segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A HISTÓRIA DO ROMANÉE-CONTI, UMA BOA DICA DE LEITURA E PRESENTE DE NATAL

A HISTÓRIA DO ROMANÉE-CONTI,  UMA BOA DICA DE LEITURA E PRESENTE DE NATAL

Provavelmente o mais conhecido (e um dos menos bebidos) vinho do mundo, o Romanée-Conti é um desejo dos amantes da bebida de Baco mundo afora.

Para conhecer as origens e a história desse que, para muitos, é o melhor vinho do mundo, é necessário viajar pelos séculos até os tempos antigos nos quais os monges que habitavam os mosteiros da região, demarcaram cada um dos principais climats da Borgonha. Entender a passagem dos anos, com a decadência da monarquia francesa de Luís XV onde aparece a figura de Louis-François de Bourbon, o príncipe de Conti, que arremata o vinhedo num leilão promovido pelo Rei, para finalmente chegar ao atual gestor desse patrimônio da França, monsieur Aubert du Villaine.

Entretanto, o livro escrito pelo americano Maximillian Potter, se propõe a contar uma história muito mais atual e que pôs em sério risco um dos vinhedos mais admirados e cultuados do mundo. Ele narra o plano singular para extorquir uma pequena fortuna (um milhão de euros) do domaine através de uma terrível chantagem: envenenar todas as vinhas do precioso vinhedo!


O livro relata todos os bastidores que regem a elaboração desse mito vínico e a história de dedicação de gerações de uma família que recebeu o legado de perpetuar a grandeza do Domaine de la Romanée-Conti.

MALAS PARA VINHOS QUE VIAJAM


MALAS PARA VINHOS QUE VIAJAM

Quem for a França e quiser a aproveitar a viagem para comprar vinho, não precisa mais se preocupar com o transporte das garrafas. A cave Legrand, uma das mais bonitas, tradicionais e completas enotecas de Paris, decidiu expandir sua gama de acessórios com um oferta dirigida principalmente aos turistas brasileiros. A partir de dezembro, estarão sendo vendidas na loja as malas Lazenne, adaptadas para o transporte de vinhos em avião.

As malas, que permitem transportar entre 12 e 15 garrafas de vinho, obedecem à normas internacionais para o transporte aéreo de bebidas alccólicas. Os vinhos são protegidos por um módulo de isopor reforçado, que se integra à estrutura principal, feita de nylon e espuma. Ele não somente mantém a temperatura do vinho, como protege as garrafas de choques externos.

As embalagens podem transportar tanto garrafas do tipo Bordeaux,  quanto de outros formatos, como Bourgogne e Champagne. Um dos pontos fortes do sistema  é o módulo interno de isopor que pode ser retirado. Assim, a estrutura principal pode ser dobrada e acomodada dentro de outra mala quando não estiver transportando os vinhos. Outra vantagem é o peso. São malas bastante leves,  com cerca de  2,5kg  vazias e entre 18kg e 23 kg com os vinhos. Uma maneira segurança, fácil e eficaz de transportar as garrafas.

As malas podem ser adquiridas em Paris, na cave Legrand. Os preços das malas completes (com o módulo de isopor) variam entre 99 e 120 euros e o preço do modulo separado fica entre 10 e 20 euros.  Quem quiser mais informações, pode entrar em contato com Ana Carolina Dani (em português, inglês ou francês) pelo email : ana-carolina@caves-legrand.com

Sobre a Legrand : Inaugurada em 1880, Legrand é uma das mais bonitas, prestigiosas e completas caves de Paris. Tem mais de 5 mil rótulos, de 360 produtores, incluindo desde os maiores crus franceses, até vinhos raros de pequenos produtores. As garrafas compradas na cave também podem ser degustadas, sem nenhum acréscimo, no Comptoir, o bar e restaurante da Legrand, que funciona de segunda à sábado. O acesso ao bar se faz pela belíssima galeria Vivienne. Com seu solo em mosaico e teto de vidro que datam de1823, a galeria, tombada pelo patrimônio histórico, é uma das mais belas de Paris. Somente a arquitetura e a decoração já valem a visita. Desde maio deste ano, a casa oferece também cursos de degustação de vinho em português, ministrados pela sommelière brasileira, Ana Carolina Dani. 

Caves Legrand
1, Rue de la Banque

Metrô : Linha 1, Palais Royal /Linha 3, Bourse.

O CARVALHO E O VINHO

“ O CARVALHO E O VINHO  “ –  Depois da videira o carvalho é a planta mais importante no mundo dos vinhos. Os vinificadores atribuem "cachet", dimensão e valor aos seus vinhos, envelhecendo-os em barris de carvalho. O carvalho francês tem maior reputação e preços mais altos. Menos de 10% dos vinhos criados no mundo envelhece em barrica, e são estes os que chamam a atenção dos enófilos, por serem os melhores.


A madeira tem dois efeitos - dar sabor, cor e taninos aos vinhos que estagiam em suas barricas e permitir um contato maior com o ar, criando estabilização mais harmônica e elegante. Outras madeiras foram (e ainda são), em menor escala usadas para confecção de grandes cubas, como castanho, pinho, acácia e sequóia. O carvalho é a ideal por ser dura, forte, estanque e flexível. Suas características têm afinidade, ainda que por vezes mal compreendidas, com as do vinho. Mais importante é que parte do sabor do carvalho passa para o vinho posto na barrica, e ele envelhece de modo mais estável e natural.
Cubas mais velhas, que já não incorporam aromas ou gosto ao vinho ainda são usadas para "assentar" e clarificar o vinho. As vinícolas investem nas novas barricas visando ter grandes recipientes para fermentação do vinho em qualquer idade, onde as propriedades físicas da madeira podem ser mais úteis do que o inox, ou em pequenas barricas, que transmitem sabor próprio e suas características físicas ao vinho em processo de maturação.
Como a família da videira, o carvalho divide-se num ramo europeu e num americano. O carvalho americano tem sabor mais forte, com um toque adocicado de baunilha; é tão compacto, que se mantém à prova d'água, mesmo logo após serrado. De sabor mais pronunciado, são usados nos vinhos tintos de sabor mais forte, produzidos nas Américas, na Espanha, na Austrália e Nova Zelândia. Cuidadosamente seco, pode ser utilizado com resultados sutis na maturação de vinhos Chardonnay de clima quente.
A França é o maior fornecedor mundial de carvalho europeu, e suas florestas cobrem um quarto do país. O carvalho que será utilizado para a fabricação das barricas deve ter pelo menos 80 anos (o ideal é 100 anos). Há distinção entre carvalhos de grãos revessos, mais porosos, mais tanínicos, como o carvalho de Limousin, no Oeste da França, que é indicado para aguardentes. O carvalho para barricas de vinho provêm do centro da França, da região de Allier e Nièvre/ Nevers, no Alto Loire, ou ainda da Alsácia, como a madeira branca dos bosques de Vosges, Tronçais e Bertranges. Os aromas de baunilha são iniciais, aparecendo notas evoluídas de anis, bálsamo, chocolate, cravo, especiarias, cacau e café. Seus poros são menores do que os do carvalho americano.
Barricas americanas custam entre 700 a 1000 U$S a unidade para 225 lts, com madeira de 50 anos de idade. Barricas francesas alcançam 1200 a 1400 U$S a unidade para 225 lts. O carvalho eslavônio é de intenso uso na Itália. Uma árvore de carvalho permite a construção em média de duas barricas com capacidade para até 300 lts de vinho.
Os tonéis são feitos com aduelas cortadas de compridas pranchas secas ao ar livre, num ambiente não poluído, durante dois ou mais anos. Secar a madeira de modo artificial, acelera o processo, mas interfere na qualidade final do vinho. As aduelas são cortadas e dobradas sobre fogo, fixadas por aros de metal próprios, pregadas para ficarem com a forma do barril. O ponto de torrefação da madeira é importante, pois tonéis superficialmente torrados poderão transmitir mais sabor e taninos do que barricas medianamente torradas.
Quanto maior a barrica, menos contato terá o vinho com a madeira (índice de superfície/volume), dando menor impacto no sentido físico ou gustativo. As barricas tem volume mínimo de 190 lts, sob pena de carregar demais sabor de madeira e taninos nos vinhos. As mais comuns conterão 225 lts-barrica estilo Bordeaux; ou 228 lts-barrica estilo Borgonha. No Novo Mundo é comum 300 lts, para  qualquer tipo de vinho. Para os produtores de Jerez, a barrica ideal é de 600 lts, feita de carvalho americano.
Quanto mais nova for a barrica, mais sabor de madeira e taninos transmitirá para o vinho. Há grande procura por barricas novas, exceto no Piemonte Italiano. Lá é usada até duas vezes na produção de grandes vinhos (top da Vinícola), e mais duas vezes para vinhos de qualidade média. Depois, será usada em vinhos menores, ou para processos de estabilização e clarificação do vinho. A vida útil é de 50/60 anos. E quanto mais viajo pelo mundo do vinho, mais vejo produtores utilizando barricas antigas.
Ainda que só nos primeiros meses, um barril transmita muito sabor ao vinho, enquanto ficar na barrica, mais compostos fenólicos se precipitarão e mais rápido envelhecerá o vinho. Uma opção barata, usada atualmente, é colocar um saco com lascas de carvalho na cuba de fermentação, e esperar que o sabor seja absorvido pelo calor e pelo álcool gerados pela fermentação. Não há vantagens físicas neste processo, o sabor tende a ser mais curto do que num vinho envelhecido em barrica. Os rótulos deste tipo de vinho referem: "envelhecido em carvalho", "influência de carvalho" ou "maturação em carvalho ", mas a omissão da palavra "barrica, ou barril" é evidente.

As lascas (ou "chips" ) não são necessariamente de má qualidade. Cria-se produtos por uma fração mínima do preço de vinhos realmente envelhecidos em barricas, mas há que se ter cuidado para não comprar gato por lebre ! Aliás, pelas informações da OIV e dos produtores de barricas de carvalho apenas 4% do vinho produzido anualmente caberia nas barricas produzidas a cada ano.

GODOLPHIN 2005 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● GODOLPHIN 2005 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA –
O Godolphin na safra 2005 é um soberbo prosseguimento do excelente 2004. Em 2005 foram excepcionais as condições da colheita, com Barossa experimentando uma das temporadas mais suaves no crescimento do vinhedo. O Godolphin 2005 é uma mistura de 80% Shiraz (videiras entre 60-85 anos de idade) e 20% Cabernet Sauvignon (vinhas com 60 anos de idade) proveniente de vinhas velhas plantadas na região Norte Ebenezer do Vale Barossa. Foi 100% envelhecido em barricas novas de carvalho francês, principalmente de 300 litros. Este vinho representa um belo casamento de poder e elegância. Esta é a última safra com o nome Godolphin, pois a partir de 2006 foi rebatizado Anaperenna.
            Em 1888, a família Glaetzer, emigrada da Alemanha para a Austrália se estabeleceu no Vale Barossa, criando uma das primeiras experiências com o cultivo da vinha naquele continente, não poderia fazer idéia da repercussão da iniciativa. A mais nova geração, através de Ben Glaetzer, jovem enólogo da casa, conheceria os píncaros da glória, conseguindo, entre outros tantos louvores, 100 pontos de Robert Parker, com seu Amon-Ra 2006. Ben é filho de outro grande ícone na enologia da Austrália, Colin Glaetzer, fundador da Vinícola em 1995 e autor do legendário vinho E&E Black Pepper Shiraz.
BEN GLAETZER, seu enólogo, formou-se na Universidade de Adelaide, depois de trabalhar em Barossa Valley Estate. Trabalhou também no Hunter Valley e viajou extensivamente por muitas das regiões vinícolas mundos, quando então voltou para Barossa e ingressou na empresa da família.
Robert M. Parker Jr. escolheu Ben como seu Personalidade do Vinho do Ano 2005. Seu rótulo Amon-Ra Shiraz é um dos grandes novos vinhos da Austrália, feito com energia, e elegância. O Godolphin 2004 foi o vencedor da competição australiana para encontrar os melhores shiraz / cabernet sauvignon do país. Novo ouro para Godolphin 2005; nove prêmios Ouro, distribuídos por Glaetzer, Heartland & Mitolo; e dois prêmios de prata. Este é o melhor resultado que um único enólogo teve na história da competição.

 ● Notas de Degustação: cor rubi intenso ainda, quase opaco. No nariz mostra aromas de groselha preta, violeta, cedro, alcaçuz e especiarias. O paladar tem várias camadas de sabores, integrando a groselha preta, cassis e cedro casados com ameixa madura e pimenta branca picante. Creme de cassis, mirtilo, geleia de cereja, pimenta-do-reino, defumado e ervas frescas foram nuances que encontrei neste vinho. Em boca é encorpado, intenso e carnudo, com taninos finos, boa acidez criando um perfeito equilíbrio.
● Guarda: 10 a 15 anos após a safra. Por mim está pronto para beber.
Reconhecimentos: 93RP / 95 Pontos James Halliday.
 Notas de Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, carnes de caças. Carne nobre grelhada com delicado molho de pimenta e ervas finas. Paleta de cordeiro com alecrim. Assado de tira, joelho de porco, stinco de cordeiro, risoto de parma, vegetais gratinados
 Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

SILENI THE PLATEAU PINOT NOIR 2012 – HAWKE´S BAY – NOVA ZELANDIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● SILENI THE PLATEAU PINOT NOIR 2012 – HAWKE´S BAY – NOVA ZELANDIA -  O nome Sileni vem da mitologia romana, referindo-se aqueles que figuravam ao lado de Baco, Deus do Vinho, em suas celebrações.

 ● Notas de Degustação: Cor típica de Pinot Noir, rubi translúcido. No nariz mostra aromas de morango, cereja e leve nota terrosa. No paladar  traz sabores de frutas vermelhas, especiarias, e a nota doce, de geléia que acaba balanceada por uma acidez elevada, com final de boca médio. Mostra um bouquet de frutas maduras e um delicioso toque sedoso no palato.O premiadíssimo The Plateau é um excelente Pinot Noir, com a opulência do Novo Mundo e cheio de finesse e elegância. É um Pinot Noir de excelente relação qualidade/preço, incrivelmente versátil, capaz de combinar com uma infinidade de pratos. 100% Pinot Noir.
● Guarda: 5 anos após a safra. Por mim está pronto para beber.
 Notas de Harmonização: carnes vermelhas de todos os tipos, carnes brancas, carnes de caça, pato, ganso.
 ● Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

TRINITY HILL GIMBLETT GRAVELS SYRAH 2010 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● TRINITY HILL GIMBLETT GRAVELS SYRAH 2010 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA - Vinhedos próprios, Gimblett Estate e Gimblett Stones, situados em Gimblett Road, Hawkes Bay`s. Os solos consistem em cascalhos profundos, depositados pelo rio Ngaruroro, quando mudou drasticamente seu curso, no fim dos anos 1860. As uvas foram gentilmente desengaçadas, mas não esmagadas. A fermentação ocorreu em tanques fechados de aço e o chapéu foi mergulhado pelo menos duas vezes ao dia para extração de cor e taninos. A maceração pós-fermentação foi estendida, gerando taninos mais complexos, suavizando e estabilizando o vinho. Em seguida, o vinho passou pela fermentação malolática. A maturação foi feita em uma combinação de barricas novas e usadas de carvalho francês e americano. O corte foi feito depois de 12 meses de envelhecimento em barricas.

 ● Notas de Degustação: Aromas de framboesas, pimenta preta e outras especiarias. Os taninos, que tem complexidade, estrutura e elegância foram amaciados pela guarda. A madeira desempenha um papel secundário no vinho, que mantém o caráter frutado. Corpo médio. Isso tudo, combinado com uma boa acidez, dá a este vinho um excelente potencial de guarda. Seu estilo, lembra um vinho do norte do Rhône, com final de boca longo e agradável.
● Guarda: até 7 anos após a safra. Por mim está pronto para beber, mas pode ser guardado por mais dois anos fácil.
 Notas de Harmonização: carnes vermelhas de todos os tipos, carnes de caças.
 Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

TOURNON SHIRAZ MATHILDA CHAPOUTIER 2012 – VICTORIA – AUSTRALIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● TOURNON SHIRAZ MATHILDA CHAPOUTIER 2012 – VICTORIA – AUSTRALIA – A Austrália produz alguns tintos e brancos excepcionais, em diversos estilos. O grande destaque entre os tintos é a Shiraz (a mesma Syrah do Rhône), que produz vinhos exuberantes e cheios de fruta, bastante concentrados e encorpados. A Cabernet Sauvignon também dá ótimos tintos, enquanto o país também produz brancos de Chardonnay, Sémillon e Sauvignon Blanc. Alguns vinhos são realmente fantásticos, ao nível dos melhores do mundo. Outros são extremamente saborosos e acessíveis, imbatíveis em sua faixa de preço. Todos são sedutores e marcantes. A diversidade de regiões e produtores é muito grande, dando origem a uma grande variedade de estilos, dos mais exuberantes aos mais clássicos.
              Chapoutier é um dos maiores nomes do Rhône. O genial Michel Chapoutier – um dos maiores enólogos da França, eleito diversas vezes "enólogo do ano" pela Revue du Vin de France – deu uma nova dimensão aos vinhos da região, atingindo a perfeição nas diversas denominações do Norte e do Sul. Os vinhedos são cultivados organicamente e apresentam baixos rendimentos. Chapoutier recebe sempre notas altíssimas de todos os autores e agora produz vinhos exuberantes na Austrália.
● Notas de Degustação: Ao contrário da maioria dos tintos australianos elaborados com a uva Shiraz, o Mathilda - criação do francês Michel Chapoutier - não passa por madeira, sendo maturado em tanques de concreto e de aço inoxidável, o que lhe confere muito frescor e elegância. A safra 2012 mereceu 92 pontos da Wine Spectator, que o descreveu como "fresco e cheio de vida".
● Guarda: Aguenta fácil até 5 anos, mas é melhor nos primeiros anos quando está dominado pelo frescor da fruta.
 Reconhecimentos: WS 92 / RP 91
 Notas de Harmonização: carnes vermelhas de todos os tipos, carnes de caças.
 Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

SILENI THE LODGE CHARDONNAY 2013 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● SILENI THE LODGE CHARDONNAY 2013 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA -  Sileni Estates é um novo produtor de Hawke’s Bay, fundado em 1997 por Graeme Avery. Em pouco tempo, graças a seus tintos e brancos excelentes, entre os melhores da Nova Zelândia, a vinícola se afirmou como um dos grandes nomes do país e produz uvas sob práticas de agricultura sustentável, respeitando a biodiversidade local e o meio ambiente. Seu melhor vinho é o raro EV Merlot, produzido apenas nas grandes safras, um tinto extremamente rico, concentrado e complexo, que merece as máximas cinco estrelas de Michael Cooper. A linha Estate Selection traz tintos e brancos muito finos, de ótima concentração e grande personalidade. Os Cellar Selection são saborosos, de excelente relação qualidade/preço.
Hawke's Bay é a segunda maior região vitivinícola da Nova Zelândia e com tradição na elaboração de vinhos. Dias ensolarados, clima quente resultam em ricos e clássicos Merlots e Cabernet Sauvignon nas grandes safras, potentes Chardonnays, Sauvignon Blanc raçudos e puros e Pinot Noir saborosos e generosos. É a região de onde saem os melhores Chardonnays e os melhores Merlots.
 ● Notas de Degustação: Um branco amarelo claro, com aromas frutados de frutas brancas (maçã verde, abacaxi), com fruta em primeiro plano. Depois aparecem em camadas as especiarias com notas de baunilha, que valoriza a fruta com elegância. Um vinho rico e elegante. Gastronômico, untuoso, fácil de beber e gostar.
● Guarda: 5 anos após a safra. Por mim está pronto para beber.
Notas de Harmonização: Frutos do mar, peixes, carnes brancas.
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC

Onde comprar: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

TRINITY HILL CHARDONNAY 2010 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA

● Vinho da Semana 48/2015 ● TRINITY HILL CHARDONNAY 2010 – HAWKES BAY – NOVA ZELANDIA-  A Trinity Hill é uma parceria entre John Hancock, Robert and Robyn Wilson (proprietários dos restaurantes London’s Bleeding Heart e The Don) e os Aucklanders Trevor e Hanne Janes. Três entidades, então “Trinity Hill”. A ideia de produzir vinhos de classe mundial surgiu em 1987, culminando com a aquisição de 20 hectares em Gimblett Road, denominada Gimblett Stones. Os primeiros vinhedos foram plantados entre 1994 e 1995, com Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Chardonnay. Em 1997, foi construída a sede, em Roy`s Hill Road, um arrojado projeto do arquiteto Richard Priest, de Auckland, a tempo da safra daquele ano, e um vinhedo de Pinot Gris foi plantado no local.
A primeira safra operacional de Gimblett Road foi lançada em 1998, com vinhos de Chardonnay, Cabernet Sauvignon/Merlot e Syrah receberam aplausos da crítica e obtiveram diversas premiações. Em 2000, foram incorporados mais 20 hectares em Gimblett Gravels e nos dois anos seguintes foram plantados vinhedos de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Petit Verdot, Tempranillo, Syrah e Viognier. Ao mesmo tempo, uma parte da Chardonnay de Gimblett Estate foi substituida por enxertos de Viognier, Tempranillo e Montepulciano.
A Trinity Hill é uma das fundadoras do Gimblett Gravels Winegrowers Association, com 34 vinícolas, uma região que esteve ameaçada de nunca existir por um zoneamento da prefeitura, rechaçado pelos vinicultores. Em 2002, é lançado o Homage Syrah, aclamado mundialmente, culminando com um Supreme Awards na safra 2006, recebido no Air New Zealand Wine Awards de 2007.
            A grande expertise de John Hancock, sócio-proprietário, enólogo e gerente geral da Trinity Hill, é reconhecida internacionalmente. Desde a primeira safra, em 1996, seus vinhos exibem elegância, complexidade, diversidade e alta qualidade em toda a sua variada gama. Irrequieto e inovador, John Hancock cultiva não apenas as variedades tradicionais como Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Viognier, como outras variedades europeias menos comuns na Nova Zelândia, entre as quais Arneis, Touriga Nacional, Montepulciano e Tempranillo. O Homage Syrah é um ícone e seu Viognier é considerado o melhor do país, segundo Hugh Johnson.
2010 foi uma safra fantástica para Chardonnay em Hawkes Bay. Um verão moderado foi seguido de um outono excelente, frio e seco. Essas condições permitiram o completo amadurecimento das uvas, conduzindo ao desenvolvimento de aromas e sabores concentrados, aliado a uma ótima acidez natural. As uvas foram cuidadosamente selecionados e suavemente prensadas, sem esmagamento e sem desengace, para se obter baixa extração de caracteres fenólicos e elegância. Isto ajudou a melhorar a textura e a capacidade de envelhecimento do vinho. Apenas uma parcela do mosto foi fermentada e envelhecida em barricas de carvalho francês, sendo o restante em tanques de aço inoxidável. A fermentação malolática foi feita em 30% do vinho a fim de suavizar a acidez. O corte foi feito após 8 meses de maturação sobre as borras e o vinho foi engarrafado em abril de 2011. 
 ● Notas de Degustação: Amarelo com reflexos dourados, com notas de frutas cítricas como o grapefruit, e melão, equilibrados pelo uso mínimo da madeira. Notável untuosidade e toque amanteigado. Apresenta o caráter frutado e fresco, típico dos Chardonnays de Hawkes Bay, com muita elegância, mostra que evoluiu muito bem. Um branco de corpo médio e longo final agradável.
● Guarda: Aguenta fácil mais 2 anos, mas creio que já está num belo momento.
Notas de Harmonização: Frutos do mar, peixes, carnes brancas.
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A GUARDA DO VINHO

A GUARDA DO VINHO “ –  Quando o tema é vinho, este é um dos assuntos que geram boas discussões, pois a afirmação "quanto mais velho, melhor", não passa de uma "meia verdade". 
            Assim que o vinho é engarrafado, ele terá um ciclo de vida até atingir seu apogeu. No início, geralmente terá aromas primários (os da fruta) para depois hibernar e desenvolver aromas mais finos ressaltando os aromas da vinificação (secundários) e o bouquet (aromas terciários). No paladar, nesta última fase, o vinho atingirá todo seu esplendor em termos de complexidade e retrogosto. Os taninos estarão afinados por sua polimerização, havendo equilíbrio álcool-acidez-tanino para os tintos; álcool-acidez para os branco-secos e álcool-acidez-açúcar para os brancos doces.
            Um vinho de guarda já nasce com essa missão; sua longevidade está diretamente ligada a qualidade da matéria-prima e do processo de vinificação. Boa parte dos vinhos atuais é feita para ser bebida jovem. Já estão “prontos” na garrafa e não se ganha nada com sua guarda. Pelo contrário, corre-se o risco dele perder suas melhores características.
Vários fatores influenciam a evolução e envelhecimento do vinho: a luz (basta um bom nível de penumbra. As partículas de luz produzem um tipo de oxidação diferente do ar, a fotooxidação, que altera a composição molecular do vinho), o calor (temperaturas baixas retardam o envelhecimento; temperaturas mais altas aceleram-no), as variações bruscas ou oscilações de temperatura (que são piores que calor demasiado), as vibrações (o movimento é maléfico só quando é constante), e a presença de odores fortes (por tempo longo, pode contaminá-lo), prejudicarão o amadurecimento natural e lento do vinho fino.
A umidade ambiente deve estar entre 45 e 75%. Abaixo disso, as rolhas ressecam e se desmancham. O excesso de umidade facilita a formação de fungos na rolha, podendo contaminar o vinho ou deteriorar as etiquetas.  Para evitar que a rolha resseque e permita a passagem de oxigênio, os vinhos devem ser guardados na posição horizontal. O ar (oxigênio) acabará com os aromas do vinho através da sua oxidação. A temperatura ideal para o envelhecimento do vinho é entre 12° e 14° C; os efeitos nocivos não são significativos até os 20º C.
            Deve-se deixar em repouso por uns dias em local adequado, um grande vinho que tenha sido trazido numa viagem longa, para que muitos compostos químicos do vinho possam conjugar-se, tornando-o mais complexo e interessante.
            Quando então o vinho estará pronto para ser bebido? Para surpresa dos experts, em várias degustações verticais às cegas, safras mais jovens e menos valorizadas de um mesmo vinho, podem obter melhor performance do que safras mais valorizadas e menos evoluídas. A verdade é que a vinificação, na última década, tem evoluído e muitos vinhos são prazerosos mesmo na sua juventude.
            O tempo máximo de guarda de um vinho não deve ser o prazo máximo que ele suporta antes de se deteriorar, mas sim o período em que ele ainda está na plenitude de suas características, de sua tipicidade. O ideal é tomá-lo no seu apogeu.
            Com a garrafa aberta, o vinho entra em contato com o oxigênio e irá oxidar-se. Para conservá-lo tampe a garrafa com a própria rolha, e coloque-a na porta da geladeira, procurando bebê-la em dois a três dias. Outra solução é utilizar a bomba de vácuo ou vacu-vin, em francês, ou wine-saver, em inglês. Assim o vinho poderá ser conservado na porta da geladeira na posição vertical ou em local bem fresco, permanecendo em boas condições por uma semana.
            A questão do lugar de guarda faz diferença? Sabemos na teoria que o local de guarda influencia a evolução dos vinhos. Este tema veio à tona, quando para responder a questão na prática, uma experiência foi feita com garrafas de um mesmo vinho que foram armazenadas em vários locais por um ano: na geladeira, no armário da cozinha, num sítio na montanha, embaixo da escada, na casa de praia, no closet, na área de serviço, entre outros.
            Descobriu-se que a temperatura baixa da geladeira ajuda a segurar o envelhecimento de um vinho pronto para beber, mas a trepidação do motor pode prejudicar. A escada é aparentemente um bom local para guarda, mas o movimento das pessoas subindo e descendo o torna instável.

            Na degustação realizada às cegas, por um time de experts, a amostra da geladeira foi melhor considerada. Depois ficou a garrafa guardada na adega climatizada (temperatura estável, ambiente sem luz direta ou trepidações). Em terceiro lugar a garrafa guardada num closet com poucas oscilações de temperatura e ambiente escuro para repouso. Verificou-se que a pior amostra foi a garrafa guardada na área de serviço, junto com os produtos de limpeza.

CHATEAU TRINCAUD BORDEAUX SUPERIEUR 2009 – JANOUEIX – BORDEAUX – FRANÇA

● Vinho da Semana 47/2015 ● CHATEAU TRINCAUD BORDEAUX SUPERIEUR 2009 – JANOUEIX – BORDEAUX – FRANÇA -  Sobre as fundações de uma mansão do século XVI, o edifício foi redesenhado em 1860 para criar as elegantes instalações do Château Trincaud. O imponente edifício está localizado numa colina com vista para o Vale de Isle, e do terraço você pode ver as vinhas de Pomerol e Saint Emilion. O vinhedo está localizado no município de Bonzac, ocupando um grande platô com 100 m de altitude. Os solos são argilo-calcários e a vinha é drenada completamente, eliminando o excesso de umidade, o que força as videiras a aproveitar seus recursos e aprofundar as raízes. Castas plantadas: 60% Merlot, 40% Cabernet Franc, com média de idade da vinha de 45 anos, com rendimento médio de 45 hectolitros por hectare. São 12 hectares de vinhedos maravilhosamente situados, com produção de cerca de 100.000 garrafas por ano.
● Notas de Degustação: Um Bordeaux que valoriza a fruta com certa elegância. Um vinho rico e elegante, com aromas de jabuticaba, frutas vermelhas e um toque de tabaco. Gastronômico, redondo e com taninos bem trabalhados, já amaciados pela guarda. Leve, fácil de beber e gostar. A fruta vermelha domina os aromas, sabores e retrogosto. Corte de uvas: 60% Merlot e 40% Cabernet Franc.
● Guarda: 7 anos após a safra. Por mime está pronto para beber.
 Notas de Harmonização: carnes vermelhas de todos os tipos, carnes brancas, massas sem molho muito condimentado e pizzas.
 ● Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891. Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br  

CONVERSA DOURO BRANCO 2013 – DOURO - PORTUGAL

● Vinho da Semana 47/2015 ● CONVERSA DOURO BRANCO 2013 – DOURO - PORTUGAL - A famosa casa de vinhos do Porto Niepoort é hoje responsável por alguns dos melhores tintos e brancos de Portugal. O enólogo é o talentoso Dirk Niepoort, responsável pelo extraordinário Redoma Reserva branco, considerado o melhor branco português por toda a imprensa especializada portuguesa e internacional. Ele também foi escolhido o "Branco do Ano" pela Revista Gula. Uma unanimidade. O cultuado e raro Batuta é um dos grandes tintos portugueses, um vinho disputadíssimo entre os conhecedores. Os ótimos Redoma tinto e Quinta de Nápoles também são do mais alto nível. O Conversa branco foi destacado como "uma bela barganha" por Robert Parker na safra 2011, a única avaliada pelo crítico norte-americano até agora. Resulta da combinação de várias uvas locais, como é comum na região do Douro - Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho, Bical, entre outras - de vinhedos entre 20 e 50 anos plantados em altitude, a aproximadamente 600 metros. Parte fermentou em cubas de inox e parte em carvalho, sendo que 25% do vinho ainda estagiou em barricas francesas. O resultado é um branco saboroso, com aromas minerais e de frutas brancas e um palato vibrante, no qual se nota um toque de defumado e um leve salgado que remete ao terroir rochoso. O rótulo é uma atração à parte, com uma simpática história em quadrinhos.
 ● Notas de Degustação: Branco seco feito a partir das castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras brancas portuguesas. Apenas 25% do vinho passam por barricas de carvalho francês, sendo que o restante permanece em aço inox por 9 meses. As vinhas não são novas, pois tem entre 20 e 50 anos de idade. Na taça o vinho tem cor amarelo palha. Seus aromas são intensos, com destaque para as notas da madeira e para frutos brancos maduros, como abacaxi em calda. Notas minerais também aparecem, provenientes do solo da região. Boa complexidade. Em boca tem corpo médio. É untuoso, maduro, com notas minerais e florais aparecendo também para acompanhar a boa fruta tropical. Um pouco de mel também. Boa acidez, deixando o vinho bom como aperitivo, servido a uma temperatura mais baixa, mas o achei melhor ainda para acompanhar comida, especialmente peixes e frutos do mar. Final longo, intenso, repetindo tudo. Fresco, equilibrado e incrivelmente saboroso, é um dos vinhos de melhor relação qualidade/preço do Douro na atualidade.
● Guarda: Aguenta fácil até 3 anos, mas é melhor nos primeiros anos quando está dominado pelo frescor da fruta.
Notas de Harmonização: Queijos de massa branca, crustáceos, camarões, lagostins, peixes e demais frutos do mar, ou para bebericar pensando na vida!
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC

Onde comprar: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

CALLIA ALTA PINOT GRIGIO 2014 – BODEGAS CALLIA – SAN JUAN - ARGENTINA

● Vinho da Semana 47/2015 ● CALLIA ALTA PINOT GRIGIO 2014 – BODEGAS CALLIA – SAN JUAN - ARGENTINA -  A província de San Juan fica ao norte de Mendoza, onde os vinhedos de alta altitude são ideais para o cultivo de um varietal, como Pinot Grigio, trazida para a Argentina por colonos italianos. A Bodegas Callia está situado no Vale de Tulum, na província de San Juan, situado entre as colinas Pie de Palo ao norte e Cerro Chico Del Zonsa ao sul. As duas propriedades desta Bodega abrangem 300 hectares de compreendidadas pela Finca Pie de Palo e Finca 9 De Julio.
A 630 metros acima do nível do mar, a área é abençoada pelo clima temperado, baixa precipitação e rico solo aluvional arenoso e com argila do solo franco; o resultado são vinhos intensos e frutados que refletem o rico terroir da região. A Bodegas Callia celebra o espírito de uma mulher ilustre que vivia nesta região. A meta da adega é produzir os melhores vinhos em San Juan e o melhor Shiraz, na Argentina. Juntamente com a criação de vinhos de qualidade, eles continuam a respeitar e apoiar a natureza e a comunidade a partir da qual os seus vinhos são criados. Este vinho foi feito em uma adega moderna sob condições de temperatura controlada para manter todo o frescor e sabor frutado desta uva.
As uvas são colhidas e selecionadas manualmente antes de desengace. Em seguida são prensadas e separadas imediatamente para evitar a transferência de cor das peles para o mosto. A fermentação tem lugar a 14°C por 12 dias. Leveduras selecionadas são inoculadas. O vinho é mantido em tanques de inox por 5 meses antes de ir para as garrafas.
 ● Notas de Degustação: Amarelo claro, com notas florais, de frutas cítricas como o grapefruit, como abacaxi, limão siciliano e toque de eucalipto. No paladar se mostra leve, fresco e equilibrado com notas suaves de pêssegos, frutas tropicais e uma pitada de jasmim, que oferece um final longo e agradável.
● Guarda: Aguenta fácil até 3 anos, beba-o de pronto aproveitando o melhor do seu frescor.
Notas de Harmonização: Frutos do mar, saladas, peixes, carnes brancas ou como aperitivo.
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

ENTENDENDO OS GRANDES ESPUMANTES DO MUNDO

02.DEZ. 2015 – 4ª-FEIRA – 20:00HS - ENTENDENDO OS GRANDES ESPUMANTES DO MUNDO Os vinhos produzidos na região de Champagne são excepcionais e cativam todos os amantes de vinho pelo mundo. Mas que se dirá dos demais grandes espumantes produzidos mundo afora. Como entender a influência dos Grandes Champagnes na produção mundial? Serão eles vinhos longevos ? Venha entender de vez a história dos Champagnes e Espumantes provando grandes Vinhos.  VINHOS APRESENTADOS: Champagne Pierre Gimonnet Special Club 1er Cru 2000, Champagne Pierre Gimonnet Special Club 1er Cru 2005, Drappier Carte D´Or, Champagne Heidsieck & Co Monopole ( com o mesmo DNA do Champagne servido no Titanic), Ferrari Brut, Penina Bjana Rosé 2013, e algumas surpresas a mais... SOMENTE 2 VAGAS DISPONÍVEIS. Reservas pelo Tels.: 8839-3341 (Márcio Oliveira).  Valor Individual: em construçãoOs interessados poderão enviar mensagem de e-mail para receberem maiores informações. Local: Rua Dominicanos, nº 165- SL.605 - Serra - Belo Horizonte. Horário: 20:00 horas. Datas e programas passíveis de alteração. Os eventos de Vinhos do Márcio Oliveira são para maiores de 18 anos.

ENTENDENDO OS PRIMEIROS E SEGUNDOS VINHOS DOS CHATEAUX DE BORDEAUX

25.NOV.2015 – 4ª-FEIRA – 20:00HS - ENTENDENDO OS PRIMEIROS E SEGUNDOS VINHOS DOS CHATEAUX DE BORDEAUX Os vinhos produzidos nos suntuosos castelos de Bordeaux, muitos com mais de 300 anos, foram classificados em 1855 em cinco categorias. Os primeiros vinhos da classificação, os Premiers Grands Crus Classés, continuam sendo os principais expoentes de Bordeaux, e estão entre os vinhos mais fascinantes, longevos e disputados do planeta. Estamos falando dos Châteaux: Lafite Rothschild, Mouton Rothschild, Latour, Margaux e Haut Brion. Os três primeiros são da pequena comuna de Pauillac, a "Meca" do vinho do Médoc, enquanto o Margaux fica na região de mesmo nome, e o Haut Brion é o único não Médoc dos cinco, pois fica localizado na grande Bordeaux, mais precisamente em Péssac. A grande maioria dos Châteaux de Bordeaux (sejam Premier, Deuxième, Troisième e assim por diante) produz um segundo vinho, ou "Deuxième Vin", abaixo do seu "Gran Vin". Nesse caso, vale ressaltar que não podemos confundi-lo um Deuxième Cru da Classificação de 1855. Por exemplo, o Deuxième Vin do Premier Grand Cru Classé Château Lafite Rothschild é o Carruades de Lafite, enquanto que os espetaculares Château Léoville-Las Cases e Château Cos d'Estournel são Deuxièmes Crus da Classificação de 1855. Ter um segundo vinho não é algo recente nos châteaux de Bordeaux. Em 1904, Léoville-Las Cases fez o seu segundo rótulo (Clos du Marquis) e quatro anos depois foi a vez do Château Margaux desenvolver o Le Pavillon Rouge. No entanto, até a década de 1980, a maioria dos enófilos só conseguiam encontrar no mercado o Les Forts de Latour, o Pavillon Rouge e talvez o Moulin de Carruades (antigo nome do Carruades de Lafite). Atualmente, contudo, quase todos châteaux, mesmo alguns sem classificação, possuem um segundo vinho. Essa tendência ocorreu nos anos 80 especialmente devido às colheitas abundantes daquela década. Alguns, contudo, afirmam que esse fenômeno aconteceu para que os Châteaux mantivessem os preços de seus primeiros vinhos em um patamar elevado. Porém, outros atestam que isso gerou uma melhor qualidade nos rótulos principais. Assim, durante a década de 1990, o número de segundos vinhos cresceu mais de dez vezes. E alguns Châteaux chegaram a produzir até mesmo um terceiro rótulo. Se Bordeaux já era complicado de entender antes, agora embaralhou mais? Venha entender de vez esta história provando grandes Segundos Vinhos, Deuxiémes e assim por diante. VINHOS APRESENTADOS: Chateau Pape Clement, Chateau Smith-Haut-Lafitte, Le Petit Haut Lafitte, Chateau Saint Pierre, Chateau Gloria, Chateau Potensac, Chapelle de Potensac, e algumas surpresas a mais... SOMENTE 3 VAGAS DISPONÍVEIS. Reservas pelo Tels.: 8839-3341 (Márcio Oliveira).  Valor Individual: em construçãoOs interessados poderão enviar mensagem de e-mail para receberem maiores informações. Local: Rua Dominicanos, nº 165- SL.605 - Serra - Belo Horizonte. Horário: 20:00 horas. Datas e programas passíveis de alteração. Os eventos de Vinhos do Márcio Oliveira são para maiores de 18 anos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sushi, sashimi e ostras frescas & Vinhos de verão


Sushi, sashimi e ostras frescas & Vinhos de verão
Receberemos na Enoteca Decanter o experiente sushiman Hidemi Nakao para mais uma noite de celebração dos 10 anos da casa, desta vez com uma seleção vibrante de grandes espumantes, brancos, rosés e tintos de verão.
Ostras fresquíssimas de Santa Catarina também serão convidadas para esta festa!!!
Com a presença do sommelier bicampeão brasileiro, Guilherme Corrêa...
Data: 26-11-15   das 17:00 às 21:00
Ingressos: *R$100,00 ( apenas de forma antecipada, e em dinheiro ou cheque)
Vagas limitadas!!!!!!!!!!!!!!!!!
*Compras acima de R$ 390,00, exclusivamente nos vinhos do evento, o valor do ingresso é revertido!
Mais informações: (31) 3287-3618 ou nelton@enotecadecanter.com.br
Seleção de Vinhos Enoteca Decanter 10 anos:
ESPUMANTES - 15 vinhos
373   Kriter Brut - Kriter (Bourgogne - França) R$ 116,50
645   Barnaut Blanc de Noirs Brut Grand Cru - Barnaut (Champagne - França) R$ 308,40
408   Ferrari Maximum Brut - Ferrari (Trentino - Itália) R$ 232,00
1686 Ferrari Maximum Rosé (Trentino - Itália) R$ 255,90
410   Ferrari Perlé Brut 2007 - Ferrari (Trentino - Itália) R$ 280,20
325   Prosecco Extra Dry - Bedin (Veneto - Itália) R$ 100,90
2273 Prosecco Rosé David Extra Brut - Bedin (Veneto - Itália) R$ 100,90
1989 Spumante Brut Rosé Unique - Medici Ermete (Emilia-Romagna - Itália) R$ 139,70
434   L'Hereu Brut 2013 - Raventós i Blanc (Cataluña - Espanha) R$ 144,80
731   De Nit Rosé Brut 2013 - Raventós i Blanc (Cataluña - Espanha) R$ 173,60
2090 Bellaconchi Brut Selección - Bellaconchi (Cava - Espanha) R$ 94,80
2028 Eskuadro e Kompassu Espumante Bruto 2011 - Kompassus (Bairrada - Portugal) R$ 121,80
1671 Spätburgunder Sekt Rosé Brut 2011 - Von Buhl (Von Buhl - Alemanha) R$ 196,20
2097 Espumante Rosa de los Vientos - Familia Schroeder (Patagonia - Argentina) R$ 130,70
9023 Lírica Crua - Vinícola Hermann (Pinheiro Machado - Brasil) R$ 69,40
BRANCOS - 25 vinhos
1792 Santenay Commes-Dessus Blanc 2011 - Domaine Roger Belland (Bourgogne - França) R$ 259,30
769   Petit Chablis 2014 - Alain Geoffroy (Chablis - Bourgogne) R$ 157,70
252   Cheverny Le Vieux Clos 2014 - Domaine du Salvard (Loire - França) R$ 121,40
2265 Muscadet Vieilles Vignes 2011 - Château des Gillières (Loire - França) R$ 127,10
2266 Muscadet Sur Lie 2014- Château des Gillières (Loire - França) R$ 91,80
2060 Chasselas 2013 - Paul Blanck (Alsace - França) R$ 127,80
1481 Mas de Mas Picpoul de Pinet 2014 - Paul Mas (Languedoc - França) R$ 117,50
2275 Gewürztraminer Wilhelm 2014 - Elena Walch (Alto Adige - Itália) R$ 138,90
2175 San Vicenzo 2013 - Anselmi (Veneto - Itália) R$ 115,90
1105 Maremma Vermentino Occhio A Vento 2014 - Rocca delle Macìe (Toscana - Itália) R$ 99,20
2156 Verdicchio Casal di Serra 2013 - Umani Ronchi (Marche - Itália) R$ 126,50
572   Greco di Tufo 2014 - Villa Raiano (Campania - Itália) R$ 161,30
2257 Frascati  2014 - Principe Pallavicini (Lazio - Itália) R$ 71,28
1650 Albarino d'Fefiñanes 2013 - Palacio de Fefiñanes (Rías Baixas - Espanha) R$ 187,30
1062 Vinho Verde Loureiro Colheita Seleccionada 2014 - Quinta de Gomariz (Minho - Portugal) R$ 82,40
1473 Alvarinho Contacto Vinho Verde 2014 - Anselmo Mendes (Minho - Portugal) R$ 151,10
1030 Riesling Kabinett Trittenheimer 2010 - Grans-Fassian (Mosel - Alemanha) R$ 184,40
2278 Riesling Estate Trocken QbA 2014 - Franz Künstler (Rheingau - Alemanha) R$ 162,50
552   Forster Mariengarten Riesling Kabinett Halb-Trocken 2014 - Eugen Müller (Rheinpfalz - Alemanha) R$ 104,70
1576 Rebula 2012 - Marjan Simčič (Brda - Eslovênia) R$ 136,60
1742 Assyrtico Santorini 2014 - Domaine Sigalas (Santorini - Grécia) R$ 168,20
1160 Te Muna Road Sauvignon Blanc 2013 - Craggy Range (Martinborough - Nova Zelânndia) R$ 205,20
1995 Gallardía del Itata Muscat 2012 - De Martino (Itata - Chile) R$ 87,50
1654 Amalaya Blanco 2014 - Amalaya (Salta - Argentina) R$ 62,60
9021 Matiz Alvarinho 2013 - Vinícola Hermann (Pinheiro Machado - Brasil) R$ 68,00
ROSÉS - 10 vinhos
2267 Domaine de la Guillaudière Rosé 2014- Château des Gillières (Loire - França) R$ 77,70
2249 Claude Val Rosé Magnum 2014 (1.500ml) - Paul Mas (Languedoc - França) R$ 143,00
682   Terra Amata Côtes de Provence 2013 - Domaine Sorin (Provence - França) R$ 111,70
2059 Note Bleue 2014 (1.500ml) - Maîtres Vignerons de Saint-Tropez (Provence - França) R$ 219,50
2268 Lavendette Rosé 2014 (1.500ml) - Vins Bréban (Provence - França) R$ 208,30
2034 Belfiore Rosato 2013 - Castello di Magione (     85,70
2103 La Rosa 2014 - Raventós i Blanc (Cataluña - Espanha) R$ 162,10
1063 Vinho Verde Rosé Espadeiro 2013 - Quinta de Gomariz (Minho - Portugal) R$ 82,40
1994 Gallardía del Itata Cinsault Rosé 2014 - De Martino (Itata - Chile) R$ 87,50
249   PradoRey Rosado 2014 - Real Sitio de Ventosilla (Ribera del Duero - Espanha) R$         100,90
TINTOS - 15 vinhos
2105 Morgon La Chanaise 2013 - Dominique Piron (Beaujolais - França) R$ 126,50
2104 Beaujolais Villages 2014 - Dominique Piron (Beaujolais - França) R$ 98,80
443   Il Nebbio Langhe 2014 - Pio Cesare (Piemonte - Itália) R$ 192,70
2276 Merlot Wilhelm 2013 - Elena Walch (Aldo Adige - Itália) R$ 135,30
2272 Pinot Nero 2014 - Armani (Trentino - Itália) R$ 95,40
1942 Renosu Rosso Romangia IGT - Dettori (Sardegna - Itália) R$ 147,80
2259 Rubillo Cesanese 2014 - Principe Pallavicini (Lazio - Itália) R$ 109,45
2041 Lafou El Sender 2012 - Lafou (Terra Alta - Espanha) R$ 123,20
940   Caldas 2013 - Domingos Alves de Sousa (Douro - Portugal) R$ 87,10
1434 Spätburgunder Ahr QbA 2013 - Meyer-Näkel (Ahr - Alemanha) R$ 180,40
1193 Portugieser Villány 2013 - Attila Gere (Villány - Hungria) R$ 99,90
1169 Cupids Arrow Pinot Noir 2013 - Wild Rock (Central Otago - Nova Zelândia) R$ 174,80
1865 Cinsault Viejas Tinajas 2013 - De Martino (Itata - Chile) R$ 135,60
2246 Dstnto 2014 - Caliterra (Colchagua - Chile) R$ 105,50

1222 Saurus Pinot Noir 2014 - Familia Schroeder (Patagonia - Argentina) R$ 82,20

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

REVELADO O NOME DO DO MELHOR VINHO DO ANO 2015 PELA WINE SPECTATOR

● REVELADO O NOME DO DO MELHOR VINHO DO ANO 2015 PELA WINE SPECTATOR - Um pequeno vinhedo com vinhas antigas, plantadas em 1988 num lugar anteriormente pouco conhecido (em Oakville no Distrito de Napa Valley) tem produzido o vinho que acaba de ser escolhido pela revista Wine Spectator, como o melhor vinho do planeta.
            O grande ganhador foio Peter Michael Cabernet Sauvignon Oakville Au Paradis 2012, do qual foram produzidas 1785 caixas, o que no contexto mundial pode ser considerados como uma pequena quantidade.
            O preço, claro, antes de ganhar este premio era de u$ 195, mais agora, depois de ter sido escolhido como o número 1, certamente o valor desse vinho mudo, de fato, vai ser muito difícil poder encontrar uma garrafa.
1° Lugar – Michael Cabernet Sauvignon Oakville Au Paradis 2012 – 96 pontos
2° Lugar – Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 2012 – 96 pontos
3° Lugar – Evening Land Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 2012 – 90 pontos
4° Lugar – il Poggione Brunello de Montalcino 2010 – 95 pontos
5° Lugar – Mount Eden Vineyards Chardonnay 2012 – 95 pontos
6° Lugar - Aalto Tempranillo 2012 – 94 pontos
7° Lugar – Escarpment Kupe Single Vineyard Pinot Noir Martinborough 2013 – 95 pontos
8° Lugar – Masi Vaio Amaron Amarone dela Valpolicella Classico 2008 – 95 pontos
9° Lugar – Clos Fourtet 1º Gran Cru Classé de St-Emilion 2012 – 94 pontos
10° Lugar – Klein Constantia Vin de Constance 2009 – 95 pontos

 (Fonte – 13/11/2015 - Blog alexordenes).