segunda-feira, 27 de abril de 2015

VINHO & SABORES DE PORTUGAL - AGRADECIMENTOS


Agradecimento aos amigos e amantes de vinho que estiveram presentes no evento VINHO & SABORES DE PORTUGAL, realizado em BH nestes 25 e 26 de abril. Esperamos por novos eventos no mesmo estilo em breve.

PRODUTORES DE VÁRIOS PAÍSES EM EVENTO PREMIUM WINES EM BELO HORIZONTE



PRODUTORES DE VÁRIOS PAÍSES EM EVENTO EM BELO HORIZONTE “ - Mais de 200 pessoas passaram pela sede da Premium em Belo Horizonte, em evento bastante disputado, no último dia 20. Foram apresentados cerca de 70 rótulos, a maioria deles degustados na presença de produtores e enólogos. A Vinos Sanz, de Rueda, Espanha, que está entre as mais recentes vinícolas a entrar no portfólio da Premium, apresentou brancos frescos e elegantes produzidos com a Verdejo, uva típica da região. Entre os destaques, o Sanz Verdejo 2013 (R$ 81), equilibrado e agradável, e o Finca La Colina Verdejo Cien x Cien 2013 (R$ 111), um vinho mais complexo, 100% Verdejo de um único vinhedo de vinhas de cem anos.
Outra novidade foi a Donnachiara, vinícola da Campânia representada por Ilaria Petitto, neta da fundadora, Donna Chiara. Além dos brancos excelentes – Donnachiara Fiano  di Avellino DOGC 2013 (R$ 132)e Donnachiara Greco di Tufo DOCG 2013(R$ 132) –, os tintos de Aglianico são elegantes e frutados, sendo o Donnachiara Taurasi 2009 (R$ 282) a expressão máxima dessa uva. Da Toscana, os vinhos da Castello di Volpaia foram mostrados por Federica Stianti Mascheroni, filha dos fundadores da vinícola. Seu Chianti Classico DOCG 2012 (R$ 150) tem acidez agradável, é leve e muito saboroso. Para o dia a dia, o Volpaia Citto IGT 2012 (R$ 72)é uma ótima opção, enquanto o Volpaia Balifico IGT 2008 (R$ 297), uma mescla de 65% Sangiovese e 35% Cabernet Sauvignon, é um vinho potente e estruturado.
Portugal esteve representado pelas regiões do Dão e do Douro. Da primeira, o enólogo Paulo Nunes mostrou os brancos e tintos das linhas Somontes e Villa Oliveira, rótulos da Casa da Passarella. Os brancos Somontes Encruzado 2012 (R$ 93) e Villa Oliveira Encruzado 2011 (R$ 366), frescos e minerais, estão entre os destaques da feira. Os tintos são elegantes, com ótimo equilíbrio entre fruta e tanino e com bom uso da madeira. O casal Cândida e António Amorim apresentou seus vinhos da Quinta das Apegadas, do Douro, entre os quais o brancoApegadas Premium 2011 (R$ 111) e o tinto Apegadas Quinta Velha Reserva 2009 (R$ 150), frescos e gastronômicos.
O estande da França foi um dos mais disputados, com a participação das vinícolas Domaine de Bellene, Maison Roche de Bellene, Hubert Lamy e Marquis d’Angerville, da Borgonha; Domaine Christian Moreau Père et Fils, de Chablis; e Domaine Huët, do Vale do Loire, representadas pelo francês Xavier Meney.
Do Chile, a Viña Casa Rivas esteve presente com seus imbatíveis rótulos de boa relação custo-qualidade, como o Casa Rivas Sauvignon Blanc 2014 (R$ 46,50) e o Casa Rivas Carmenère 2013 (R$ 48). A também chilena Viña Polkura foi representada pelo enólogo Sven Bruchfeld. Entre as novidades, o Polkura GSM + T 2012 (R$ 168), que mescla Grenache, Syrah, Mourvèdre e Tempranillo em iguais proporções. A Argentina esteve presente com as vinícolas Benvenuto de la Serna e Fabre Montmayou. Da primeira, o complexo Trisagio 2009 (R$ 150); da segunda, o delicioso Fabre Montmayou Gran Reserva Merlot 2011 (R$ 156), da Patagônia.
O produtor e enólogo Reinaldo De Lucca mostrou seu premiado Merlot Reserva 2011 (R$ 69), eleito pelo guia Descorchados por dois anos consecutivos (2014 e 2015) o melhor do Uruguai com esta varietal, além do surpreendente branco De Lucca Marsanne Reserva 2013 (R$ 57).O Brasil esteve presente com os vinhos da Dal Pizzol, distribuídos pela Premium em Minas Gerais e apresentados pelo enólogo Dirceu Scottá. Entre os destaques o Dal Pizzol Touriga Nacional 2011 (R$ 61,77), sem madeira, um vinho com ótimo equilíbrio entre fruta e acidez.
Para mostrar as origens da importadora, que começou importando vinhos da Nova Zelândia, foram apresentados alguns excelentes rótulos desse país, entre os quais o Grove Mill Sauvignon Blanc 2013 (R$ 111) e o Hunter’s Pinot Noir 2011 (R$ 171).
Obs.: os preços são os praticados em Minas Gerais. Site: www.premiumwines.com.br

(Texto por Solange Souza)

VINHO & SABORES DE PORTUGAL - Edição 2015 - BELO HORIZONTE


“ VINHO & SABORES DE PORTUGAL “ – Num universo onde o mundo todo faz vinho, tudo do em Portugal é diferente !!! Única coisa em comum é que o vinho português também é feito com uvas. O TOP 5 de uvas clássicas  do vinho, ou seja, as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc é comum a todo mundo e também estão presentes em alguns rótulos de vinhos portugueses, mas o rico patrimônio de uvas autóctones vai além das 250 uvas e são todas elas usadas em vinhos conforme as suas regiões de plantio.

Este rico patrimônio de castas nativas coloca Portugal à frente da Itália, e chama a atenção para um diferencial na forma de fazer vinhos. No Novo Mundo predominam os vinhos varietais, enquanto na Europa predomina a lógica de compra de vinhos pela região de produção. Independente de serem varietais ou blends, compra-se Borgonha, Loire, Alsácia, Bordeaux, Barolo, Barbaresco, Brunello, para citar alguns exemplos. Em Portugal, 95% do vinho produzido é vinho de corte, com um blend de várias uvas.
Ocorrem mais diferenças em Portugal, como o fato dos vinhedos serem plantados como no passado, com várias castas co-plantadas com tudo misturado, mesmo numa única linha, enquanto no resto do mundo os vinhedos são plantados por variedades separadas. É tudo tão misturado, que numa mesma linha do vinhedo podem coexistir castas brancas e tintas. A dificuldade de todas maturarem ao mesmo tempo na época da vindima é “corrigida” pela mãe natureza que acaba por ajustar as diferenças, com uma variação máxima de 4 dias, o que convenhamos, não é nada! Em vinhedos de parcelas isoladas, as diferentes castas podem maturar com prazos diferentes entre 6 a 7 semanas entre cada uma delas. Os vinhedos co-plantados têm também a vantagem de serem mais resistentes às doenças.
Além disto, em Portugal, outra diferença em relação aos demais países produtores é a pisa a pé nos seus melhores vinhos, evitando o esmagamento das sementes de uvas, que em geral trazem aromas e sabores amargos para o vinho. Além disto, nos lagares de pisa, o contato entre as cascas e o mosto se faz por mais tempo, e lembremos que o aroma e a cor do vinho estão nas cascas das uvas! A pisa a pé cria uma remontagem no vinho (as uvas vão até a altura dos joelhos, e as pessoas efetivamente tem que subir as pernas nesta atividade, e não simplesmente pisar sobre as uvas). Isto tudo se revela em vinhos espetaculares que vem chamando cada vez mais a atenção para a qualidade consistente dos grandes vinhos portugueses.
Em algumas regiões de Portugal, em especial no Alentejo, usa-se a fermentação em talhas de barro (ânforas). Um método antigo, da época em que a região foi colonizada por romanos (estamos falando de 7 séculos antes de Cristo !!!) e que hoje em dia só se faz em Portugal e na Geórgia. O fato é que a diversidade de mais de 250 castas nativas, de microclimas e de solos, mais o fator humano da tradição de fazer vinhos a mais de 2700 anos em diferentes terroirs coloca Portugal a frente de uma grande diversidade de estilos, com vinhos produzidos com teor alcoólico entre 7 a 21%.
Desta forma, Belo Horizonte pode provar grandes vinhos portugueses nesta Mostra realizada entre 25 e 26 de abril. Expositores Presentes no Evento: Adega Coop. De Vermelha / Adega Coop. Ponte de Lima / Adega Cooperativa Do Cadaval Crl / Bacalhau Bomporto / Barrinhas / Bisaro – Salsicharia Tradicional / Casa do Vinho / Casa Ermelinda Freitas / Casa Santa Vitoria / Casa Santos Lima / Casal Branco / Casal de Ventozela / Decanter Importadora de Vinhos Finos / Delta Cafés / Grande Porto / Herdade do Penedo Gordo / Herdade dos Coteis / Herdade. Manuel Pavão – Azeite / Licor Beirão / Lusovini / Manzwine / Quinta da Foz / Quinta de Sta Eufémia / Quinta do Pinto / Quinta do Portal / Quinta dos Termos / Soc. Alberto Manso – Azeite / Sogevinus / Trás-Os-Montes Prime, Lda / Vallegre / Verdemar Supermercados / Vinhos do Porto / Vinhos Verdes / Vinilourenço / Viniverde / Wine Ventures.
Ainda a ressaltar a bela gastronomia lusitana com a presença da Taberna Baltazar com pratos típicos (alheiras, prego, lingüiça, bolinho e pratos com bacalhau) e os Doces de Portugal, com sua doçaria conventual.
As degustações realizadas durante o eventos mostraram Azeites Especiais de Trás-os-Montes, comentada por Francisco Pavão; Vinhos de Lisboa com 6 vinhos do TOP 10 português, comentada por Vasco Avillez; e ainda Vinhos do Porto com Harmonizações comentada por Carlos Soares do Instituto do Vinho do Porto, no dia 25. No domingo, aula especial para alunos da ABS-Minas ministrada por Vasco Avillez, e Vinhos do Porto com Harmonizações comentada por Carlos Soares do Instituto do Vinho do Porto.
Tive a honra de orientar 4 degustações: Vinhos Verdes 2014 Colheitas Selecionadas, apresentando belas amostras entre os rótulos da Mostra; Cartuxa Reserva, com apresentação do Pera Manca Branco, Cartuxa Colheita, Cartuxa Reserva e o surpreendente Scala Coeli abrindo o caminho para o céu! No domingo comentei uma Seleção de Vinhos Portugueses e pela primeira vez no Brasil, uma Degustação Vertical dos Alvarinhos Soalheiros nas safras 2014, 2009, 2005 e um surpreendente 1999, mostrando o potencial de longevidade deste Príncipe dos Vinhos Portugueses.
O Chef Hélio Loureiro, que comanda as panelas da Seleção de Futebol Portuguesa esteve a frente de dois showcookings, com harmonizações especiais.
Em resumo, dois dias de excelentes provas da cultura enogastronomica da Terrinha.

BARBEITO MADEIRA VERDELHO RESERVA 5 ANOS – MADEIRA - PORTUGAL



Vinho da Semana 17/2015 ● BARBEITO MADEIRA VERDELHO RESERVA 5 ANOS – MADEIRA - PORTUGAL – A ilha da Madeira, com sua localização estratégica, era ponto de parada das grandes navegações e, o que era produzido na ilha era fundamental para a continuação das viagens. O vinho surgiu como remédio para combater o escorbuto, mal que levava muito navegadores à morte. Os primeiros registros de produção de vinho na ilha datam de 1450. Como os vinhos eram leves e muito frágeis, eles não suportavam o calor e a umidade dos barcos, assim a técnica de fortificação começou a ganhar espaço.
 O vinho produzido ainda não era agradável mas, um dia um barril retornou à ilha após uma longa viagem marítima e foi constatada uma enorme transformação, com a oxidação, o vinho desenvolvia aromas diferentes, caramelizados. Os vinhos passaram a ser colocados nos navios com o intuito de voltarem melhores das viagens. Eram os chamados “torna viagem”.
As uvas usadas na produção do Madeira são a Tinta Negra Mole e as brancas Boal, Sercial, Verdelho, Malvasia e as quase extintas Terrantez e Bastardo. Existem apenas seis vinícolas: as grandes Madeira Wine Company e Justino's; as familiares H e M Borges, Henriques e Henriques, Pereira e Oliveira; e a boutique Barbeito, classificada pela crítica de vinhos Jancis Robson com um "Château Lafite da Madeira", pelo capricho e empenho na elaboração dos vinhos.
Para se produzir este vinho naturalmente doce, a fermentação é interrompida com a adição de álcool vínico. A oxidação pode se dar por estufagem ou canteiro. Na estufagem, os vinhos permanecem por três meses à 45ºC. No método de canteiro, os vinhos vão pra barris de carvalho usados que possibilitam uma oxidação bastante lenta. Deste processo resulta um vinho quase indestrutível. A classificação dos vinhos Madeira são muitas: seco, semi-seco, doce, meio-doce, colheita, vintage e varietais.

● Notas de Degustação: Coloração âmbar, dourada, límpida e brilhante. No nariz abre com aromas de caramelo, alcaçuz, nota doce estimulante de cítricos, e ao mesmo tempo floral e mel. Em boca mostra-se meio-seco, e bem gelado, funciona como excelente aperitivo. A textura do vinho é macia, com um equilibrado e persistente, de ótima acidez.
● Guarda: o Madeira é um vinho longevo, e bem acondicionado é praticamente indestrutível.
Notas de Harmonização: comidas condimentadas tipo thai e indiana, nas entradas com presunto cru, sopa de cebola, salmão defumado e patês. No final da refeição é ótima companhia para frutas secas.
Temperatura de Serviço: 8 a 10ºC
Onde comprar: A Casa do Vinho traz para o Brasil alguns dos vinhos produzidos pela Barbeito: Barbeito 3 anos - doce; Barbeito Reserva Malvasia doce 5 anos; Barbeito Reserva Boal meio-doce 5 anos; Barbeito Reserva Sercial seco 5 anos; Barbeito Reserva Verdelho meio-seco 5 anos; Malvasia Old Reserve 10 anos e Single Harvest 1997 meio seco.
CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 9h às 19h; aos sábados de 9h às 14h. Estacionamento gratuito com entrada pela rua Goitacazes, 1020, ao lado da loja. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 10h às 20h; aos sábados de 10h às 14h – Estacionamento gratuito em frente à loja. Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br 

SANGERVASIO A SIRIO IGT TOSCANA 2007 – TOSCANA – ITÁLIA



Vinho da Semana 17/2015 ● SANGERVASIO A SIRIO IGT TOSCANA 2007 – TOSCANA – ITÁLIA – Em meio à paisagem bucólica da Toscana, com colinas e centenas de pequenas vilas com trattorie familiares e negócios de agri-turismo, próximo à cidade de Pisa ergue-se um pequeno burgo medieval, movimentado pelos turistas em busca dos vinhos e da tranqüilidade da região: Sangervasio. Tomando o nome de sua cidadezinha, a Azienda Agrícola  Sangervasio tem uma produção pequena e recente, mas que já conquistou muitos prêmios e pontuações excelentes nas melhores publicações do ramo. A Sírio é uma homenagem ao avô de Luca Tomasini, o proprietário e enólogo. Elaborado principalmente com as melhores uvas Sangiovese da propriedade, o vinho recebe uma pequena adição de Cabernet Sauvignon, o que o descaracteriza como parte de qualquer das Denominações de Origem da região e o inclui na categoria dos "super-toscanos", vinhos feitos com misturas de uvas regionais e internacionais que caem oficialmente dentro da legislação IGT - Indicazione Típica Geográfica, que geralmente apresenta níveis de qualidade muito elevada. Em função da busca pela excelência do vinho, o A Sírio é produzido em reduzida quantidade, cerca de 900 caixas anuais. 

● Notas de Degustação: Cor rubi com leves reflexos de evolução na taça. No nariz mostra riqueza aromática, com aromas que surgem aos poucos, em camadas, onde as frutas vermelhas e pretas se mostram maduras, com uma nota defumada. Mostra ainda notas animais, com algo de couro e terra molhada. Surgem frutas secas, leve toque balsâmico e alcaçuz. Muita intensidade e complexidade aromática. No paladar mostrou-se sedoso, com taninos maduros e macios. Boa acidez e sabores de ervas como alecrim e anis e naturalmente a fruta escura. Um vinho com médio a bom corpo, de retrogosto persistente e no final as notas de frutas secas dão elegância ao conjunto. Mostrou bela evolução nestes 8 anos.
● Guarda: 10 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas e longas preparações, com molhos suntuosos, caças de pêlo como javali. Acompanhará muito bem uma Lasanha com molho de carne vermelha.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Onde comprar: ZAHIL - Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.