segunda-feira, 26 de setembro de 2016

WSet em BH


OS VINHOS DA ESLOVÁQUIA – PARTE 2


Escrevi o artigo OS VINHOS DA ESLOVÁQUIA – PARTE 2 “ – Recentemente a República da Eslováquia estabeleceu seu Consulado em Belo Horizonte e para comemorar este fato realizou uma noite de gastronomia e vinhos locais. Fui convidado para participar do evento, e não perdi a oportunidade de provar estes vinhos até então nunca provados por aqui. Agora complemento a pesquisa com a Parte 2.

ALGUNS DADOS SOBRE A VINHA E O VINHO ESLOVACO -
Existem 37 variedades reconhecidas de uvas. As condições meteorológicas na Eslováquia favorecem o cultivo de variedades brancas, que constituem 75% da área de vinha. A Gruner Veltliner e a Welschriesling / Riesling Itálico representam 50% deles. Outras variedades brancas incluem Pinot Gris, Muller Thurgau, Riesling Renana, Gewurztraminer, Muscat Ottonel e Irsay oliver. No entanto, há vinhos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre os vinhos que são produzidos com uvas internacionais. Entre as variedades tintas, os maiores  plantios são de Frankovka e St. Laurent, porém, por conta da demanda do consumidor, está sendo plantado Cabernet Sauvignon.  Os vinhos de Tokay, a única denominação de origem no país, são feitos com Furmint (70%), Lipovina (25%) e Lunel Muscat (5%).
Como na Áustria, os vinhos feitos a partir da Grüner Veltliner, predominam nas regiões de Nitra e Pequenos Cárpatos, no sul do país e também em algumas áreas do Centro. Sua maturação potencial, seu corpo, sua capacidade aromática e excelente acidez, além de suas muitas facetas que fazem-no adequado até mesmo para a produção de “Ice Wine”. A Grüner Veltliner é a rainha das castas brancas.
A casta tinta Frankovka Modrá é a mais apreciada pelos eslovacos. É um cruzamento entre a uva Gouais Blanc e uma outra variedade, ainda agora desconhecida. Seus aromas são um compêndio de frutas escuras, como amoras, groselha preta e amora com notas de canela. Como os franceses têm seu paradoxo, os eslovacos apesar do alto consumo de pratos com gordura, têm relativamente baixo colesterol por conta dos vinhos desta casta, apreciados desde tempos imperatriz Maria Teresa, que garantem altos níveis de resveratrol que ajudam a combater alguns tipos de doenças.
Ainda sem origem determinada, podendo provir da Áustria ou de terras da Borgonha, a Svatovavřinecké ou Sankt-Laurent é uma das variedades mais apreciadas entre as uvas tintas por o seu enorme potencial aromático. O Cabernet Sauvignon tem sido plantado e já faz vinhos. Outra grande uva adaptada a Eslováquia é a Dunaj (Danúbio), tão robusta quanto o rio cujo nome carrega, criada no Instituto Eslovaco VSSVVM de pesquisa vitícola. A uva é o resultado de um cruzamento duplo: o inicial entre a Muscat Bouschet (uva da família muscat também criada em laboratório) e a Blauer Portugieser com Sankt-Laurent. É uma contribuição da Eslováquia para ampelografia internacional graças a oferta extensa de hibridização única e vinhos estruturados produzidos na área mais quente no sul do país.
Com estas variedades de uvas os produtores de vinho eslovaco produzem cerca de 700.000 hectolitros por ano, classificadas em três grupos: vinhos de mesa, vinhos de qualidade e vinhos de Tokay. Atualmente, existem 14 produtores que respondem por 85% da produção do país, sendo que 76% da produção é de vinhos brancos e 24% é de tintos.
Há vinhos varietais e vinhos de assemblage, que geralmente respondem por melhor qualidade. A opinião geral é de que os vinhos brancos são corretos, uma vez que as variedades que são produzidas respondem muito bem onde são cultivadas. No entanto, os vinhos tintos ainda precisam atingir o padrão internacional exigido pelo consumidor de vinho de qualidade. Os seus vinhos de Tokaj já tem sua fama reconhecida sendo considerados como corretos e complexos.

VINÍCOLAS E VINHOS ESLOVACOS - A vinícola Chateau Bela-Rivel, localizada na região de Južnoslovenská, é a ponta de lança da indústria de vinho da Eslováquia e é uma colaboração de produtor alemão Egon Müller, ícone no Moselle com seu colega eslovaco Miro Petrech. Esta é uma adega com 80 hectares e chamou a atenção do crítico americano Robert Parker que deu 90 pontos ao seu Riesling 2001, e a revista "Wine Spectator" deu 91 pontos. O produtor também é reconhecido pelo seu Cabernet Sauvignon e Pinot Noirs.
Na mesma região os Strekov, Kasnyik e Bott Frigyes, são três produtores que se orgulham de desenvolvimento de vinhos naturais com a expressão de terroir específico da margem norte do Danúbio (loess com subsolo mentira argila e cal). Este movimento, chamado de 'True (Verdade)', conseguiu a introduzir os seus vinhos nos melhores restaurantes de Praga.
Na região de Malokartpastká, temos os produtores Mrva & Stanko, que criaram sua adega em 1997. Também nesta área, a vinícola Karpatska produz vinhos varietais doces feitos como vinhos de gelo, e vinhos de colheita tardia ou de palha (“vin de paille”).
A região também abriga a empresa Golguz, uma velha cooperativa agro-alimentar cmunista, agora privatizada que tem 240 hectares e o enólogo Miroslav Hrnčár responsável por seu renascimento em 2007, criando magníficos vinhos varietais de Riesling ou Müller-Thurgau em branco ou Frankovka Modrá, Dornfelder ou Alibernet (Alicante Bouschet cortado com Cabernet Sauvignon) em tinto. Nesta região também temos a Elesko, de propriedade de eslovacos que fizeram fortuna na Rússia e deram um enorme impulso para o turismo do vinho no país. A vinícola tem 110 hectares em várias partes do país para o desenvolvimento de vinhos e espumantes e 15 hectares em Tokaj. Entre seus destaques estão vinhos varietais de Zweigelt (cruzamento entre Frankovka Modrá e Sankt-Laurent) e Frankovka Modrá Dunaj em Cerveny tintos Tramin e Riesling em branco. A Elesko tem um museu de arte com obras do gênio pop Andy Warhol, bem como outras coleções de Arte Africana, além de um restaurante regional com vista para a vinha e um bar para degustação e recepções.
Os vinhos Matyšák, produzidos a partir de 1989 por Marek e Kristina Matyšák, estão entre os melhores no país, especialmente a sua linha dedicada a vinhos varietais Prestige de ouro em uma produção que ultrapassa um milhão de litros.
Entre os melhores vinhos da Eslováquia são os vinhos do enólogo Pavelka Milan, especialmente Pinot Noir e Frankovka Modrá, além de seus rosés de Frankovka e Cabernet Sauvignon.
Na produção do Tokaj, o destaque vai para a adega Macik, um de seus melhores viticultores, que exporta mais de 30% de sua produção para vários países, como República Checa, Reino Unido ou Japão. A vinícola Ostrozovic de propriedade da família do mesmo nome têm 67 hectares de vinhedos com variedades que produzem vinhos com botrytis.

Em suma, a Eslováquia é um país pequeno com grandes vinhos potenciais e originais, que aos poucos, conseguirão ganhar seu espaço. 

INFINIMENT E L´OU ROUGE 2012 – LANGUEDOC-ROUSSILLON - FRANÇA

● Vinho da Semana 392016 - ● INFINIMENT E L´OU ROUGE 2012 – LANGUEDOC-ROUSSILLON - FRANÇA – Comprado em 1998, o Château de L’Ou é administrado por Séverine e Philippe Bourrier. Localizada na região de Pyrénées-Orientale, 15 minutos de Perpignan, no Sul da França, a propriedade possui 32 hectares. Desde então, os proprietários seguem os preceitos da agricultura orgânica. Eles mudaram a condução dos vinhedos, replantaram algumas vinhas e fizeram importantes investimentos tecnológicos dentro da adega. Com três propriedades em Roussillon, alguns de seus vinhos caíram nas graças de críticos como o renomado Robert Parker e estão mudando a fama da região.
 ● Notas de Degustação: Feito 100% de Syrah, este vinho tinto mostra todo o potencial de uma das castas mais importantes da região do Rhône, na França. Os aromas trazem frutas vermelhas e negras maduras, como cereja, amora e framboesa, misturadas às marcantes notas defumadas e tostadas e à doçura do chocolate e do licor de cassis, com leves toques de especiarias. Em boca, alcaçuz, cerejas em calda e café equilibram a madeira. Paladar de tâmaras e figos turcos. Os taninos macios vão sendo notados no palato e constroem o sabor com elegância, dando estrutura e um corpo delicado para o vinho.

● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra, mas já está muito gostoso.

● Reconhecimentos Internacionais: 94RP.

Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Pernil de cordeiro, costela suína assada e hamburguer de picanha com molho barbecue. Servir entre 16 e 19°C.


Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

TANDEM SYRAH DU MAROC 2008 - MARROCOS

● Vinho da Semana 392016 - ● TANDEM SYRAH DU MAROC 2008 - MARROCOS – Este vinho é resultado da parceria entre dois grandes enólogos, Alain Graillot, considerado o "melhor winemaker" de Crozes-Hermitage (sub-região do Rhône, França) e Jacques Poulain, do produtor do vinho, o Domaine des Ouled Thaleb. As uvas utilizadas são de cultivo orgânico e 60% do vinho passa por barricas de carvalho francês. Um vinho com boa passagem por madeira com aromas característicos de baunilha, onde a complexidade e elegância estão em evidência. Um grande syrah, potente e surpreendente, porque não dá pra esquecer que tem 14,5% de álcool.
● Notas de Degustação: cor rubi intenso. No nariz tem uma explosão de aromas, intensos, com uma mescla muito elegante da madeira, frutos vermelhos e negros (como amexia) e especiarias. Um nariz muito elegante e que se repete no paladar que tem bom corpo, num vinho aveludado, denso, com taninos macios e boa acidez, deixando o vinho refrescante e gastronômico, condimentado e especiado. Belo equilíbrio de fruta e madeira criando um conjunto complexo e prazeroso. Final longo, convidando ao segundo gole.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra, mas já está muito gostoso.

Notas de Harmonização: como todo syrah, acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Servir entre 16 e 19°C.


Onde comprar: Importado pela World Wine - Em BH – NOBILE ALIMENTOS E BEBIDAS – Endereço: Rua Maria José Assunção, 442 - Belo Horizonte - Minas Gerais -: contato@nobilebh.com.br . Televendas: (31) 3293-3423 com Duílio.

MONTES ALPHA SYRAH 2011 - VALE DO COLCHAGUA - CHILE

 ● Vinho da Semana 392016 - ● MONTES ALPHA SYRAH 2011 -  VALE DO COLCHAGUA - CHILE – A Viña Montes é um dos maiores nomes do Chile, elaborando fantásticos vinhos tintos e brancos, de muita personalidade e imbatível relação qualidade e preço. Sua reputação no Brasil e afora é enorme e seus vinhos estão sempre entre os melhores da América do Sul. O produtor foi o pioneiro dos vinhos de alta qualidade no Chile, quase três décadas atrás. Seu vinho mais emblemático, o Montes Alpha Cabernet Sauvignon, foi o primeiro grande vinho tinto chileno, recebendo enorme reconhecimento internacional. Concentrado e elegante, ele foi inspirado nos grandes tintos de Médoc e costuma merecer sempre ótimos prêmios.
            Os Montes Alpha Cabernet Sauvignon e Merlot foram recentemente eleitos como “os melhores ‘Bordeaux’ do Chile” pela revista Decanter, para quem são “muito estilosos, o Chile em seu aspecto mais clássico”. A mesma inspiração deu origem ao excelente Montes Alpha “M”, um dos grandes vinhos da América do Sul e o primeiro “superpremium” do país. O inovador Folly, um Syrah ao nível dos melhores do mundo, é outro de seus vinhos que já nasceram célebres, assim como o Purple Angel, um super Carmenère. Os vinhos da linha Montes, entre os mais acessíveis da bodega, são ricos e saborosos, verdadeiros achados, de qualidade impressionante pelo preço. Considerado um dos ícones da atividade vinícola, o enólogo Aurélio Montes diz que “80% de um bom vinho vêm dos vinhedos e apenas 20% vêm das adegas”. Dessa maneira, o cuidado com os vinhedos é primordial, permitindo-os produzir vinhos de classe mundial.
            Viña Montes foi não só a precursora dos vinhos de alta qualidade no Chile, servindo como um divisor de águas na história da viticultura chilena, como também inaugurou uma profunda transição da 'quantidade' para a 'qualidade' em todo o cenário vinícola do país. Uma curiosidade da vinícola chilena: na sala de barricas, seus vinhos descansam ao som de cantos gregorianos. 
● Notas de Degustação: Este extraordinário tinto é o vinho de menor produção de toda a linha Montes Alpha e acaba de ser indicado pela revista Wine Spectator como um dos vinhos de melhor relação qualidade/preço em todo o mundo. Já foi indicado para a prestigiosa lista dos "100 Melhores Vinhos do Mundo" da publicação. Para a Wine Enthusiast " é consistentemente um vinho que merece notas altíssimas, descrevendo o Syrah como "repleto de aromas de café, framboesas, ameixas e cravo; um vinho profundo e cheio de nuances ".
● Estimativa de Guarda: pode evoluir por pelo menos 8 anos em garrafa a partir da safra, mas recomendo aproveitar o frutado do vinho e beber de vez.
Notas de Harmonização: acompanhará muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Servir entre 16 e 19°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Uaine Night

Uaine Night !!! Já estamos te esperando!!! Sejam bem vindos !!!!

UAINE NIGHT 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH

Um evento com vinhos pede harmonização com comidas e a UAINE NIGHT terá um cardápio imperdível. Venha participar desta prova de aromas e sabores onde você tem tudo a ganhar.
Várias opções para harmonizar com vinhos espumantes, brancos, roses e tintos !!!
A Carta de Vinhos do evento terá 56 opções de vinhos em taças e 63 opções de vinhos que serão vendidos em garrafas.
Já estão confirmados vinhos dos seguintes países: Brasil, Argentina, Chile, Portugal, França, Itália, Espanha, Austrália e Nova Zelândia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

UAINE NIGHT 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH



Um evento com vinhos pede harmonização com comidas e a UAINE NIGHT terá um cardápio imperdível. Venha participar desta prova de aromas e sabores onde você tem tudo a ganhar.

A Carta de Vinhos do evento já contabiliza 56 opções de vinhos em taças e 63 opções de vinhos que serão vendidos em garrafas. Já estão confirmados vinhos dos seguintes países;
Brasil, Argentina, Chile, Portugal, França, Itália, Espanha, Austrália e Nova Zelândia.

Confira os produtores, importadores e lojistas que participarão da Uaine Night, dia 23 de setembro, de 19h às 23h, na Casa Fiat de Cultura: Cantu, Casa do Vinho, Enoteca Decanter/ Adega Royal, Importadora Camporeale, Pericó, Prem1um, Qualimpor. Lembrando que a entrada é gratuita e o evento é sujeito à lotação.


Uma ótima opção para quem busca qualidade e diversidade em taças de vinhos.

UAINE NIGHT 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH


A Carta de Vinhos do evento já contabiliza 56 opções de vinhos em taças e 63 opções de vinhos que serão vendidos em garrafas. Já estão confirmados vinhos dos seguintes países;
Brasil, Argentina, Chile, Portugal, França, Itália, Espanha, Austrália e Nova Zelândia.

Confira os produtores, importadores e lojistas que participarão da Uaine Night, dia 23 de setembro, de 19h às 23h, na Casa Fiat de Cultura: Cantu, Casa do Vinho, Enoteca Decanter/ Adega Royal, Importadora Camporeale, Pericó, Prem1um, Qualimpor. Lembrando que a entrada é gratuita e o evento é sujeito à lotação.


 Uma ótima opção para quem busca qualidade e diversidade em taças de vinhos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

UAINE NIGHT 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH

Sexta, dia 23 de setembro, teremos a Uaine Night, a partir das 19h, na Casa Fiat de Cultura. E pra alegrar ainda mais a noite, teremos um belíssimo show com Chon Tai Duo Jazz. A entrada é gratuita. Evento sujeito a lotação.

UAINE NIGHT 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH

Confira os produtores, importadores e lojistas que participarão da Uaine Night, dia 23 de setembro, de 19h às 23h, na Casa Fiat de Cultura: Cantu, Casa do Vinho, Enoteca Decanter/ Adega Royal, Importadora Camporeale, Pericó, Prem1um, Qualimpor. Lembrando que a entrada é gratuita e o evento é sujeito à lotação.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

OS VINHOS DA ESLOVÁQUIA – PARTE 1

OS VINHOS DA ESLOVÁQUIA – PARTE 1 “ – Recentemente a República da Eslováquia estabeleceu seu Consulado em Belo Horizonte e para comemorar este fato realizou uma noite de gastronomia e vinhos locais. Fui convidado para participar do evento, e não perdi a oportunidade de provar estes vinhos até então nunca provados por aqui.

Para começar, é importante fazer uma breve introdução para explicar que a Eslováquia é um país membro da União Europeia desde 2004, com limites com a Polônia ao norte, com a Ucrânia ao leste, para o sul com a Hungria e a Áustria, a para oeste e nordeste com a República Checa.
Lembremos que a República da Eslováquia e a República Checa, foram unidos politicamente até sua separação em 1 de Janeiro de 1993. A Eslováquia tem uma população de cerca de 5,4 milhões de habitantes e sua capital é Bratislava com cerca de 425mil habitantes. Os Cárpatos, uma das maiores cadeias de montanhas na Europa ocupam todo o norte do país e quase metade do país é coberta por florestas.
A Eslováquia tem cinco parques naturais protegidos. Alguns monumentos de destaque são o Castelo de Rei Sigismundo da Hungria no século XV, que foi queimado no século XIX e depois de recuperado é hoje o Museu Nacional da Eslováquia, a Catedral de St. Martin, onde os reis húngaros foram coroados, o Palácio Presidencial e o edifício da Filarmônica, entre outros.

v VINHO E VITICULTURA NA REPÚBLICA DA ESLOVÁQUIA - As regiões vinícolas do centro da Europa - da Suíça à Eslováquia, passando pela Áustria - estão se tornando cada vez mais importantes no panorama europeu do vinho. A introdução de castas internacionais conhecidas ao lado de castas nativas, bem como a recente renovação da tecnologia, tem ajudado muito nesta revolução e evolução da vitivinicultura nestas regiões. O rigor dos requisitos de qualidade no sentido de evitar fraudes, a atividade de enólogos estrangeiros e os custos de elaboração mais baixos também os auxiliam na competição.
Como outros países da Europa Central, a sua história da Eslováquia é rica, e onde o cultivo da videira tem desempenhado um papel importante na sua história. Um país que começa a valorizar a cultura e vinho de qualidade.
Os países centrais do continente europeu têm tradição vinícola milenar, mas sua importância no mundo do vinho até os anos 1980 era apenas marginal. Com os novos acordos comerciais, a consolidação da Comunidade Européia incentivando a competição e o influxo de conhecimento dos flying winemakers, as coisas mudaram, principalmente ao longo dos anos 1990.
A região esteve sob domínio dos Romanos a partir do século I até século IV e fazia parte das Limas Romanus, um sistema de defesa das fronteiras. Foram os romanos que introduziram a viticultura na área, iniciando a tradição de produção de vinho, que entretanto, mesmo hoje é um negócio difícil.
Os eslovacos, que compartilham um amor para a cerveja de seus vizinhos checos e alemães, tem uma longa tradição na produção de vinho a partir do impulso que deu a Imperatriz Maria Teresa, cujo reinado entre 1740 e 1780, consolidou o amor eslovaco pelo sabor peculiar de bagas do Modrá Frankovka, mais conhecido por seus nomes na Áustria (Blaufränkisch), Alemanha (Lemberger) e na Hungria (Kékfrankos). Isto levou a Bratislava, a capital do país, em 1825, a se tornar o segundo maior produtor de vinho espumante no mundo depois da França, com o apogeu da empresa Hubert JE.

Como o consumo anual por habitante é da ordem de 13 L/Hab. a Eslováquia é um grande importador. O país produz uma média de 34 milhões de litros, dos quais exporta cerca de 10 milhões de litros para os seus vizinhos e para os Estados Unidos, mas adquire vinho suficiente, cerca de 40 milhões de litros por ano, para completar os 65 milhões de litros que seus habitantes bebem. A excelente relação qualidade / preço de seus vinhos permite abrir novos nichos de mercado no exterior e competirem em localmente com outras bebidas populares, tais como cerveja.
O território de produção de vinhos da Eslováquia está dividido em seis regiões de clima e solo distintas, divididas por sua vez em 40 sub-regiões e 603 municípios produtores de vinhos.
O clima em geral é continental, com diferenças acentuadas entre as estações do ano, com um gradiente térmico com uma média de 20°C entre o inverno e o verão, e, em geral, com menos horas de sol do que a bacia do Mediterrâneo. O solo tem sua origem geológica, bem como sua topografia muito desigual: há rochas cristalizadas, calcário, rochas vulcânicas, depósitos fluviais e sedimentos eólicos. Isto conduz a uma diversidade interessante de os produtores criarem e aprimorar a produção de vinhos únicos. A precipitação em diferentes áreas de produção Eslovaca varia entre 500 e 750 litros por ano, permitindo um bom desenvolvimento dos vinhos brancos aromáticos e alguns tintos macios, tais como o Pinot Noir.
Nos regulamentos da produção do vinho, que começaram a se estabelecer fortemente em 1997 e 1998 foram definidas as categorias qualitativas de vinho, os métodos de controle de qualidade e aplicação de sanções pelo não cumprimento desses regulamentos. O efeito negativo desse período de transição foi a diminuição da área de vinha, que cresceu era de 31.000 hectares e passou para 17.000 hectares hoje. Na Eslováquia não era possível transformar as antigas cooperativas em estruturas modernas e sustentáveis, porque não conseguiram contar nem com empréstimos bancários, e nem os investidores foram capazes de pagar imediatamente pelas uvas compradas a partir de viticultores, o que significou o abandono da agricultura por muitos destes viticultores por outras culturas mais rentáveis.
As vinhas do país estão concentradas principalmente no sul, sudeste e sudoeste, ocupando cerca de 17.000 hectares nas encostas das montanhas dos Pequenos Cárpatos. Assim sendo, 70% da vinha é plantada no oeste, perto de Bratislava, onde as vinhas têm existido há muito tempo (a capital eslovaca localizada a 55 km de Viena).

 REGIÕES VINÍCOLAS DA ESLOVÁQUIA -
1-Malokarpatská – Região dos Pequenos Cárpatos, 5.359 ha. Malokarpatská está no sudoeste do país, na confluência dos rios Danúbio e Morava. Conhecida pela diversidade de seus solos em uma área de 5.360 hectares, as uvas mais difundidas são Grüner Veltliner, Welschriesling, Devin e chardonnay, em adição Frankovka Modrá e Blauer Portugieser.
2- Nitra - no sudeste, 3.903 ha. A região de Nitra, uma das mais apreciadas no país, distingue-se por muitos rios que cruzam a área, incluindo o Nitra, o Hron e o Žitava e áreas montanhosas que a rodeiam, criando um microclima maravilhoso que dá caráter aos vinhos de Cabernet Sauvignon Tintos ou Rosés, além de vinhos da Gewurztraminer, e vinhos espumantes.
3- Južnoslovenská – Eslováquia do Sul, 5.345 ha. Tem um microclima na parte sul do país e ao norte do rio Danúbio. Alguns de seus Rieslings têm sido elogiados tanto por Robert Parker como pela Wine Spectator, e a Chardonnay e Sauvignon Blanc também tem bom potencial, além  dos vinhos de Pinots Gris, Blanc e Noir. 
4- Stredoslovenská – Eslováquia Central, 2.505 ha. Está localizado no centro-sul do país em uma área montanhosa, com mais chuvas e temperaturas um pouco mais baixas. Destaque nas variedades brancas Welschriesling, Grüner Veltliner, Muller-Thurgau, Gewürztraminer e Pinot Blanc e tintas Frankovka Modrá, Sankt-Laurent e Blauer Portugieser, além de uma poderosa Cabernet Sauvignon.
5- Východoslovenská – Eslováquia Oriental, 1.074 ha. Está localizado no leste e sudeste do país, perto das montanhas do vulcão extinto Vihoriat. Seu solo vulcânico é ideal para castas como Pinot Blanc, Chardonnay, Müller-Thurgau, Frankovka Modrá e Pinot Noir.

6- Tokaj – Região Eslovaca do Tokaj, 908 ha. Localizada no sudeste do país, formada de solos com um passado vulcânico turbulento, esta área produz facilmente Botrytis cinerea que dá origem ao milagre do Tokaji Furmint feito com castas, Lipovina e Zity Muskat. O termo "Tokaj" poderia vir a partir da antiga palavra eslava "stokaj ', que se refere à confluência de dois rios, neste caso, o Bodrog e Tisza; outros dizem que vem da palavra aremnia que significa "uva". A tradição deste tipo de vinho remonta ao século XVI, embora não tenha sido reconhecido até dois séculos mais tarde, quando eles atingiram idade de ouro. 

CHATEAU LAMARTINE EXPRESSION 2007

● Vinho da Semana 382016 - ● CHATEAU LAMARTINE EXPRESSION 2007 – CAHORS – FRANÇA – Em Cahors, Alain Gayraud produz vinhos expressivos, em que predomina a Malbec, com perfumes sutis e fruta vivaz, emoldurados por taninos elegantes. Seu avô, Edouard Sérouge, foi um dos responsáveis pelo renascimento dos vinhos do Cahors. Nos 35 ha de vinhedos são cultivadas Malbec (maioria), além de Merlot e Tannat. A localização excepcional dos vinhedos, a oeste da denominação, favorece a boa maturação das uvas, garantindo a regularidade das safras. As cuvées especiais têm grande densidade e intensidade.
A vinícola tem uma antiga tradição no vale do Lot. Parte de um grande domaine da época galo-romana, sofreu as levas das guerras da Idade Média e sobreviveu ao ataque da Philloxera em 1878. Algumas mudas de Auxerrois (Malbec) foram conservadas por Edouard Sérougne, avô de Alain Gayraud, que se apaixonou pela proprietária do local e por essa variedade nos anos 1920. A partir de 1930, quando a vinícola retomava orgulhosa seu andamento, ele iria motivar alguns raros colegas a fundar a primeira associação de defesa do vinho de Cahors. A sede da propriedade da Lamartine foi construída ao lado de um carvalho centenário, que segundo a lenda, abrigava os encontros românticos da bela Martine, uma jovem da região, inspirando o nome La Martine.
Em Cahors, os solos complexos e a variação de altitude resultam em vinhos de potência e estrutura. Os 35 ha de vinhedos do Château Lamartine estão situados nos terraços mais altos do vale do Lot, orientados em exposição sul, o que permite uma excelente maturação das uvas. Esses vinhedos antigos geram vinhos complexos, concentrados e com a finesse típica de Cahors.
● Notas de Degustação: vermelho-rubi intenso, profundo com reflexo violáceo. Complexo e fino com aromas de cereja e de chocolate, o Expression é estruturado e intenso, com finesse e elegância. A boca confirmou o nariz com boa concentração de sabor, encorpado e com boa presença de madeira, com persistência média/longa.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por muito temo, entre 4 a 20 anos em garrafa a partir da safra, mas já está muito gostoso.
Notas de Harmonização: Acompanha carnes de caça, pato e cordeiro, além de trufas. Servir entre 17 e 19°C.

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

VAN ZELLERS DOURO 2013 DOC

● Vinho da Semana 382016 - ● VAN ZELLERS DOURO 2013 DOC - DOURO - PORTUGAL – Tradicionalmente uma empresa de Vinho do Porto, a Van Zellers & Co tem um portfólio importante de Vinhos do Porto Ruby, Tawny, White, Reserve Ruby, Reserve Tawny, LBV, 10 Anos, 20 Anos, 30 Anos, 40 Anos, e vários Colheitas desde 1934 a 2004. Além de Vinho do Porto, a empresa também produz e comercializa desde 2007 vários vinhos DOC Douro dos quais se destacam Van Zellers tinto, branco e rosé e VZ tinto e branco e como vimos também no Alentejo. Os vinhos Douro Van Zellers são feitos a partir de uvas compradas a lavradores com quais a família trabalha há várias gerações, a partir de vinhas especiais. O VZ branco é produzido de vinhas com mais de 70 anos. O VZ tinto é feito a partir de vinhas localizadas no Vale do Rio Torto, com idades entre 35 e 80 anos.
● Notas de Degustação: vermelho-rubi intenso, profundo com reflexo violáceo. Complexo e fino com delicadas notas de florais de violeta e de frutas negras. A boca confirmou o nariz com boa concentração de sabor, persistência média/longa. Um vinho elegante e longevo e de vocação gastronômica.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 5 anos em garrafa a partir da safra, mas já está muito gostoso.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Servir entre 16 e 19°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

VAN ZELLERS VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2015

 ● Vinho da Semana 382016 - ● VAN ZELLERS VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2015 -  ALENTEJO - PORTUGAL – Os antepassados de Cristiano Van Zeller fundaram a empresa exportadora de vinho do Porto oficialmente em 1780, que funcionou sem parar até os anos de 1930. Em meados do século XIX, a empresa foi vendida para outro grupo de comerciantes de vinho. Em 1932/1933 a empresa estava à venda novamente e seu bisavô, Luis Vasconcelos Porto, proprietário da Quinta do Noval, comprou a empresa para seus netos. Com ela várias marcas vieram para Noval como: Van Zellers, VZ e outras. Foi em meados da década de 80, quando Cristiano Van Zeller assumiu a Noval, que decidiu reviver a empresa como uma entidade independente, com sua própria propriedade e seus estoques. Esta mudança foi concluída em 1987/88, em parceria com seus tios e primos proprietários da Quinta de Roriz, que depois veio a ser a única propriedade de Van Zeller´s & Co. Entretanto, com a venda da Quinta do Noval para a empresa de seguros francesa, AXA em 1993, a Van Zellers & Co foi mantida embaixo do guarda chuva dos novos proprietários até os primos João e Pedro, proprietários da Quinta de Roriz conseguirem reaver o negócio de volta a família. Em Dezembro de 2006, Cristiano Van Zeller retomou a empresa e todas as suas marcas, datadas do século XVIII. Hoje, Cristiano é o único proprietário da empresa. Com conhecimento total do assunto e autonomia, ele fez jus ao legado dos Van Zellers e transformou a empresa numa grande produtora com rótulos excelentes.
● Notas de Degustação: Corte das uvas Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, com cor rubi de boa intensidade. Aromas intensos de frutas vermelhas e negras maduras e em compota, como ameixa e amoras. No paladar tem bom ataque, taninos macios e prazeroso final longo. As uvas são colhidas manualmente, desengaçadas e prensadas. A fermentação acontece com temperaturas controladas de 27 a 28°C e passa por ligeiro estágio em barrica.
● Estimativa de Guarda: pode evoluir por pelo menos 5 anos em garrafa a partir da safra, mas recomendo aproveitar o frutado do vinho e beber de vez.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Servir entre 16 e 19°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

TARTARATOS - OS “DIAMANTES” DO VINHO

● OS “DIAMANTES” DO VINHO – Os tartaratos são cristais inofensivos que lembram cristais de vidro e podem ser formados durante a fermentação ou envelhecimento do vinho na garrafa por ação do ácido tartárico. São componentes menos solúveis em preparados alcoólicos do que no sumo da uva e solidificam a temperaturas mais baixas.
            O vinho é rico em tartarato ácido de potássio, sal que se forma pela reação do ácido tartárico e do potássio presentes na uva. Esse sal é insolúvel à baixa temperatura, o que provoca a formação de cristais. Isso ocorre, por exemplo, quando se coloca o vinho no refrigerador, e portanto, não são prejudiciais a nossa saúde. Aliás é daí que nasce o “sal de frutas” tão usado como anti-ácido.
           O ácido tartárico tem um alto poder de salificação e ao longo da fermentação e maturação do vinho vai se transformando em sais que cristalizam e precipitam. Estes sais (tartaratos e bitartaratos) cristalizam a baixa temperatura sendo motivo da instabilidade do vinho porque se formam no produto quando este é submetido ao frio (problema para os vinhos brancos e espumantes que são esfriados antes de consumidos).
           A forma de estabilizar os vinhos em relação á formação dos sais do ácido tartárico é submetendo-o a temperaturas abaixo de zero durante uma semana na cantina de produção antes do engarrafamento. O vinho não congela a temperatura inferior a zero grau porque uma lei física determina que toda solução hidro-alcoólica congela a uma temperatura abaixo de zero igual a metade da sua graduação alcoólica + 1. Um vinho de 11% congelará a 11/2 = 5,5 + 1 = 6,5 negativos. Durante esta fase todos os cristais são formados, precipitam e são eliminados através de uma filtração.
            Para evitar a formação desses cristais no vinho branco engarrafado, já que são servidos frios, procede-se a um tratamento com temperaturas que variam de -1ºC a -4ºC. Essa prática, realizada sempre antes do engarrafamento, provoca a formação, a precipitação e a eliminação de cristais de tartarato ácido de potássio por meio da filtração.

Os sais do ácido tartárico são empregados como aditivos alimentares, como acidulantes, estabilizantes, reguladores da acidez e como antioxidantes O excesso de tartaratos pode precipitar, no vinho. O tartarato pouco solúvel é o de sódio; por isso, modernas vinícolas utilizam um processo familiar aos químicos, o de troca iônica, onde os íons sódio são substituídos por potássio, gerando um tartarato mais solúvel.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

UAINE NIGHT - 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH

Presença dos seguintes Produtores, Lojistas e Importadores: Cantu, Casa do Vinho, Enoteca Decanter/ Adega Royal, Importadora Camporeale, Pericó, Prem1um, Qualimpor. Uma noite repleta de vinhos. Batizado de Uaine Night, o projeto acontecerá novamente na Casa Fiat de Cultura, no dia 23 de setembro, das 19h às 23h, aproximando produtores, chefs de cozinha, lojistas, importadores e público consumidor.
Você poderá provar alguns dos melhores rótulos de vinhos disponíveis no mercado de Belo Horizonte, numa ótima oportunidade de experimentar a harmonização dos vinhos com a gastronomia mineira preparada por restaurantes e Chefs numa noite que promete boas surpresas. Tudo acompanhado pela boa música. O público poderá comprar vinhos em taças ou em garrafas.

UAINE NIGHT - 23/09 - CASA FIAT DE CULTURA - PRAÇA DA LIBERDADE - BH

Presença dos seguintes importadores, Lojistas e Importadores: Cantu, Casa do Vinho, Enoteca Decanter/ Adega Royal, Importadora Camporeale, Pericó, Prem1um, Qualimpor. Uma noite repleta de vinhos. Batizado de Uaine Night, o projeto acontecerá novamente na Casa Fiat de Cultura, no dia 23 de setembro, das 19h às 23h, aproximando produtores, chefs de cozinha, lojistas, importadores e público consumidor.
Você poderá provar alguns dos melhores rótulos de vinhos disponíveis no mercado de Belo Horizonte, numa ótima oportunidade de experimentar a harmonização dos vinhos com a gastronomia mineira preparada por restaurantes e Chefs numa noite que promete boas surpresas. Tudo acompanhado pela boa música. O público poderá comprar vinhos em taças ou em garrafas.

UAINE NIGHT

Uma noite repleta de vinhos. Batizado de Uaine Night, o projeto acontecerá novamente na Casa Fiat de Cultura, no dia 23 de setembro, das 19h às 23h, aproximando produtores, chefs de cozinha, lojistas, importadores e público consumidor.
Você poderá provar alguns dos melhores rótulos de vinhos disponíveis no mercado de Belo Horizonte, numa ótima oportunidade de experimentar a harmonização dos vinhos com a gastronomia mineira preparada por restaurantes e Chefs numa noite que promete boas surpresas. Tudo acompanhado pela boa música. O público poderá comprar vinhos em taças ou em garrafas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O MAPA DO VINHO NO BRASIL - 3ª PARTE

Escrevi o artigo “ O MAPA DO VINHO NO BRASIL - 3ª PARTE “ - Desenhando o mapa geral sobre a evolução da arte e cultura do vinho na sua história mais recente, falaremos hoje de três empresas instaladas na SERRA GAÙCHA.
 
ALMAÚNICA - Com instalações modernas, bem projetadas que além de compactas, são bem integradas, a Almaúnica (www.almaunica.com.br ), em Bento Gonçalves, está instalada numa área de 3 hectares de vinhedos. É uma bela vinícola-boutique focada na elaboração de  vinhos diferenciados, entre eles um surpreendente Syrah, potente e complexo, envelhecido por 20 meses em carvalho.
A vinícola não trabalha com representantes, portanto a grande dica quando se vai visitá-la é aproveitar e comprar várias garrafas e abastecer a adega.
Vinícola Almaúnica Ltda. RS 444, Km 17,35 - Vale dos Vinhedos / Bento Gonçalves RS. Cx. Postal 2593 CEP 95700-000 / Fone Fax 54 3459 1384 / almaunica@almaunica.com.br



CAVE GEISSE - A vinícola está instalada a 20 minutos do centro de Bento Gonçalves, no distrito de Pinto Bandeira. A Cave Geisse (www.cavegeisse.com.br ), é reconhecida pelo alto padrão de seus espumantes. Você pode participar de um belo passeio batizado de Geisse Experience, no qual veículos 4x4 percorrem os vinhedos de Pinot Noir e Chardonnay. Uma oportunidade de explorar a mata nativa local indo no caminho de uma cachoeira, com direito a uma degustação de vinhos sobre um deck de madeira, e dependendo do horário, apreciar um belo pôr do sol.                                                     
A partir de um terroir diferenciado, Mario Geisse e equipe elaboram vinhos rótulos com grande estrutura e personalidade após um longo período de envelhecimento. Esta característica rara entre os espumantes têm conquistado críticos internacionais como a a inglesa Jancis Robinson que ficou encantada com os espumantes.
Não foi à toa que dedicou 18.5 pontos (em uma escala até 20) para o Cave Geisse Brut 1998, com o detalhe que raros produtores da tradicionalíssima região francesa de Champagne conseguem ultrapassar 18 pontos de Jancis para seus vinhos.

VILMAR BETTU – Não é fácil visitar a vinícola de Vilmar Bettu - é preciso agendar a visita por telefone (54 3462-6807) - e não estranhe se o horário marcado for à meia-noite ! Mas se este for o seu caso, não deixe passar a oportunidade e vá conhecer este produtor de vinhos cheio de histórias para contar, como no dia em que trabalhou completamente nú no vinhedo sob uma chuva torrencial. O tempo parece que não passa quando se está ouvindo Bettu falar de seus vinhos, e de suas experiências.
Ele produz vinhos de maneira pessoal, num estilo muito particular de produção na cave anexa à própria casa, que fica encravada numa estrada entre Bento Gonçalves e Garibaldi. A pequena produção, de 5 mil exemplares anuais, inclui cortes varietais de múltiplas castas, além do vinho espumante, que ele não vende, e não adianta insistir.
A dica é cativar o sorriso de Bettu e participar das degustações organizadas na ante-sala da cave, durante as quais, ao longo de 3 horas, é servida uma sequência de dez rótulos, sendo que o espumante abre os trabalhos, seguido por brancos, tintos e um fortificado.
Além dos rótulos, muitos ficam cativados pelo papo com Vilmar Bettu, que é apelidado por muitos jornalistas como o " mago dos vinhos “.

Na semana que vem tem mais !!! Saúde !!!


SHIRAZ 2014 CASA GERALDO – MINAS GERAIS - BRASIL

● Vinho da Semana 372016 - ● SHIRAZ 2014 CASA GERALDO – MINAS GERAIS - BRASIL – Em 1969, na cidade de Andradas, no sul do estado de Minas Gerais a Casa Geraldo surgiu como um fruto da longa história de dedicação pela qual filhos, pais, avós, bisavós deixaram em seu DNA o amor pelo vinho.
A família de imigrantes italianos que encheu suas malas na Itália de sonhos e desejos chegou ao Brasil com muito pouco nos bolsos, mas com muita vontade e amor no coração. Nesta luta por uma vida melhor, os costumes carregados para o Brasil tornaram-se ainda mais fortes e o vinho consagrou-se como elo entre a família e a alegria de viver.
O Vinho Casa Geraldo Shiraz é um jovem varietal elaborado com uvas da casta Shiraz produzidas nos vinhedos próprios, em Andradas. O exemplar Safra 2012, com edição limitada foi premiado com Medalha de Ouro no 10º Concurso Mundial de Bruxelas – 2013.
Em poucos meses o rótulo se estabeleceu como o mais vendido entre as opções de vinho seco produzidos pela empresa. As plantações da uva já existiam em Andradas a 12 anos, e por conta do clima existente na região de Andradas, a Casa Geraldo decidiu pela realização da colheita no inverno, ao contrário do que é feito na maioria do país, com a expectativa de que o produto final apresente uma qualidade melhor. Algumas uvas colhidas no inverno apresentam maior concentração de aromas e coloração, e para a uva Shiraz isso é excelente, já que a variedade tende a perder essas características se ficar muito tempo na videira. Além disso, a colheita nesta época do ano ainda diminui a incidência de pragas comuns nas colheitas de verão, e permite o desenvolvimento pleno da uva em termos de sua maturação.
● Notas de Degustação: cor vermelho rubi brilhante, escuro e profundo. Possui aromas de fruta escura como amora, ameixa preta e especiarias com a tipicidade da casta. Na boca é um vinho potente, equilibrado, mostrando ainda taninos firmes e com caráter levemente mineral. Seu amadurecimento foi apenas por três meses em barricas de carvalho americano, sem encobrir a fruta.
● Reconhecimentos Internacionais – O vinho da safra 2012 ganhou Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas de 2013.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 5 anos em garrafa a partir da safra.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Servir entre 16 e 19°C.

Onde comprar: Em BH: CASA GERALDO BH – Av. do Contorno, 7.060 – Lourdes – 30110-048 – Belo Horizonte – MG - Fone: (31) 3223-7328 – casageraldobh@casageraldo.com.br

ESPORÃO RESERVA BRANCO 2014 – ALENTEJO - PORTUGAL

 ● Vinho da Semana 372016 - ● ESPORÃO RESERVA BRANCO 2014 – ALENTEJO - PORTUGAL – Foi o primeiro vinho a ser produzido pelo Esporão em 1985. Um vinho clássico, obtido unicamente a partir de uvas da Herdade do Esporão, que mostra a consistência e o carácter típico do terroir singular de onde vem. A viticultura da Herdade do Esporão segue práticas agrícolas de Produção Integrada, que assenta na racionalização dos recursos naturais e utilização dos mecanismos de regulação natural, contribuindo para uma agricultura sustentável e potenciando frutos de maior qualidade.
 As uvas para este vinho são colhidas manualmente. No caso do tinto são vinificadas em depósitos de pequena capacidade, com controlo de temperatura e, após prensagem, os vinhos estagiam em barricas de carvalho americano e francês, ao longo de 12 meses. No caso do branco as uvas, colhidas na frescura da madrugada, são vinificadas em separado, seguindo-se o estágio parcial de 6 meses, sobre borras finas, em barricas de carvalho francês e americano.
            O rótulo da safra 2014 foi desenhado pelo artista plástico João Queiroz. A safra teve inverno úmido e o verão ameno com grandes amplitudes térmicas, que permitiram às videiras bons desempenhos de maturação, ocasionando vinhos muito equilibrados e intensos. As uvas colhidas foram desengaçadas, e tiveram, maceração pelicular, prensagem, decantação do mosto, fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox e em barricas novas de carvalho americano e francês, com estágio sobre as borras finas durante 6 meses. Os enólogos são David Baverstock e Sandra Alves.
● Notas de Degustação: Cor palha, bem calro, denotando a jovialidade do vinho. Aromas de frutas tropicais, cítricas como a tangerina, pêssego e damasco, com delicadas notas amadeiradas. Paladar equilibrado, frutado, fresco, com boa presença e toque mineral, com corpo médio. Elaborado com as variedades Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Sémillon, provenientes de videiras com cerca de 18 anos de idade, um vinho de estilo clássico dos brancos do Alentejo.
● Reconhecimentos Internacionais90WE.
● Estimativa de Guarda: pode evoluir por pelo menos 5 anos em garrafa a partir da safra.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem bacalhoada, sardinhas grelhadas, salada de mariscos, espetinhos de camarão, anéis de lula fritos, talharim ao molho branco. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: Importado pela QUALIMPOR – Em BH: Qualimpor – representada por Antonio Salles –  (31) 9615-2860 - E-mail: sallesmoreira@terra.com.br