sexta-feira, 29 de abril de 2016

Adega Alentejana e o sucesso de seu Road Show

ADEGA ALENTEJANA ROAD SHOW 2016

● ADEGA ALENTEJANA ROAD SHOW - 11 cidades brasileiras receberão a 8ª edição do Road Show Adega Alentejana. No mês de Abril a Adega Alentejana trará ao Brasil os MAIORES PRODUTORES de Portugal e apresentará os novos produtores e parceiros do Chile e da Espanha. A 8ª edição do Road Show Adega Alentejana promoverá um encontro com mais de 30 produtores no mesmo dia (Adega Cartuxa, Paulo Laureano, Pintas, Cortes de Cima e muitos outros!!!). O evento percorrerá por 11 cidades nesse ano. 

Uma mega degustação com mais de 100 VINHOS EM PROVA, além de azeites, conservas de peixe, geleias, chocolates e biscoitos. Com toda a certeza, trata-se de uma excelente oportunidade para provar grandes vinhos e conversar com os próprios enólogos/produtores. Que privilégio desfrutar da companhia destas grandes personalidades do Mundo do Vinho, sem dúvida, será um encontro ÚNICO e INESQUECÍVEL que você, seus familiares e amigos não podem perder! O preço por pessoa é R$ 150,00, o pagamento poderá ser feito através de depósito antecipado, cartão de crédito ou boleto bancário. As vagas são LIMITADAS!
Contatos para compra de Ingressos em BH, com:
Rui Zorzi – 99973-0419ou rui_zorzi@yahoo.com.br  
Contatos com CATHARINE CERES - Tel. Com.: (11) 5094.5760 - Ramal: 236. Celular / WhatsApp – (11) 9 8229.8224 ou catharine.vendas@adegaalentejana.com.br       
O Road Show desta vez está muito maior! Os participantes poderão degustar vinhos da Rioja, Ribera Del Duero, Toro, Rueda, Vinhos Verdes, Douro, Dão, Lisboa, Tejo, Alentejo e comidinhas do Chile e Portugal. Não dá para perder essa!
As seguintes vinícolas estarão presentes em todos as cidades:  Adega de Barcelos, Quinta do Balão, Quanta Terra, Quinta do Noval, Quinta de la Rosa, Lavradores de Feitoria, Poeira, Wine & Soul, Quinta do Passadouro, Vallegre (Porto Ceremony), MOB, Quinta de Chocapalha, Susana Esteban, Quinta da Alorna, Adega de Borba, Cortes de Cima, Fundação Eugénio de Almeida, Monte do Pintor, Monte dos Cabaços, Mouchão, Paulo Laureano, Roquevale, Tapada do Fidalgo e Tiago Cabaço Wines.
Para quem gosta de conversar com os produtores, assim como eu, vários deles estarão por lá, vejam só: Susana Esteban (Susana Esteban, Crochet, Tiago Cabaço Wines e Monte dos Cabaços), José Hipólito (Quinta da Alorna), Paulo Laureano (Paulo Laureano Vinus e Mouchão), Hamilton Reis (Cortes de Cima), Jorge Seródio (Wine & Soul, Quinta do Passadouro e MOB), Pedro Sá (Vallegre), Joana Roque do Vale (Roquevale), Sophia Bergqvist (Quinta de la Rosa), Margarida Cabaço (Monte dos Cabaços), Andrea Tavares (Quinta de Chocapalha), Olga Martins (Quinta do Poeira e Lavradores de Feitoria), Cláudio Martins (Monte do Pintor), David Betti (Quinta do Noval), David Ferreira (Mouchão), Tiago Cardoso (Tiago Cabaço Wines), Jorge Rosado (Tapada do Fidalgo), Vitor Nunes (Fundação Eugénio de Almeida), Isabel Ramos (Adega de Borba) e Alejandro Gil (Artevino – grupo espanhol formado pelas Bodegas Izadi, Villacreces, Vetus e Orben).                 
Abaixo segue agenda completa das cidades. Horário: Das 16h às 20h30
29 de Abril – Goiânia: Castro’s Park Hotel – Av. República do Líbano, 1520
30 de Abril – Maceió: Palato Farol – Avenida Fernandes Lima, 548
02 de Maio – Curitiba: Radisson Hotel – Av. Sete de Setembro, 5190
03 de Maio – Florianópolis: Centro de Eventos ACM – Rod. SC 401, Km 4 nº 3854 – sala 01
04 de Maio – Rio de Janeiro: Novo Mundo Hotel – Praia do Flamengo, 20
05 de Maio – Belo Horizonte: Dayrell Hotel – Rua Espírito Santo, 901

06 de Maio – Recife: Golden Tulip Hotel – Av. Boa Viagem, 4070

segunda-feira, 25 de abril de 2016

POR QUE O MELHOR SOMMELIER DO MUNDO É SUECO

Por que o melhor sommelier do mundo é sueco

O sueco Jon Arvid Rosengren é o melhor sommelier do mundo. Ele conquistou o título na última quinta-feira ao vencer a irlandesa Julie Dupouys e o francês David Biraud na final do campeonato mundial de sommelier, realizado em Mendoza, Argentina. Com a vitória, ele se tornou o 15º sommelier a obter este prêmio, criado em 1969 pela Associação Internacional de Sommelier e válido por um período de três anos.

Para chegar lá, Arvid venceu uma maratona de provas, disputadas com outros 59 profissionais, todos eleitos os melhores em sua profissão em seus países. O Brasil foi representado por Diego Arrebola.

A final foi o momento mais emocionante. Primeiro, o nome dos três finalistas foram anunciados momentos antes de a competição começar no Teatro de La Independencia, em Mendoza. Até então, os 15 semi-finalistas aguardavam apreensivos o resultado. A prova, transmitida ao vivo, alias, é de deixar qualquer um apreensivo – em um palco que simula um restaurante, o professional tem de fazer todo o serviço de vinho, propor harmonizações, decantar vinhos, tudo na perfeição e com o relógio correndo.

Para quem conseguiu acompanhar toda a transmissão, a performance de Arvid indicava que ele tinha muitas chances de conquistar o título. Se bem que, a desenvoltura de Julie sugeria em alguns momentos, que pela primeira vez uma mulher poderia vencer a competição (uma outra mulher, a argentina Paz Levinson terminou a competição em quarto lugar). Arvid já tinha obtido o título de melhor sommelier da Europa em 2013. Em 2010, foi o melhor sommelier da Suecia e, em 2009, o melhor dos países nórdicos. Atualmente, ele trabalha no restaurante Charlie Bird, no SoHo, em Nova York.

O sommelier brasileiro Guilherme Corrêa, que já competiu nesta prova, conta que o preparo de Arvid foi diferenciado, em um modelo que deveria ser seguido pelas demais associações de sommeliers mundo afora. “É uma vitória da escola sueca, do planejamento, do investimento de longo prazo”, diz ele. Correa já teve a oportunidade de ser treinado por uma semana por Sören Polonius, o técnico de Arvid. “Ele me contou sobre o trabalho minucioso que a associação sueca dedica aos candidatos”.

É uma crítica que reverbera entre os sommeliers, não só os brasileiros. Em muitos países, os sommeliers ainda carecem de um treinamento mais profissional. A argentina Paz, que vem se destacando entre os sul-americanos, por exemplo, optou por trabalhar na Europa, para conseguir se aperfeiçoar na profissão. Atualmente, os melhores sommeliers trabalham ou na Europa ou no Japão. (Fonte – Isto é DINHEIRO - 25/04/2016 - Por: Suzana Barelli)

CASA RIO VERDE PARTICIPA DOS EVENTOS PARA PROMOÇÃO DOS VINHOS DO ALENTEJO, EM BH, DE 27 A 30 DE ABRIL

CASA RIO VERDE PARTICIPA DOS EVENTOS PARA PROMOÇÃO
DOS VINHOS DO ALENTEJO, EM BH, DE 27 A 30 DE ABRIL

A importadora Casa Rio Verde/VinhoSite é presença confirmada nos eventos para divulgação dos Vinhos do Alentejo, de 27 a 30 de abril, em Belo Horizonte. As ações são uma iniciativa da Comissão Vitivinícola Regional Alenteja (CVRA) para promoção dos Vinhos do Alentejo em terras mineiras.
A programação inclui dois eventos abertos ao público, com entrada gratuita. Na quinta-feira, 28 de abril, das 19h às 23h, uma festa de rua celebra os Vinhos Alentejanos na “Uaine Night”, no bairro Belvedere (Rua Jornalista Djalma Andrade), ao som de DJ e banda de jazz.  No sábado, dia 30, das 10h às 17h, os Vinhos do Alentejo são os convidados especiais da “Feira Gastronômica do Projeto Aproxima”, nos jardins da belíssima Casa Fiat de Cultura.
Ainda na agenda da semana, os vinhos da Rio Verde integram a carta dos jantares assinados pelos chefs Eduardo Maia (Centro Culinário Eduardo Maia) e Felipe Rameh (Restaurante Alma Chef) para convidados.
A Casa Rio Verde/VinhoSite trabalha com mais de 50 rótulos das várias regiões de Portugal. Para os eventos, foram selecionados três rótulos alentejanos: Real Forte Tinto – Produtor: Cooperativa Reguengos  (uvas Aragonês, Trincadeira e Castelão – safra 2014),   Gaião – Produtor: Companhia das Quintas (uvas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira – safra 2014) e Flor de Maio: Wine Magnum/Carlos Lucas Vinhos (uvas Syrah, Touriga Nacional e Trincadeira – safra 2014).  Os vinhos serão comercializados em taças e garrafas. 
Mais informações sobre os vinhos participantes no VinhoSite

VINHO DOS MORTOS



VINHO DOS MORTOS

Que a história do vinho é cheia de lendas como a que os vinhos voltavam melhor das viagens marítimas todos tem alguma notícia. Que alguns produtores colocam seus vinhos para envelhecer no fundo do mar também já dei notícia.

Portugal tem uma tradição interessante – a do Vinho dos Mortos. Tudo aconteceu durante o avanço das tropas napoleônicas durante a Guerra na Península Ibérica, em 1807 e 1808, após os franceses terem chegado em Trás os Montes e Beira Alta, quando as vilas foram saqueadas e toda a produção de vinho e alimentos foi tomada pelos invasores.
Os portugueses, ciosos de seus vinhos, enterraram as garrafas entre as pastagens, vinhas e debaixo das adegas antes de fugir com suas famílias para áreas mais seguras. Quando a guerra terminou e voltaram para casa, foram buscar suas garrafas e descobriram que o vinho além de não ter-se estragado, estava melhor ainda !!! O enterro das garrafas deixou o vinho em um ambiente escuro e com temperatura praticamente constante (a mesma idéia de mergulhar os vinhos no mar e lá deixá-los por um tempo !).


Nasceu a tradição do Vinho dos Mortos, pois enterrada a garrafa, tempos depois pode-se descobrir que o vinho ressurgiu muito melhor !!!

VAMOS AO ... PLANALTO CATARINENSE!!! INSCRIÇÕES ABERTAS!


VAMOS AO ... PLANALTO CATARINENSE!!! INSCRIÇÕES ABERTAS!
Conheça os chamados VINHOS DE ALTITUDE !!! Mesmo sendo ainda jovem em vitivinicultura o Planalto de Santa Catarina vem ganhando destaque como região produtora de espumantes e vinhos finos, aqui no Brasil e também internacionalmente.

Para mais informações: http://goo.gl/XWxRoR

domingo, 24 de abril de 2016

VIVA OS VINHOS DO ALENTEJO




Escrevi o artigo VIVA OS VINHOS DO ALENTEJO ” – Belo Horizonte receberá em breve dói belos eventos para celebrar os vinhos do Alentejo. O primeiro deles acontece no sábado, 30 de abril das 10:00 às 17:00, na Casa Fiat De Cultura Antigo Palácio dos Despachos, em plena Praça da Liberdade, na próxima edição da Feirinha Aproxima. Será uma harmonização perfeita dos vinhos desta região de Portugal com os melhores produtos mineiros, comidas, sanduíches, quitandas, queijos e muito mais. Sem contar, claro, que haverá cafés especiais e cervejas artesanais. A Feirinha Aproxima será realizada nos jardins da Casa Fiat de Cultura, que fica no andar de cima. ENTRADA GRATUITA.
            O segundo evento acontece em BH no dia 05 de Maio, promovido pela Adega Alentejana. O Road Show percorrerá 11 cidades brasileiras que receberão a 8ª edição do evento. A Adega Alentejana trará ao Brasil grandes produtores de Portugal e apresentará os novos produtores e parceiros do Chile e da Espanha. Uma mega degustação com mais de 100 rótulos diferentes para serem degustados, além de azeites, conservas de peixe, geléias, chocolates e biscoitos. Com toda a certeza, trata-se de uma excelente oportunidade para provar grandes vinhos e conversar com os próprios enólogos/produtores. O preço por pessoa é R$ 150,00 e as vagas são LIMITADAS! Contatos para compra de Ingressos em BH, com: Salles – 99615-2860 ou salles.vinhos@gmail.com  e Rui Zorzi – 99973-0419 ou rui_zorzi@yahoo.com.br  
Mas qual é o segredo de tanto sucesso dos vinhos do Alentejo ? Num universo onde o mundo todo faz vinho, tudo em Portugal é diferente !!! Única coisa em comum é que o vinho português também é feito com uvas. O TOP 5 de uvas clássicas  do vinho, ou seja, as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc é comum a todo mundo e também estão presentes em alguns rótulos de vinhos portugueses, mas o rico patrimônio de uvas autóctones vai além das 250 uvas e são todas elas usadas em vinhos conforme as suas regiões de plantio.
Este rico patrimônio de castas nativas chama a atenção para um diferencial na forma de fazer vinhos. No Novo Mundo predominam os vinhos varietais, enquanto na Europa predomina a lógica de compra de vinhos pela região de produção. Independente de serem varietais ou blends, compra-se Borgonha, Loire, Alsácia, Bordeaux, Barolo, Barbaresco, Brunello, para citar alguns exemplos. Em Portugal, 95% do vinho produzido é vinho de corte, com um blend de várias uvas.
Ocorrem mais diferenças em Portugal, como o fato dos vinhedos serem plantados como no passado, com várias castas co-plantadas com tudo misturado, mesmo numa única linha, enquanto no resto do mundo os vinhedos são plantados por variedades separadas. É tudo tão misturado, que numa mesma linha do vinhedo podem coexistir castas brancas e tintas. A dificuldade de todas maturarem ao mesmo tempo na época da vindima é “corrigida” pela mãe natureza que acaba por ajustar as diferenças, com uma variação máxima de 4 dias, o que convenhamos, não é nada! Em vinhedos de parcelas isoladas, as diferentes castas podem maturar com prazos diferentes entre 6 a 7 semanas entre cada uma delas. Os vinhedos co-plantados têm também a vantagem de serem mais resistentes às doenças.
Além disto, em Portugal, outra diferença em relação aos demais países produtores é a pisa a pé nos seus melhores vinhos, evitando o esmagamento das sementes de uvas, que em geral trazem aromas e sabores amargos para o vinho. Além disto, nos lagares de pisa, o contato entre as cascas e o mosto se faz por mais tempo, e lembremos que o aroma e a cor do vinho estão nas cascas das uvas! A pisa a pé cria uma remontagem no vinho (as uvas vão até a altura dos joelhos, e as pessoas efetivamente tem que subir as pernas nesta atividade, e não simplesmente pisar sobre as uvas). Isto tudo se revela em vinhos espetaculares que vem chamando cada vez mais a atenção para a qualidade consistente dos grandes vinhos portugueses.Em algumas regiões de Portugal, em especial no Alentejo, usa-se a fermentação em talhas de barro (ânforas). Um método antigo, da época em que a região foi colonizada por romanos (estamos falando de 7 séculos antes de Cristo !!!) e que hoje em dia só se faz em Portugal e na Geórgia. O fato é que a diversidade de mais de 250 castas nativas, de microclimas e de solos, mais o fator humano da tradição de fazer vinhos a mais de 2700 anos em diferentes terroirs coloca Portugal a frente de uma grande diversidade de estilos, com vinhos produzidos com teor alcólico entre 7 a 21%.
Tal como o milagre das bodas de Canaã, as vinícolas do Alentejo mudaram da água para o vinho. A região que foi até os anos 1960 conhecida pela produção de vinhos baratos e rústicos, (com poucas exceções), tem hoje o maior nível médio de qualidade de Portugal. No total, são cerca de 21 mil hectares de vinhas, divididos por várias cooperativas, centenas de vinícolas familiares e diversos estilos.
O Alentejo conquistou recentemente o título de Melhor Região Vinícola do Mundo para Visitar num concurso a nível mundial promovido pelo USA Today. Neste concurso, a região, concorria com destinos com Okanagan Valley – que ficou em segundo lugar na lista dos dez melhores -, Maipo, Marlborough, Croácia, Napa Valley, Toscana e Mendonza.  O jornal descreveu a região alentejana como tendo “ótimos enoturismos, hotéis e restaurantes, e excelentes vinhos – principalmente tintos -, fatores que proporcionam uma grande experiência e viagem pelo universo vinícola a quem visita o destino”. O USA Today destaca ainda a qualidade e diversidade das vinhas e dos olivais, as aldeias pitorescas, os prados floridos e as serras, afirmando ainda que “o Alentejo é um território rural e intrigante que oferece aos turistas uma verdadeira viagem no tempo”. Alem disto, a gastronomia alentejana, assim como as praias e a excelência do acolhimento são igualmente referidas pelo jornal, no artigo onde anuncia a eleição do Alentejo como a Melhor Região Vinícola do Mundo para Visitar.
Os fenícios, gregos e romanos apreciavam as uvas produzidas entre as suaves colinas e a fértil paisagem do Alentejo. Esta famosa região que abrange cerca de um terço do território de Portugal tem uma longa história vinícola e é hoje tão popular como outrora. O plantio da vinha nesta região data do período romano, como atestam vestígios vários dessa época, como as sementes de uva descobertas nas ruínas de São Cucufate, perto de Vidigueira, e alguns lagares romanos. Os primeiros documentos escritos sobre o plantio da vinha datam do século XII. Na imensidão de horizontes planos, ou quase planos, o Alentejo tem como acidentes orográficos mais importantes as serras de Portel (421 m), Ossa (649 m) e São Mamede (1025 m). O Nordeste Alentejano, próximo da fronteira espanhola, é mais montanhoso e possui uma paisagem verdejante, propícia à criação de microclimas muito favoráveis à cultura de uvas de elevada qualidade. Para o sul, onde o clima é mais quente, os vinhedos prosperam entre as suaves colinas e intermináveis planícies. É nas elevações isoladas que se geram os microclimas propícios ao plantio da vinha e que conferem qualidade ao vinho.  A posição meridional e a ausência de relevos importantes são responsáveis pelas características  Mediterrânica e Continental do clima.  A insolação tem valores elevados, que se reflete na excelente maturação e sanidade das uvas, principalmente nos meses que antecedem a vindima, propiciando a perfeita acumulação dos açúcares e de matérias corantes na pele dos bagos.
Os vinhos tintos típicos do Alentejo costumam ser descritos como frutados e ricos em aromas, macios nos seus tanino e fáceis de beber e de gostar. A casta tinta mais comum é a Aragonez (conhecida como Tinta Roriz no Dão e no Douro, e como Tempranillo na Espanha). A nova geração de tintos recorre também a castas importadas, como a Cabernet Sauvignon. Os vinhos tintos costumam ter cor rubi bem definida ou granada, com aromas de frutas vermelhas, maduras, com paladar de taninos macios, ou com ligeira tanicidade, com corpo e bom  equilíbrio, e via de regra com teores alcoólicos na casa dos 14 a 14,5%. Agradáveis para serem bebidos jovens e ganhando complexidade com a guarda. Nos vinhos brancos, a casta Antão Vaz é a mais utilizada, com resultados espetaculares, criando vinhos de cor palha, ou citrina, com aromas frutados cítricos, de maça verde, jambo, abacaxi, portanto com boa complexidade no aroma e sabor, ligeiramente ácidos a ácidos, com algum corpo e ótimo equilíbrio.
O patrimônio de castas na região do Alentejo é enorme. Nas tintas podemos encontrar vinhos feitos a partir das castas: Alfrocheiro, Alicante-Bouschet, Aragonez (Tinta Roriz), Baga, Cabernet-Sauvignon, Caladoc, Carignan, Castelão (Periquita1), Cinsaut, Corropio, Grand Noir, Grenache, Grossa, Manteúdo Preto, Merlot, Moreto, Petit Verdot, Pinot Noir, Syrah, Tannat, Tinta-Barroca, Tinta-Caiada, Tinta-Carvalha, Tinta-Miúda, Tinto-Cão, Touriga-Franca, Touriga-Nacional, Trincadeira (Tinta Amarela), Zinfandel, Gewurztraminer e Pinot-Gris. Nas castas brancas temos: Alicante-Branco, Alvarinho, Antão Vaz, Arinto (Pedernã), Bical, Chardonnay, Chasselas, Diagalves, Encruzado, Fernão-Pires (Maria Gomes), Gouveio, Larião, Malvasia-Fina, Malvasia-Rei, Manteúdo, Moscatel-Graúdo, Mourisco-Branco, Perrum, Rabo-de-Ovelha, Riesling, Sauvignon, Semillon, Sercial (Esgana Cão), Síria (Roupeiro), Tália, Tamarez, Trincadeira-das-Pratas, Verdelho, Viognier e Viosinho.
O Alentejo voltou a estar em grande destaque recente, desta feita numa prova de vinhos organizada pela revista Decanter, considerada uma das melhores revistas do mundo no tema. Um total de 82 vinhos tintos da região foram avaliados obtendo resultados excelentes, tendo em conta que as pontuações atribuídas são raras na Decanter e apenas são outorgadas a vinhos de excepção. O painel de prova foi constituído por Nick Oakley, Joanna Locke e Sarah Ahmed, a crítica de vinhos inglesa que faz frequentes visitas ao Alentejo e é conhecedora do panorama vínico da região. Segundo Nick Oakley, «The Alentejo is still na unsung region that is making wines every bit as good as more famous regions – but for a lot less money».
A revista inglesa Decanter, uma das revistas da especialidade mais influentes da Europa, tem vindo a destacar um teor altamente positivo sobre a evolução que tem sido revelada pelos vinhos Alentejanos. O Alentejo é a região líder no mercado português – quer na quota de mercado em volume (46,4%) quer em valor (45,0%), segundo os dados ACNielsen, na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC e IG. Os Vinhos do Alentejo juntam 263 produtores e 97 comerciantes numa área total de vinha de 20.670,68 hectares, sendo que a área total de vinha aprovada para DOC Alentejano é de 14.698 hectares.

PETIT HAUT LAFITTE 2010 – PESSAC LÉOGNAN – BORDEAUX – FRANÇA



Vinho da Semana 17/2016 - ● PETIT HAUT LAFITTE 2010 – PESSAC LÉOGNAN – BORDEAUX – FRANÇA - A história do Château Smith Haut Lafitte remonta à época das Cruzadas. No século XVIII o navegador escocês George Smith se estabeleceu na região, e depois dele veio uma variedade de proprietários, incluindo Louis Eschenauer, uma grande figura no comércio de vinho Bordeaux.
  
 Em 1990, Smith Haut Lafitte foi comprado pelos seus atuais proprietários Florence e Daniel Cathiard, que o transformaram em uma das estrelas em ascensão do Bordeaux com vinhos tintos e brancos, elegantes e bem-feitos. Restauraram a Torre do século XVI, remodelaram as duas caves subterrâneas e construíram sua própria tanoaria.

O Chateau Smith Haut Lafitte é conhecido pelos vinhos elegantes que produz,  com uma textura sedosa e muito charme aromático,  elegantemente saborosos e  levemente amadeirados. O Petit Haut Lafitte é o 2ème vin do Chateau Smith Haut Lafitte, que contou com uma importação exclusiva do AU BON VIVANT em Belo Horizonte.

● Notas de Degustação: Rubi bem escuro, límpido, brilhante e chorão. Aromas de fruta madura no primeiro instante, com boa complexidade. Na boca é fácil de gostar e beber, com bons taninos (macios) e boa acidez, com ótima persistência e longo final de boca. Tem uma nota de mentol que garante frescor.
● Estimativa de Guarda: entre 3 a 5 anos, mas está excelente neste momento. Sendo mais indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
Notas de Harmonização: Versátil, a combinação entre a concentração do vinho e o amadurecimento nos barris deixa este vinho fácil de harmonizar com pratos feitos a base de carnes de vaca, caça, cordeiro. Sirva entre 16 a 18°C.
Onde comprar: Em BH AU BON VIVANT - R. Pium-Í, 229 - Cruzeiro, Belo Horizonte - MG, 30310-080 – Fone: (31) 3227-7764

PETIT CAILLOU SAINT JULIEN 2010 – BORDEAUX – FRANÇA



Vinho da Semana 17/2016 - ● PETIT CAILLOU SAINT JULIEN 2010 – BORDEAUX – FRANÇA - Um dos principais produtores de Bordeaux com vinhos notáveis, por sua concentração, riqueza e profundidade, o Château Ducru-Beaucaillou foi construído em 1720 e começou a adquirir sua excelente reputação, tanto nacional como internacionalmente, sob a posse da família Bergeron. O nome Ducru foi acrescentado em 1795, quando Bertrand Ducru comprou a propriedade. Bertrand investiu no château, vinhedos e instalações da adega e ganhou status na classificação de 1855.

Atualmente a propriedade é gerida pela família Borie, com 245 hectares no total, com 100 hectares plantadas com vinha. Os solos são de cascalho, com uma mistura de grandes pedras e seixos que fornecem boa drenagem, bem como armazenam e refletem de volta o calor armazenado durante o dia, além de proteger o solo da evaporação excessiva de água durante os verões particularmente quentes e secos.
O Petit Caillou - Saint-Julien é o 3ème vin do Chateau Ducru Beaucaillou, que contou com uma importação exclusiva do AU BON VIVANT em Belo Horizonte.

● Notas de Degustação: Rubi escuro, límpido. Aromas de fruta seca, couro, terra molhada. Fruta madura com nota de tosta, mostrando boa evolução nos aromas. Na boca mostra taninos macios, boa acidez e bom equilíbrio e estrutura, além de bela persistência. Um vinho para grandes apreciadores de Bordeaux. Um vinho rico no paladar e com boa relação qualidade x preço.
● Estimativa de Guarda: já está pronto para ser bebido, mas agüenta mais 2 a 3 anos fácil. Sendo mais indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
Notas de Harmonização: Versátil, a combinação entre a concentração do vinho e o amadurecimento nos barris deixa este vinho fácil de harmonizar com pratos feitos a base de carnes de vaca, caça, cordeiro. Sirva entre 16 a 18°C.
Onde comprar: Em BH AU BON VIVANT - R. Pium-Í, 229 - Cruzeiro, Belo Horizonte - MG, 30310-080 – Fone: (31) 3227-7764