quarta-feira, 31 de agosto de 2016

MALBECS DE CAHORS

MALBECS DE CAHORS

Entendendo os Malbecs de Cahors com a apresentação do Enológo Vincenzo Protti.

Perguntarão vocês o que um italiano tem a ver com vinhos franceses? Não podemos esquecer que foram os romanos que ensinaram os gauleses a fazer vinho!!! É isto há mais de 2600 anos atrás! Vinhos corretos a preços honestos!

O enólogo italiano Vincenzo Protti, apresentou para BH os vinhos da importadora Mistral, produzidos pela vinícola Georges Vigouroux, elaborados com a uva Malbec, em Cahors, cidade francesa relativamente próxima a Bordeaux e considerada o berço dessa casta, que tanto sucesso faz na Argentina.

Georges Vigouroux é um grande pioneiro da modernização dos vinhos de Cahors. Um vinho perfeito para acompanhar comida, com um estilo bastante distinto dos tintos argentinos, mais próprios para degustação ou churrasco.

Provamos na Linha Le Temps de Vendage, o vinho branco (fresco e ideal para bebericar), o rosé (de ataque doce e final agradável) e o tinto (com muita fruta madura), que devem ser vendidos por cerca de R$ 60 pela Mistral. A vinícola francesa é parceira do americano Paul Hobbs na linha Crocus. Paul Hobbs que faz vinhos de grande sucesso na Argentina (Kobos), é um mago quando se fala de vinhos frutados por excelência.

Também provamos os vinhos da Linha Gouleyant, que como o próprio nome diz, são fáceis de beber e gostar. Estarão com preços na faixa de R$ 80,00.


O Top de Linha da Maison é o Château de Haute Serre 2009, elaborado com Malbec e também com 15% de merlot, mostra nos aromas uma nota de bela evolução, um couro bem presente, notas de madeira e fruta contida. Seus taninos são macios. No paladar, é meio encorpado, e muito longevo É um belo vinho, que pede comida pela sua boa acidez. Custa US$ 55,90.





segunda-feira, 29 de agosto de 2016

OS VINHOS DE COLHEITA DE INVERNO NO MAPA DO VINHO NO BRASIL

 “ OS VINHOS DE COLHEITA DE INVERNO NO MAPA DO VINHO NO BRASIL ” –  Poucas pessoas conhecem o país vinícola chamado Brasil. Muitos acreditam que os vinhos nacionais carecem de qualidade. Para avaliar esta questão, criamos uma série de artigos sobre a evolução da cultura do vinho na sua história mais recente, desenhando um mapa geral. Hoje falaremos do OS VINHOS DE COLHEITA DE  INVERNO.

            
Em 1819, em sua expedição às nascentes do Rio São Francisco, o botânico francês Auguste de Saint Hilaire percorreu as montanhas do Sul de Minas Gerais e naquela época registrou “... a notável superioridade das uvas colhidas no inverno, com relação às do verão ...”
            
         Este foi o mote que Dulce Ribeiro da Rex-Bibendi, que em BH representa a Zahil, usou para criar um belo evento que reuniu praticamente a maioria dos profissionais de vinho de Belo Horizonte, sejam restauranteurs, sommeliers, jornalistas e blogueiros. A ideia era mostrar como estão bem evoluídas as propostas de vinícolas que colhem suas uvas no inverno.
Em todo o mundo, o ciclo da uva é parecido: poda no inverno, colheita no verão. Entretanto, na maioria das regiões vitícolas brasileiras o período de colheita das uvas coincide exatamente com o período das chuvas – o verão –, o que sem dúvida afeta negativamente a qualidade das uvas no processo de maturação, comprometendo a qualidade dos vinhos resultantes, especialmente os vinhos tintos.
Além disto, temos que lembrar que os dias chuvosos ou com alta nebulosidade, aliada às temperaturas ambientais elevadas prejudica não só a maturação das uvas, como compromete a sua sanidade, por conta da ocorrência de inúmeras doenças fúngicas nos cachos. Em Minas Gerais esta condição adversa normalmente ocorre e por conta de estudos e trabalhos realizados em cooperação entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e produtores de uva da região sul do Estado descobriu-se o potencial para a elaboração de vinhos finos, uma vez que as melhores regiões produtoras de vinho do mundo reúnem as mesmas condições climáticas, na época da colheita, encontradas no inverno do sul de Minas, com dias ensolarados, baixas temperaturas à noite e pouca chuva.
            Para fugir das chuvas no período da colheita é preciso investir na inversão do ciclo da videira, fazendo um manejo de podas diferenciado, para que a planta possa maturar e ser colhida no inverno. Basicamente, são feitas duas podas: uma em agosto e outra em janeiro. A primeira poda, em agosto, é feita para a formação de ramos produtivos. Em janeiro, faz-se a poda efetiva de frutificação. A planta, então, começa a brotar em fevereiro, floresce em março e em abril os cachos começam a se formar.
            Nas regiões vitícolas do sul do País, alterar o ciclo da videira não é possível em função das baixas temperaturas dos invernos. Nas regiões do Nordeste, com temperaturas excessivamente elevadas, não ocorre amplitude térmica entre noite e dia. Essa é uma vantagem do Estado de Minas Gerais e regiões vizinhas no estado de São Paulo.
Os experimentos com a inversão do ciclo da videira tiveram início há mais de dez anos e tem um nome por trás destes projetos – Murillo de Albuquerque Regina, o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) que foi o primeiro a aplicar a técnica que altera o ciclo natural das videiras, por meio da dupla poda, com o objetivo de produzir uvas Vitis viníferas na região cafeeira de Minas Gerais, entre 800 e 1.000 metros de altitude.
Vários projetos têm sido implantados pela iniciativa privada em praticamente todas as macrorregiões geográficas mineiras e estados vizinhos, em escala variável, de 1 a 50 hectares. Há novos plantios de Vitis viníferas em Alfenas, Andradas, Araxá, Andrelândia, Baependi, Cordislândia, Delfim Moreira, Diamantina, Santana dos Montes, Santo Antônio do Amparo, Varginha, Santa Luzia, São João Batista do Glória, Três Pontas.
E além de Minas Gerais, a Epamig tem apoiado diretamente outras iniciativas de produção de vinhos finos em andamento nas cidades de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, bem como Divinolândia, Itobi, Indaiatuba e Louveira, outras cidades paulistas com cultivos experimentais de uvas pelo ciclo invertido.
O deslocamento do ciclo da planta através da poda permitiu maior avanço na maturação das bagas com reflexos positivos na composição físico-química dos vinhos. Além disso, os vinhos elaborados a partir de uvas colhidas no inverno apresentam maior conteúdo de compostos fenólicos e índice de cor, além de não haver necessidade de adição de açúcar (com o objetivo de elevação no teor potencial de álcool). Estas condições conferem maior qualidade ao vinho e maior potencial de guarda.
            No meio de tanta informação técnica, falemos um pouco dos vinhos que tivemos oportunidade de provar nos stands das vinícolas presentes:

CASA VERRONE – instalada em Divinolândia, no estado de São Paulo, com vinhedo cultivado na Serra da Mantiqueira, onde a altitude tem peso importante na qualidade final do produto. O solo apropriado, o clima favorável e as uvas especiais tornam nosso vinho uma bebida para quem aprecia uma linha de produtos de alta qualidade.
Marcio Verrone, da Casa Verrone, é engenheiro agrônomo cujo principal negócio é a venda de defensivos agrícolas (o que soa polêmico para um produtor de vinhos). Ele entrou no mundo das uvas em 2008, quando teve o primeiro contato com a Epamig e conheceu Murillo Regina. Começou a plantar suas vinhas em 2009, e hoje tem 20 hectares onde produz Pinot Noir e Chardonnay, Syrah, Viognier, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.
A vinificação é feita na Epamig e produz vinhos para paladares exigentes, finos e diferenciados. Estavam à prova o Espumante Casa Verrone, o Casa Verrone Chardonnay (que foi campeão na 5ª Edição da Grande Prova de Vinhos do Brasil), o Casa Verrone Rosé de Syrah e o Casa Verrone Syrah.

LUIZ PORTO - A Luiz Porto Vinhos Finos está localizada no Sudeste, no paralelo 25-Sul, a 800m de altitude em região de transição entre mata atlântica e cerrado, na cidade de Cordislândia/MG. A família sempre atuou nas tradicionais expressões do agronegócio mineiro: cultivo de café e pecuária leiteira, além da criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador.
O vinho era uma paixão do fazendeiro Luiz Porto, que decidiu diversificar o portfolio de produtos Luiz Porto, com investimento na vitivinicultura. A área plantada é de 15 hectares. As mudas foram importadas da França, sendo as brancas chardonnay e sauvignon blanc, e as tintas merlot, cabernet sauvignon, syrah, tempranillo, pinot noir e cabernet franc. A cantina foi montada para quarenta mil garrafas/ano, com equipamento italiano. Produzem duas linhas de vinhos: a linha "Dom de Minas" com quatro varietais: syrah, cabernet franc, merlot e sauvignon blanc, além de um espumante, elaborado pelo método champenoise todos com boa tipicidade.
Uma linha de vinhos maturados em barricas de carvalho francesas e americanas – Luiz Porto, é uma homenagem ao patriarca falecido precocemente.
Durante o evento estavam à prova o Dom de Minas Sauvignon Blanc, o Cabernet Franc, o Syrah e oo Merlot. Da linha Luiz Porto estavam à disposição: Luiz Porto Espumante Brut, Espumante Demi Sec, Chardonnay, eo Cabernet Sauvignon. O LUIZ PORTO Espumante Brut apresenta ótimo frescor, elaborado pelo método tradicional (champenoise), obtido de um vinho base formado pelo corte entre chardonnay e pinot noir. O resultado é um espumante de bolhas finas, com cor amarelo-palha, com leves tons esverdeados. Os aromas lembram frutas cítricas e amarelas. No paladar é fresco e cremoso.

MARIA MARIA – A vinícola Maria Maria (Fazenda Capetinga), está instalada em Três Pontas, contando com dez hectares com 21 mil pés de syrah, 8 mil de sauvignon blanc, 4 mil de cabernet sauvignon, além de chardonnay.
 As uvas são levados para Caldas, no estado de Minas Gerais, onde a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) dirige um centro de produção. O produtor do Maria Maria é Eduardo Junqueira Nogueira Júnior, um cervejeiro assumido, que iniciou seus passos no mundo do vinho após ouvir do médico os benefícios desta bebida ao coração. A saúde não estava muito boa e era preciso mudar!
Inspirado nos versos da canção homônima de Milton Nascimento, no meio dos seus cafezais, plantou as primeiras videiras e hoje colhe seus frutos. Eduardo Junqueira faz parte da quinta geração de uma das famílias mais tradicionais no plantio de café em Minas Gerais. Administra cerca de 600 hectares de pés de café, além das plantações de trigo, soja e alface.
Apesar de serem novos, os vinhedos demonstram grande potencial. O solo argiloso local favorece aos vinhos brancos e também na produção de tintos de boa qualidade aliado à um inverno com amplitude térmica e seco, com pouca ocorrência de chuvas, ocorrendo cultura da vinha com poda invertida.
Já havia provado o Syrah, e conheci o Rosé e o Sauvignon Blanc. O branco é simplesmente sensacional - cor amarelo citrino com reflexos esverdeados e aromas de frutas brancas e cítricas mais frescas envoltos por típicas notas vegetais e herbáceas da Sauvignon Blanc, toques florais, minerais e leve defumado. No paladar, é frutado, com bom volume de boca, acidez refrescante e final médio/longo agradável. Bem feito, gostoso e fácil de beber.

ESTRADA REAL - As primeiras mudas, importadas da França, foram plantadas no Sul de Minas em 2001, na Fazenda da Fé. O proprietário, Marcos Arruda Vieira, conhecido pela produção de café e leite, reservou 1 hectare para testes com quatro variedades de uva - a shiraz foi a que teve a melhor adaptação. Três anos depois, teve início a colheita. O vinho Primeira Estrada é um shiraz elegante, com bom frescor e equilíbrio. O vinho 2014 ganhou o título de Campeão na 5ª edição da Grande Prova de Vinhos do Brasil, da qual tive oportunidade de participar do juri.

Vinhos da Rex Bibendi premiados na 5° Edição da GRANDE PROVA DE VINHOS DO BRASIL: ● Chardonnay Speciale2015 - Casa Verrone 
Primeira Estrada Syrah 2014 - Estrada Real 
Virtus Espumante Brut Rosé - Monte Paschoal 
Espumante Prosecco - Monte Paschoal 
Reserve Tempranillo 2012 - Monte Paschoal. 

A Grande Prova de Vinhos Brasileiros reuniu mais de 110 vinícolas nacionais e 850 rótulos, provados e selecionados em degustações às cegas.

Vale a pena lembrar de mais um nome, que já nos surpreendeu há alguns anos atrás com um Prosecco sensacional – a Casa Geraldo - com vinhedos no Rio Grande do Sul e em Minas e uma produção anual de 2,6 milhões de litros – que pretende ampliar sua oferta de bebidas finas, reservando 17 000 videiras em Andradas para testes com o novo manejo. 


Não há dúvida que o otimismo geral durante a mostra na Rex-Bibendi era enorme e mostrou o grande potencial dos vinhos de colheita de inverno. Aproveite e prove-os !!!

DOMAINE DES GRANDS CHEMINS 2010 – CROZES HERMITAGE DELAS – RHÔNE – FRANÇA

● Vinho da Semana 352016 - ● DOMAINE DES GRANDS CHEMINS 2010 – CROZES HERMITAGE DELAS – RHÔNE – FRANÇA - Em 1835 Charles Audibert e Philippe Delas compraram a vinícola de um comerciante, na região de Tournon-sur-Rhône. À época a vinícola, conhecida hoje como Delas Frères, era chamada de Audibert e Delas. Em 1924, os dois filhos de Philippe assumiram os negócios e mudaram o nome dela. O crescimento da empresa se deu com a expansão dos vinhedos de Hermitage e com a compra de novos vinhedos em Châteauneuf-du-Pape, Côte-Rhôtie e Condrieu, até que se tornasse uma das maiores vinícolas do norte do Rhône e fosse vendida à Casa de Champagne Deutz, comprada posteriormente pelo Roederer Group.
● Notas de Degustação: cor rubi escura, púrpura. No nariz mostrou notas de fruta groselha, framboesa, com toques de especiarias (pimenta-do-reino), nota sutil tostada, defumada e couro, tudo muito bem integrado e com boa complexidade (100% Syrah). No paladar mostrou ser um vinho bem equilibrado, com boa potência, com os taninos presentes, mas que não incomodam, com boa acidez. Notas de cereja-preta, amora, mirtilo, toque defumado, alcaçuz e de pimenta branca. Corpo médio, com muita personalidade e ótima persistência no paladar. Recomenda-se decantar por 60 minutos.
● Reconhecimentos Internacionais - Robert Parker 92 / WS 90.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra. Vinho de longa guarda.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, acompanha desde lingüiças e lasanhas a ensopado de carnes com ervas. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

SCHILD SHIRAZ 2011 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA

 ● Vinho da Semana 352016 - ● SCHILD SHIRAZ 2011 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA - A história da Schild Estate começa com Ben e Alma Schild fincando as raízes em Barossa Valley em 1952. O primeiro vinhedo que eles compraram está localizado no topo da Steingarten Road, perto de Rowland Flat, onde a vinícola original ainda está situada. Em 1956, Ben Schild morreu subitamente, tendo Ed Schild, o caçula de oito filhos e o único ainda a viver em casa, assumido a responsabilidade de cuidar da propriedade da família. Em 1998 foi criada a linha Schild Estate, que desde então sempre foi aclamada pela crítica, tanto que a Wine Spectator concedeu 92 pontos para o Shiraz 2009.
As uvas para este vinho são proveninetes do vinhedo Angus Brae com média de 20 anos de idade, localizado em South Australia - Barossa.  Colheita de uvas perfeitamente maduras com baixos rendimentos de 35hl/ha. Desengaçe e esmagamento das uvas, com deslocamento do mosto para tanques abertos de inox, onde sofre fermentação com constantes remontagens para extração de cor e compostos aromáticos. Amadurecido por 12 meses em barricas de carvalho americano, 20% novas e 80% de diversos usos. Após a malolática o vinho é trasfegado para as barricas para a maturação. Engarrafado com leve filtração.
Este vinho sempre teve belo reconhecimento internacional de sua qualidade, com 93 ptos para a Wine Spectator. Na safra 2008 ficou no Top 10 da mesma Wine Spectator e sempre fica entre os melhores vinhos de qualquer degustação.
● Notas de Degustação: cor rubi com nuanças violáceas. Aromas refinados e complexos, com frutas escuras como cerejas e amoras maduras, alcaçuz, especiarias doces e caixa de charuto. Desliza em boca uma textura cremosa, paladar envolvente e impactante pela maciez dos taninos, vibrante e com longo final maduro. Um vinho sem arestas, com boa fruta e ótima persistência. Recomendo ter 2 garrafas de reserva !!!
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, cabrito, javali, pratos trufados, ensopados de carnes com ervas. Pode também acompanhar carne de porco com guarnições doces, vai bem com pato e ganso, como acompanhará muito bem queijos como gran formaggio. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O MAPA DO VINHO NO BRASIL 2016 - PARTE 1

O MAPA DO VINHO NO BRASIL ” –   Poucas pessoas conhecem o país vinícola chamado Brasil. Muitos acreditam que os vinhos nacionais carecem de qualidade. Para avaliar esta questão, criamos uma série de artigos sobre a evolução da cultura do vinho na sua história mais recente, desenhando um mapa geral. Hoje falaremos do VALE DOS VINHEDOS (1ª parte).
            A chegada dos imigrantes italianos no Rio Grande do Sul, principalmente na Serra Gaúcha, em 1875, trouxe um ideal de desenvolvimento econômico e social para a região. Muitos dos italianos foram iludidos pelo sonho de “fazerem a América” e quando aqui chegaram não encontraram nada do que lhes foi prometido. Acostumados a duras lidas, eles não encontraram facilidades para sua subsistência nem o esperado conforto. Tudo o que conseguiram foi através de muito esforço e dedicação. Em parte, isto se explica pelo processo de colonização da região. Os primeiros estrangeiros a chegar foram os portugueses, que tomaram conta das vastas planícies gaúchas, instalando suas fazendas. Depois vieram os açorianos, que não conseguindo as terras planas, ficaram ao longo da costa. Os alemães chegaram mais tarde e se instalaram nas fraldas da Serra Gaúcha. Quando os italianos chegaram, só restava a parte mais alta da Serra, mas eles não desistiram de fincar as raízes de sua cultura.
            As diversidades fizeram com que os novos habitantes enfrentassem situações difíceis e que exigiam, cada vez mais, empenho e capacidade para trabalhar as colheitas de frutas, entre elas, a uva. Além da agricultura de subsistência, os imigrantes italianos desenvolveram a habilidade para elaborar vinhos, feito sob forma artesanal e que foi se firmando como um dos principais produtos da economia local.
            O Vale dos Vinhedos é um território que toma parte de três municípios da região nordeste do RS: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. A cultura da uva e do vinho está presente em seus 81 km2, revelando a vegetação nativa preservada, pomares e parreirais (parte plantados em latada, sustentados por plátanos e parte já convertida em espaldeira). Há uma simpática e peculiar arquitetura compreendendo vinícolas, hotéis, igrejas e o casario colonial, e sobretudo um povo alegre e hospitaleiro.
            O Vale dos Vinhedos situa-se numa região de clima sub-tropical temperado, com estações do ano bem definidas, com possibilidade de geadas intensas no inverno e períodos quentes no verão. A altitude média da Serra, (650 metros) propicia a amplitude térmica tão desejável para a correta maturação das uvas. A topografia se caracteriza por colinas e vales. Há grandes vinhedos de uvas comuns e outros de uvas finas que se prestam para os melhores vinhos produzidos na região. A tradição vitivinícola é familiar, passada de pai para filho. Atualmente, as pipas de carvalho dividem espaço com tanques de aço inox nas cantinas revelando a passagem do tempo, a preocupação com a cultura tradicional local e a modernização da produção do vinho.

            O Vale dos Vinhedos situa-se a 130 quilômetros de Porto Alegre, a capital do estado. O Vale dos Vinhedos compreende a parte da bacia hidrográfica do Rio Pedrinho, situada a montante da foz de um córrego afluente deste e situado a sudeste da comunidade de Vale Aurora, no município de Bento Gonçalves. A parte do vale a jusante é denominada de Vale Aurora. A maior parte da área do Vale dos Vinhedos pertence ao município de Bento Gonçalves, com 60 por cento do total, e a menor parte pertence a Monte Belo do Sul, com 7 por cento na porção noroeste. A parte sul do vale pertence ao município de Garibaldi, com 30 por cento da área total. Parte da zona urbana de Bento Gonçalves situa-se dentro do perímetro do vale.
            Os vinhos produzidos no vale são os únicos do país a apresentar o selo de indicação de procedência (desde 2002) e o de denominação de origem (desde 2011), que são garantias de qualidade dos vinhos ali produzidos. Para ostentar o selo de origem as vinícolas devem cumprir as especificações de qualidade estabelecidas pelo Conselho Regulador da AprovaleAssociação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, garantindo a qualidade geral, inaugurando uma nova era na vitivinicultura nacional. Sua norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida seja realizada na região delimitada do Vale dos Vinhedos. A DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP), em vigor até a obtenção do registro da DO, outorgado pelo INPI.
♦ Cultivares autorizadas:
- Para Tintos: Merlot, como cultivar emblemática e Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat como variedades auxiliares para corte de vinhos.
- Para Brancos: Chardonnay como cultivar principal e Riesling Itálico como variedade auxiliar para corte.
- Para Espumantes (brancos e rosados): Chardonnay e/ou Pinot Noir como variedades principais e Riesling Itálico como variedade auxiliar para corte.
♦ Produtos autorizados:
- Varietal Merlot: Mínimo de 85% da variedade
- Assemblage Tinto: Mínimo de 60% de Merlot + corte com uso das demais variedades autorizadas
- Varietal Chardonnay: Mínimo de 85% da variedade
- Assemblage Branco: Mínimo de 60% de Chardonnay + corte com uso da Riesling Itálico
- Base Espumante: Mínimo de 60% de Chardonnay e/ou Pinot Noir. Elaboração somente pelo Método Tradicional
♦ Limites de produtividade:
- Para uvas tintas: 10 toneladas/ha ou 2,5 kg de uva por planta
- Para uvas brancas: 10 toneladas/ha ou 3 kg de uva por planta
- Para uvas a serem utilizadas na elaboração de espumantes: 12 toneladas/ha ou 4 kg de uva por planta
♦ Graduação alcoólica:
- Tintos: mínimo de 12%, em volume
- Brancos: mínimo de 11%, em volume
- Base espumante: máximo de 11,5%, em volume
♦ Outras normas:
- O espumante será elaborado somente pelo “Método Tradicional”, com segunda fermentação em garrafa, que deverá constar no rótulo principal, nas classificações nature, extra-brut e brut.
- A chaptalização e a concentração dos mostos não serão permitidas. Em anos excepcionais o Conselho Regulador da Aprovale poderá permitir o enriquecimento em até um grau.
- Poderá haver a passagem dos vinhos por barris de carvalho, mas não serão autorizados “chips”e lascas ou pedaços de madeira.
♦ Processo de rastreabilidade:
A Aprovale possui um Conselho Regulador responsável pelo regulamento da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos. Cabe a este conselho fazer o controle e fiscalização dos padrões exigidos pela normativa da I.P. e da D.O. O Conselho Regulador mantém cadastro atualizado das vinícolas solicitantes da certificação e utiliza informações do Cadastro Vitícola do Ministério da Agricultura, coordenado pela Embrapa Uva e Vinho, para determinar a origem da matéria-prima.
Para controle da certificação são utilizadas as declarações de colheita de uva e de produtos elaborados, a partir das quais retira as amostras para análises físico-químicas, organolépticas e testemunhais. Estas amostras são lacradas e codificadas. Essa sistemática permite a rastreabilidade dos produtos.
♦ Padrões de identidade:
Os produtos somente recebem o certificado após comprovada a origem da matéria-prima. 100% da uva deve ser procedente da área demarcada. Também precisam ser aprovados nas análises físico-químicas e na avaliação sensorial, realizada pelo Comitê de Degustação, composto por técnicos da Embrapa, técnicos de associados da Aprovale e da Associação Brasileira de Enologia.
♦ Vinicolas Associadas: Adega Cavalleri I Adega de Vinhos Finos Dom Eliziário I Angheben Adega de Vinhos I Casa Valduga Complexo Enoturístico I Cooperativa Vinícola Aurora I Famiglia Tasca I Gran Legado I IFRS Campus Bento I Miolo Wine Group I Peculiare Vinhos Finos I PIZZATO Vinhas e Vinhos I Terragnolo Vinhos Finos I Vallontano Vinhos Nobres I Vinhedos Capoani I Vinhos Don Laurindo I Vinhos Larentis I Vinhos Titton

Vinícola Calza I Vinícola Cave de Pedra I Vinícola Dom Cândido I Vinícola Torcello I Vinícola Toscana I Vinícola Almaúnica I Vinícola Boutique Lídio Carraro. (Fonte – APROVALE - http://www.valedosvinhedos.com.br/ )

ALMAÚNICA SYRAH 2013

● Vinho da Semana 342016 - ● ALMAÚNICA SYRAH 2013 – VALE DOS VINHEDOS – RIO GRANDE DO SUL - BRASIL. Fundada em 2008, a Vinícola Almaúnica tem em seu DNA uma paixão secular pelos vinhos. Marcio Brandelli é filho de Laurindo Brandelli (Don Laurindo) e junto de sua irmã Magda Brandelli e sua esposa Denise Brandelli, idealizaram uma vinícola moderna e de beleza singular no Vale dos Vinhedos. Foi toda construída pensando em se utilizar da força da gravidade em todos os processos de produção, evitando o bombeamento do mosto e consequentemente preservando o sabor do vinho.
            Em sua cave subterrânea, estão dispostas garrafas de seus espumantes (brut e moscatel) e várias barricas de carvalho francês e americano armazenando os outros rótulos de sua linha varietal. Os irmãos Magda e Márcio montaram uma empresa que alia tradição familiar na cultura do vinho com propostas inovadoras, embasadas no desejo de elaborar produtos diferenciados nos quais se expressa o amor e o carinho pelas videiras e arte de elaborar vinhos com alegria e prazer.
 Como antecipou Márcio Brandelli, durante nossa visita à Vinícola, a ideia deles é ser a Ferrari dos vinhos brasileiros. A Vinícola Almaúnica elabora vinhos e espumantes com o máximo cuidado e dedicação, da videira à garrafa. Aliando tradição às técnicas mais modernas de elaboração para consumidores cada vez mais informados e exigentes. A Almaúnica foi planejada para produções limitadas de cada rótulo e assim se tornar um conceito na elaboração de vinhos finos e espumantes. No enoturismo, apresenta aos visitantes: modernidade nos processos e conhecimentos seculares de elaboração, de uma gente que nasceu pra isso.
Quatro produtores parceiros, do Vale dos Vinhedos, fornecem a uva. Eles recebem todo o acompanhamento da Almaúnica e conduzem seus vinhedos nos mesmos métodos da vinícola, com colheita manual e seleção de cachos nos vinhedos. A evolução da vinificação é realizada quase que completamente por gravidade, chegando a vinícola em seu último andar, onde ela é pesada e desengaçada com cuidado para evitar o rompimento dos bagos e a quebra de cachos. Os grãos caem em uma mesa vibratória, onde são selecionados manualmente e separados grão a grão. As uvas são então esmagadas e, por gravidade, enviadas aos tanques de aço inox para fermentação sob temperatura controlada e adição de leveduras selecionadas, já no piso térreo.
● Notas de Degustação: cor rubi escura, púrpura, boa formação de lágrimas confirmando os 13,5% de álcool. No nariz mostrou notas de fruta escura como ameixa, amora e passa, toques de especiarias (pimenta-do-reino), florais de violeta, nota sutil tostada, defumada e couro, e no final um toque de chocolate, tudo muito bem integrado e com boa complexidade (100% Syrah). A taça mostra um vinho bem equilibrado, com boa potência, com os taninos presentes, mas que não incomodam, com boa acidez. O vinho permaneceu por 20 meses em barricas de carvalho (40% carvalho francês e 60% carvalho americano), metade barrica novas e metade barrica de segundo uso.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 4 anos em garrafa a partir de agora.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, acompanha desde lingüiças e lasanhas a ensopado de carnes com ervas. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Sem distribuidor em Belo Horizonte. Pode ser comprado na Vinícola ou em sua Loja Virtual: Vinícola Almaúnica Ltda - RS 444, Km 17,35 - Vale dos Vinhedos. Bento Gonçalves RS I Fone Fax 54 3459 1384. almaunica@almaunica.com.br

RAR CABERNET SAUVIGNON / MERLOT 2008

 ● Vinho da Semana 342016 - ● RAR CABERNET SAUVIGNON / MERLOT 2008 – CAMPOS DE CIMA DA SERRA – RIO GRANDE DO SUL - BRASIL. O vinho RAR é o fruto de um sonho do Sr. Raul A. Randon, que sempre teve vontade de produzir o seu próprio vinho.
Primeiro, ele implantou mudas certificadas e cultivou seus vinhedos na Região de Campos de Cima da Serra. Depois, passou para a Família Miolo a responsabilidade de elaborar o seu vinho. O resultado chega a surpreender positivamente quando você degustar, pois quem conhece a história do Sr. Randon como empreendedor já sabe que é mais um produto de sucesso.
Os vinhedos são cultivados na Região de Campos de Cima da Serra - Município de Muitos Capões - RS numa altitude de aproximadamente 1.000m, o que lhe confere um dos climas mais frios do RS, proporcionando às uvas características diferenciadas das outras regiões e à Miolo a oportunidade de trabalhar mais um terroir. São conduzidos pelo sistema de espaldeira simples com controle de produção. A produção por hectare é de aproximadamente 8.000 Kg. As uvas são colhidas manualmente em caixas de 20 Kg, na segunda quinzena de março (Merlot) e na segunda quinzena de abril (Cabernet Sauvignon), sendo transportadas para serem vinificadas na Vinícola Miolo, onde as uvas são selecionadas manualmente em esteira de seleção e logo desengaçadas em máquinas especiais, e imediatamente colocadas em tanques de fermentação.
As uvas são fermentadas em tanques especiais para fermentação, onde simultaneamente com a fermentação alcoólica ocorre a maceração com as cascas, e para que haja uma extração de cor e taninos seletiva e lenta são realizadas operações de homogeinização do líquido com as cascas seis vezes ao dia de forma manual, pelo sistema francês chamado "Pigeage". Durante todo o processo é controlada a temperatura.
Terminada a fermentação alcoólica o tanque é fechado e a maceração continua por mais 20 dias aproximadamente, logo se procede a descuba e a prensagem do bagaço. Imediatamente após a descuba é realizada a fermentação malolática espontânea. Os vinhos são envelhecidos em barricas novas de carvalho americano, separadamente o Cabernet Sauvignon do Merlot, por um período de 8 a 10 meses. Depois é realizado o corte (CS - 60% e MT - 40%) e logo o vinho é engarrafado. Após o engarrafamento o vinho permanece envelhecendo na própria garrafa nas caves subterrâneas da Miolo por mais um ano como mínimo antes de ser comercializado. O enólogo é Adriano Miolo.
● Notas de Degustação: cor rubi escura, sem denotar nenhum envelhecimento prejudicial, boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta escura como cassis, amora, passa, nota sutil tostada, especiarias e chocolate, tudo muito bem integrado e com boa complexidade. A taça mostra um vinho bem equilibrado, com boa potência, com os taninos presentes, mas que não incomodam, já bem macios pela guarda do vinho, com boa acidez. Um vinho que tem perfil gastronômico para acompanhar pratos de carnes. Sem querer polemizar, me lembrou um belo Bordeaux !!!
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 3 a 4 anos em garrafa a partir de agora.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas (churrasco), carnes suculentas em geral, uma boa picanha, cordeiro assado, cabrito, javali, massas com molhos de cogumelos, trufados, risotos, acompanha desde lingüiças e lasanhas a ensopado de carnes com ervas. Pode também acompanhar carne de porco com guarnições doces, vai bem com pato e ganso, como acompanhará muito bem queijos como gran formaggio. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Nas boas Lojas de Vinho de Belo Horizonte.

CHILE VINHO GOURMET EXPERIENCE - 10 A 19 NOV 2016

10 a 19 NOV 2016. CHILE VINHOGOURMET EXPERIENCE com participação na MOVINIGHT IV. Uma viagem de conhecimento na procura dos Paladares e Aromas dos Vinhos Chilenos percorrendo vários dos vales vitivinícolas mais destacados, como COLCHAGUA ao sul, SAN ANTÔNIO próximo à Costa, CASABLANCA entre a capital e Valparaíso, continuando ao norte para ACONCAGUA instalado numa área semidesértica no meio caminho entre os Andes e o Oceano Pacífico, finalizando com MAIPO abraçando a sua vibrante capital de SANTIAGO. Neles visitando e degustando alguns dos seus ícones, mas também nos adentrando no mundo das pequenas vinícolas mais desconhecidos, membros da MOVI (Movimento de Vinhateiros Independentes) que nasce em 2009 com 12 pequenos produtores e hoje a Família já cresceu com 32 membros. Desde 3 anos atrás organizam um interessante e atrativo encontro e Feira onde todos os seus membros participam oferecendo seus vinhos e até podendo ser adquiridos, misturando gastronomia e música. Esta festa convoca a simpatizantes, amantes e especialistas do vinho realizando um passeio de sabores, sensações e contato direto com os seus produtores. Este encontro é o chamado MOVI NIGHT que este ano será a sua IV Edição no 11 NOV. Uma Jornada de boas experiências gastronômicas, com um produtor de AOVE (Azeite de Oliva Virgem Extra) e de Queijo de Cabra, como culturais, conhecendo também o universo do internacional Pablo Neruda através das suas ecléticas casas cheias de histórias.
1º Dia. 10 NOV. 5ª feira. CIDADE ORIGEM - SANTIAGO. Voos com LATAM das diversas cidades de origem com destino a Santiago via São Paulo. Tarde livre. Jantar de Boas Vindas em Restaurante destacado da cidade na lista dos 50 Melhores de América Latina.
2º Dia. 11 NOV. 6ª feira. SANTIAGO – MAIPO-SANTIAGO. Saída para o sul, ao extenso Vale do Maipo, para visita com degustação do destacado produtor Viña Pérez Cruz junto a Maipo Alto para terminar, próximo a Paine, com visita e degustação a Viña Educativa “Paseo del Vino”  do conhecido enólogo Roberto Muñozonde realizar uma oficina de produção de vinho seguido de Almoço. Retorno a Santiago para participar da MOVI Night IV Edição com degustações, gastronomia e musica.
3º Dia. 12 NOV. SAB. SANTIAGO – COLCHAGUA. Traslado a Sta. Cruz, no coração do Vale de Colchagua. Acomodação de 2 noites no aconchegante Hotel Santa Cruz Plaza 4* de arquitetura colonial, localizado no centro da cidade, próximo aos Museus de Colchagua e Artesanato de Lolol e Casino de Colchagua, do mesmo grupo do Hotel, recebidos com um Vinho de Boas Vindas na sua VinotecaAlmacruz.  Tarde livre. Jantar de Boas Vindas a Colchagua.
4º Dia. 13 NOV. DOM. COLCHAGUA. De manhã, visita com degustação de um grande produtor como Viña Santa Cruz com traslado em teleférico ao Cerro Chamán com o seu Observatório e atividade “Faça o seu próprio Vinho”. À tarde, visita de um pequeno produtor membro da MOVI tipo Laura Harwig, Owm ou Alchemy.
5º Dia. 14 NOV. 2ªfeira. COLCHAGUA – SAN ANTONIO – ISLA NEGRA – ALGARROBO -CASABLANCA. Saída ao coração do Vale de San Antonio para visita cp, degustação da conceituada Viña Amayna. Um pouco mais adiante, já junto a praia, visita da famosa e encantadora casa de Pablo Neruda de Isla Negra onde realizar o Almoço. A tarde prosseguimento a vizinha cidade de Algarrobo ainda na costa onde visita com degustação de um produtor de AOVE (Azeite de Oliva Virgem Extra) e um pequeno produtor de “garage” Tinta Tinto do Roberto Carrancá que até 2015 foi o enólogo chefe da Viña Indómita em Casablanca agora produzindo o seu próprio vinho em pequena escala.No final do dia, acomodação de 1 noite no Hotel Ruta Del Vino Casablanca Spa&Wine. A noite Jantar harmonizado no próprio hotel.
6º Dia. 15 NOV. 3ªfeira. CASABLANCA-VALPARAÍSO. De manhã, em Casablanca visita de uma criação local de cabras e Fábrica de Queijo de Cabra; Logo a seguir visita com degustação do pequeno produtor membro MOVI Attilio & Mochi-Passionate Winemakers, sendo um casal de chileno com brasileira. Logo após, visita com degustação da mais conhecida Viña Matetic seguido de Almoço Harmonizado. A tarde, prosseguimento da viagem até a histórica Valparaiso para acomodação de 2 noites no Gran Hotel Gervasoni 4*, um elegante e íntimo hotel boutique cuidadosamente restaurado numa das casas de maior valor patrimonial no meio dos cerros de Valparaíso construída pelos imigrantes europeus em 1870 com vistas privilegiadas para a baía.
7º Dia. 16 NOV. 4ªfeira. VALPARAISO e VIÑA DEL MAR. De manhã realização de uma aula de cozinha chilena com um Chef seguida de Almoço. E a tarde visita turística e cultural pelas ruelas com suas características casas que parecem suspensas entre os cerros de Valparaíso, declarado Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2003, onde se encontram uma das 3 famosas casas de Pablo Neruda, “La Sebastiana”. Breve visita ao vizinho balneário de Viñadel Mar com suas edificações de outros tempos gloriosos como o seu imponente Cassino.
8º Dia. 17 NOV. 5ªfeira. VALPARAISO – ACONCAGUA-SANTIAGO. Saída ao norte para o Vale de Aconcagua, para mais uma visita com degustação a um membro da MOVI, tipo Viña von Siebenthal um produtor ícone de origem suíça cuja filosofia é análoga aos Châteaux de Bordeauxou FlahertyWines. Logo após, visita com degustação e Almoço em outro ícone, Viña Errázurizneste caso mais conhecido no Brasil com vinhos de referência internacional como Don Maximiano, La Cumbre ou KAI produzidos pelo famoso Eduardo Chadwick que junto com Robert Mondavi produz o Seña também neste mesmo vale.  No final da tarde, prosseguimento até Santiago para acomodação de 2 noites no Hotel AttonVitacura 4* excelentemente localizado neste elegante bairro nobre homônimo de Santiago. 
9º Dia. 18 NOV. 6ª feira. SANTIAGO.  Dia livre para últimas visitas e compras por conta própria como as Lojas de El Mundo Del Vino ou Vinoteca. À noite, Jantar Harmonizado de Despedida no Restaurante La Pescaderia de Walker do Chef Felipe Paredes especializado em frutos do mar.
10º Dia. 19 NOV. SAB. SANTIAGO – CIDADES ORIGEM BRASIL. Traslado para o aeroporto de Santiago  embarque no voo da LATAM para as cidades de origem de cada participante na Jornada, via São Paulo ou Rio de Janeiro.
INCLUI: 9 noites em hotéis 4* segundo roteiro (ou similares), com café e impostos   9 visitas a vinícolas com degustação   Oficina "Faça o seu próprio Vinho"  Aula de Culinária com Chef local 8 Refeições com vinhos Visitas a elaboradores de produtos gastronômicos AOVE e Queijo de Cabra  As visitas culturais e turísticas indicadas no programa Todos os deslocamentos em ônibus exclusivo para o grupo Acompanhamento de Guia Operacional desde o Brasil especializado em EnoGastronomia  Seguro Viagens para 10 dias  Completa Apostila com Informações e dicas Enológicas dos vales e lugares visitados.

PREÇO: Em elaboração Pgto.: Inscrição R$ 1.000,00. Restante a vista facilitado com pgto. total até 30 dias antes da saída. Consulte PRAZO INSCRIÇÃO15SET 2016 Lugares limitados a 20 pessoas. INFORMAÇÕES e RESERVAS:  Na ZÊNITHE TRAVELCLUB, Experiências EnoGastronômicas e Culturais pelo Mundo e o Brasil. Belo Horizonte. Contato: GermánAlarcón-Martín german@zenithe.tur.brTEL. (31) 3225-7773.  http://zenithetravelclub.blogspot.com.br

domingo, 21 de agosto de 2016

A MAGIA DOS GRANDES VINHOS DA CASTA SYRAH

● 24.OUT.2016 – 2ª.feira – 20:00 hs – A MAGIA DOS GRANDES VINHOS DA CASTA SYRAH O que mais encanta no mundo do vinho é a capacidade que ele tem de nos surpreender com histórias, sensações e mesmo emoções que nem sempre são explicadas. SYRAH OU SHIRAZ, UMA MESMA UVA NO VELHO E NO NOVO MUNDO ? As duas grafias marcam a história desta uva tinta, originária da região do Rhône, mas que soube se adaptar, com maestria, aos vários terroirs do Novo e do Velho Mundo vinícola. Na original francesa, a casta é mais associada às especiarias; na versão consagrada pela Austrália, a cepa traz aromas de frutas maduras, com notas de chocolate. A casta Syrah entrou na moda recentemente. Há dez anos atrás, ninguém apostaria que ela poderia ser considerada como a melhor uva do mundo. Temos que lembrar que na década de 80, a casta Cabernet Sauvignon não tinha rival. Os vinhos que tinham a Cabernet como base fizeram o sucesso de Bordeaux há séculos. No Rhône, apesar de ser berço de grandes vinhos, a produção era escassa. Nos anos 90 os vinhos de Bordeaux alcançam preços astronômicos e o Rhône começou a ficar conhecido. O público amante de vinho, especialmente o neófito buscava vinhos de taninos macios e os sabores de clima quente que evidenciam a fruta madura começaram a ser mais apreciados que os de clima frio (pautados na acidez e tanicidade) e por isso mesmo considerados gastronômicos, ou seja, ideais para acompanhar comida. Interessante citar o fato histórico que Chateaux importantes, como Cos d'Estournel, Lafite e Latour- tinham pequena, porém significativas quantidades de Syrah e faziam rotineiramente a operação de "Hermitage"- mesclar syrah com Bordeaux tintos de primeira qualidade para acrescentar-lhes cor e estrutura. "O Lafite de 1795, elaborado com Hermitage, foi o melhor vinho daquele ano", (carta do comerciante Nathaniel Johnston Guestier (princípios do sec. XIX). 
A degustação será realizada às cegas sob a forma de comparação entre vinhos do Velho e Novo Mundo das principais regiões produtoras de Syrah pelo mundo, como Austrália, Africa do Sul, Estados Unidos e várias surpresinhas !!!. Não perca a chance de conhecer em detalhes a magia dos grandes vinhos do mundo, alguns deles com pontuações estupendas. 
VINHOS QUE SERÃO DEGUSTADOS: Recebendo com Grandes Espumantes e Champagne I Seleção dos vinhos em avaliação I mais uma surpresa. 
SOMENTE 10 VAGAS. 
Reservas pelo Tels.: 98839-3341 (Márcio Oliveira).  Valor Individual: R$ em construção (poderá ser pago de 2 vezes)Local: Rua Dominicanos, nº 165- SL.605 - Serra - Belo Horizonte. Horário: 20:00 horas. Datas e programas passíveis de alteração. Os eventos de Vinhos do Márcio Oliveira são para maiores de 18 anos. Tendo interesse no evento, comunique-se com molivierbh@gmail.com ou cel.: 98839-3341.