUAL S. BLANC 2015 CASABLANCA

MELHORES ESPUMANTES – 94P – MORANDÉ – BRUT NATURE CHARDONNAY PINOT NOIR e 94P – GARCÍA + SCHWADERER – MÉTODO ANCESTRAL ROSÉ PINOT NOIR NV
Os Melhores Espumantes Do Ano
94 MORANDÉ BRUT NATURE CHARDONNAY PINOT NOIR CASABLANCA
94 GARCIA+SCHWADERER MÉTIDO ANCESTRAL ROSE PINOT NOIR NV
93 BODEGAS RE RE NOIR PINOT NOIR NV CASABLANCA
93 BODEGAS RE RE NOIR VIRGEN PINOT NOIR NV CASABLANCA
93 CASA SILVA FERVOR CHARDONNAY PINOT NOIR N/A COLCHAGUA
92 CASAS DEL BOSQUE BO PINOT NOIR CHARDONNAY NV CASABLANCA
92 UNDURRAGA TITILLUM BLANC DE NOIRS PINOT NOIR NV LEYDA
92 VALDIVIESO BLANC DE BLANCS CHARDONNAY 2011 VALLE CENTRAL
91 MONTES SPARKLINGANGEL BRUT ACONCAGUA COSTA
91 MORANDÉ BRUT K.O PAÍS CHARDONNAY PINOT NOIR
91 MUJER ANDINA LEVITA SIRAH 2013 MAIPO
91 VALDIVIESO BLANC DE NOIRS PINOT NOIR 2014 VALLE CENTRAL
91 VALDIVIESO EXTRA BRUT CUVÉE RESERVE N/V VALLE CENTRAL
91 VALDIVIESO NATURE CHARDONNAY PINOT NOIR N/V VALLE CENTRAL
90 GARCIA + SCHWADERERMETRODO TRADICIONAL NV CASABLANCA
90 LEYDA ESPUMANTE METODO TRADICIONAL BLANC & BLANC 2013 LEYDA
90 LOMA LARGA VINEYARDS LOMA LARGA ESPUMANTE NV CASABLANCA
90 MORANDÉ EXTRA BRUT CHARDONNAY NV CASABLANCA
90 MUJER ANDINA AI! CHARDONNAY PINOT NOIR 2014 SUR
90 QUINTAY WINES BRUT NATURE 2013 CASABLANCA
90 UNDURRAGA TITILLUM BLANC DE BLANCS CHARDONNAY NV LEYDA
90 UNDURRAGA EXTRA BRUT CHARDONNAY RIESLING S. BLANC NV LEYDA
90 UNDURRAGA TITILLUM ORIGINAL CHARDONNAY PINOT NOIR NV LEYDA
90 UNDURRAGA TITILLUM ROSÉ 130 AÑOS PINOT NOIR NV LEYDA
90 VALDIVIESO GRAND BRUT ROSE CHARD. PINOT NOIR N/V VALLE CENTRAL

90 VIÑAMAR EXTRA BRUT 2015 VALLE CENTRAL

SOL DE SOL CHARDONNAY 2009 – MALLECO VALLEY – TRAIGUÉN - CHILE

● Vinho da Semana 472016 - ● SOL DE SOL CHARDONNAY 2009 – MALLECO VALLEY – TRAIGUÉN - CHILE – Em 1984, dois renomados enólogos de Bordeaux, Bruno Prats e Paul Pontallier, decidiram procurar terras de qualidade para produzir vinhos no Chile. Associando-se ao também conhecido Felipe de Solminihac, adquiriram em 1990 no Vale do Maipo, próximo à cidade de Santiago, um lote 43 hectares de terras aos pés da cordilheira dos Andes onde fundaram o Domaine Paul Bruno. Depois uniu-se a eles Ghislain de Montgolfier, enólogo da região de Champagne. Confiantes na importância do terroir, os dois amigos escolheram um terreno de solo pobre e bem drenado, em que a exposição solar é ideal e as noites são frescas. As videiras de uvas tipicamente francesas (principalmente Cabernet Sauvignon) são plantadas em pé-franco, graças à ausência da filoxera no país e com uma densidade de 1700 plantas por acre. Os proprietários sustentam que foi em seu vinhedo ainda novo que o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot declarou a Felipe de Solminihac que “o que há ali é Merlot, mas o que está à direita não é” e levou amostras que duas semanas depois dariam início a uma quase revolução na vitivinicultura chilena: a redescoberta da Carménère, extinta na França após a praga da filoxera.
Um dos principais vinhos do Chile, o Sol de Sol é elaborado com uvas Chardonnay do vinhedo mais ao sul do país, em Traiguén. De Solminihac decidiu com sucesso experimentar o clima frio, mas com boa insolação, que doa às uvas características mais recorrentes nos grandes Chardonnays da Europa que nos do Novo Mundo.
  ● Notas de Degustação: Cor amarelo palha brilhante, com notas de frutas tropicais (abacaxi de massa branca), leve cítrico e toque mineral marcante, com aromas bem integrados de baunilha e tostado (que demonstra excelente trabalho na maturação, na qual a madeira não predomina sobre a fruta), seco, encorpado, com ótima acidez. Fim de boca mineral e austero e bem balanceado. Passa 12 meses em barrica francesa. Um vinho com perfil gastronômico.
● Reconhecimentos Internacionais: 94 Pontos Guia Descorchados (safra 2009).
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar frutos do mar como ostras gratinadas e peixes (salmão e atum), carnes brancas, aves assadas, pratos ricos em cogumelos e risotos. Servir entre 10 e 12°C.

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

OS 50 MELHORES VINHOS DO CHILE SEGUNDO PARKER

“OS 50 MELHORES VINHOS DO CHILE SEGUNDO PARKER ” –  O interesse de Robert Parker por vinhos começou em 1967, quando passou um mês no exterior durante as férias de Natal, para visitar uma namorada (sua esposa há 37 anos) na Universidade de Estrasburgo, na Alsácia, França.
Nascido em Baltimore, Maryland, em 23 de julho de 1947 e com pós-graduação na Universidade de Maryland, especializado em História, Parker freqüentou a Universidade de Maryland Law School, graduando-se em Direito no ano de 1973. Por dez anos e meio, advogou, tornando-se advogado sênior e, posteriormente, Conselheiro-Geral Adjunto para os bancos de crédito agrícola de Baltimore. Em 09 de março de 1984, renunciou ao cargo de Assistente Jurídico para se dedicar integralmente a escrever sobre vinhos.
Em 1975, Parker começou a pensar em escrever sobre vinho e iniciar o seu próprio “guia independente para orientar o consumidor“, em grande parte devido à escassez de informações confiáveis sobre vinho. Em 1978, o conceito de publicação de vinho foi reformulado. A primeira edição da The Wine Advocate, que  foi enviada para vários grandes varejistas de vinho. O número inicial de assinantes, em agosto de 1978 , era inferior a 600. Trinta e cinco anos depois, The Wine Advocate tem mais de 50.000 assinantes, em todos os Estados Unidos, e em mais de 37 países.
Hoje, praticamente todos os observadores informados concordam que a The Wine Advocate exerce a influência mais significativa sobre os hábitos e tendências, não só na América mas também na França, Inglaterra, Suíça, Japão, Taiwan, Cingapura, Rússia, México, Brasil e China.
Como estamos em viagem pelo Chile, nunca é demais seguir algumas orientações dele. Na semana que vem, veremos as recomendações do Guia Descorchados.
A seguir a indicação dos 50 melhores vinhos chilenos segundo a Wine Advocate – Robert Parker Jr.:
2003 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 97/100 pts.
2005 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 97/100 pts.
2007 Von Siebenthal Tatay de Cristobal 1492 – 97/100 pts.
2008 Errazuriz Viñedo Chadwick – 96/100 pts.
2007 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 96/100 pts.
2003 Almaviva – 95/100 pts.
2006 Concha y Toro Don Melchor – 95/100 pts.
2005 Errazuriz Viñedo Chadwick – 95/100 pts.
2007 Montes Folly Syrah – 95/100 pts.
2008 Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 95/100 pts.
2004 Terrunyo Carménère Peumo Vineyard – 95/100 pts.
2006 Vina Seña  – 95/100 pts.
2006 Von Siebenthal Toknar – 95/100 pts.
2005 Almaviva – 94/100 pts.
2005 Altaïr  – 94/100 pts.
2004 Altaïr  – 94/100 pts.
2009 Bodegas y Viñedos O Fournier O Fournier – 94/100 pts.
2005 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.
2004 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.+
1997 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.
2007 Errazuriz Don Maximiano Founder’s Reserve – 94/100 pts.+
2007 Errazuriz Kai – 94/100 pts.
2006 Errazuriz Don Maximiano Founder’s Reserve – 94/100 pts.
2006 Montes Folly Syrah – 94/100 pts.
2007 Montes Alpha M – 94/100 pts.
2007 Montes Purple Angel – 94/100 pts.
2005 Montes Folly  Syrah – 94/100 pts.
1999 Montes Alpha M – 94/100 pts.
2006 Perez Cruz Quelén Special Selection – 94/100 pts.
2002 Santa Rita Cabernet Sauvignon Casa Real – 94/100 pts.
2006 Terrunyo Carménère Peumo Vineyard Block 27 – 94/100 pts.
2010 Trabun Syrah – 94/100 pts.
2004 Vina Seña – 94/100 pts.
2010 Vina Seña  – 94/100 pts.
2007 Vina Tabali Payen – 94/100 pts.
2007 Von Siebenthal Toknar – 94/100 pts.
2005 Von Siebenthal Toknar – 94/100 pts.
2004 Almaviva – 93/100 pts.
2002 Almaviva – 93/100 pts.
2007 Almaviva – 93/100 pts.+
2003 Altaïr  – 93/100 pts.
2008 Antiyal  – 93/100 pts.
2010 Antiyal – 93/100 pts.
2008 Antiyal Carménère Alto del Maipo Valley –  93/100 pts.
2008 Bodegas y Viñedos O Fournier Alfa Centauri Red Blend – 93/100 pts.
2010 Bodegas y Viñedos O Fournier Alfa Centauri Red Blend – 93/100 pts.
2009 Bravado Old Vines Dry Farmed Carignan – 93/100 pts.
2006 Caliterra Cenit – 93/100 pts.
2006 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard – 93/100 pts.

2004 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard – 93/100 pts.

CUVÉE ALEXANDRE LAPOSTOLLE CARMENERE 2011 – VALE DE COLCHAGUA – CHILE

● Vinho da Semana 462016 - ● CUVÉE ALEXANDRE LAPOSTOLLE CARMENERE 2011 – VALE DE COLCHAGUA – CHILE -  Lapostolle é o mais francês dos produtores chilenos. A vinícola foi fundada pela francesa Alexandra Marnier e elabora vinhos tintos, brancos e rosés de grande classe e elegância, cuja inspiração são os melhores vinhos europeus. Com imenso prestígio, em poucos anos conseguiu aclamação da imprensa especializada, estabelecendo-se como um dos mais reputados nomes do vinho chileno.
            O assessor da vinícola é o famoso Michel Rolland, um dos mais célebres e influentes enólogos da atualidade. Com seus vinhos de estirpe e sua grande consistência qualitativa, a Lapostolle é, sem dúvida, um dos grandes nomes do vinho no Novo Mundo.
            A proposta de Alexandra Marnier é clara: criar vinhos notáveis misturando a experiência vitivinícola francesa ao terroir chileno. Para isso, a Lapostolle trabalha em mais de 370 hectares de cultivo e 3 vinhedos distintos, exportando seus vinhos para mais de 60 países.
            Criada em Cunaco, próximo à Santa Cruz, a vinícola Lapostolle guarda um grande destaque para as duas joias da casa, os vinhos tintos Casa e Cuvée Alexandre. O Casa é produzido com as uvas Syrah, Merlot, Petit Verdot e Carmenère (85%), e reúne aromas de frutas vermelhas, boa textura e estrutura média.
            O vinho tinto Cuvée Alexandre, um blend das uvas Carmenère e Syrah, apresenta boa estrutura de taninos e concentração de frutas vermelhas, excelente para harmonização com peito de pato ou bife de angus marinado.
            Além da vinícola em Cunaco, a Lapostolle possui outras 3 vinícolas no Chile, entre elas a Vinícola Atalayas, a oeste de Santiago, que investe no cultivo das uvas Chardonnay e Pinot Noir, em 57 hectares privilegiados da região. A Las Kuras, ao sul de Santiago, é a propriedade responsável pelo cultivo de 32 hectares da uva Cabernet Sauvignon, 59 hectares da Sauvignon Blanc e 35 hectares da uva Syrah, em uma área com solo rochoso de boa drenagem, que no passado já abrigou o leito de um rio.
Uma das mais aguardadas novidades de Casa Lapostolle, o Cuvée Alexandre Carménère já nasce como um dos melhores vinhos do chile elaborados com esta casta (irmão do Purple Angel e do Clos Apalta que são outros grandes vinhos desta vinícola).
● Notas de Degustação: Talhado no estilo dos grandes tintos de Bordeaux, mas com a uva emblema do Chile, o Cuvée Alexandre Carmenere é elaborado com 85% de Carmenère e 15% Syrah. As uvas são oriundas de um pequeno vinhedo orgânico com clones de vinhas pré-phylloxericas que servem de base para o mítico Clos Apalta – e aguardou nada menos que 11 anos para elaborar a primeira safra. Preparado com um cuidado artesanal, este vinho de minúscula produção é mais rico e concentrado que a maioria dos Carmenère, sem perder a elegância francesa. Um vinho de cor muito escura, intenso e onde as frutas negras se destacam com especiarias e notas herbáceas, com um toque bem integrado de chocolate. No paladar é um vinho encorpado, com ótima acidez, taninos elegantes e macio, com final de boca persistente. Sem dúvida, um excelente vinho. Vinhedo Apalta situado na zona do Valle de Colchagua, na sub-região do Valle de Rapel, na região do Valle Central. As uvas são selecionadas manualmente em mesa de triagem, tão logo chegam na adega. Elas são fermentadas em cubas de aço inoxidável, à 28-30ºC, por 15 dias, seguido de 2 semanas de maceração com as cascas. A maturação ocorre por 11 meses, em barricas de carvalho francês, 40% novas. O enólogo-consultor é o conhecido Michel Rolland de Pomerol.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por 8 a 10 anos a partir da safra, mas a recomendação chilena é que não esperemos tanto para beber carmeneres (eles não são tão longevos quanto se diz!). Este que provamos está ótimo com 5 anos.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem frios, embutidos, churrasco, picadinho de filé mignon com farofa, cordeiro. Um vinho muito versátil. Servir entre 16 a 18°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.
● Vinho da Semana 462016 - ● CEFIRO RESERVA CHARDONNAY 2016 – VALE DE CASABLANCA - CHILE – O comprometimento maior da empresa Viña Casablanca é a produção de vinhos de qualidade, para isso três fatores são essenciais: solo, clima e manejo do vinhedo. O solo é o artista, fornece características de aromas e sabores e faz com que cada cepa se expresse de forma diferente. O clima é resultado da localização nos seus diferentes vales e é um fator determinante na fenologia do vinhedo e por fim o seu manejo que é o resultado de um trabalho árduo que alia tecnologia e tradição. A empresa faz parte do Grupo Carolina Wine Brands, na qual a Santa Carolina é marca mais conhecida e com uma história de mais de 140 anos. A Viña Santa Carolina foi fundada em 1875 por Luis Pereira, que nomeou-a com sua esposa, Carolina Iñiguez. Localizada em Santiago, as instalações da adega e cave subterrânea são um Monumento Nacional e estão abertas ao público em geral. Com vendas superiores a 25 milhões de garrafas, os vinhos da Santa Carolina estão disponíveis em mais de 90 países. Em 2015, Santa Carolina celebrou seu 140º aniversário e foi escolhida a New World Winery do Ano pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast.
A Viña Casablanca é a adega boutique da Carolina Wine Brands. Fundada em 1992, a vinícola possui 80 hectares de vinhedos distribuídos principalmente nas propriedades Nimbus, El Chaparro e La Vinilla. Em 2011, a Viña Casablanca e Laroche Chile - membro da holding francesa AdVini - assinaram um acordo de joint venture pelo qual a CWB e a AdVini contribuíram com os ativos da Viña Casablanca e Laroche Chile para incorporar a Viña Casablanca SA
 ● Notas de Degustação: Cor amarelo palha brilhante com reflexos verdeais, com notas de frutas tropicais (abacaxi de massa branca e toque de banana), com aromas bem integrados de baunilha e tostado (que demonstra excelente trabalho na maturação, na qual a madeira não predomina sobre a fruta), seco, de corpo médio, com ótima acidez. Fim de boca frutado e bem balanceado. Muito prazeroso, convidando ao segundo gole. Maceração pré-fermentativa à 8°C por 6 horas. Fermentação alcoólica em tanques de inox com controle de temperatura entre 10-12°C com leveduras selecionadas. É engarrafado ainda jovem para não perder as características de fruta.
● Estimativa de Guarda: creio que o ideal é bebê-lo jovem, ou no máximo com até 3 anos da safra. Mas o vinho aguenta fácil 5 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar frutos do mar frescos como ostras e peixes (salmão e atum), aves assadas e carnes vermelhas de cortes magros. Servir a 8 a 10°C.
Onde comprar: Em BH – a CASA FLORA é representada pelo Ronaldo Bassalo – Tel.: (31) 98783-4132.