domingo, 20 de março de 2016

O VINHO DA SANTA CEIA E COELHOS ....

“ O VINHO DA SANTA CEIA E COELHOS ...“ Ano a ano vão entando novos leitores que acompanham o VINOTICIAS enesta época o costume é perguntar sobre o VINHO DA ÚLTIMA CEIA. Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e várias cidades do Império Romano. Quando os muçulmanos conquistaram a Palestina em 636 da era cristã, impuseram uma proibição ao vinho (e ao álcool em geral) por 1.200 anos. A produção só recomeçou em 1870.
Atendendo a pedidos, pesquisei como teria sido a SANTA CEIA, registrada no Novo Testamento por São Marcos e São Mateus, sem citar o que foi comido, ou que vinho foi bebido. Essa refeição celebrava o Pessach, a Páscoa Judaica, a festa do pão sem levedo, palavra que em hebreu significa proteção, "passagem", "passar sobre" e deriva de instruções dadas a Moisés ao faraó Ramsés III, há 3.000 anos.
Moisés falou ao faraó que se não libertasse os judeus, os primogênitos no Egito seriam mortos. Para se proteger, os israelitas foram instruídos a marcar suas casas com sangue de cordeiro. Assim suas casas seriam identificadas e o problema "passaria sobre" elas.
A Páscoa cristã deriva da judaica. Nelas, o vinho e o pão são fortes símbolos, com sentidos diferentes. No cristão, o corpo e o sangue de Cristo, representados pelo pão e pelo vinho, remetem à salvação do espírito e à vida eterna. No judaico, o pão sem levedo, o matzo, é servido para lembrar a pressa com que os hebreus tiveram que preparar o seu êxodo do Egito. E quatro taças de vinho são obrigatoriamente bebidas, cada uma simbolizando uma ação relativa à redenção do povo de Israel, em períodos distintos da ceia do Pessach. E a cada taça é feita uma benção, o "kiddush", "santificação". Uma quinta taça é deixada sobre a mesa para ser bebida pelo profeta Elias (Elijah). Dizem que ele vai de porta em porta anunciando a vinda do messias judaico. Estima-se que existam cerca de 13 milhões de judeus em todo o mundo. Assim, faz sentido pensar que o profeta, acabada a noite de Páscoa, vai dormir alegre e profundamente até o próximo ano. Para um rabino citado por Hugh Johnson, o vinho "ajuda a abrir o coração ao raciocínio". O objetivo, portanto, não é a inspiração, nem a embriaguez!
A comemoração da Páscoa é uma data móvel, referência para outras festas, como o Carnaval. A regra anual é festejá-la no domingo que segue a primeira lua cheia do outono - ou primavera no hemisfério norte. E assim acontece desde o ano de 325. A decisão foi tomada pela Igreja Católica Romana, e causou discussão, pois coincidia com festas pagãs que celebravam o início da primavera em alguns povoados europeus. Os deuses celebrados eram Ostera e Esther – daí o termo Easter (Páscoa em inglês).
A "democracia religiosa" é tanta, que nenhuma outra data mundial é comemorada por tantas crenças diferentes. Para a comunidade judaica a festa Pessach ou Passover tem a duração de oito dias. Durante séculos a principal comemoração católica foi a Páscoa - e não o Natal como hoje. A maior diferença entre as datas é a seqüência de fatos que as envolve. A Páscoa inclui momentos como o Domingo de Ramos, a Santa Ceia, Lavagem dos Pés, Morte e Ressurreição - em um ritual que permanece por uma semana.
Na Páscoa Cristã, São Tomás de Aquino, o grande filósofo do século 13, explica o sentido do vinho: ela só pode celebrar-se "com vinho da videira, pois essa é à vontade de Cristo Jesus, que escolheu o vinho quando ordenou tal sacramento [...] e também porque o vinho da uva constitui de certo modo uma imagem do efeito do sacramento. Refiro-me à alegria espiritual do homem, pois está escrito que o vinho alegra o coração do homem".
Os cristãos de Corinto, “das cidades gregas a menos grega e das colônias romanas a menos romana”, associaram a Santa Ceia como uma refeição tomada em grupo. Cada família providenciava o seu próprio alimento. Os mais abastados levavam comida sofisticada e em maior quantidade. Os mais pobres levavam comida simples e em menor quantidade. Os pratos dos ricos não eram misturados com os pratos dos pobres. Os mais gulosos começavam a comer antes dos outros e ficavam empanturrados e outros, com fome. Alguns bebiam além da medida e ficavam bêbados. Tudo mostra a grande hipocrisia destes cristãos e a Santa Ceia, virando uma profanação.
Diante de tão grande irreverência, São Paulo registrou em sua primeira carta, escrita lá pelo ano 55: “As reuniões de vocês mais fazem mal do que bem”. A cerimônia da qual participavam de forma alguma poderia ser chamada de Ceia do Senhor, tendo se transformado em comes e bebes. Uma ceia “indigna”, uma vez que ela estava comprometida com glutonaria, bebedeiras e discriminação (1 Co 11.17-34).
Mas e o vinho da Santa Ceia ? Talvez porque o vinho naquela época estivesse intimamente ligado à alimentação e fosse corrente que todos o apreciassem. Há dois momentos nas Escrituras que me fazem supor isto: nas Bodas de Canaã, Jesus primeiro transforma água em vinho. Segundo, por que Seu vinho foi servido em último lugar, chamando a atenção dos presentes para o fato do “melhor vinho ser servido por último”. Dois ensinamentos preciosos, pois dá ao vinho um lugar diferenciado na mesa, e ensina a perfeita harmonia no serviço do vinho, que recomenda que os melhores, mais velhos e complexos sejam servidos por último.
Até o século II a.C. os recipientes de vinho encontrados ao longo dos itinerários comerciais na Europa são na sua maioria, gregos ou campanianos. Só cerca de 150 da nossa Era, é que a viticultura romana emerge da sua obscuridade, sem contudo, empalidecer a fama dos vinhos gregos. Estrabão afirma que os Romanos tinham seu melhor vinho na Campânia – o Falerno, criado nas encostas do monte Massicus, que constitui o mais notável vinho latino.
Plínio considerava mais famosos os vinhos de Sorrento, acreditando que o Falerno melhorava quando a ele se adicionava um pouco de vinho de Quios, mel e água. Tibério afirma que um vinho de Sorrento com mais de 25 anos era “um nobre vinagre”, o que faz parecer normal que se bebessem vinhos com 10 e 20 anos!. Nas mesas dos abastados aparecia vinho com mais de um século.
Qual sabor teriam?  Ainda que Roma produzisse vinho, as mesas dos ricos eram alimentadas com vinhos gregos: Pramio, Ismaros (tinto doce) e os das ilhas de Quios, Nassos, Tasos, Lésbios, Rodes e Chipre. Plínio escreveu 37 volumes de sua obra Naturalia Historia (cujos livros de 12 a 19 tratam da botânica) tendo consultado cerca de 2000 volumes de autores gregos e latinos. Também famoso é o tratado De Re Rústica, de Columela, escrito na primeira metade do século I.
É surpreendente que os escritores latinos confirmaram a ciência que já era conhecida há séculos, com termos como “apertus Bacchus amat colles” de Virgílio ou “campestra largius vinum, sed jucundis afferunt collina”, o que significa que as planícies produzem mais vinhos, mas o melhor é o das colinas!. Columela já referenciava o cuidado com a produtividade dos vinhedos e preparação dos terrenos, eliminando resíduos de outras lavouras e preocupação com a drenagem, e os excessos de umidade.
Quanto à densidade de plantio, Columela aconselhava em terrenos férteis 2336 pés/hectare e nos pobres 4629 pés/ha. Segundo Columela, o espaçamento entre plantas era de 7 pés(2,07m) nos solos ricos, enquanto Plínio indicava que o compasso seria de 4 pés(1,18m) nos solos ricos e de 5(1,47 m) nos solos pobres. Os inconvenientes da multiplicação das plantas por semente já eram conhecidos, sendo assinados por Teofrasto e Virgílio. Plínio recomendava a enxertia para melhorar a qualidade das plantas (por estacas ou mergulhia). Catão aconselhava a permanência da planta jovem no viveiro durante 3 anos, e sua transplantação no Outono ou na Primavera, com tempo úmido e calmo.

Saber podar a vinha era para os Romanos, a característica mais apreciada num vinicultor, como técnica capaz de imprimir dignidade aos vinhos. As formas de condução variavam entre livre ou a tutorada, com latadas baixas, formando um caramanchão. As castas não guardam semelhança às atuais, a de maior prestígio era a aminea, da qual era feito o Falerno. A casta apiana (de apes, abelha) era provavelmente uma moscatel. A colheita era feita em agosto, setembro e outubro conforme as localidades, havendo uma seleção dos cachos. Com as piores uvas eram feitos vinhos para escravos e trabalhadores.

A pisa era feita na própria vinha, numa laje plana, com uma inclinação que levasse o mosto por gravidade para uma fossa, donde era recolhido para recipientes. A prensagem já era difundida, sendo uma operação bastante demorada e cuidadosa. O vinho de primeira pressão, dito “de lágrima” era adicionado de mel e consistia num belo aperitivo. A fermentação se fazia em recipientes (dolia) enterrados ¾ no solo, e por vezes descobertos. Já se sabia o quanto o calor era inconveniente, quer para a fermentação, quer para a conservação do vinho. Era comum usar-se fumo de cozinha como elemento de conservação e envelhecimento do vinho.
Os Romanos, como os Egípcios, costumavam concentrar o mosto mediante a cozedura a fogo direto, para depois usarem como corretivo, aumentando o teor sacarino de mostos fracos, para favorecer a conservação de vinhos frágeis e mesmo mascarar sabores desagradáveis. O vinho comum - vinum de cupa - permanecia nos recipientes de fermentação até seu consumo. Era no geral ordinário e, por isso, designado algumas vezes de vinum de crucis, pois bebê-lo equivalia quase que a uma crucificação... Os vinhos a envelhecer eram trasfegados na Primavera, quando estava frio e o vinho já havia se “limpado”, sendo a ânfora o recipiente clássico para envelhecimento do vinho de luxo.
Os vinhos eram geralmente turvos, necessitando filtrá-los antes de serem servidos. À mesa, os Romanos usavam um coador e refrescavam o vinho com gelo e neve que os escravos traziam das montanhas. Na filtração era usado o leite de cabra, a clara do ovo e argila. A baga da murta servia para intensificar a cor do vinho.
Apesar dos elogios de cronistas da época, ficam fortes dúvidas em relação a aceitação dos vinhos pelo gosto atual dos consumidores. Sabe-se que os vinhos eram diluídos em água, o que não parece ser a melhor maneira de realçar suas qualidades. A diluição era feita na razão de ½, ou ¼ ao mesmo a 1/7. Eram vinhos muito fortes, caso contrário não suportariam tais diluições, densos e excessivamente alcoólicos. O escritor inglês Warner Allen considera o vinho do Porto o único vinho à altura da Antiguidade, fosse o Saprias (apreciado pelos Gregos), fosse o Falerno, que Galeno recomendava para o imperador Marco Aurélio!
Portanto, quem quiser se sentir bebendo um vinho à altura da época de Jesus pode encontrar no Vinho do Porto uma boa idéia dos produtos correntes. De qualquer forma, se não harmonizar com o prato servido no dia, não fará feio com o chocolate !

Coelho e Chocolate: A imagem do coelho tem influência anglo-saxônica e representa a fertilidade. Essa característica era associada ao animal desde o antigo Egito, pela rapidez de sua reprodução. A Igreja aplica-a no sentido da multiplicação de fiéis. Registros indicam a região francesa da Alsácia como uma das primeiras a integrar o coelhinho nas comemorações de Páscoa, em 1215.
A tradição de decorar ovos provém dos povos egípcios e persas, sempre com o significado de nascimento. A Igreja adotou como símbolo da Páscoa no século 18, mas a função era unicamente decorativa. Os Maias, e posteriormente os Astecas acreditavam que o cacau era o alimento dos deuses. Por isso, talvez o cacau e o chocolate sejam míticos até hoje...". e explique porquê chocolate e vinho despertam tantas paixões. Sendo um alimento dos deuses, não foi difícil associar uma imagem á outra.

Desejo que vocês tenham na Santa Ceia um ato de profunda reflexão pela Paz, com vinhos na medida certa. Feliz Páscoa!

DE MARTINO QUEBRADA SECA CHARDONNAY SINGLE VINEYARD 2012 – VALLE DEL LIMARI - CHILE

● Vinho da Semana 12/2016 ● DE MARTINO QUEBRADA SECA CHARDONNAY SINGLE VINEYARD 2012 – VALLE DEL LIMARI - CHILE – A De Martino, vinícola fundada em 1934, hoje na quarta geração, tem vinhedos por todo Chile, já que busca o lugar mais apropriado para cada variedade.  Tem vinhedos de Cabernet Sauvignon em Cachapoal, de Chardonnay no vale de Limari, Cinsault e Moscatel no vale de Itata e Syrah em Choapa. E são deles os mais altos vinhedos chilenos, em Elqui, de onde vem seu Syrah e Petit Verdot. Desde 2011 a De Martino, tendo à frente o enólogo Marcelo Retamal, a vinícola busca produzir vinhos de expressão e deixar de lado a padronização que vem sendo dada aos vinhos em geral pelo mundo.
Retamal chamou a atenção para o "vinho natural" e revolta-se contra a maquiagem dos produtos. Reclamou da utilização de leveduras cultivadas, que ajudam a definir o estilo de um vinho: "Você quer um vinho com aromas cítricos, use a levedura A; prefere aromas florais, use a levedura B...". Abandonou-as, em definitivo, para a elaboração de seus vinhos, deixando a natureza fazer seu trabalho.
            A utilização excessiva da madeira também é condenada, pois Marcelo a considera uma intervenção inaceitável. E em seu estilo, o uso de barricas fica limitado àquelas que já tenham muita quilometragem ou aos grandes tonéis usados de 5.000 litros. A mudança foi significativa: nada de ácido tartárico (para dar acidez às uvas super maduras), nada de leveduras selecionadas adquiridas no mercado, nada de barricas novas para os tintos, uso das leveduras nativas e foudres (tonéis de grande cacapcidade) para os vinhos tops. A De Martino faz hoje vinhos de Novo Mundo no estilo Velho Mundo, onde temos vinhos elegantes, finos, frescos e gastronômicos. Uma vinícola sutil, na palavra do crítico britânico Hugh Johnson em seu Pocket Wine Book 2013. Não é a toa que foi eleita a melhor vinícola do Chile, em 2011. A De Martino, soube se reinventar e define seu estilo de vinhos como "sentido de lugar, pureza e essência gastronômica". É a elegância derrotando a força.
O Chardonnay Quebrada Seca é produzido no Valle de Limarí – vinhedo de Quebrada Seca, a apenas 19km do mar, recebendo diretamente os efeitos da fria corrente de Humboldt. Características climáticas e do Solo: Geograficamente, o Valle do Limarí corre paralelamente ao rio homônimo, numa zona que fica bastante quente à medida em que se afasta do mar. As precipitações são baixíssimas, não ultrapassando os 100mm anuais, e as amplitudes térmicas diárias grandes, entre 15 e 20°C. O solo corresponde a um antigo terraço aluvial do rio Limarí, marcado num primeiro nível pelo baixo conteúdo de matéria orgânica e altos níveis de carbonato de cálcio, e num segundo nível, argilo-arenoso com gravas (cascalhos), chegando na profundidade a um solo arenoso-argiloso com muitas gravas e grandes rochas. Vinificação: Fermentação do mosto em barricas de carvalho francês com baixos níveis de tostado para respeitar ao máximo a integridade do terroir. Passa 12 meses em barricas de carvalho francês novas. Havendo especial interação do vinhedo com seu entorno tratam-no então como vinho de terroir dotados de uma personalidade única fazendo nesse caso parte da linha conhecida como Single Vineyard.
● Notas de Degustação: Cor amarelo palha brilhante, quase esverdeado, com aromas fantásticos de maçã verde e pêra fresca, mineralidade magnifica e notas cítricas revelando boa acidez. Paladar vigoroso, com excelente final de boca, que vai suavizando aos poucos.Um vinho persistente, com excelente acidez, deliciosamente fresco, com notas de frutas secas, baunilha e toque amanteigado da malolática feita. Um branco que não deve faltar em sua adega.
● Guarda: Aguenta fácil entre 8 a 10 anos (com a fruta desenvolvendo complexidade e elegância).
● Reconhecimentos: Guia Descorchados: 95 pontos
Notas de Harmonização: Polvo grelhado servido com tapenade de azeitonas pretas; Linguado defumado sobre purê de mandioquinha; Escalopes de galinha d’angola e sua redução cremosa, finalizada com trufas brancas; Waterzooi (clássico ensopado marinho belga, enriquecido com creme).
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC

Onde comprar: ENOTECA DECANTER - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.

HUGONIS RAPITALÁ 2011 - SICILIA – ITÁLIA

● Vinho da Semana 12/2016 - ● HUGONIS RAPITALÁ 2011 - SICILIA – ITÁLIA – Hugonis, com seu estilo poderoso e austero é o produto mais valorizado da Tenuta Rapitala, o vinho legado. O selo de Hugonis Bernardi - um cavaleiro de armadura com dois leopardos - que aparece no rótulo, é o brasão de armas da família de Bernard Hugues de la Gatinais e seu filho, Laurent. 100% proveniente de Nero d'Avola e Cabernet Sauvignon de terrenos situados entre 300 e 400 metros acima do nível do mar com ricos solos argilosos.
As uvas são colhidas em meados de setembro. Cada parcela é colhida e vinificada separadamente em cubas de aço inox com macerações longas, mais de duas semanas para o Cabernet Sauvignon e uma semana para o Nero d'Avola. No final da fermentação os vinhos são transferidos para barricas de carvalho francês (50% novas e 50% de segunda e terceira passagem), onde são deixados para amadurecer por 18 meses antes de ser misturados e engarrafados. O vinho resultante descansa em garrafa por seis meses antes do lançamento.
●Notas de Degustação: Com uma cor rubi vermelho atraente, com intensidade média-alta, no nariz surpreende para um fruto poderoso notavelmente misturado com traços de seu nobre envelhecimento: coco e caramelo, evoluindo para nuances sedutoras de especiarias e vegetação mediterrânea. O ataque é realmente poderoso e desenvolve-se na boca uma agradável sensação de volume e untuosidade que nos leva a um final longo, nervoso e fresco devido à sua acidez ideal, e trazendo de volta um sabor com frutas vermelhas e arbustos mediterrâneos.
● Guarda: Aguenta fácil entre 5 (frutado) a 10 anos (complexidade e elegância).
● Reconhecimentos: Robert Parker: 92 pontos e Wine Enthusiast: 92 pontos
Notas de Harmonização: pratos sofisticados à base de carnes vermelhas.
Temperatura de Serviço: 17 a 18ºC

Onde comprar: CASA DO VINHO- End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel.: (31) 3337-7177 - Loja MangabeirasAv. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel.: (31) 3286-7891

domingo, 13 de março de 2016

LADOIX LES CHAILLOTS PIERRE ANDRE 2014 – BORGONHA - FRANÇA

● Vinho da Semana 11/2016 ● LADOIX LES CHAILLOTS PIERRE ANDRE 2014 – BORGONHA - FRANÇA –  Desde 1923, Pierre André é um nome que evoca as melhores denominações para os amantes de vinhos da Borgonha. Está instalado no coração da Côte de Beaune e, especificamente, sobre a região de Corton. Nascido em 1895, em Nancy, Pierre André participou das batalhas mais significativas da Primeira Guerra Mundial (Verdun, Somme). A partir desses anos difíceis, ele manteve um senso de dever, amizade e solidariedade. Em 1923, ele criou uma empresa de corretagem de vinhos em Paris e comprou um château em Aloxe-Corton por telegrama, sem nunca tê-lo visitado (seu belo telhado colorido com telhas amarelas está representado em quase todos os rótulos dos vinhos, revelando ao mundo o gosto pela perfeição deste talentoso Vigneron). Este foi um ponto de virada na sua vida, marcando sua verdadeira entrada no mundo dos vinhos da Borgonha.
Ele revolucionou a Borgonha com suas novas ideias, seu dinamismo e seu talento inato para o comércio. Hoje, os vinhos Pierre André podem ser encontrados nos grandes restaurantes franceses, em companhias aéreas e em todo o mundo: México, Japão, Brasil, Canadá, Europa, Rússia e China, entre outros países.
● Notas de Degustação: Rubi de boa intensidade, mais pronunciado que os Pinots mais leves na coloração, com taninos sedosos e textura macia. Aromas de framboesa e cereja madura. Com a guarda [e comum aparecer as notas de vegetais ou especiarias picantes (cravo), café e cacau. Sua maciez em boca mostra taninos aveludados com boa estrutura, elegância e finesse.
● Guarda: Está pronto para consumo, mas pode-se guardar por mais 3 anos sem nenhum problema.
Notas de Harmonização: Vai bem com presunto de Parma, cordeiro, carnes de caça, coelho. Carne cozida em molho de vinho e aves de caça também se beneficiam de seus taninos aveludados. Carne com molho de curry, e aves com especiarias, ou ainda com antepastos. Boa companhia para queijos aromatizados doces, como Vacherin, Reblochon.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 15 a 16ºC.

Onde comprar: Importado pela World Wine - Em BH: Nobile Alimentos e Bebidas Rua Maria José Assunção, 442 - Belo Horizonte - Minas Gerais – Tel.:(31) 3293-3423.

PASCAL BOUCHARD CHABLIS GRAND CRU LES CLOS 2011 – CHABLIS – FRANÇA

● Vinho da Semana 11/2016 ● PASCAL BOUCHARD CHABLIS GRAND CRU LES CLOS 2011 – CHABLIS – FRANÇA – Les Clos é o maior climat (terroir) dos sete Grand Cru de Chablis, e também o berço de vinhas Chablis. Na Idade Média, os monges cultivaram a vinha que foi então protegida por um muro (Le Clos) que desapareceu ao longo dos séculos. O solo deste climat resume e incorpora todos os Chablis, com rochas Kimmeridgian que marcam o vinho por sua mineralidade. Pascal Bouchard propõe um puro Grand Cru, elegante e atrevido, com aromas cítricos e notas específicas de minerais. Um grande vinho que precisa de tempo para se expressar e ser compreendido.
 ● Notas de Degustação: Les Clos é um vinhedo único de 0,67 hectares plantado em 1964 por André Tremblay, o pai de Joëlle Bouchard. Ele domina a vila de Chablis. A exposição é Sul. O solo é constituído de argilas brancas profundas e calcário.  Rendimentos muito baixos (20 a 30 hl/ha). Colheita feita a mão. Fermentação em tanque de aço inoxidável e envelhecimento de 100% em barricas de carvalho francês (barris velhos de 350 litros) sobre as próprias borras finas durante um período mínimo de 12 meses. Engarrafamento com pelo menos 15 meses após a colheita.
● Reconhecimentos: 94 pontos Wine Enthusiast
● Guarda: Como apreciar esse vinho? Basta ter paciência! Les Clos mostra uma incrível concentração, precisando de tempo (5 a 10 anos para se ajustar e muito mais nos melhores anos) para expressar seu potencial excepcional.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem ostras, lagosta e crustáceos. Eu experimentaria com este vinho uma boa posta de bacalhau em azeite com batatas ao murro.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 10 a 12ºC.

Onde comprar: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891.

QUANDO O VINHO É O INGREDIENTE DA COMIDA

“ QUANDO O VINHO É O INGREDIENTE DA COMIDA “ –  Quem não se lembra emocionado do filme “ A Festa de Babette” quando o vinho deixa de ser o coadjuvante na cozinha para ser o principal fio de condutor do jantar servido aos convivas?
Em muitas receitas, especialmente da gastronomia clássica e tradicional europeia, o vinho entra como o principal ingrediente da comida. Assim é com o “coq au vin”, “bouef bourguignone”, “stracottos italianos”, “brasato al barolo”, “risotto al barolo”,  a sobremesa com “peras ao vinho do Porto” entre outras.
O vinho tem capacidade de harmonização com diversas receitas, acrescentando aromas, sabores, texturas e por que não dizer, acrescentando cores aos pratos. Isto é válido para todos os estilos e cores de vinhos.
Há no mercado vários livros sobre o tema, como o da sommelier Deise Novakoski e do chef executivo Renato Freire- “Enogastronomia: a arte de harmonizar cardápios e vinhos” (Ed. Senac, 2005), no qual os autores mostram o quanto o vinho pode ser um  ingrediente importante e versátil nas receitas dos pratos.
Lembram-nos do quanto é importante “marinar” (peixes, carnes e aves), usar o vinho como elemento líquido do cozimento das carnes, impregnando-as dos aromas e sabores dos vinhos, “deglaçar” (técnica francesa que consiste em desprender o fundo de cozimento e dissolvê-lo para formar a base de um molho), ou ainda para aromatizar frutas e molhos de sobremesa.
Nem sempre se usa o vinho puro, pois alguns chefs dizem que para os para molhos não ficarem muito carregados, deve-se usar uma parte de vinho para duas ou três partes de líquido ou creme, resultando num melhor equilíbrio e elegância dos aromas e dos sabores.
O cuidado principal é para não queimar o vinho, o que daria sabor acre no preparo. Para tanto, tenha o cuidado de sempre deixar um pouco de água no recipiente usado para assar a comida. 
As principais dicas para usar o vinho como ingrediente das receitas ficam por conta de:
v Não use para o preparo do prato um vinho que você não beberia. Se ele não é de boa qualidade, não o use para cozinhar.
v Sempre que for preparar uma receita use o vinho da região ou produzido com a uva típica da região. Por exemplo, no preparo de um “bouef bourguignone” use um Borgonha ou um vinho a base de Pinot Noir e nunca um Bordeaux ou um vinho a base de Cabernet Sauvignon, pois isto alteraria completamente o sabor que se pretende dar ao alimento.
A madeira do vinho pode alterar o sabor da receita. Opte por vinhos mais simples e varietais, sem necessariamente serem vinhos tratados no carvalho.
Ao acrescentar o vinho como ingrediente, o que se faz em geral é agregar acidez à preparação para promover novos sabores. Use vinhos secos de boa a alta acidez como Sauvignon Blanc, ou espumantes (bruts). Para usar tintos, opte por Merlot, Pinot Noir, Cabernets leves, a menos que a receita explicite o vinho que deverá ser usado. Alguns chefs gostam de cozinhar utilizando vinhos brancos doces nas preparações, mas é bom lembrar que o açúcar residual das receitas pode alterar o sabor final das preparações.
Por conta do álcool contido no vinho é importante incorporá-lo no princípio do cozimento, para que ele se evapore. O tempo de evaporação do álcool varia conforme o volume.

v Há ainda uma dica fundamental, nunca sirva uma receita que não tenha sido feita por você antes, cada prato é algo em especial e os vinhos trazem dentro de si o efeito de safras, que podem alterar sabores. Opte por vinhos mais jovens, frescos, de boa acidez e pratique a receita antes de servir naquele Jantar de Gala. Desta forma você estará se prevenindo quanto às surpresas, que sempre podem acontecer.

quinta-feira, 10 de março de 2016

OS CINQUENTA MELHORES VINHOS CHILENOS POR ROBERT PARKER

OS CINQUENTA MELHORES VINHOS CHILENOS POR ROBERT PARKER


O interesse de Robert Parker por vinhos começou em 1967, quando passou um mês no exterior durante as férias de Natal, para visitar uma namorada (sua esposa há 37 anos) na Universidade de Estrasburgo, na Alsácia, França.

A primeira edição da The Wine Advocate, foi enviada para vários grandes varejistas de vinho. O número inicial de assinantes, em agosto de 1978 , era inferior a 600. Trinta e cinco anos depois, The Wine Advocate tem mais de 50.000 assinantes, em todos os Estados Unidos, e em mais de 37 países.

Hoje, praticamente todos os observadores informados concordam que a The Wine Advocate exerce a influência mais significativa sobre os hábitos e tendências, não só na América mas também na França, Inglaterra, Suíça, Japão, Taiwan, Cingapura, Rússia, México, Brasil e China.

A seguir a indicação dos cinquenta melhores vinhos chilenos segundo a Wine Advocate – Robert Parker Jr. (Você pode não encontrar as safras citadas, mas certamente estes são alguns dos melhores rótulos locais):

2003 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 97/100 pts.
2005 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 97/100 pts.
2007 Von Siebenthal Tatay de Cristobal 1492 – 97/100 pts.
2008 Errazuriz Viñedo Chadwick – 96/100 pts.
2007 Terrunyo Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 96/100 pts.
2003 Almaviva – 95/100 pts.
2006 Concha y Toro Don Melchor – 95/100 pts.
2005 Errazuriz Viñedo Chadwick – 95/100 pts.
2007 Montes Folly Syrah – 95/100 pts.
2008 Carmin de Peumo Carménère Peumo Vineyard – 95/100 pts.
2004 Terrunyo Carménère Peumo Vineyard – 95/100 pts.
2006 Vina Seña – 95/100 pts.
2006 Von Siebenthal Toknar – 95/100 pts.
2005 Almaviva – 94/100 pts.
2005 Altaïr – 94/100 pts.
2004 Altaïr – 94/100 pts.
2009 Bodegas y Viñedos O Fournier O Fournier – 94/100 pts.
2005 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.
2004 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.+
1997 Concha y Toro Don Melchor – 94/100 pts.
2007 Errazuriz Don Maximiano Founder’s Reserve – 94/100 pts.+
2007 Errazuriz Kai – 94/100 pts.
2006 Errazuriz Don Maximiano Founder’s Reserve – 94/100 pts.
2006 Montes Folly Syrah – 94/100 pts.
2007 Montes Alpha M – 94/100 pts.
2007 Montes Purple Angel – 94/100 pts.
2005 Montes Folly Syrah – 94/100 pts.
1999 Montes Alpha M – 94/100 pts.
2006 Perez Cruz Quelén Special Selection – 94/100 pts.
2002 Santa Rita Cabernet Sauvignon Casa Real – 94/100 pts.
2006 Terrunyo Carménère Peumo Vineyard Block 27 – 94/100 pts.
2010 Trabun Syrah – 94/100 pts.
2004 Vina Seña – 94/100 pts.
2010 Vina Seña – 94/100 pts.
2007 Vina Tabali Payen – 94/100 pts.
2007 Von Siebenthal Toknar – 94/100 pts.
2005 Von Siebenthal Toknar – 94/100 pts.
2004 Almaviva – 93/100 pts.
2002 Almaviva – 93/100 pts.
2007 Almaviva – 93/100 pts.+
2003 Altaïr – 93/100 pts.
2008 Antiyal – 93/100 pts.
2010 Antiyal – 93/100 pts.
2008 Antiyal Carménère Alto del Maipo Valley – 93/100 pts.
2008 Bodegas y Viñedos O Fournier Alfa Centauri Red Blend – 93/100 pts.
2010 Bodegas y Viñedos O Fournier Alfa Centauri Red Blend – 93/100 pts.
2009 Bravado Old Vines Dry Farmed Carignan – 93/100 pts.
2006 Caliterra Cenit – 93/100 pts.
2006 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard – 93/100 pts.
2004 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard – 93/100 pts.

PORTO E DOURO WINE TASTING 2016 - BRASIL


terça-feira, 8 de março de 2016

SEGUNDA PROMOÇÃO PREMIUM DE VERÃO 2016

SEGUNDA Promoção DE Verão 2016

Até o dia 25 de março a PREM1UM promove descontos de até 50% em alguns de seus vinhos excepcionais. A entrega é por conta da importadora para compras de valor mínimo de R$ 400,00 em Belo Horizonte e R$ 1200,00 nas demais localidades. Aproveite e abasteça sua adega!

Rodrigo Fonseca & Orlando Rodrigues

País
Vinho
Branco/Tinto/Rosé
Preço de tabela
Preço promocional
Espanha
TOMAS POSTIGO Crianza 2011
T
 R$             358,51
 R$                    250,96
Espanha
TOMAS POSTIGO Verdejo 2010 F.B.
B
 R$             266,11
 R$                    186,28
Espanha
VALENCISO Reserva 2007
T
 R$             272,71
 R$                    190,90
Portugal
LAPA DOS GAIVÕES 2009
T
 R$             130,81
 R$                      65,41
Portugal
LAPA DOS GAIVÕES Escolha 2008
T
 R$             186,91
 R$                      93,46
Portugal
LAPA DOS GAIVÕES Reserva 2005
T
 R$             219,91
 R$                    109,96
Portugal
LAPA DOS GAIVÕES Grande Reserva 2008
T
 R$             441,01
 R$                    220,51
Portugal
NINFA Blanc de Noirs

 R$             193,23
 R$                      96,61
Portugal
NINFA 2012 (Branco)
B
 R$             107,71
 R$                      53,86
Portugal
NINFA 2012 (Tinto)
T
 R$             124,21
 R$                      62,11
Portugal
NINFA Escolha 2009
T
 R$             156,11
 R$                      78,06
Portugal
NINFA Touriga Nacional-Syrah 2010
T
 R$               93,41
 R$                      46,71
Portugal
PINALTA Classic Douro DOC 2007
T
 R$             111,01
 R$                      66,61
Portugal
VINHAS DA CIDERMA Fura 2012 (Branco)
B
 R$               79,66
 R$                      55,76
Portugal
VINHAS DA CIDERMA Fura 2010 (Tinto)
T
 R$               79,66
 R$                      55,76
Itália
BROVIA  Roero Arneis DOC 2009
B
 R$             167,11
 R$                    100,27
França
COLLET Chablis 2011
B
 R$             203,41
 R$                    142,39
França
CHÂTEAU CESSERAS Minervois La Livinière 2006
T
 R$             147,31
 R$                      88,39
França
CHÉREAU CARRÉ Le Clos du Ch. L'Oiselinière Muscadet Sèvre et Maine 04
B
 R$             196,81
 R$                    137,77
França
CHÂTEAU SAINT-HILAIRE Cuvée ONE Coteaux d'Aix-en-Provence 2013
R
 R$             177,01
 R$                    123,91
França
MARC SORREL Crozes-Hermitage Blanc 2010
B
 R$             285,91
 R$                    200,14
França
MARC SORREL Crozes-Hermitage Blanc 2011
B
 R$             285,91
 R$                    200,14
França
CHÂTEAU D'OR ET DE GUEULES La Bolida Costières de Nîmes 2006
T
 R$             325,51
 R$                    195,31
Chile
CASA RIVAS Syrah Gran Reserva 2010
T
 R$             127,90
 R$                      76,74
Chile
LA MONTAÑA Blend 2006
T
 R$             162,55
 R$                      81,27
Chile
LA MONTAÑA Blend 2007
T
 R$             174,10
 R$                      87,05
Argentina
MIL PIEDRAS Viognier 2012
B
 R$               68,50
 R$                      34,25
Argentina
MIL PIEDRAS Sangiovese 2009
T
 R$               58,60
 R$                      29,30
Argentina
MIL PIEDRAS Merlot 2010
T
 R$               58,60
 R$                      29,30
Argentina
MIL PIEDRAS Cabernet Sauvignon 2010
T
 R$               58,60
 R$                      29,30
Argentina
BENVENUTO DE LA SERNA Malbec/Merlot 2006
T
 R$             108,10
 R$                      54,05
Argentina
REVANCHA Malbec 2012
T
 R$             134,50
 R$                    100,87
Argentina
REVANCHA La Primera Revancha Malbec 2011
T
 R$             213,70
 R$                    160,27
Argentina
REVANCHA La Gran Revancha Blend 2011
T
 R$             352,30
 R$                    264,22
Nova Zelândia
JACKSON ESTATE Stich Sauvignon Blanc 2012
B
 R$             183,61
 R$                    128,53
Nova Zelândia
TRINITY HILL Gimblett Gravels Chardonnay 2006
B
 R$             180,31
 R$                    108,19
Nova Zelândia
TRINITY HILL Gimblett Gravels Viognier  2006
B
 R$             170,41
 R$                    102,25
Nova Zelândia
TRINITY HILL Hawke's Bay The Trinity 2008
T
 R$             112,66
 R$                      67,60
Nova Zelândia
TRINITY HILL Hawke's Bay The Trinity 2009
T
 R$             112,66
 R$                      67,60
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2004
T
 R$             582,91
 R$                    378,89
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2005
T
 R$             582,91
 R$                    378,89
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2006
T
 R$             582,91
 R$                    378,89
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2007
T
 R$             582,91
 R$                    378,89
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2008
T
 R$             582,91
 R$                    378,89
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2010
T
 R$             705,01
 R$                    458,26
Nova Zelândia
STONYRIDGE Larose 2010 Magnum
T
 R$         1.487,40
 R$                    966,81


OBS: Preços com IPI incluído.

Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588

Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.