quarta-feira, 29 de julho de 2015

VINHOS DO ALENTEJO PROMOVE CONCURSO PARA ESCOLHER O MELHOR SOMMELIER DO BRASIL 2015

VINHOS DO ALENTEJO PROMOVE CONCURSO PARA ESCOLHER O MELHOR SOMMELIER DO BRASIL 2015

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domingo, 26 de julho de 2015

O RESSURGIMENTO DOS VINHOS DA AUSTRIA

“ O RESSURGIMENTO DOS VINHOS DA AUSTRIA ” –  O vinho austríaco mergulhou em profundo declínio quando se conheceu o celebrado "escândalo do anticongelante" de 1985, quando produtores austríacos misturaram dietileno-glicol para aumentar a doçura dos seus vinhos. Um certo número de vinícolas da Áustria, em sua maioria comprometidas com a produção de vinho a granel, tiveram a "brilhante" idéia de usar este produto químico em seus vinhos, aumentando a sua doçura antes de enviá-los para a Alemanha onde seriam engarrafados, quer como vinho austríaco, ou, em algumas ocasiões, misturados com vinhos alemães a granel.
A artimanha foi descoberta quando um dos produtores alegou ter quantidades anormalmente grandes do produto em sua declaração de imposto de renda e sua presença também foi confirmada por testes num laboratório alemão. A notícia foi manchete em todo o mundo, especialmente pelo fato do dietileno-glicol ser frequentemente usado em anticongelantes.
A longo prazo, o consumo do produto químico é muito perigoso, mas as quantidades em questão, neste caso particular, exigiriam que se bebesse ininterruptamente dezenas de garrafas durante vários dias para causar danos letais. Apenas uma garrafa, um Welschriesling Beerenauslese de Burgenland, ultrapassou os 40 gramas necessários para tal eventualidade.

                                                                                              Vinhedos em Wachau – Austria

 Ainda assim, as exportações de vinho austríaco caíram de 45 milhões de litros por ano para apenas 4,4 milhões e alguns países proibiram as importações completamente.
Porém o acontecimento serve de exemplo de como uma coisa ruim pode levar a uma boa. Os anos de ostracismo do vinho austríaco obrigaram que fosse feita uma grande "faxina" na produção de vinhos, reduzindo a produção de vinho a granel. Leis mais rigorosas foram introduzidas e o ressurgimento nos últimos anos de ótimos Grüner Veltliner são o maior exemplo disso.
Após o escândalo do vinho, em 1985, foram introduzidas leis severas de controle de qualidade. Em 1993 foi iniciado um projeto de certificação das cepas. No início de 2003, foi criado o controle de qualidade de origem DAC (Districtus Austriae Controllatus), correspondente ao italiano DOC e ao francês AOC.
Durante quase dez anos, os produtores austríacos enfrentaram dificuldades, mas os mais conscientes não esmoreceram. Os requisitos de qualidade tornaram-se severos e a obediência a eles mais estrita. Na segunda metade da década de 1990, finalmente, eles viram seus esforços e sua persistência compensados quando alguns dos vinhos austríacos passaram a merecer destaque.
Neste início de milênio, os vinhos da Áustria voltaram a receber o reconhecimento internacional. Seus Rieslings secos do Danúbio e seus vinhos brancos de sobremesa contam-se hoje entre os melhores do mundo. Vista de perto, a vinicultura austríaca é, assim, uma história de ressurgimento.
A maioria dos vinhos produzidos na Áustria são brancos. Suas uvas chegam a representam 70% dos vinhedos, enquanto as tintos, apenas 30%. A região onde se produz vinho na Áustria está localizada no leste do país, isso porque os altos Alpes dificultam a viticultura na parte oeste.
Os vinhos austríacos são de excelente qualidade. Aproximadamente 2/3 dos vinhos são "Qualitätswein", sendo que alguns destes estão entre os melhores vinhos do mundo. A uva mais cultivada no país é Grüner Veltliner, seus vinhos são deliciosos e de alta qualidade.
São aproximadamente 20 mil pequenas propriedades que produzem vinhos no país. E embora a Áustria consuma 73% de sua produção, as exportações cresceram consideravelmente nos últimos anos.
A uva emblemática da Áustria é a branca Grüner Veltliner. Ela ocupa mais áreas de vinhedos terrenos austríacos do que qualquer outra casta, e propicia vinhos secos frescos, discretamente apimentados. Entre as demais brancas destacam-se a Riesling e a Gewürztraminer. Correndo por fora, a Welschriesling (Pinot Blanc), uma casta secundária que resulta em excelentes vinhos de sobremesa. Pinot Gris (Grauburgunder) e Sauvignon Blanc também são utilizadas em vinhos delicados e límpidos.
A Grüner Veltliner é facilmente produzida na Áustria e tem sido, tradicionalmente, o carro chefe nas casas de vinho (heurigen), nos subúrbios de Viena que servem comida simples e vinhos novos e comuns, das mais recentes safras, como uma forma agradável e típica de se passar uma noite de verão. Quando os vinhedos têm que reduzir a produção e as uvas podem amadurecer completamente, a Grüner Veltliner também pode ser transformada em vinhos fortes e de vida longa com grande qualidade e personalidade, com sabores e aromas picantes, frutados cítricos e de minerais, acentuados por aromas de tabaco e condimentos. Como outros vinhos austríacos, eles também têm maior teor alcoólico do que os vinhos alemães com os quais eles são geralmente comparados, atingindo 13% ou mais. O grau mais requintado dos Grüner Veltliners é quando eles se encontram totalmente encorpados, vinhos secos exóticos que combinam o corpo e a riqueza do vinho da Alsácia com os adoráveis aromas florais associados com os da Alemanha, e o equilíbrio da secura controlada e delicada do Loire.
A branca Müller-Thurgau de mais baixa qualidade, aqui chamada de Riesling-Sylvaner, cobre a segunda maior parte das propriedades de vinhedos da Áustria. Ela pode ser agradavelmente aromática, mas com a ênfase moderna em vinhos finos, sua influência está diminuindo.

A maioria dos vinhos tintos austríacos depende das varietais regionais naturalmente adaptadas ao clima, com a maior parte vindo da área mais quente de Burgenland. Elas tradicionalmente têm a tendência de serem médias ou totalmente encorpadas, vinhos menos sérios, e raramente são exportadas devido a sua relativa escassez. Muitos apresentam caráter sólido, mas são menos respeitados do que os vinhos brancos. Segue no artigo da semana que vem

PESQUERA RESERVA ESPECIAL 2003 - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● PESQUERA RESERVA ESPECIAL 2003 - ESPANHA –  Impressionado com a qualidade das uvas produzidas bem sua propriedade na safra de 2003 - incrivelmente potentes, maduras e com casca bem espessa Alejandro Fernandez resolveu elaborar um vinho que talvez só exista nessa colheita única seu Pesquera Reserva Especial, maturado nada menos que 30 meses em barricas de carvalho e 48 meses em garrafa. O vinho foi lançado depois do Gran Reserva e a produção foi minúscula. É um tinto que já chega ao mercado pronto pra ser bebido, mas que deve ainda evoluir por muito anos. Uma verdadeira raridade.
● Notas de Degustação: Cor vermelho-rubi profundo, brilhante com discreto halo granada nas bordas. Aromas de frutas bem escuras maduras,com  grande complexidade aromática, onde aparecem notas de chocolate dando sofisticação ao conjunto. No paladar é um vinho encorpado, com taninos aveludados, álcool e acidez equilibrados, com uma bela concentração de frutas negras, notas de especiarias, bela persistência, com tudo bem integrado e em seu lugar !
● Guarda: Aguenta fácil 15 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, preparações espanholas e cordeiro.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

EL VÍNCULO PARAJE LA GOLOSA GRAN RESERVA 2003 – LA MANCHA - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● EL VÍNCULO PARAJE LA GOLOSA GRAN RESERVA 2003 – LA MANCHA - ESPANHA - Elaborado com uvas de vinhedos de excepcional localização, plantados em terrenos de solo arenoso, o exuberante Paraje La Golosa é produzido apenas em alguns raros anos, quando a matéria prima permite que seja feita esta prestigiosa cuvée. Esta foi a primeira safra do vinho, surgida de um acontecimento curioso. Como 2002 no geral não foi um bom ano na maior parte da Europa, o perfeccionista Alejandro Fernandez ordenou que fosse feita uma seleção radicalmente rigorosa das uvas de seu El Vínculo. A produção foi tão pouca e o cuidado foi tão exagerado que o que era uma safra ruim acabou virando um vinho extraordinário - tão bom que merecia ser engarrafado com outro nome Este histórico vinho, do qual muito poucas garrafas foram produzidas, combina uma impressionante profundidade de fruta com uma textura sedosa no palato. Dotado de grande frescor, este grande tinto é para muitos o melhor vinho de La Mancha.
            O Vinhedo El Paraje La Golosa está localizado no Campo de Criptana no Distrito de Ciudad Real, formado por vinhas velhas de mais de 50 anos de idade. Rendimentos ultra limitado. Colheita manual.
 ● Notas de Degustação: Rubi ainda vivo, sem mostrar grandes notas de evolução. Aromas de frutas escuras como ameixa, cereja, especiarias e violeta, com uma nota jovial, apesar da idade. Na taça mostra notas de fruta escrura, ameixas e amoras, que vão do nariz a boca rapidamente. Um vinho bem complexo. Paladar macio e suave, sem arestas, sabores de café, com uma bela acidez. Persistente e com bom final de boca, dando uma sensação muito gostosa.
● Guarda: Aguenta fácil 15 anos.
Notas de Harmonização: Paleta de Cordeiro. Carnes grelhadas. Queijo Manchego.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

DEHESA LA GRANJA 2006 – TORO - ESPANHA

 Vinho da Semana 30/2015 ● DEHESA LA GRANJA 2006 – TORO - ESPANHA –
 ● Notas de Degustação: Rubi escuro. Nos aromas há grande riqueza de fruta escura e notas de especiarias (aparecem o cravo, canela e pimenta do reino), tabaco e o tostado da madeira, tudo muito bem integrado. No paladar mostra taninos macios, finos, boa acidez, grande equilíbrio e boa persistência. Elegante, sedoso, bem estruturado e com um longo e gostoso final. Passa 24 meses em barrica e tem excelente relação qualidade x preço.
● Guarda: Aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas como cordeiro, risottos a base de funghi e ragus. Queijos maturados e massas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

ALEJAIRÉN CRIANZA BLANCO 2011 – LA MANCHA - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● ALEJAIRÉN CRIANZA BLANCO 2011 – LA MANCHA - ESPANHA - O espanhol Alejandro Fernandez é o proprietário do grupo Pesquera, formado por quatro vinícolas que são hoje responsáveis por alguns dos maiores ícones do vinho da Espanha: Pesquera e Condado de Haza, em Ribera del Duero, El Vinculo, em La Mancha, e Dehesa la Granja, em Castilla y Leon.
Em 1972 Dom Alejandro começou com seu vinhedo e vinho Pesquera e alcançou o mundo com seus vinhos originais, que seguem os métodos mais tradicionais de elaboração. A primiera safra foi em 1975. Para o crítico Robert Parker, Pesquera é uma das melhores vinícolas do mundo e “o único produtor de Ribera del Duero capaz de igualar o sucesso de Vega Sicilia”. Na década de 1970, o cultuado vinho Pesquera – descrito por Parker como “Château Petrus da Espanha”, merecendo suas máximas cinco estrelas – causou sensação na Espanha, tendo sido o primeiro no famoso estilo “Ribera del Duero”, concentrado, profundo, exuberante e elaborado somente com a uva Tinto Fino.
Nascido em 1932 numa família de agricultores, pouco antes da guerra civil e da ditadura de Franco, Alejandro foi trabalhar como carpinteiro e depois passou a fazer máquinas que seriam usadas na agricultura, como as colheitadeiras de beterraba, para a obtenção de açúcar, que naquela época era um produto muito importante na sua região, um município muito pequeno, tendo somente 500 habitantes. Seu sonho sempre foi ter uma Bodega, e fazia vinho, junto com o pai, para consumo próprio, assim como muitos agricultores naquela região. Então, com o dinheiro que foi ganhando com a venda de maquinaria agrícola, começou seu projeto comprando terras e plantando vinhas. Em princípio dos anos 1970, a situação era completamente diferente, todos os agricultores abriam mão das vinhas para poder plantar beterraba, e Alejandro fazia o contrário. E naquela época o cultivo da vinha era praticamente residual, quase não havia. Então, todo mundo pensava que Alejandro Fernandez estava louco. Sua “loucura” virou sucesso !
 Além do mérito das próprias vinícolas, há também o aspecto do terroir. As condições fazem com que essa região seja muito singular, que a qualidade da uva seja muito boa. Mas não nos esqueçamos que as pessoas é que fazem os vinhos. A Vega Sicilia sempre foi um ícone, uma referência para todos. E logo veio Pesquera, onde Alejandro soube aproveitar o que a natureza e a vida estavam colocando em seu caminho. Quando saiu para vender seu vinho, praticamente ninguém conhecia a Tempranillo. Foi a primeira vinícola monovarietal de Tempranillo e que usava carvalho americano para envelhecer seus produtos. Isso chocou o mundo do vinho, pois a influência francesa é muito grande e forte.
Eleito o “Melhor Bodeguero” do país pelo Prêmio Arte de Vivir (concedido todos os anos às maiores personalidades da Espanha) em 2009, Alejandro Fernandez dirige as propriedades da família, mantendo o foco na qualidade de seus rótulos. Neste semana seus vnhos estiveram em destaque quando Letícia Montero, sua gerente de exportação esteve em Belo Horizonte apresentando seus premiados rótulos.
Quando chegou em La Mancha, em 1999, Alejandro queria fazer um vinho branco, e um branco de Airén, mas foi só em 2007 que encontrou a vinha que buscava, muito velha, para que a produção fosse pequena e a concentração na uva maior. A primeira colheita foi em 2007 e se chamaram-no de Alejairén, que é uma junção de Alejandro e Airén. É um vinho branco de 24 meses de barrica americana muito especial, de muito corpo, num estilo Borgonha, e está destinado à guarda. A Airén é uma uva muito utilizada para produzir brandys e licores, raramente para vinhos. Ás cegas, o vinho passa por tinto !
Notas de Degustação: Cor amarelo dourada. Aromas potentes com de frutas amarelas maduras como o damasco, ligeira nota de redução como um jerez fino, e toques de baunilha e carvalho bem integrado, muito complexo e elegante, rico em especiarias. Paladar macio, encorpado, frutas secas, avelãs e amêndoas, emolduradas por frutas cítricas em compota, com notas de baunilha, com fim de boca com grande persistência e ligeiro toque amargo.
● Guarda: Aguenta fácil 10 anos.
● Notas de Harmonização: Para acompanhar queijos maduros, carnes grelhadas. Não pense nunca nas combinações clássicos para brancos, como mariscos !!!
Temperatura de Serviço: 12 a 16ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A UVA TANNAT

A UVA TANNAT

Desprezada até mesmo em seu berço natal, na região do Madiran/França, a Tannat se mostra propícia um bom varietal,em especial nas terras do Uruguai, dando um vinho saboroso de cor vermelho escuro,  com aromas frutados de ameixa escura, geléia de framboesa e morango, com notas de especiaria como baunilha e coco (em razão das barricas em que estagia para o afinamento dos taninos). Na boca mostra todo o seu potencial com taninos perceptíveis, agradáveis, dando um corpo médio a encorpado e muito agradável. O tipo do vinho que quando se percebe já se bebeu a garrafa inteira.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

TEMPRANILLO E SEUS VÁRIOS NOMES...

TEMPRANILLO E SEUS VÁRIOS NOMES...

O que têm em comum as cepas Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Tinta Roriz e Aragonês? Tudo, pois são nomes que a mesma uva assume, respectivamente, na Rioja, Ribeira del Duero e La Mancha, na Espanha, e ainda Douro e Alentejo em Portugal. É uma das castas viníferas mais difundidas em toda Península Ibérica e a tinta mais importante da Espanha onde está presente na maioria das Denominações de Origem (DO), ocupando uma superfície aproximada de 35.000 hectares.

Já houve muita especulação sobre a Tempranillo ser aparentada das francesas Pinot Noir e Cabernet Franc. De fato, um Rioja velho às vezes chega a evocar um vinho da Borgonha feito com a Pinot Noir, mas hoje prevalece a idéia de que ela é ibérica.

O nome da uva vem da sua característica de rápida maturação, de poder ser colhida cedo (temprano, em espanhol), em início de setembro, antes da Garnacha, outra tinta espanhola.


39 DAS 74 SINONIMIAS PARA TEMPRANILLO: ALBILLO NEGRO, ALDEPENAS, ARAGON, ARAGONES, ARAGONEZ, ARAGONEZ 51, ARAGONEZ DA FERRA, ARAGONEZ DE ELVAS, ARAUXA, ARGANDA, ARINTO TINTO, CENCIBEL, CENCIBERA, CHINCHILLANA, CHINCHILLANO, CHINCHILYANO, CRUJIDERA, CUPANI, DE POR ACA, ESCOBERA ,GARNACHO FONO, GRENACHE DE LOGRONO, JACIBERA, JACIBIERA, JACIVERA, JUAN GARCIA, NEGRA DE MESA, NEGRETTO, OJO DE LIEBRE, OLHO DE LEBRE, PINUELA, SENSIBEL, TEMPRANILLA, TEMPRANILLO CRNI, TEMPRANILLO DE LA RIOJA, TEMPRANILLO DE PERRALTA, TEMPRANILLO DE RIOJA, TEMPRANILLO DE RIOZA, TEMPRANILLO RIOJA, TINTA ARAGONES, TINTA CORRIENTE, TINTA DE MADRID, TINTA DE SANTIAGO, TINTA DE TORO, TINTA DEL PAIS, TINTA DO INACIO, TINTA DO PAIS, TINTA FINA, TINTA MADRID, TINTA MONTEIRA, TINTA MONTEIRO, TINTA RORIS, TINTA RORIZ, TINTA SANTIAGO, TINTO ARAGON, TINTO ARAGONES, TINTO ARAGONEZ, TINTO DE LA RIBERA, TINTO DE MADRID, TINTO DE RIOJA, TINTO DE TORO, TINTO DEL PAIS, TINTO DEL TORO, TINTO FINO, TINTO FINO DE MADRID, TINTO MADRID, TINTO PAIS, TINTO RIBIERA, TINTO RIOJANO, ULL DE LIEBRE, ULL DE LLEBRE, VALDEPENAS, VERDIELL, VID DE ARANDA

Blog do VINOTICIAS

Conheça e siga o Blog do VINOTICIAS. Ele atingiu em 2015 o 63º lugar como mais lido entre os blogs dedicados ao assunto no Brasil. Seja mais um seguidor do Blog que sempre traz dicas sobre a arte e cultura do vinho.

A TEMPRANILLO COM PASSAPORTE INTERNACIONAL


 “A TEMPRANILLO COM PASSAPORTE INTERNACIONAL ” –  O que têm em comum as cepas Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Tinta Roriz e Aragonês? Tudo, pois são nomes que a mesma uva assume, respectivamente, na Rioja, Ribeira del Duero e La Mancha, na Espanha, e ainda Douro e Alentejo em Portugal. É uma das castas viníferas mais difundidas em toda Península Ibérica e a tinta mais importante da Espanha onde está presente na maioria das Denominações de Origem (DO), ocupando uma superfície aproximada de 35.000 hectares.
Já houve muita especulação sobre a Tempranillo ser aparentada das francesas Pinot Noir e Cabernet Franc. De fato, um Rioja velho às vezes chega a evocar um vinho da Borgonha feito com a Pinot Noir, mas hoje prevalece a idéia de que ela é ibérica.
O nome da uva vem da sua característica de rápida maturação, de poder ser colhida cedo (temprano, em espanhol), em início de setembro, antes da Garnacha, outra tinta espanhola. Os melhores tintos são criados nas zonas com alta insolação e com temperaturas noturnas frias, o que permite graduações alcoólicas mais altas nos vinhos. A Tempranillo é uma uva de muita classe, que dá estrutura e capacidade de envelhecimento aos vinhos, não tem muita fruta, acidez e álcool. É mais comum ela entrar em cortes, onde as suas eventuais fraquezas são compensadas pelas virtudes de outras uvas.
O corte tradicional do Rioja, um vinho da Espanha com denominação especial (Denominación de Origen Calificada) dá uma idéia do papel da Tempranillo. Um Rioja Alavesa ou Rioja Baja típico pode ser um corte de Tempranillo (sempre a principal), com as castas Garnacha, Graciano e Mazuelo. A Tempranillo é a casta mais plantada nas zonas mais nobres e frias da Rioja Alavesa (onde cobre perto de 70% do vinhedo) e Rioja Alta, enquanto a Garnacha predomina nos solos mais arenosos da mais quente Rioja Baja.
A Tempranillo tem tamanho médio, casca espessa e escura, com muita cor, e dá vinhos de grande estrutura e boa capacidade de envelhecer, com teor alcoólico variando entre 10,5 a 13% e um mosto equilibrado em açúcar. Os taninos são frutuosos dando vinhos elegantes, bom aromas e uma complexidade de sabores (podendo ser tomado jovem), harmoniosos com carnes vermelhas, pratos condimentados e queijos saborosos.
Características importantes para os Rioja, especialmente para os Reserva e Gran Reserva, com muitos anos nas adegas. No entanto, tem pouca acidez, o que faria o vinho perder o seu futuro depois de alguns anos. No corte riojano, a Garnacha pode não ter muito charme, mas dá álcool ao produto final; a Mazuelo corpo, tanino e capacidade de envelhecer, e a excelente Graciano colabora com seu aroma, delicadeza e capacidade de envelhecer. Não existe receita fixa. Cada enólogo ou casa produtora define seus cortes de acordo com o que dispõem e as expectativas sobre o vinho que estão produzindo. Hoje a proporção de Tempranillo vem crescendo e é maior nos grandes vinhos da Rioja Alta e Rioja Alavesa.
A capacidade da Tempranillo de gerar grandes vinhos, capazes de envelhecer, é evidente na zona de Ribera del Duero, em Castilla la Vieja(região plana, que está em ascensão, produzindo alguns dos melhores e mais instigantes tintos espanhóis).
O Duero é o mesmo rio Douro de Portugal e ali a Tempranillo assume o nome de Tinto Fino. O Vega-Sicília é o grande vinho, o pioneiro, que praticamente "inventou" a região. Muitos destacam a presença da Cabernet Sauvignon no corte desse grande vinho, mas é bom lembrar que a Tinto Fino domina sua composição (60%). A proporção de Cabernet Sauvignon, costuma variar entre 16% e 20%. Entram ainda no grande Vega-Sicília as castas Merlot, Malbec, Garnacha e Albillo (esta, uma uva branca). Provando um Alion (segundo vinho da Vega-Sicília), um dos melhores e mais espetaculares tintos da Espanha, comprova-se a classe da uva Tinto Fino, a única utilizada nesse vinho. No Alion, a capacidade da Tempranillo como solista fica mais do que evidente.
A Tinto Fino é majoritária no corte do Pesqueira, outro grande rótulo de Ribeira del Duero e que, segundo vários autores, tem um toque da Garnacha. Na Catalunha, ela assume o nome Ull de Llebre (olho de lebre) e entra em vários tintos da vinícola Torres. Ali sua presença não é tão marcante, fazendo companhia à Monastrel e a outras uvas locais.
Em Portugal, com o nome de Tinta Roriz, ela está entre as uvas de mais classe na região do Douro, ao lado da Touriga Nacional, Touriga Francesa, Barrocão, Tinta Barroca, Tinta Cão, Malvasia Preta e Mourisca. Segundo o grande produtor José Rosas Ramos Pinto, que marcou época na história do vinho do Porto, a Tinta Roriz é a única uva “estrangeira” presente na composição do vinho do Porto. É importante nos tintos de mesa não fortificados do Douro, a uva de maior presença no lendário Barca Velha, considerado o melhor vinho de Portugal, envelhecido nos tonéis de carvalho, comprovando a afinidade da Tinta Roriz (ou Tempranillo) com essa madeira.
No Alentejo, a Aragonês aparece ao lado da Trincadeira - uva típica da região. As duas produzem o lendário Pêra Manca e entram em outros grandes da região, como Marquês de Borba Reserva, Esporão Reserva, Tinto Velho José de Souza, Tapada do Chaves, Quinta do Mouchão e muitos outros. Passou ainda a freqüentar rótulos do Alentejo, como Esporão Aragonês, João Portugal Ramos Aragonês e Herdade do Peso Aragonês.

Fora da Europa, tem presença significativa na Argentina, onde é mais conhecida com Tempranilla. Bastante difundida, junto da Bonarda e da Malbec, começa a chamar a atenção, produzindo alguns vinhos de elite. É a sexta uva mais plantada, ocupando 4301 hectares em Mendoza. Era difícil ver o nome nos rótulos argentinos, que estavam mais interessados em quantidade do que qualidade. Agora a situação mudou. Bons vinhateiros estão controlando a produção e a qualidade da uva vem se impondo, dando a ela um passaporte internacional.

CASA DE CASTILLA CRIANZA 2008 – CASTILLA – ESPANHA

Vinho da Semana 29/2015 ● CASA DE CASTILLA CRIANZA 2008 – CASTILLA – ESPANHA - Ribera del Duero, literalmente margens do Douro é uma das estrelas de mais rápida ascensão na Espanha. A região vitivinícola está localizado na DO Castilla y Leon. Castilla representa tudo o que é tipicamente espanhol: cidades antigas muradas, pequenas aldeias com grandes rebanhos de ovinos e caprinos, monumentos históricos, uma vez que Castilla foi o berço da Reconquista do país do domínio mouro que já duvara  8 séculos na Península. A principal uva de Ribera del Duero é a Tempranillo, aqui conhecida como Tinto fino ou tinta del país. Esta é uma variante local da Tempranillo. Esta uva cobre 85% da área total de vinha. Em Rioja esta uva precisa do apoio de outras variedades, mas pela composição, altitude e solo no Duero, esta uva dá aqui vinhos finos e complexos.
            A parte inferior da Ribera del Duero varia muito, dependendo da altitude. Os vinhedos começam no vale do rio e são plantados até os os pés das montanhas. Eles são muitas vezes plantados em terraços. Região: Valladolid - Ribera del Duero - Olivares de Duero. Composição de Castas: 100% Tempranillo. Amadurecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Região com clima continental, com altos gradientes - temperaturas extremas. Boa umidade por estar nas cercanias do rio Duero. Altitude de 750 m.s.n.m. Caracteristicas do Solo: Solos calcários. Elaboração: Vinhas de 40 anos; Vindima manual, desengace; Fermentação a 28°C com remontagens; Maceração de 15 dias; Malolática; Amadurecimento em barricas; Envelhecimento mínimo de 12 meses antes da comercialização. O vinho vem numa garrafa “decantadora” - ou seja, aqui você tem a chance de degustar um rótulo inovador no qual as impurezas e borras da bebida são decantadas de forma a ficarem no fundo da garrafa.
Notas de Degustação: Coloração purpúrea concentrada e luminosa. Impressionante nobreza olfativa, com licor de cassis, tabaco, coco tostado e tinteiro. Carnudo, com importante conteúdo de taninos aveludados; estrutura sofisticada, longuíssima persistência.
● Guarda: Aguenta fácil 7 a 8 anos, pois é um tinto concentrado de bom potencial de guarda.
● Reconhecimentos: RP 91
● Notas de Harmonização: Carnes bovinas nobres na brasa ou chama direta; embutidos, carnes vermelhas com molhos bastante saborosos ou cordeiro assado. Grandes queijos curados.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Onde comprar: Em BHEnoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

MAURO 2011 CASTILLA Y LEON - ESPANHA

Vinho da Semana 29/2015 ● MAURO 2011 CASTILLA Y LEON - ESPANHA – A bodega espanhola Mauro é uma bodega espanhola relativamente jovem, com sede em Tudela del Duero que produz excelentes tintos: Mauro “Tinto del País”, elaborado com Tempranillo, redondo e frutado, com um toque de Syrah. A região não é uma DO, já que algumas uvas vêm de fora de Ribera del Duero. Importante destacar que a região autônoma de Castilla y León engloba as seguintes D.Os: Ribera del Duero, Cigales, Bierzo, Rueda e Toro. Recentemente: Arribes e Arlanza. Os vinhos fora dos regulamentos dessas DOs são  classificados como meros “Vinos de La Tierra de Castilla y León”.  Com 93 pontos de Robert Parker, o fantástico Mauro 2004 é uma das inspiradas criações do genial enólogo Mariano Garcia, responsável por alguns dos mais memoráveis vinhos da Espanha.  Cheio, rico e muito complexo. Corte com as uvas: Tempranillo, Syrah e Garnacha. Vinificação: Fermentação tradicional com controle de temperatura. A vinificação das castas acontece separadamente. Maturação: Maturado entre 12 e 14 meses sendo 75% em barricas francesas e 25% em barricas americanas. Usa-se barricas novas a cada safra.
● Notas de Degustação: Cor vermelho-rubi profundo, brilhante com discreto halo granada nas bordas. Aromas de frutas bem escuras maduras, nota floral, grande complexidade aromática, onde aparecem notas balsâmicas e de chocolate dando sofisticação ao conjunto. No paladar, o ataque de boca mostrou um vinho encorpado, com taninos aveludados, álcool e acidez equilibrados, com uma bela concentração de frutas negras e vermelhas, notas de especiaria doce como baunilha resultante das barricas. Boa persistência, com final elegante.
● Guarda: Aguenta fácil 10 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, preparações espanholas e cordeiro.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

TARIMA HILL MONASTRELL OLD VINES 2010 – ALICANTE – ESPANHA

Vinho da Semana 29/2015 ● TARIMA HILL MONASTRELL OLD VINES 2010 – ALICANTE – ESPANHA - O importador Jorge Ordonez e o enólogo Rafael Canizares, ambos catalães, resolveram unir a expertise que adquiriram no mundo do vinho criando as Bodegas Volver. Tudo começou em Alicante, denominação pouco conhecida no interior da Catalunha, até que resolveram expandir o projeto para outras regiões: La Mancha e Jumilla. Foi de vinhas com 40 a 75 anos de idade que nasceu este vinho catalão. E o resultado não poderia ser outro: é um vinho muito intenso.
Se está se perguntando o que o “Hill” no nome deste vinho quer dizer, explicamos: seu vinhedo está localizado em uma pequena colina na região de Alicante, promovendo o crescimento de uvas em um microclima diferente, mais próximo do mediterrâneo. O excelente Tarima Hill é um vinho 100% Monastrell (Mourvèdre) proveniente de uma vinha plantada entre 1935 e 1970, em grande parte plantada em pé-franco. Ele foi envelhecido 20 meses em carvalho francês. Passa 12 meses em carvalho francês. 20% novo e mais 3 meses de garrafa antes de sair ao mercado.
● Notas de Degustação: Rubi opaco. Aromas perfumados de licor de frutas escuras como ameixa, cereja, especiarias e violeta, com uma nota mineral e tostada crescentando vivacidade ao vinho. Da taça despontam notas de chocolate, tinta de caneta, grafite, amoras e mirtilos, que vão do nariz a boca em questão de segundos – é mesmo um vinho complexo. Com caráter mineral aflorado, traz frescor a um vinho encorpado e com alta graduação alcoólica. Paladar macio e suave, sem arestas, com frutas escuras e sabores de café, emoldurados por uma bela acidez. Persistente e com bom final de boca.
● Reconhecimentos: RP 93.
● Guarda: Pode ser bebido ou guardado por até 2019.
Notas de Harmonização: Bisteca de porco com frutas secas. Embutidos suculentos, costela no bafo, maminha assada com molho de ervas finas..
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

PODERE LA VIGNA BRUNELLO DI MONTALCINO 2009 – TOSCANA - ITÁLIA

Vinho da Semana 29/2015 ● PODERE LA VIGNA BRUNELLO DI MONTALCINO 2009 – TOSCANA - ITÁLIA – Localizada 7 km a nordeste de Montalcino, a Podere la Vigna pertence à família Rubegni desde 1958. Os 4 ha de vinhedos, plantados com diferentes clones de Sangiovese em solos que combinam argila e turfa, têm excelente exposição solar e se encontram a uma altitude entre 320 e 340 metros. Atualmente, a vinícola é dirigida por Adriano Rubegni e sua esposa, Sonia, que cuidam do vinhedo como de um jardim e acabam de construir uma nova vinícola. Safras recentes comprovam o trabalho meticuloso no cultivo e na vinificação. A Podere La Vigna foi fundada em 1958.
 Terroir - Os vinhedos estão situados entre 320 e 340 metros de altitude, voltados para sudeste e sudoeste. As vinhas estão em espaldeiras, em densidade de 4.000 plantas por hectare. Os solos são mistos de argila e calcário poroso e quebradiço.
Elaboração - A colheita é manual. A fermentação é feita em tanques de aço inox de 50 hl em temperatura controlada com remontagens diárias, durante 18 a 20 dias. A maturação dura pelo menos 24 meses em tonéis de carvalho de 20/30 hl. Após engarrafado, o vinho permanece na vinícola pelo menos 6 meses.
● Notas de Degustação: Rubi escuro. Grande riqueza de aromas de especiarias (aparecem o cravo, canela e pimenta do reino), tabaco e o tostado da madeira, integrados com notas vegetais. No paladar mostra taninos macios, boa acidez, e boa persistência. Elegante, sedoso, bem estruturado e com um longo final frutado. Torna-se ainda mais elegante com o tempo.
● Guarda: beber após 3 anos. Aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização: Cordeiro, risottos a base de funghi e ragus, ossobuco, extracotto (carne com lento cozimento). Queijos maturados e massas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

VOLPAIA COLTASSALA 2010 – TOSCANA – ITÁLIA

Vinho da Semana 29/2015 ● VOLPAIA COLTASSALA 2010 – TOSCANA – ITÁLIA - Construído no século XI como um vilarejo fortificado, o Castello di Volpaia fica entre Florença e Siena, na região do Chianti Classico, e ainda mantém o estilo medieval, sendo um dos mais preservados desse período. A adega se espalha por diversas casas antigas e igrejas, convertidas em instalações modernas de vinificação. O terroir e os cuidados no cultivo, de agricultura orgânica, resultam em vinhos elegantes e suculentos, que se destacam por seu estilo. Os guardiões desse tesouro são Carlo e Giovannella Stianti Mascheroni, cuja família adquiriu a propriedade no início dos anos 1960. Desde 2007, os filhos do casal, Nicolò e Federica, trabalham na empresa. Volpaia, cujo enólogo consultor é Riccardo Cotarella, é um dos top ten da região listado no guia de Hugh Johnson.
 Terroir - Os vinhos são elaborados com uvas cultivadas organicamente. O terroir é bem específico, com altitudes entre 450 m e 650 m, e com exposição perfeita de sudeste a sudoeste. Diversas experiências foram realizadas com porta-enxertos, clones, sistemas de poda e densidades para se produzir o melhor vinho possível. O resultado inegavelmente aponta para elegância, suculência e finesse, para o que contribuem também os solos pobres, arenosos e permeáveis. Produção e Vinificação - Os interiores de diversas casas antigas e igrejas foram convertidos em instalações modernas de vinificação – opção à construção de uma moderna cantina que não teria nada a ver com a histórica propriedade. Para tal, telhados foram desmontados e novamente remontados para o ingresso de tanques e outros equipamentos, e uma rede subterrânea de dutos em inox (vinhoduto) foi construída para interligação. Assim, Volpaia não é apenas uma magnífica atração turística, mas uma aldeia viva e produtiva com seus habitantes ligados diretamente à produção de vinhos. Riccardo Cotarella, “Enologo dell’anno 2000” (Gambero Rosso), “Winemaker of the Year 2001” (Wine Enthusiast Magazine) e “Enologo dell’anno 2001” (AIS Roma) é o consultor. Safra - Essa safra começou com um inverno moderado e primavera com temperatura normal, mas com escassez de chuvas. O verão foi quente e seco e as temperaturas caíram levemente em agosto, aumentando novamente em setembro. Todas as fases fenólicas das vinhas foram antecipadas em 10 dias. A produção foi bem baixa, mas com uvas de grande qualidade e concentração. O vinho estagiou durante 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Composição do corte: 95% Sangiovese e 5% Mammolo. Vinhas com idade média entre 20 a 25 anos.
Notas de Degustação: Cor rubi de boa intensidade. Aromas com de frutas escuras (cereja) e toques de carvalho bem intergrado. Paladar encorpado, com taninos macios, notas de baunilha e cacau, com fim de boca com grande persistência. O Coltassala é um vinho bem estruturado, e elegante.
● Guarda: beber após 3 anos. Aguenta fácil 7 anos.
● Notas de Harmonização: Para acompanhar queijos maduros, carnes grelhadas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

OS MELHORES BLENDS DE MALBEC ARGENTINOS SEGUNDO A REVISTA DECANTER

OS MELHORES BLENDS DE MALBEC ARGENTINOS SEGUNDO A REVISTA DECANTER
Para sua última edição, um painel de críticos avaliou 143 vinhos de corte que incluíam a casta emblemática argentina (Por Sebastián Ríos  | LA NACION)
"Hace unos pocos años, degustar 143 blends con base de malbec habría sido una penosa maratón para el paladar, pero hoy es algo así como salir a correr por el parque", escribió el crítico de vinos chileno Patricio Tapia en la revista Decanter, que en su edición de julio ofrece una guía de los mejores vinos de corte argentinos con base de malbec. El panel de degustadores destacó no sólo la calidad de las etiquetas, sino también celebró el abandono de anteriores modas enológicas, como el exceso de madera y la sobreextracción, que daban lugar a vinos pesados, difíciles de beber.
Para los críticos que participaron de la evaluación, el futuro de la Argentina parecer estar en los blends. "Los 143 presentados a esta degustación muestran que los productores argentinos tienen la intención de moverse hacia los blends para ofrecer a los consumidores algo diferente -comentó por su parte otro de los críticos de Decanter, Phil Crozier, responsable de vinos de la cadena inglesa de restaurantes Gaucho-. Esto tiene perfecto sentido: los vinos varietales no pueden mostrar la versatilidad y el verdadero valor del vino Argentino".
La lista de vinos que obtuvieron los mejores puntajes muestran una variedad de estilos mucho más amplia que la de antaño, por un lado, y, por otro, el hecho de que el cabernet sauvignon ya no es el compañero obligado del malbec a la hora de armar un vino de corte. Hoy es posible encontrar blends de malbec con cabernet sauvignon, pero también con cabernet franc, petit verdot, bonarda o incluso pinot noir o touriga nacional. "En particular, los blends con cabernet franc son radiantes, llenos de vitalidad, sumando estructura y frescura herbal a la fruta del malbec", comentó Tapia.
Veamos entonces cuáles fueron los vinos mejor puntuados por Decanter; a continuación, la lista de los vinos que recibieron más de 90 puntos (sobre 100).
SOBRESALIENTES (ENTRE 95 Y 100 PUNTOS)
·         Demente 2013, Passionate Wine (95+ puntos)
·         Ji ji ji 2014, Gen del Alma (95 puntos)
·         Viñalba Cuvée Couture Malbec - Touriga Nacional Reserva 2013, Viñalba (95 puntos)
·         Eggo Tinto de Tiza 2013, Zorzal Wines (95 puntos)
ALTAMENTE RECOMENDABLES (ENTRE 90 Y 94 PUNTOS)
·         Eterno retorno 2013, Passionate Wine (94 puntos)
·         Teho Tomal Vineyard 2011, 55 Malbec (92 puntos)
·         Roberto L. 2011, Finca Sophenia (92 puntos)
·         Estate Selection Red Blend 2013, La Celia (92 puntos)
·         Finca Los Nobles Malbec-Verdot Field Blend 2011, Luigi Bosca (92 puntos)
·         Blend 2012, Melipal (92 puntos)
·         Iscay Malbec-Cabernet Franc 2010, Trapiche (92 puntos)
·         Canyengue 2012, Viñedos Casta del Sur (92 puntos)
·         Gran Reserva 2013, Vulcano (92 puntos)
·         Quimera 2012, Achaval-Ferrer (91 puntos)
·         Tinto de Corte 2013, Amalaya (91 puntos)
·         Alma de Luna 2011, Montechez (91 puntos)
·         Gran Corte 2012, Riglos (91 puntos)
·         Zaha Toko Vineyard Red Blend 2012, 55 Malbec (90+ puntos)
·         Privada 2012, Bodega Norton (90+ puntos)
·         Conjuro 2010, Bressia (90+ puntos)
·         1100 2013, Doña Paula (90+ puntos)
·         Ciclos Icono 2012, El Esteco (90+ puntos)
·         Axel Malbec-Cabernet Sauvignon 2011, Ocaso Winery (90+ puntos)
·         Malbec-Tempranillo 2013, Mapema (90+ puntos)
·         Alfa Crux 2012, O Fournier (90+ puntos)
·         Brazos de los Andes 2013, Zuccardi (90+ puntos)
·         Altimus 2011, El Esteco (90 puntos)
·         Gran Reserva 2013, Ca´de Calle (90 puntos)
·         505 Vineyards Esencia 2014, Casarena (90 puntos)
·         Flores del Valle 2010, Gouguenheim (90 puntos)
·         Mountain Blend 2014, Mythic (90 puntos)

·         Vistalba 2013, Viñedos Casta del Sur (90 puntos)