segunda-feira, 29 de junho de 2015

A GRANDE DIVERSIDADE DOS VINHOS DE PORTUGAL

“ A GRANDE DIVERSIDADE DOS VINHOS DE PORTUGAL ” –  Num universo onde o mundo todo faz vinho, tudo em Portugal é diferente !!! Única coisa em comum é que o vinho português também é feito com uvas. O TOP 5 de uvas clássicas  do vinho, ou seja, as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc é comum a todo mundo e também estão presentes em alguns rótulos de vinhos portugueses, mas o rico patrimônio de uvas autóctones vai além das 250 uvas e são todas elas usadas em vinhos conforme as suas regiões de plantio.
Este rico patrimônio de castas nativas coloca Portugal à frente da Itália, e chama a atenção para um diferencial na forma de fazer vinhos. No Novo Mundo predominam os vinhos varietais, enquanto na Europa predomina a lógica de compra de vinhos pela região de produção. Independente de serem varietais ou blends, compra-se Borgonha, Loire, Alsácia, Bordeaux, Barolo, Barbaresco, Brunello, para citar alguns exemplos. Em Portugal, 95% do vinho produzido é vinho de corte, com um blend de várias uvas.
Ocorrem mais diferenças em Portugal, como o fato dos vinhedos serem plantados como no passado, com várias castas co-plantadas com tudo misturado, mesmo numa única linha, enquanto no resto do mundo os vinhedos são plantados por variedades separadas. É tudo tão misturado, que numa mesma linha do vinhedo podem coexistir castas brancas e tintas. A dificuldade de todas maturarem ao mesmo tempo na época da vindima é “corrigida” pela mãe natureza que acaba por ajustar as diferenças, com uma variação máxima de 4 dias, o que convenhamos, não é nada! Em vinhedos de parcelas isoladas, as diferentes castas podem maturar com prazos diferentes entre 6 a 7 semanas entre cada uma delas. Os vinhedos co-plantados têm também a vantagem de serem mais resistentes às doenças.
Além disto, em Portugal, outra diferença em relação aos demais países produtores é a pisa a pé nos seus melhores vinhos, evitando o esmagamento das sementes de uvas, que em geral trazem aromas e sabores amargos para o vinho. Além disto, nos lagares de pisa, o contato entre as cascas e o mosto se faz por mais tempo, e lembremos que o aroma e a cor do vinho estão nas cascas das uvas! A pisa a pé cria uma remontagem no vinho (as uvas vão até a altura dos joelhos, e as pessoas efetivamente tem que subir as pernas nesta atividade, e não simplesmente pisar sobre as uvas). Isto tudo se revela em vinhos espetaculares que vem chamando cada vez mais a atenção para a qualidade consistente dos grandes vinhos portugueses.
Em algumas regiões de Portugal, em especial no Alentejo, usa-se a fermentação em talhas de barro (ânforas). Um método antigo, da época em que a região foi colonizada por romanos (estamos falando de 7 séculos antes de Cristo !!!) e que hoje em dia só se faz em Portugal e na Geórgia. O fato é que a diversidade de mais de 250 castas nativas, de microclimas e de solos, mais o fator humano da tradição de fazer vinhos a mais de 2700 anos em diferentes terroirs coloca Portugal a frente de uma grande diversidade de estilos, com vinhos produzidos com teor alcoólico entre 7 a 21%.
Atendendo a pedidos, reproduzi neste artigo o foco da palestra sobre a Diversidade dos Vinhos de Portugal que conduzi no Seminário de BH durante a Grande Degustação de Vinhos de Portugal. Durante a palestra, servimos os seguintes vinhos e suas harmonizações:
♦ Primeira Harmonização:
Aveleda - Vinho Verde/Alvarinho - Aveleda Alvarinho 2014
Esporão - Alentejo- Esporão Reserva Branco 2013
Ambos com Bolinho de Bacalhau
♦ Segunda Harmonização:
Caves Messias – Bairrada - Quinta do Valdoeiro 2011
Sabores do Campo/ Alentejo - Monte da Gloria Reserva 2010 Tinto
Ambos com Carpaccio de Carne
♦ Terceira Harmonização:
Enoforum – Carmin Group - Alentejo - Reguengos Garrafeira dos Sócios 2007
Quinta do Crasto - Douro - Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2012
Ambos com Brochete de Filet
♦ Quarta Harmonização:
Sogrape - Douro - Sandeman Porto

Servido com Mix de Frutas Secas.

LE CHARDONNAY GRAND VIN VILLARD – CASABLANCA - CHILE

Vinho da Semana 26/2015 ● LE CHARDONNAY GRAND VIN VILLARD – CASABLANCA - CHILE – A Vinícola Villard está localizada entre a Cordilheira da Costa e o Oceano Pacífico, no Valle de Casablanca desfrutando de um meso-clima caracterizado por uma fresca brisa costeira, que dilata o período de maduração das uvas, trazendo um perfeito equilíbrio entre o teor de açúcar e o da acidez. O Valle de Casablanca está localizado a 80 km a oeste de Santiago e 35 km da costa, aos pés da Cordilheira da Costa, recebendo a influência direta das correntes frias do Pacífico. É reconhecida como a melhor região do Chile para castas brancas e para a Pinot Noir. O seu particular meso-clima prolonga o período de amadurecimento das uvas, devido às oscilações de temperatura trazidas pelas brisas marinhas.
Thierry Villard é um pequeno produtor por opção, e um grande especialista em vinhos brancos e na caprichosa casta Pinot Noir, oriundos do fresco Valle de Casablanca. Seu Sauvignon Blanc Reserva Expresión foi o único penta-estrelado no “Guia de Vinhos Chilenos 2003/ 2004” e faz um estrondoso sucesso no mercado brasileiro. Os chardonnays, que fogem do estigma de “gordos, cheios de carvalho e sem frescor”, são uma lição de pureza, integridade e equilíbrio. Os Pinot Noirs, muito requintados e sem exageros de fruta em compota, são concebidos com baixos rendimentos no vinhedo. No clássico Valle del Maipo, elabora um corte bordalês excepcional, o Equis, que é concentrado como deve ser um “premium” chileno, mas que impressiona a todos os críticos (como Patricio Tapia do “Guia Descorchados”) pela incomparável elegância.
 A vinícola foi criada em 1989, sendo uma das mais modernas vinícolas do Chile, combinando a alta tecnologia com a vinicultura tradicional. O objetivo da empresa é de produzir apenas vinhos orientados à alta qualidade, logrados com baixa produção.
Produzidos em pequenas quantidades para serem distribuidos no mercado de externo, através dos canais ditos HoReCa (Restauração e Hotelaria de alto nível) e em lojas especializadas, os vinhos da Villard buscam o nicho dos entusiastas do vinho, oferecendo a máxima qualidade para preencher suas expectativas.  Os vinhos são divididos em três níveis: Expresión (vinhos complexos que enfatizam o terroir e a variedade de uva), Esencia (vinhos que evoluem com a guarda em garrafa, e refletem o estilo pessoal de Thierry Villard) e o “premium” Equis, elaborado no Valle del Maipo.        
● Notas de Degustação: Cor palha tendendo ao dourado, cristalino e luminoso. Nariz com aromas de frutas tropicais maduras, baunilha e amêndoas tostadas. Na boca é untuoso, com estrutura sólida, e com ótima acidez. O vinho passa 9 meses em barricas de carvalho francês, com frequentes bâtonnages e isto reflete na complexidade no nariz e paladar.
● Guarda: Em termos de brancos, é um vinho de grande guarda. A maturidade inicial é atingida entre 4 a 5 anos após a colheita, podendo chegar a 7 anos.
Notas de Harmonização: Salmão assado servido com chutney de manga; Camarões grelhados servidos ao creme delicado de gruyère; Vitela braseada com vinho branco e ervas aromáticas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: GUIA DESCORCHADOS 2014: 92 pontos

Onde comprar: Em BH – ENOTECA DECANTER - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

TRINCA BOLOTAS HERDADE DO PESO 2013 – ALENTEJO - PORTUGAL

Vinho da Semana 26/2015 ● TRINCA BOLOTAS HERDADE DO PESO 2013 – ALENTEJO - PORTUGAL – Após quase dez anos vinificando um único vinho em parceria com a Herdade do Peso, na década de 90, a Sogrape decide investir pesado no Alentejo e adquirir a propriedade. Com o sucesso prévio do Vinha do Monte e acompanhando as tendências e o rápido progresso da região, o projeto de uma estrutura de vinificação moderna e de grande capacidade é colocado em prática, criando uma das mais modernas estruturas do grupo, localizada no Baixo Alentejo, na principal das oito sub-regiões vinícolas oficiais, a Vidigueira.
 Chama-se Trinca Bolotas o mais recente vinho tinto da Herdade do Peso, lançado pelas mãos da Sogrape Vinhos numa homenagem ao Alentejo, ao ter como símbolo o único sobrevivente dos suínos de pastoreiro da Europa, o porco boloteiro; o porquinho alentejano, que se alimenta quase exclusivamente das "bolotas". Assim como o porco, o vinho é um clássico alentejano: fruta viva, notas de especiarias, acidez fresca e taninos perfeitamente construídos.
● Notas de Degustação: Cor rubi. Notas de frutas vermelhas e negras maduras, com notas de especiaria, formando um "nariz" bastante envolvente e agradável. De médio corpo, fresco, harmônico, com bom equilíbrio. Fácil e gostoso de beber, um vinho com longo final. Corte das uvas: 44% Alicante Bouschet, 40% Touriga Nacional, 16% Aragonez (Tempranillo).
● Guarda: até 4 anos após a safra. Quanto mais jovem, mais fácil de perceber o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: As migas, o ensopado de borrego, a carne de porco à alentejana. Entre os petiscos encontramos as moelas, o chouriço e a linguiça, a orelha de porco, os torresmos e o presunto. Compre duas garrafas para não ficar na mão !!!
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

LANÇAMENTO DOS ESPUMANTES ALMA M - DA CASA DO VINHO

● LANÇAMENTO DOS ESPUMANTES ALMA M - DA CASA DO VINHO - Há tempos a FAMIGLIA MARTINI pensava em ter um espumante exclusivo com a sua marca. Procuravam um produtor que tivesse muita qualidade e excelente preço. Encontraram ambas características na Vinícola Luiz Argenta, único produtor brasileiro do catálogo da CASA DO VINHO.

 A Vinícola Luiz Argenta não foi escolhida por acaso. A adega é moderna, seu prédio é considerado uma das mais belas vinícolas do mundo, as garrafas dos seus vinhos são obras de design e a modernidade da produção e qualidade aliadas ao preço são insuperáveis.

A escolha do nome dos espumantes reflete a paixão pelo vinho, a História, a união como família, a tradição aliada à modernidade. Dessa ideia nasceu o Alma M, com garrafa e rótulo sofisticados, discretos e elegantes. Por detrás do rótulo, dois tipos de espumantes: um rosé feito a partir das tintas Merlot, Shiraz e Pinot Noir e um branco de Chardonnay e Riesling.


Espumantes feitos para brindar, comemorar a vida, acompanhar elegantemente os mais diversos pratos e embelezar a mesa com sua presença. Venha conhecer os Alma M nas lojas da CASA DO VINHO.

domingo, 21 de junho de 2015

AROMAS E SABORES PORTUGUESES


“ AROMAS E SABORES PORTUGUESES ” –  Quem gosta de vinhos está sempre procurando novidades para suas taças, em especial produtos que tenham uma boa relação custo-benefício, ou como muitos começam a falar: preço x prazer. Afinal, se estivermos fora do Brasil, percebemos facilmente que se bebe, e muito bem, vinhos com preços até 5 euros! Neste universo de rótulos à disposição do amante de vinhos, os vinhos portugueses têm conquistado o gosto do consumidor.
Portugal têm produzido vinhos de ótima qualidade, e não estou me referindo apenas aos vinhos “Top” ou “Premium”, e sim aos vinhos tranquilos que mostram muito boa relação custo-benefício (R$ 35,00 – R$ 70,00), conseguindo se destacar por sua intensidade de aromas e sabores.
Os portugueses têm buscado recuperar seu espaço nas prateleiras de supermercados e lojas especializadas, por conta de investimentos em plantio de videiras melhor adaptadas às regiões, condução dos vinhedos, uso de alta tecnologia empregada na produção e amadurecimento do vinho, e principalmente na valorização do uso das variedades autóctones, como as castas: Touriga Nacional (hoje um emblema nacional), Tinta Roriz ou Aragonês (a Tempranillo), Alfocheiro, Baga, Trincadeira, entre outras. São cepas únicas, que realmente exprimem a identidade da região onde o vinho é feito.
Os vinhos portugueses são uma boa opção de harmonização com a nossa cozinha brasileira, em especial a culinária mineira que tem suas raízes nas tradições portuguesas. Experimente um lombinho de porco e feijão tropeiro servido com um Bairrada. Se for provar com um leitão a pururuca então, nem se fala! Geralmente as combinações são mais prazerosas do que com um vinho Malbec ou Carmenere, se bem que sempre se respeite o gosto pessoal e subjetivo de cada um.
Além disto, a visibilidade que os vinhos portugueses têm tido no Brasil, por conta das ações de promoção da ViniPortugal e das Comissões Vitivinícolas de cada Região são dignas de nota, e a difusão dos aromas e sabores da Terrinha estão surtindo seus resultados positivos.
Dizem que a melhor maneira de se avaliar a cultura de um povo é visitar seu mercado. Por onde passo; procuro conhecer um mercado com frutas frescas, legumes, carnes, peixes, temperos, queijos e vinhos; e se não o consigo, tento ver nos supermercados a variedade de ingredientes culinários e vinhos que cada povo tem.
A história da gastronomia portuguesa está diretamente relacionada com a qualidade dos produtos que o seu solo e o oceano lhes fornece. A base da tradição mediterrânica assenta-se na trilogia do “pão, vinho e azeite”. Esta tendência, espalhada um pouco por todo Portugal, encontra diferentes nuances em cada região. São as influências climáticas, geralmente demarcadas pelas mesmas fronteiras geográficas que delimitaram os trajetos dos povos pelo território em que passaram, que cunharam várias tendências e caracterizam cada uma das cozinhas regionais. Dos fenícios aos romanos, dos mouros às novas gerações, a cozinha portuguesa é uma consequência de todas as contribuições trazidas pelos ocupantes da Península. Daí, Portugal ter uma gastronomia tão rica e variada como a sua paisagem e o seu patrimônio cultural, que de certa forma está muito presente na culinária mineira e brasileira.
 No entanto, em Portugal, penso eu que é o mar que imprime a característica mais marcante à culinária local. Um simples peixe grelhado é sempre fresquíssimo, bem como o marisco que abunda em todo a costa litoral. As descobertas marítimas e o intenso comércio de especiarias inspiraram a cozinha lusitana e certamente introduziram novos sabores. Outros produtos de base, como a batata, ou curiosamente o arroz e feijão (tão brasileiros), chegaram durante este período da história de conquista de territórios e, de Portugal, partiram para vários países europeus.
Em pratos de carne, uma sugestão de todo o país: o celebrado cozido à portuguesa mistura carnes e legumes, cozidos de forma suculenta. A carne e os embutidos consolidam a base de produtos essenciais em muitos pratos portugueses, sobretudo na região Norte, onde também se poderá saborear as tripas à moda do Porto, uma variedade de feijoada, que é feita à moda de Trás-os-Montes (de onde saiu meu bisavô para o Brasil)
Lembremos também do mais fino azeite português, de grande qualidade, que está sempre presente e integra todas as receitas de bacalhau (dizem que há 1001 azeites diferentes em Portugal), tipicamente lusitana na forma de preparar e apreciar.
E os queijos então, basta lembrar dos feitos na Serra da Estrela, mas há vários, como os do Centro de Portugal e do Alentejo, que são todos deliciosos.
Os doces, com origens nos conventos onde eram preparados, criaram uma doçaria especialíssima. Nunca deixe de provar um pastel de nata, que é uma “bomba” calórica (3 pastéis somam 1000 calorias e são mais do que muita gente consome diariamente no mundo), que vai muito bem se acompanhado de um bom café “expresso”. Isto sem falar de pão, que é uma verdadeira “perdição” em Portugal!
Cada prato tem um vinho certo para companhia. Portugal neste aspecto é um país impar em variedades e diversidades. Se o vinho do Porto e da Madeira fizeram fama inicial do país, hoje os tintos do Douro, do Dão, da Bairrada, do Alentejo e tantos outros fazem a festa de qualquer amante de vinhos.
E como muita gente perguntou-me sobre os vinhos que acompanham as “Maravilhas da Gastronomia Portuguesa”, preferi falar neste artigo sobre a gastronomia e as suas 7 Maravilhas - Alheira de Mirandela, Queijo Serra da Estrela, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém, foram as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, eleitas por quase um milhão de votos via internet (Facebook).

Aliás, o Brasil recebe a partir desta semana um dos melhores Road Show de Vinhos do Mundo, no qual você poderá provar vários rótulos, entre brancos, tintos, espumantes e fortificados, num encontro imperdível. O evento Grande Degustação dos Vinhos de Portugal 2015 será realizado em 5 cidades: Belo Horizonte-MG, Vitória-ES (na feira Expovinhos), Curitiba-PR, Florianópolis-SC e Porto Alegre-RS. A realização será nas seguintes datas e locais: ● Belo Horizonte-MG: Dia 22/06/2015 - Das 16h às 22h, sendo que das 16h às 22h será permitida a entrada somente de profissionais e das 20h às 22h o evento receberá a participação de consumidores finais (formadores de opinião). Hotel Mercure Lourdes ● Vitória-ES: Expovinhos 2015 - Dias 24 e 25/06/2015 - Das 18h às 23h. Centro de Convenções de Vitória. Os Vinhos de Portugal participarão da Feira Expovinhos 2015 em Vitória-ES. ● Curitiba-PR: Dia 26/06/2015 - Das 16h às 22h, sendo que das 16h às 22h será permitida a entrada somente de profissionais e das 20h às 22h o evento receberá a participação de consumidores finais (formadores de opinião). Hotel Radisson Curitiba ● Florianópolis-SC: Dia 29/06/2015 - Das 16h às 22h, sendo que das 16h às 22h será permitida a entrada somente de profissionais e das 20h às 22h o evento receberá a participação de consumidores finais (formadores de opinião). Hotel Majestic Palace ● Porto Alegre-RS: Dia 01/07/2015 - Das 16h às 22h, sendo que das 16h às 22h será permitida a entrada somente de profissionais e das 20h às 22h o evento receberá a participação de consumidores finais (formadores de opinião). Hotel Radisson Porto Alegre.

E para não dizer que não citei, as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa por suas Regiões e Vinhos são:
Entradas: Alheira de Mirandela (IG) - Trás os Montes e Alto Douro
Entradas: Queijo Serra da Estrela - DOP - Beira Interior / Beira Litoral
Sopas: Caldo Verde - Douro e Minho
Marisco: Arroz de Marisco – Lisboa (Estremadura) e Tejo (Ribatejo)
Peixe: Sardinha Assada - Lisboa e Setúbal
Carne: ‎Leitão da Bairrada – Bairrada / Beira Litoral
Doces: Pastel de Belém - Lisboa e Setúbal

Depois disto tudo, uma pergunta é inevitável: Aceita um Porto ou Madeira?

CASA LAPOSTOLLE CUVÉE ALEXANDRE SYRAH 2009

Vinho da Semana 25/2015 ● CASA LAPOSTOLLE CUVÉE ALEXANDRE SYRAH 2009 – VINHEDO DE APALTA - VALE DE COLCHAGUA - CHILE – A Casa Lapostolle está localizada em uma paisagem única, em frente à Cordilheira Costeira coberta de vegetação verdejante, onde são produzidos vinhos como o Clos Apalta. Vinhos 100% orgânicos são um dos bastiões da vinicultura chilena. A adega escavada na colina atesta a arquitetura e instalações diferenciadas na região.
A Casa Lapostolle é o mais francês dos produtores chilenos. A vinícola foi fundada pela francesa Alexandra Marnier-Lapostolle e elabora tintos e brancos de grande classe e muita elegância, cuja inspiração são os melhores vinhos europeus. De imenso prestígio, em poucos anos conseguiu uma verdadeira aclamação da imprensa especializada, estabelecendo-se como um dos mais reputados nomes do Chile. O enólogo da vinícola é o famoso Michel Rolland, talvez o mais célebre e influente enólogo da atualidade. Com seus vinhos de estirpe e sua grande consistência qualitativa, a Casa Lapostolle é, sem dúvida, um dos grandes nomes do vinho no Novo Mundo.
            Neste Cuvée Alexandre 38% das uvas são desengaçadas manualmente e 62% das uvas são escolhidas manualmente. Maceração a frio por 5 dias, antes de uma fermentação tradicional por 15 dias. Posteriormente, há uma maceração pelicular de 7 a 12 dias. O vinho amadurece por 20 meses em barrica de carvalho francês, sendo 80% novo. Um tinto soberbo, de minuscula produção, o Cuvée Alexandre Syrah é considerado um Smart Buy pela revista Wine Spectator. Rico, concentrado e complexo, com alma de Novo Mundo e um delicioso sotaque francês.

 ● Notas de Degustação: Cor rubi intensa. Aromas de frutas vermelhas e negras (cerejas e amoras) e notas de especiarias (baunilha, cardamono e pimenta do reino preta) e defumados, com toque marcante de café e chocolate. Boa intensidade e complexidade. Paladar com ataque surpreendente, com taninos finos, sedosos, aveludados, bela acidez, com a madeira bem integrada, num fim de boca com ótima persistência.
● Guarda: É um vinho de grande guarda. A maturidade inicial é atingida entre 4 a 5 anos após a colheita, podendo chegar a 10 anos.
Notas de Harmonização: vai bem com pratos a base de carne vermelha grelhada (carne de vaca, cordeiro, carneiro).
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: WS92

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

DOMINGOS ALVES DE SOUSA ESTAÇÃO 2012 DOURO - PORTUGAL

Vinho da Semana 25/2015 ● DOMINGOS ALVES DE SOUSA ESTAÇÃO 2012 DOURO - PORTUGAL – Domingos Alves de Sousa foi um dos pioneiros da produção de vinhos no Douro, e um dos primeiros a se estabelecer na região, após deixar o conforto urbano da cidade do Porto onde vivia. É um dos responsáveis na ascensão e no reconhecimento da qualidade dos vinhos ali produzidos, principalmente pelo aclamado Quinta da Gaivosa. Em uma propriedade historicamente dedicada ao vinho do Porto - brancos e tintos - iniciou a produção de vinhos com perfis suaves, elegantes, equilibrados, tornando-se um representante do caráter dos Vinhos do Vale do Douro.
            Uma simples caminhada pelas vinhas Gaivosa é suficiente para explicar a complexidade e delicadeza dos seus vinhos - variações de altitudes, diferentes solos e paisagens, diversidade de castas e micro climas, vinhas tradicionais misturadas com as já reestruturadas, níveis e vinhas verticais, cepas novas e abundância de velhas, mantidas com extremo cuidado. Visitar a Quinta da Gaivosa, com seus atuais 125 hectares, impressiona pela personalidade e carisma histórica, sendo a expressão de um legítimo terroir da região (por Rui Falcão).
 ● Notas de Degustação: Cor rubi. Notas de morangos maduros e pimenta preta, formando um "nariz" bastante envolvente. De médio corpo, harmônico, grande equilíbrio. Final com boa intensidade. Fácil e gostos de beber. Corte das castas: Tempranillo (Tinta Roriz ou Aragonez), Tinta Barroca. 4 hectares de vinhas com mais de 25 anos, 13 hectares de vinhas com menos de 20 anos.
● Guarda: até 6 anos após a safra. Quanto mais jovem, mais fácil de perceber o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: Bacalhau à Gomes de Sá (ao forno com azeite, alho, cebola, azeitonas, ovos e salsinha), aves assadas (perú, codorna, frango e perdiz), bisteca de porco na brasa.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: Premio "Melhor Compra" - Revista de Vinhos 2º lugar na prova "Vinhos abaixo dos 4 €" - Revista de Vinhos Medalha de prata - Wine Masters Challenge Na lista das melhores compras - ROBERT PARKER, "Portugal's top table wine values" list (Parker's Wine Bargains - The World's Best Wine Values Under $25)

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O SENTIDO DO GOSTO

“ O SENTIDO DO GOSTO ” –  

                                           "A descoberta de um novo manjar causa mais felicidade ao gênero                                                         humano que a descoberta de uma estrela". Brillat-Savarin

        
Jean Anthelme Brillat-Savarin foi advogado, juiz, político e cozinheiro francês. Foi um dos mais famosos epicuristas e gastrônomos franceses de todos os tempos. Nasceu na cidade de Belley, Ain, e dedicou-se nos primeiros anos da sua vida ao estudo do direito, química e medicina, em Dijon, tendo chegado a praticar advocacia na sua cidade natal. Em 1789, quando da Revolução Francesa, foi nomeado deputado da Assembleia Nacional Constituinte, onde adquiriu alguma fama, particularmente devido à sua defesa pública da pena capital. Adotou o sobrenome “Savarin” após a morte de uma tia sua, que lhe deixara toda a sua fortuna sob a condição que adotasse o seu último nome.
Numa fase posterior da Revolução, a sua cabeça ficou a prêmio, e Brillat-Savarin procurou asilo político na Suíça. Mais tarde, mudou-se para a Holanda, e depois para os Estados Unidos, onde permaneceu durante três anos, dando aulas de Francês e de violino.
Regressou a França em 1797 e obteve a magistratura, exercendo até ao fim da sua vida como juiz do Supremo Tribunal. Publicou várias obras de direito e economia, mas a sua obra mais conhecida foi mesmo “Fisiologia do Gosto” (Physiologie do Goût), lançada em Dezembro de 1825, dois meses antes da sua morte.
É considerado por muitos como “o pai da dieta baixa em hidrocarbonetos”, pois Brillat-Savarin é o autor de frases famosas como “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és” e “a descoberta de uma nova receita faz mais pela felicidade do género humano do que a descoberta de uma estrela”. Acreditava na importância do gosto das coisas. Encarada por muitos como a bíblia dos epicuristas e gastrônomos, o livro “A Fisiologia do Gosto” é uma obra clássica, inusitada e repleta de aforismos, que aplica contornos científicos ao ato de bem comer. A obsessão de Brillat-Savarin por comida fez com que ele buscasse a explicação ideal e científica para a cultura da mesa. O livro descreve muitos costumes, regras de etiqueta e até dicas de pratos afrodisíacos cobertos por caras trufas, que já eram comuns em sua época.
A gastronomia acompanha-nos e sustenta-nos desde o nascimento até à morte. É ela que nos aumenta as delícias do amor, a confiança da amizade, que desarma a ira e facilita os tratos e oferece, no curto trajeto das nossas vidas, o único prazer que, não sendo seguido de fadiga, revigora todos os outros. Como a coluna trata de vinhos, nada melhor do que falar sobre a harmonização, valorizando o sentido do gosto.
Por ser uma bebida versátil, com grande diversidade de aromas e sabores, o vinho é um excelente acompanhamento para comidas. Quando bem harmonizados, propiciam maior prazer juntos, do que degustados separados. Há algumas regras básicas que podem garantir o sucesso de uma boa refeição.
Há critérios técnicos, regras básicas, tradições e culturas regionais, mas em tudo isto o conceito fundamental é ter bom senso, criando equilíbrio entre a comida e o vinho. O equilíbrio pode ser obtido pela semelhança ou pelo contraste entre as características do prato e do vinho.
Com o prenúncio do inverno, vários leitores do VINOTÍCIAS perguntam pelas regras básicas de harmonização entre vinhos e comida, e para atendê-los, escrevo este artigo.

As harmonizações podem ser divididas em dois grandes grupos, as por semelhança e as por contraste.

Entre as dicas de harmonização pela semelhança, podemos citar:
1)- Vinhos com aromas discretos vão bem com comida pouco condimentada;
2)- Vinhos com aromas potentes vão bem com comida com boa potência de aromas;
3)- Vinhos jovens e frutados vão bem com pratos simples;
4)- Vinhos de guarda e evoluídos vão bem com pratos refinados;
5)- Vinhos leves vão bem com pratos com molhos magros;
6)- Vinhos mais estruturados vão bem com pratos de molhos suculentos.

Em alguns casos a harmonização entre o vinho e comida pode se dar por contraste ou oposição. 

Por exemplo, o açúcar atenua a acidez; a acidez atenua a gordura, e a untuosidade atenua o tanino. Exemplo clássico é o Foie Gras e o Sauternes. Neles a untuosidade e o salgado do fígado de ganso são compensados pela acidez e doçura do vinho.
No entanto, não há obrigação de que tudo dê certo. Lembro-me que numa degustação de vinhos com a presença de Jean-Luc Thunevin ele se mostrou interessado porque falava-se tanto em harmonizar ou não com que prato. Explicou que tudo é alimento na França. Se a harmonização funcionar bem, então ótimo, mas se não ficar perfeito, ainda assim nos alimentamos!

Portanto, abra a cabeça e prove os vinhos. Lembre-se dos acertos e no caso de algum erro, mude a harmonização entre o vinho e o mesmo prato. Afinal, a arte de harmonizar pratos e vinhos exige algumas experiências, e ninguém atinge a perfeição neste segmento sem algum exercício !!!

DOMAINE FONT DE MICHELLE CHATEAUNEUF-DU-PAPE 2012 – RHONE - FRANÇA

Vinho da Semana 24/2015 ● DOMAINE FONT DE MICHELLE CHATEAUNEUF-DU-PAPE 2012 – RHONE - FRANÇA – A família Gonnet está estabelecida na região de Bédarrides desde 1600. Em 1950, Etienne Gonnet fundou o Font de Michelle, hoje conduzido pelos netos Bertrand e Guillaume. Localizado no sudoeste de Châteauneuf-du-Pape, uma das melhores subregiões dessa denominação, esse Domaine tem parcelas em La Crau, o “Grand Cru” de Châteauneuf. Solos com argila e calcário com seixos. Seus brancos têm uma mineralidade deliciosa, enquanto os tintos são tradicionais e estilosos, com vinhos encorpados e elegantes, que são a pura expressão do terroir. A vinicultura não usa fertilizantes químicos, buscando compostos orgânicos e biológicos. Cerca de 70% da área total da vinha de 48 ha é plantada em Grenache. Colhida na maturidade esta casta dá a riqueza do vinho, sua tipicidade e desenvolve a reputação da área de Châteauneuf-du-Pape. Seu cuvée prestige é excepcional ! A média de idade das vinhas é de 65 anos o que permite criar vinhos complexos e elegantes no Domaine. Rendimento médio dos vinhedos 30 hl/ha. As frutas maduras foram colhidas e transportadas em pequenas caixas de 25 kg. As uvas foram imediatamente desengaçadas (50 % do total), suavemente esmagadas e colocadas em tanques de aço inox. O sistema de vinificação é baseado em gravidade, sem bombeamento. Antes da fermentação, foi adicionado SO2 em 7 g/hl. Todas as variedades foram fermentadas em separado, sem inoculação de leveduras. Fermentação e maceração duraram entre 18 e 22 dias a uma temperatura máxima de 30ºC. O vinho de prensa foi transferido e permaneceu em tanques alguns dias antes de ser transferido para tonéis de 8.000 litros e barricas de carvalho de 225 litros com 2 a 3 anos de idade, inclusive o vinho de prensa. A maturação durou de 12 a 15 meses com trasfegas a cada 6 meses e verificações regulares para manter o nível de SO2 entre 20 e 25 mg/l. Ao final da maturação os vinhos foram transferidos para um tanque de assemblage (mesclagem). O engarrafamento aconteceu após leve filtragem e com SO2 livre de 27 mg/l.
 ● Notas de Degustação: Cor rubi intensa. Aromas de frutas vermelhas e negras (cerejas e amoras) e notas de alcaçuz, toque de especiarias (baunilha) e defumados. Com o envelhecimento desenvolve notas de especiarias (pimenta e louro). Boa intensidade e complexidade. Paladar com bom ataque, com taninos finos, sedosos, com a madeira bem integrada, num fim de boca com ótima persistência. Um vinho de corpo médio e melhor se beber a partir de 3 anos da safra.  Corte das uvas: 70% Grenache, 10% Syrah, 10% Mourvèdre e 10% outras variedades (Cinsault, Counoise, Terret ou Muscardin).
● Guarda: É um vinho de grande guarda. A maturidade inicial é atingida entre 4 a 5 anos após a colheita, chegando ao seu ápice entre 10 e 12 anos.
Notas de Harmonização: vai bem com Foie Gras, queijos com veios (como o Roquefort, ou o Gorgonzola), queijos suaves e de casca (por exemplo Livarot), queijos de pasta mole e casca com fungo branco (como o Camembert), queijos de Cabra – charcutaria e embutidos, pratos a base de carne vermelha grelhada (carne de vaca, cordeiro, carneiro), carne branca com molho
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: Medalha de Prata na Exposição de Paris em 2012.

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

DOMAINE DES LAURIBERT COTES DU RHONE TRADITION 2013 - RHONE - FRANÇA

Vinho da Semana 24/2015 ● DOMAINE DES LAURIBERT COTES DU RHONE TRADITION 2013 - RHONE - FRANÇA – O Domaine des Lauribert vem produzindo seus vinhos sob a orientação de Laurent Sourdon e sua equipe desde 1997 num sistema cooperativo. A propriedade Lauribert produz aproximadamente 2.600 hl em 54 ha distribuídos  em Côtes du Rhône, numa busca sistemática pela qualidade. Trabalha com tratamentos naturais em seus vinhedos, plantados em solos argilo-calcários. O nome de Domaine é uma contração das primeiras sílabas dos nomes dos três proprietários: Lawrence, Marie-Josée e Robert. Situado entre as caves de envelhecimento, a adega oferece um tranqüilo e sereno ambiente onde a natureza é predominante. Produz também mel e óleo de lavanda.
 ● Notas de Degustação: O Côtes Du Rhône Tradition 2013 tem uma cor rubi brilhante, com um nariz soberbo, aberto com notas de frutas negras e vermelhas maduras (amoras, ameixas) e especiarias. O paladar é dominado pela fruta negra, confirmando o nariz, com algo de chocolate e alcaçuz no fim de boca. Os taninos são macios e gostosos, com ótima acidez. Um Côte du Rhône que ao invés de revelar a sua força, mostra finesse. Seu delicado nariz de frutas negras e vermelhas, especiarias e notas de alcaçuz e bom equilíbrio torna-o uma opção segura, com um vinho relativamente leve, para quem não quer complicações ao beber, preferindo algo que seja fácil de gostar. Um tinto que não desapontará você, mas prepare-se, tenhas duas garrafas à mão. Corte das castas: 80% Grenache e 20% Syrah
● Reconhecimentos: o vinho de 2011 foi a “Taça do Coração” do Guia Hachette em 2013
● Guarda: 4 a 5 anos após a safra. Quanto mais jovem, mais fácil de perceber o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas de todos os tipos, carnes brancas, massas sem molho muito condimentado e pizzas. Irá bem com comida mediterrânea e provençal. Evite grandes condimentações.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: AU BON VIVANT - R. Pium-Í, 229 - Cruzeiro, Belo Horizonte - MG, 30310-080. Tel.: (31) 3227-7764

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Terceira edição do Tiradentes Vinho e Jazz Festival promete agitar a cidade histórica

Terceira edição do Tiradentes Vinho e Jazz Festival promete agitar a cidade histórica


Pelo terceiro ano consecutivo o restaurante Pacco & Bacco reúne em Tiradentes os melhores vinhos com o melhor do jazz



Tomar um bom vinho escutando música de qualidade em uma das cidades mais charmosas de Minas Gerais. Essa é a proposta do Tiradentes Vinho e Jazz Festival, que acontece na cidade história entre os dias 12 e 14 de junho, iniciativa do sommelier e restaurateur Francisco Rodriguez, do Pacco & Bacco.

Mais uma vez, o Largo das Forras, principal praça da cidade será o palco da festa que já está em sua terceira edição. O cenário histórico compõe o visual do festival, que durante três dias de programação vai disponibilizar pra degustação vinhos típicos de sete países: Espanha, Chile, Argentina, Portugal, França, Itália e África do Sul. A seleção dos vinhos, feita por Francisco, conta com uma grande variedade de sabores para agradar a todos os gostos e bolsos. A degustação funciona com sistema de cartelas, à venda no local, que dão direito a seis taças. São três tipos de cartela, a Premium (R$25,00), a Super Premium (R$35,00) e a Gold (R$55,00).

A ideia do festival é reunir um público variado, desde amantes de vinho à curiosos e leigos. Todos poderão aproveitar a oportunidade para experimentar novos rótulos e aprender mais sobre a enologia, ciência que estuda a composição do vinho, além de curtir o clima aconchegante e intimista da cidade. Quem gostar do vinho degustado pode comprar a garrafa na lojinha que o restaurante Pacco & Bacco disponibiliza no local. Quem se interessar, poderá também participar de palestra e de degustação comentada.

Os amantes do jazz também não ficam de fora. Grandes atrações musicais como Celso Moreira Trio, Gui Hargreaves, RegisKamikaze Blues e Catarina Moura e Mauro Continentino, do Pianíssimo Jazz, vão esquentar ainda mais o público no Largo das Forras. Os shows são gratuitos.

Também dentro da programação, a gastronomia, como não podia deixar de ser se tratando de Tiradentes, tem lugar de destaque. O público vai poder saborear a mistura perfeita de comida e vinho no tour eno-gastonômico, com pratos criados especialmente para o festival pelos restaurantes da cidade, como Pacco & Bacco, Ora-Pro-Nóbis, Kitanda Brasil, Trattoria Via Destra, Theatro da Villa, Casazul Bistrô Latino, Empório Santo Antônio, Angatu e Luth Bistrô.

Parceiro do evento, a Libertas Viagens tem pacotes especiais para os interessados em conferir de perto o festival.

Atrações Musicais

Celso Moreira Trio

Compositor e instrumentista, Celso Moreira tem mais de 30 anos de carreira. Já acompanhou grandes nomes da música brasileira como: Milton Nascimento, no antológico projeto "Missa dos Quilombos" , Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Wagner Tiso, Renato Borgheti, Juarez Moreira, Chico Amaral, entre outros. Na versão trio, ele é acompanhado pelos músicos André "Limão" Queiroz ( Bateria) e Miltom Ramos ( Baixo).

Gui Hargreaves

O compositor Gui Hargreaves vem ganhando cada vez mais reconhecimento no cenário independente belo horizontino. Sua música traduz elementos tradicionais e populares da cultura brasileira para um novo formato, confeccionando uma esfera sonora de complexidade artística e densidade sentimental, devido a forte influência de poesia em sua música (já que é também escritor/poeta publicado). No festival ele se apresenta com o contrabaixista Samuel Passos, que integrou a Big Band do Palácio das Artes e acaba de voltar de uma temporada na Espanha e o baterista Paulo Fróis, ganhador do prêmio Jovem Instrumentista BDMG 2014.

RegisKamikaze Blues

O RegisKamikaze Blues tem no repertório clássicos do rock tocados com uma pegada de blues. Tem músicas de Jimi Hendrix, Eric Clapton e Beatles no formato blues power trio. A banda é composta pelo ex-guitarrista do Flávio Venturini, Reginaldo Silva, nos vocais e na guitarra, por Marcus Marangon, no baixo e Luiz Moreira, na bateria.

Catarina Moura e Mauro Continentino

PIANISSIMO JAZZ é um duo de piano e baixo acústico formado por Mauro Continentino e Catarina Moura. Tocando juntos e com exclusividade há mais de três anos, a dupla apresenta um repertório de clássicos do jazz, especialmente composições dos anos 1920 aos 40, e enfatiza a importância da fusão entre o piano e o baixo, traçando um diferencial nas formações de bandas que estamos acostumados a encontrar.

Programação


→ 12 de junho, sexta feira

21:00 Show Gui Hargreaves

Local: Largo das Forras


→ 13 de junho, sábado

11:30 – Degustação comentada - Valle du Rhône: Tintos de Norte a Sul

Palestrante: Pollyana Gomes

Capacidade: 24 vagas / Mínimo de 18 inscrições

Local: Pacco & Bacco

Valor: R$ 150,00 por pessoa


17:00 – Palestra – Desvendando segredos do Douro

Associação Brasileira de Sommeliers - ABS Minas

Capacidade: 24 vagas

Local: Pacco & Bacco

Valor R$ 135,00 por pessoa


17:00 Show – Mauro Continentino e Catarina Moura

Largo das Forras


19:30 Show – Celso Moreira Trio

Largo das Forras

22:00 Show – RegisKamikaze Blues

Largo das Forras



3° Tiradentes Vinho e Jazz Festival
De 12 a 14 de junho
Cartelas de degustação: R$25, R$35 e R$55 (seis taças por cartela)
Informações para viagem: Libertas Receptivo (31) 2516-0333 | (31) 9955-2505 ou pelo e-mail contato@libertasviagens.com.br.