quinta-feira, 28 de maio de 2015

CANTU DAY BH

09/06/2015 – CANTU DAY BH. Não perca a oportunidade de passar um dia com a CANTU IMPORTADORA, conversando e degustando vinhos das vinícolas mais conceituadas e admiradas em todo mundo. Cantu Day 2015 acontece em Belo Horizonte e lança três importantes produtores internacionais no mercado brasileiro. A Cantu Importadora, um dos mais inovadores players de vinhos do Brasil, inicia em junho a terceira etapa do Cantu Day 2015, roadshow que se tornou um dos principais eventos da indústria vitivinícola no país. O evento agora chega a Belo Horizonte, cidade escolhida pela importadora por ter público consumidor compatível aos produtos que a empresa está promovendo neste ano: 150 rótulos premium de 30 vinícolas provenientes de 11 países.
Entre os produtores estão três importantes lançamentos, como a vinícola do Oregon King Estate: “A King Estate foi considerada pela Wine Enthusiast entre os top 100 produtores de vinhos do mundo do ano de 2014. Os Pinot Gris e Pinot Noirs desta vinícola já receberam diversos prêmios. Estamos muito orgulhosos em trazer este lançamento para o Brasil”, afirma Tiago Dal Pizzol, diretor geral da Cantu.
A importadora também lançará no Cantu Day o champagne Lanson, com produção tradicional desde o século 19, além dos vinhos da californiana Sutter Home. “A Lanson é uma marca de champagne respeitada na Europa e a Sutter Home é um dos cinco maiores grupos vinícolas do mundo. Investimos muito para trazer todas essas novidades para o Brasil neste ano, pois nosso objetivo é estarmos entre as cinco maiores importadoras do Brasil nos próximos anos”, explica Dal Pizzol.
Além disso, a empresa apresentará rótulos de outros importantes produtores como Poças Jr. e Alexandre Relvas (Portugal), Domínio Del Plata e Susana Balbo (Argentina), H.Stagnari (Uruguai), Lyngrove e Graham Beck (África do Sul), Yellow Tail e John Duval (Austrália), Louis Bernard e Nuiton Beaunoy (França), Ventisquero (Chile), além de Folonari, Montresor e Riveto (Itália). O evento em Belo Horizonte acontece no Espaço Raja (Av. Raja Gabáglia, 4678, Santa Lúcia) dia 9 de junho das 15h às 21h, apenas para convidados.
Equipes de imprensa interessadas em fazer a cobertura do evento podem solicitar o credenciamento através do e-mail rebecca@agenciaecomunica.com.br

A confirmação de presenças deverá ser feita no trademarketing@cantuimportadora.com.br , pois os convites são limitados.

domingo, 24 de maio de 2015

OS VINHOS DA AUSTRIA – Parte II

“ OS VINHOS DA AUSTRIA – Parte II “ -            A viticultura da Áustria concentra-se no leste do país, na fronteira com a Hungria, República Checa, Eslováquia e Eslovênia. Localizada mais ao sul do que as regiões vinícolas alemãs, o clima austríaco permite um leque de tipos de vinhos mais aberto do que no país germânico.

Regiões dos vinhos - Quando você pensa da Áustria, talvez não lembre do vinho... mas ficará surpreso com as quatro belas regiões viníferas (Weinland Österreich, Steirerland, Viena e Bergland Österreich) e mais de uma dúzia de áreas de cultivo de vinho.
  
1
Wachau
Kremstal
Kamptal
Traisental
Wagram
Weinviertel

Carnuntum
Thermenregion
2
Wien
3
Neusiedlersee
Neusiedlersee-Hügelland
Mittelburgenland
4
Südburgenland
Südoststeiermark
Südsteiermark
Weststeiermark


A maioria dos vinhos produzidos na Áustria são brancos. Suas uvas chegam a representam 70% dos vinhedos, enquanto as tintos, apenas 30%. A região onde se produz vinho na Áustria está localizada no leste do país, isso porque os altos Alpes dificultam a viticultura na parte oeste.

Os vinhos austríacos são de excelente qualidade. Aproximadamente 2/3 dos vinhos são "Qualitätswein", sendo que alguns destes estão entre os melhores vinhos do mundo. São aproximadamente 20 mil pequenas propriedades que produzem vinhos no país. E embora a Áustria consuma 73% de sua produção, as exportações cresceram consideravelmente nos últimos anos.

A uva emblemática da Áustria é a branca Grüner Veltliner. Ela ocupa mais áreas de vinhedos terrenos austríacos do que qualquer outra casta, e propicia vinhos secos frescos, discretamente apimentados. Entre as demais brancas destacam-se a Riesling e a Gewürztraminer. Correndo por fora, a Welschriesling (Pinot Blanc), uma casta secundária que resulta em excelentes vinhos de sobremesa. Pinot Gris (Grauburgunder) e Sauvignon Blanc também são utilizadas em vinhos delicados e límpidos.

A Grüner Veltliner é facilmente produzida na Áustria e tem sido, tradicionalmente, o carro chefe nas casas de vinho (heurigen), nos subúrbios de Viena que servem comida simples e vinhos novos e comuns, das mais recentes safras, como uma forma agradável e típica de se passar uma noite de verão. Quando os vinhedos têm que reduzir a produção e as uvas podem amadurecer completamente, a Grüner Veltliner também pode ser transformada em vinhos fortes e de vida longa com grande qualidade e personalidade, com sabores e aromas picantes, frutados cítricos e de minerais, acentuados por aromas de tabaco e condimentos.

Como outros vinhos austríacos, eles também têm maior teor alcoólico do que os vinhos alemães com os quais eles são geralmente comparados, atingindo 13% ou mais. O grau mais requintado dos Grüner Veltliners é quando eles se encontram totalmente encorpados, vinhos secos exóticos que combinam o corpo e a riqueza do vinho da Alsácia com os adoráveis aromas florais associados com os da Alemanha, e o equilíbrio da secura controlada e delicada do Loire.

A branca Müller-Thurgau de mais baixa qualidade, aqui chamada de Riesling-Sylvaner, cobre a segunda maior parte das propriedades de vinhedos da Áustria. Ela pode ser agradavelmente aromática, mas com a ênfase moderna em vinhos finos, sua influência está diminuindo.

Outras uvas brancas incluem a estonteante Welschriesling, a qual não tem relação com a verdadeira Riesling, mas que na Áustria faz vinhos muito bons; Chardonnay (aqui chamada Morillon); e as varietais Zeirfandler e Rotgipfler, especialidades de Gumpoldskirchen na área de Thermenregion. Muscat (Muskateller) e a Gewürztraminer são utilizadas para especialidades regionais.

A maioria dos vinhos tintos austríacos depende das varietais regionais naturalmente adaptadas ao clima, com a maior parte vindo da área mais quente de Burgenland. Elas tradicionalmente têm a tendência de serem médias ou totalmente encorpadas, vinhos menos sérios, e raramente são exportadas devido a sua relativa escassez. Muitos apresentam caráter sólido, mas são menos respeitados do que os vinhos brancos.

A uva tinta mais cultivada, surpreendentemente ocupando 10% do total da área do vinhedo, é a Zweilgelt (cultivada a partir de 1920/1930), que tem tanino moderado, bom caráter geral, e um bouquet característico de cerejas e chocolate nas melhores versões. Lembra o estilo da piemontesa Dolcetto, com seu aroma de mirtilo e amoras.

Blaufränkisch, a segunda maior variedade cultivada, tem cor profunda e boa acidez, mas a melhor uva tinta austríaca é a St. Laurent, que se assemelha a Pinot Noir. Um St. Laurent fino será aquele que for completamente seco e ácido, com um bouquet complexo e levemente herbáceo com cor vermelha clara ou púrpura clara.

A Blauer Portugieser, uma outra uva nativa muito cultivada na Baixa Áustria, é a terceira varietal tinta mais popular, com a Blauer Wildbacher que é uma outra uva regional. Nos últimos anos, houve também a introdução da Pinot Noir, aqui conhecida como Blauer Spätburgunder e da Cabernet Sauvignon.

A viticultura tinta austríaca está baseada em três curingas: a Blaufrankisch nativa, a St. Laurent ( de origem francesa) e a Zweigelt (cultivada a partir de 1920/1930).
Sós ou em corte, têm tanto potencial como a Cabernet Sauvignon e a Spatburgunder (PN) tiveram  oportunidade de desenvolver. E se preparam para uma qualidade e produção cada vez mais uniforme no futuro. Os novos vinhos brancos secos austríacos, descritos por especialistas com adjetivos do tipo sensacional, excitante e acima de qualquer crítica, combinam muitíssimo bem com as cozinhas modernas e típicas, e não restauraram apenas a reputação do vinho austríaco, como também melhoraram essa reputação.

Com uma crescente legião de devotos espalhados pelo mundo, os vinhos austríacos continuam a se aperfeiçoar, e o reconhecimento por sua excelência tem colocado os preços dos mais finos vinhos do país dentro dos mesmos limites de preços dos Bourgogne brancos e de outros vinhos brancos distintos.

Embora a indústria renascida ainda esteja jovem, os vinhos brancos austríacos hoje podem perfeitamente ser incluídos à classe mundial, o que esperamos que continue. Geralmente os vinhos austríacos são mais facilmente encontrados em restaurantes do que em lojas de vinhos, mas as importações têm dobrado nos últimos três anos e devem se tornar mais fáceis de serem encontrados. Quem quer provar os vinhos mais fascinantes da Áustria atual, em plena fase de ressurgimento, deve procurar os de uvas nativas, acima citadas. As uvas francesas recém importadas produzem vinhos com menos tipicidade. Não esquecendo que os grandes caldos austríacos, as jóias da coroa, são os brancos de sobremesa, de uvas botritizadas.

CLASSIFICAÇÃO DO VINHO AUSTRÍACO:

As classes dos vinhos na Áustria, da mais popular para a mais nobre, são Tafelwein (vinho de mesa), Landwein (vinho regional) e Qualitätswein (vinho de qualidade).
Uma classe especial típica é Smaragd, categoria de qualidade mais elevada do Wachau, equivalente na Alemanha a um Spätlese seco.

As jóias da coroa são os vinhos de sobremesa botritizados, particularmente os elaborados nas margens do lago Neusiedler (região do Burgenland), na fronteira com a Hungria, onde a as condições para desenvolvimento da podridão nobre são favoráveis.


As categorias de vinhos doces são as mesmas da Alemanha, inclusive Eiswein, mas existe uma categoria própria (Ausbruch) entre Beerenauslese e Trockenbeerenausles. Outra peculiaridade é o Vinho de Palha (Strohwein ou Vin de Paille) feito de uvas supermaduras, passificadas sobre esteiras de palha.

BARBERA D´ALBA LORETO LA CA NOVA 2011 - PIEMONTE – ITÁLIA

Vinho da Semana 21/2015 ● BARBERA D´ALBA LORETO LA CA NOVA 2011 - PIEMONTE – ITÁLIA – A origem da Barbera mais freqüentemente citada é a cidade de Casale Monferrato, no Piemonte. Na Catedral da cidade existem documentos que indicam o plantio de videiras de Barbera já no século XIII. É uma variedade que amadurece relativamente tarde, quase duas semanas após a variedade mais tardia do Piemonte, a Dolcetto. Sua principal característica é o alto nível de acidez natural, ainda que muito madura. Essa característica a torna uma ótima opção para regiões de clima quente desde que sua produtividade seja controlada.
         No Piemonte é amplamente utilizada, gerando vinhos desde os mais baratos e produzidos em longa escala, até vinhos encorpados, com muito boa estrutura e bastante longevidade. Algumas características são comuns aos vinhos de Barbera, coloração rubi intenso e profundo, bom corpo ainda que com moderada presença de taninos, pronunciada acidez e teor alcoólico relativamente baixo, podendo variar de acordo com as regiões onde é cultivada.
        As principais denominações de origem do Piemonte onde a Barbera é considerada a principal variedade são: Alba, Asti e Monferrato, esta última menos conhecida por aqui. A La Cá Növa faz um vinho mais natural com pouca ou nenhuma intervenção nos vinhedos. Nada de barricas de carvalho. A preferência são barris grandes (chamdos de botti).
 ● Notas de Degustação: Cor rubi escuro, violáceo e profundo. Aromas de fruta madura escura (ameixa) de boa intensidade com notas de baunilha, com ótimo volume de boca e boa textura no paladar. Os taninos estão sedosos, muito boa acidez, rico, com um final mineral muito saboroso e cativante. Um vinho elegante, intenso e bem equilibrado.
● Guarda: 5 anos após a safra. O melhor é beber mais jovem para aproveitar o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: Ideal com massas frescas com ovos e molhos ricos e saborosos, com pratos principais de carne, cozinha típica do Piemonte e Langhe, carnes cozidas e ensopados de carne. Também é perfeito com queijos de vaca com cura de médio para maduro.
Ótimo para acompanhar aperitivos, embutidos, salames e carnes frias. Experimente com Brandade de bacalhau. Uma das características dos vinhos de Barbera é sua capacidade gastronômica em função de seu corpo médio e boa acidez que chama comida. Quando falamos em harmonização, recorrer à regionalidade é sempre uma boa escolha e, neste caso, não poderia ser diferente. Em geral os vinhos de Barbera são ótimos parceiros para antepastos e embutidos italianos. Massas com molhos mais estruturados, com um belo ragù alla bolgnese, prosciutto di Parma, ou ainda pratos com funghi secchi e salmão defumado.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: 90 RP
Onde comprar: EM BH: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 9h às 19h; aos sábados de 9h às 14h. Estacionamento gratuito com entrada pela rua Goitacazes, 1020, ao lado da loja. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 10h às 20h; aos sábados de 10h às 14h – Estacionamento gratuito em frente à loja. Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br

BARBERA D´ALBA SERRALUNGA D´ALBA 2012 MASSOLINO - PIEMONTE – ITÁLIA

Vinho da Semana 21/2015 ● BARBERA D´ALBA SERRALUNGA D´ALBA 2012 MASSOLINO - PIEMONTE – ITÁLIA – Na Itália a uva Barbera é a terceira casta mais popular produzindo vinho tinto. É uma das uvas tintas mais plantadas na Itália, dividindo com a Nebbiolo o protagonismo de vinhedos na região do Piemonte. Existe ainda uma versão branca, conhecida por Barbera Bianca. Tradicionalmente é usada em misturas com outras uvas, para adicionar cor e acidez, é agora mais frequentemente engarrafada como um vinho varietal ou até mesmo varietal (100% Barbera). A uva produz vinhos com uma nota de fruta vermelha como cranberries, groselhas e cerejas. Embora a maioria dos Barberas seja feita para beber curto prazo, em boas safras pode com sucesso ser maturado em carvalho, acrescentando tanino e um caráter picante que pode beneficiar a guarda por mais tempo. Junto com algumas das outras uvas populares do Itália é ocasionalmente encontrada em vinhedos espalhados ao longo da Califórnia, nos Estados Unidos. Desde a sua fundação por Giovanni Massolino em 1896 a vinícola Massolino produziu alguns dos melhores vinhos da Itália. Agora Franco e Roberto Massolino continuam a tradição da família com este belo Barbera d'Alba.
 ● Notas de Degustação: Cor rubi escuro, concentrado.  No olfato mostra aroma doce de caramelo de café, bala toffe, notas de frutas negras, com toques tostados, e vegetais que agregam muito complexidade ao vinho. Taninos macios no ataque, com perfil aromático em profusão, boa acidez e média persistência. Um vinho fácil de beber.
● Guarda: 5 anos após a safra. O melhor é beber mais jovem para aproveitar o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: Ideal com massas frescas com ovos e molhos ricos e saborosos, com pratos principais de carne, cozinha típica do Piemonte e Langhe, carnes cozidas e ensopados de carne. Também é perfeito com queijos de vaca com cura de médio para maduro.
Ótimo para acompanhar aperitivos, embutidos, salames e carnes frias..
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: 90 RP

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setúbal acontece nas cidades de Brasília e do Rio de Janeiro

II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setúbal acontece nas cidades de Brasília e do Rio de Janeiro
Os produtores de Adega de Palmela, Adega de Pegões, Brejinho da Costa, Casa Ermerlinda Freitas, Quinta do Piloto, Venâncio Costa Lima e SIVIPA, representantes da marca “Vinhos da Península de Setúbal”, desembarcam no Brasil para comandar a II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setubal (CVRPS) no Brasil. Os seus vinhos serão apresentados nos jantares harmonizados com a culinária brasileira, que acontecerão nas cidades de Brasília, no restaurante Nau, e, no Rio de Janeiro no restaurante Le Pre Catelan, respectivamente nos dias 19 e 21 de maio.

O Brasil é um mercado estratégico para a região, por isso, desde o ano passado a entidade investe em promoções em território nacional. O presidente da CVRPS,Henrique Soares, conta mais uma novidade: o lançamento do ator português Paulo Rocha como embaixador da marca "Vinhos da Península de Setúbal".
O projeto visa divulgar ainda mais os vinhos da região no país. Para isso, ninguém melhor que o Paulo Rocha que tem atuado com destaque no Brasil. Sua última representação foi como o Orville, na novela "Império", da TV Globo, escrita pelo autor Aguinaldo Silva. “O Paulo Rocha nasceu em Setúbal, trata-se de uma pessoa que conhece o nosso terroir, nossa origem e, principalmente, nossos vinhos. Ficamos contentes em apresentá-lo como verdadeiro representante da marca "Vinhos da Península de Setúbal”, afirma.
Paulo Rocha gosta muito dos vinhos da região, afinal tem origem em Setúbal: “Terra com castas como Castelão, que é a casta tinta mais importante da região, Touriga Nacional, Aragonez e Fernão Pires e internacionais como Syrah e Cabernet Sauvignon. Temos excelentes vinhos feitos por lá, especialmente o que considero uma verdadeira joia: o Moscatel de Setúbal reconhecido como um vinho de sobremesa. Gosto de beber o moscatel como aperitivo, antes da refeição, como ingrediente principal de coquetéis ou mesmo para acompanhar os doces de ovos ou chocolate, que casam muito bem” - conta. Ele participará do almoço no Rio, no dia 21. Também acompanhará os produtores no evento Vinhos de Portugal, 22.5 (sexta-feira), no Rio http://oglobo.globo.com/projetos/vinhosdeportugalnorio/.

Conheça a seleção primorosa dos vinhos que serão apresentados:

Brasília - Adega de Pegões Colheita Selecionada (Adega de Pegões), Brejinho da Costa (Brejinho da Costa), Collection Roxo (Quinta do Piloto), Venâncio da Costa Lima – Palmela, Sivipa Roxo (SIVIPA), Adega de Pegões Moscatel de Setúbal (Adega de Palmela) e CEF Moscatel de Setúbal (Casa Ermelinda Freitas).
Rio de Janeiro - Brejinho da Costa (Brejinho da Costa); Sauvignon Blanc & Verdelho (Casa Ermelinda Freitas), Ameias Touriga (SIVIPA), Quinta do Piloto Reserva (Quinta do Piloto), Moscatel de Setúbal de preferência (Adega de Palmela), Adega de Pegões Colheita Seleccionada (Adega de Pegões) e Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal Reserva (Venâncio da Costa Lima).

A CVRPS
A CVRPS tem como principal missão a defesa das DO Setúbal e Palmela e IG Península de Setúbal, bem como a aplicação da respectiva regulamentação, o fomento e controle dos vinhos produzidos nas respectivas áreas geográficas e a garantia da sua origem, genuinidade e qualidade.
Na Península de Setúbal produzem-se três tipos de vinho certificado:
- Vinhos DO Palmela: certifica vinhos: brancos, rosados e tintos, frisantes, espumantes e licorosos. A sua delimitação geográfica engloba os concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia de Nossa Senhora do Castelo, do concelho de Sesimbra. Corresponde à mesma área de delimitação da DO Setúbal.
- Vinhos DO Setúbal: é aplicável exclusivamente, para vinhos generosos, brancos (à base da casta Moscatel de Setúbal) ou tintos (à base da casta Moscatel Roxo). A sua delimitação geográfica engloba os concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia de Nossa Senhora do Castelo, do conselho de Sesimbra. Corresponde à mesma área de delimitação da DO Palmela.
- Vinho Regional Península de Setúbal: é aplicável a vinhos brancos, tintos e rosados, frisantes, licorosos e vinho para base de espumantes. De maior dimensão geográfica, inclui todo o distrito de Setúbal. Engloba os conselhos Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Outras informações estão acessíveis pelos sites: www.vinhosdapeninsuladesetubal.pt   www.moscateldesetubal.pt


segunda-feira, 18 de maio de 2015

II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setubal acontece nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro

II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setubal acontece nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro
Além de mostrar seus distinguidos vinhos, os Vinhos da Península de Setúbal apresentam o ator português Paulo Rocha como embaixador da marca
Os produtores de Adega de Palmela, Adega de Pegões, Brejinho da Costa, Casa Ermerlinda Freitas, Quinta do Piloto, Venâncio Costa Lima e SIVIPA, representantes da marca “Vinhos da Península de Setúbal”, desembarcam no Brasil para comandar a II Ronda Enogastronômica dos Vinhos da Península de Setubal (CVRPS) no Brasil. Os seus vinhos serão apresentados nos jantares harmonizados com a culinária brasileira, que acontecerão nas cidades de Brasília, no restaurante Nau, e, no Rio de Janeiro no restaurante Le Pre Catelan, respectivamente nos dias 19 e 21 de maio.
O Brasil é um mercado estratégico para a região, por isso, desde o ano passado a entidade investe em promoções em território nacional. O presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS)Henrique Soares, conta mais uma novidade: o lançamento do ator português Paulo Rocha como embaixador da marca.
O projeto visa divulgar ainda mais os vinhos da região no país. Para isso, ninguém melhor que o Paulo Rocha que tem atuado com destaque no Brasil. Sua última representação foi como o Orville, na novela "Império", da TV Globo, escrita pelo autor Aguinaldo Silva. “O Paulo Rocha nasceu em Setúbal, trata-se de uma pessoa que conhece o nosso terroir, nossa origem e, principalmente, nossos vinhos. Ficamos contentes em apresentá-lo como verdadeiro representante da marca Vinhos da Península de Setúbal”, afirma.
Veja a seleção primorosa dos vinhos que serão apresentados:
Brasília - Adega de Pegões Colheita Seleccionada (Adega dos Pegões, entre outros prêmios "Les Cidadelles" no Concurso "Les Cidadelles du Vin 2003"), Brejinho da Costa (Brejinho da Costa), Collection Roxo (Quinta do Piloto), Venâncio da Costa Lima – Palmela (Venâncio da Costa Revista de Vinhos 2005 - Melhor Compra), Sivipa Roxo (SIVIPA, ficou entre os 10 Melhores Moscateis do Mundo, no concurso “Muscats du Monde”.), Adega de Pegões Moscatel de Setúbal  (Adega de Palmela) e CEF Moscatel de Setúbal (Casa Ermelinda Freitas)
Rio de Janeiro - Brejinho da Costa (Brejinho da Costa); Sauvignon &Verdelho (Casa Ermelinda Freitas), Ameias Touriga (SIVIPA), Quinta do Piloto Reserva (Quinta do Piloto), Moscatel de Setúbal de preferência (Adega de Palmela), Adega de Pegões Colheita Seleccionada (Adega de Pegões) e Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal Reserva (Venâncio da Costa Lima).
A CVRPS
A CVRPS tem como principal missão a defesa das DO Setúbal e Palmela e IG Península de Setúbal, bem como a aplicação da respectiva regulamentação, o fomento e controle dos vinhos produzidos nas respectivas áreas geográficas e a garantia da sua origem, genuinidade e qualidade.
Na Península de Setúbal produzem-se três tipos de vinho certificado:
- Vinhos DO Palmela: certifica vinhos: brancos, rosados e tintos, frisantes, espumantes e licorosos. A sua delimitação geográfica engloba os concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia de Nossa Senhora do Castelo, do concelho de Sesimbra. Corresponde à mesma área de delimitação da DO Setúbal.
- Vinhos DO Setúbal: é aplicável exclusivamente, para vinhos generosos, brancos (à base da casta Moscatel de Setúbal) ou tintos (à base da casta Moscatel Roxo). A sua delimitação geográfica engloba os concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia de Nossa Senhora do Castelo, do conselho de Sesimbra. Corresponde à mesma área de delimitação da DO Palmela.
- Vinho Regional Península de Setúbal: é aplicável a vinhos brancos, tintos e rosados, frisantes, licorosos e vinho para base de espumantes. De maior dimensão geográfica, inclui todo o distrito de Setúbal. Engloba os conselhos Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Outras informações estão acessíveis pelos sites: www.vinhosdapeninsuladesetubal.pt   www.moscateldesetubal.pt

OS VINHOS DA AUSTRIA - PARTE I

“ OS VINHOS DA AUSTRIA “ - Os desenvolvimentos mais notáveis na Europa Central nos últimos 20 anos tiveram lugar na Áustria. A história do vinho austríaco remonta à época dos celtas, sendo anterior, portanto, ao cristianismo. Sua colocação durante séculos limitou-se, porém, ao consumo local.
            Embora a Áustria classifique seus vinhos do mesmo modo que a Alemanha (com uma ou duas diferenças), seus estilos não são os mesmos. Vinhos austríacos são basicamente secos, mais maduros, mais pesados e com teor alcoólico bem mais alto do que os da Alemanha, uma vez que as uvas maturam melhor por conta do clima mais quente. Os brancos podem ser neutros, verdes e pungentes, ou intensos, com sabor de nozes; o Gruner Veltiner, apimentado, perfumado de folha de loureiro é uma especialidade fascinante.
            Os tintos são, na maioria, suculentos, apimentados, embora os mais sérios descartem aquela suculência instantânea em favor de mais estrutura oculta sob o aveludado da fruta. E quando a Áustria faz vinhos doces, eles são muito doces: ricos, melados, complexos e concentrados.
            Os melhores tintos, mais frutados, mais aveludados vêm de Burgenland e de Neusiedlersee, bem como os intensos doces. As melhores regiões dos brancos secos situam-se próximo às regiões do Rio Danúbio, a oeste de Viena. A maior destas regiões é Wachau, terra de grandes Rieslings e ótimos Gruner Veltliners. Outras boas regiões são Kremstal e Kamptal, onde a Gruner Veltliner é transformada em brancos espetacularmente saborosos e ricos, tão bons quanto qualquer outro da Europa. A região de Steiermark produz brancos pálidos e metálicos (com sabores minerais) no extremo sul.

                                                                                                          Vinhedos em Wachau - Austria


UM POUCO DE HISTÓRIA
Na Áustria, a atividade da vinicultura reporta ao período celta, há mais de 3.000 anos a.C. As províncias de Zagersdorf, em Burgenland, na região do Neusiedlersee-Hügelland e de Stillfried, na Baixa-Áustria (Niederösterreich) são as produtoras mais antigas de vinho austríaco.
            Nas duas regiões, foram encontradas cepas da espécie Vitis vinifera, originadas dos anos de 700 e 900 a.C. A revogação da proibição de plantação de vinhedos fora da Itália, de autoria do Imperador Domiciano (51-96), pelo Imperador Probus (232-282), foi essencial para impulsionar a vinicultura. Com ela, as províncias de Noricum (Ober- e Niederösterreich) e Pannonien (Burgenland) iniciaram a produzir vinho ordenadamente, o que foi prejudicado com os movimentos migratórios da população. 
            Somente foi retomada a atividade a partir do século IX, com a influência da atuação do Rei Karl, o Grande (742-814). Importante papel foi desenvolvido pela igreja, especialmente pelas Ordens Beneditina e Zisterzienser. Na Idade Média, os mosteiros de Klosterneuburg, Melk e Göttweig foram os precursores da vinicultura. A vinícola mais antiga da Áustria é a Freigut Thallern, em Gumpoldskirchen, com 70 hectares, fundada pela Ordem Zisterzienser no ano de 1141. A vinícola Dinstlgutes em Loiben (Niederösterreich, com vinhedos em Wachau) tem origem no século XIX.
            A primeira regulamentação do vinho tratava da jornada de trabalho e de penalidades para furtos de vinhas e remonta ao Habsburgo Herzog Albrecht II, no ano de 1352. Já na Idade Média, havia a qualificação dos vinhos em classes. No século XVI, a vinicultura austríaca atingiu seu apogeu, com cerca de 150.000 ou até 200.000 hectares de vinhedos. Hoje são cerca de 50.000 hectares. A Mönchsberg, de Salzburg, era repleta de vinhedos, assim como o Semmering. Havia vinhedos em Linz (Oberösterreich), Salzburg, Kärnten e Tirol.
            A bela capital, Viena, estava repleta de vinhedos. A obra mais antiga que trata sobre o vinho é de autoria de Johann Rasch (1540-1612), descrevendo técnicas de armazenagem, plantio, condução e comportamento. A vinicultura sofreu seu declínio com a introdução da cerveja e com a Guerra dos Trinta Anos no século XVII. Além disso, o imposto sobre o vinho aumentou, em 12 anos, de 10% para 30%, criando um fator contrário à atividade.
            Passaram os austríacos então a produzir cerveja ao invés de vinho. Os vinhos produzidos eram vinhos baratos, para consumo em massa. Foi somente com a Rainha Maria Theresia (1717-1780) que a surgiram regulamentações sobre vinagre, aguardentes e mostarda feita a partir de "Most" de uva. O imperador Josef II (1741–1790) autorizou, em 17 de agosto de 1784 a venda da safra de vinho de sua própria residência. Essa foi a pedra fundamental para os atuais "Heurigen".

           
O grande impulso na indústria vinícola austríaca deu-se durante o Império Austro-Húngaro, por volta de 1860. Esse período deixou um rico legado para os produtores decorrentes da regulamentação do cultivo e da elaboração, assim como das pesquisas realizadas na escola vinícola do mosteiro Klosterneuburg, no Danúbio.
            No século XIC, houve uma catástrofe: um frio intenso, fungos trazidos da América e viroses acabaram com os vinhedos. Os fungos chegaram, provavelmente,  em 1867, quando August-Wilhelm Freiherr von Babo (1827-1894), Diretor da Escola  do Vinho de  Klosterneuburger, trouxe cepas americanas da Alemanha como presente.
            Uma grande contribuição foi dada por Robert Schlumberger (1814-1879). Ele criou um método de produção de espumantes a partir do método de Champagne, em 1846. Produziu o "Vöslauer weißen Schaumwein", que foi um sucesso.
            Novo intervalo sem repercussões aconteceu depois disso, até o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a Segunda Guerra Mundial, houve uma alteração das estruturas e uma racionalização de métodos de produção. Lenz Moser III. (1905-1978) em Rohrendorf, na região de Krems em Nieder-Österreich, possibilitou a introdução de equipamentos modernos.
            Em 1950, um pequeno círculo de vinicultores começou a reformar a indústria vinícola. Sua ação deu resultados positivos, mas viu-se prejudicada em 1985 quando os vinhos doces do país, os mais notáveis por sinal, caíram em descrédito pela descoberta de adição fraudulenta de produtos químicos ao mosto.


O ESCANDALO DE 1985 NO VINHO AUSTRÍACO
O celebrado "escândalo do anticongelante" de 1985 aconteceu quando produtores austríacos misturaram dietileno-glicol para aumentar a doçura dos seus vinhos.
            Um certo número de vinícolas da Áustria, em sua maioria comprometidas com a produção de vinho a granel, tiveram a "brilhante" idéia de usar este produto químico em seus vinhos, aumentando a sua doçura antes de enviá-los para a Alemanha onde seriam engarrafados, quer como vinho austríaco, ou, em algumas ocasiões, misturados com vinhos alemães a granel.
            A artimanha foi descoberta quando um dos produtores alegou ter quantidades anormalmente grandes do produto em sua declaração de imposto de renda e sua presença também foi confirmada por testes num laboratório alemão. A notícia foi manchete em todo o mundo, especialmente pelo fato do dietileno-glicol ser frequentemente usado em anticongelantes.
            A longo prazo, o consumo do produto químico é muito perigoso, mas as quantidades em questão, neste caso particular, exigiriam que se bebesse ininterruptamente dezenas de garrafas durante vários dias para causar danos letais. Apenas uma garrafa, um Welschriesling Beerenauslese de Burgenland, ultrapassou os 40 gramas necessários para tal eventualidade.
            Ainda assim, as exportações de vinho austríaco caíram de 45 milhões de litros por ano para apenas 4,4 milhões e alguns países proibiram as importações completamente.
            Porém o acontecimento serve de exemplo de como uma coisa ruim pode levar a uma boa. Os anos de ostracismo do vinho austríaco obrigaram que fosse feita uma grande "faxina" na produção de vinhos, reduzindo a produção de vinho a granel. Leis mais rigorosas foram introduzidas e o ressurgimento nos últimos anos de ótimos Grüner Veltliner são o maior exemplo disso.
            Após o escândalo do vinho, em 1985, foram introduzidas leis severas de controle de qualidade. Em 1993 foi iniciado um projeto de certificação das cepas. No início de 2003, foi criado o controle de qualidade de origem DAC (Districtus Austriae Controllatus), correspondente ao italiano DOC e ao francês AOC.

RESSURGIMENTO DO VINHO AUSTRÍACO
Durante quase dez anos, os produtores austríacos enfrentaram dificuldades, mas os mais conscientes não esmoreceram. Os requisitos de qualidade tornaram-se severos e a obediência a eles mais estrita. Na segunda metade da década de 1990, finalmente, eles viram seus esforços e sua persistência compensados quando alguns dos vinhos austríacos passaram a merecer destaque.
Neste início de milênio, os vinhos da Áustria voltaram a receber o reconhecimento internacional. Seus Rieslings secos do Danúbio e seus vinhos brancos de sobremesa contam-se hoje entre os melhores do mundo. Vista de perto, a vinicultura austríaca é, assim, uma história de ressurgimento.
Além disto, quem acredita que há apenas vinhos brancos de qualidade, se surpreenderá com a qualidade dos rótulos tintos, mas isto fica para o artigo de segmento desta série.
            O vinho está incorporado na identidade do povo austríaco, tanto quanto Mozart, tanto quanto os Alpes, tanto quanto as taças Riedel !
            Robert Parker no seu último livro: "The World's greatest Wine  States, cita os seguintes principais produtores:
Weingut Franz  Hirtzberger  - www.hirtzberger.com
Weingut Alois Kracher - www.kracher.com
Weingut Josef Nigl - www.weingutnigl.at
Weingut Franz Xaver Pichler - www.fx-pichler.at

Weingut Prager - www.weingutprager.at