sábado, 21 de fevereiro de 2015

CHATEAU DE CAROLLE GRAN VIN DE BORDEAUX 2009 – GRAVES / BORDEAUX – FRANÇA



Vinho da Semana 08/2015 – CHATEAU DE CAROLLE GRAN VIN DE BORDEAUX 2009 – GRAVES / BORDEAUX – FRANÇA - O Château de Carolle está localizado nos mais altos cumes da denominação Graves e tem ganho vários prêmios, mostrando a consitência da sua qualidade: Medalha de Ouro no Concurso de Bordeaux em 2010 e medalha de prata no Concours de Bordeaux Vins d'Aquitaine em 2011.
Chateau de Carolle Graves é feito em geral com um corte de 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 10% Cabernet Franc. As uvas são colhidas à mão com grande cuidado para eliminar bagos danificados ou verdes. Após a chegada na vinícola, são prensados a baixa temperatura para obter a excelente qualidade no mosto da uva. Este mosto e as cascas ficam em maceração durante a primeira fermentação por 3-4 semanas em tanques de aço inox, a fim de obter a típica cor vermelho escuro e taninos de qualidade. Depois desta fase, o vinho é trasfegado para barricas novas de carvalho francês, onde inicia o segundo período de fermentação (a maololática). Estagia por 12 meses nas barricas de carvalho.
● Notas de Degustação: Cor rubi muito escuro com reflexos brilhantes, este vinho também impressiona com o seu aroma intenso de fruta escura madura, em harmonia com a madeira tostada e as notas de cacau e baunilha. No paladar mostra o equilíbrio perfeito entre a sua estrutura tânica, presente e suave. Um vinho de Graves ao mesmo tempo robusto e delicioso.  Este vinho tem uma textura rica e complexa, refinada por envelhecimento barril muito bem controlada.
● Estimativa de Guarda: eu beberia de imediato, pensando na nota de frescor e fruta de boa intensidade, sem pensar em guarda prolongada. Entretanto, o vinho agüenta fácil 5 anos.
Notas de Harmonização: Os aromas de frutas escuras combinados com notas tostadas fazem deste vinho um complemento perfeito para carnes vermelhas, aves e queijos diversos. Sirva entre 16 a 18ºC.
Onde comprar: AU BON VIVANT - R. Pium-Í, 229 - Cruzeiro, Belo Horizonte - MG, 30310-080. Tel.: (31) 3227-7764.

CUVÉE DES CONTI CHATEAU TOUR DES GENDRES 2012 - BERGERAC– FRANÇA



Vinho da Semana 08/2015 ● CUVÉE DES CONTI CHATEAU TOUR DES GENDRES 2012 - BERGERAC– FRANÇA – Os vinhos do Château Tour de Gendres têm o charme de terroirs exclusivos, com o resultado do trabalho de uma família que combina seus talentos para que os seus vinhos, o nome Conti e sua região inspirem dinamismo e prosperidade.
 Frutos da agricultura biológica, o vinho branco de Bergerac feito com a casta Semillon, ou Sauvignon ou Muscadelle Bergerac ou tintos da Merlot, Cabernet Sauvignon e Malbec (veja só, o tal do Malbec francês está presente em Bergerac ...) são vinificadas em um estilo que favorece a fruta, o equilíbrio, potência e frescor final. Prolongar o prazer da degustação é um dos objetivos, bem como mostrar o melhor do vinhedo, nossa terra e nossas convicções.
● Notas de Degustação: um vinho de cor amarelo claro, cristalino. No nariz aparecem aromas de maçã verde, nota floral e leve toque vegetal. No paladar mostra bom ataque, dando frescor imediato e convidando ao segundo gole. Longo e prazeroso final de boca. Fácil de beber e de gostar. É a própria expressão da Semillion colhida muito madura e parcialmente passificada, sem ser um vinho suave ou doce.
● Estimativa de Guarda: Beba aproveitando os dias quentes de verão, ou à beira da piscina, mas este não é um vinho despretencioso, merecendo acompanhamento de comida.
Notas de Harmonização: Frutos do mar, mariscos e peixe, além de carnes brancas e queijo de cabra. Sirva em torno dos 10ºC.
Onde comprar: AU BON VIVANT - R. Pium-Í, 229 - Cruzeiro, Belo Horizonte - MG, 30310-080. Tel.: (31) 3227-7764.

ALSÁCIA – CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS E SUAS UVAS TÍPICAS


ALSÁCIA – CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS E SUAS UVAS TÍPICAS"
” – Ao contrário de outras regiões vinícolas da França, a Alsácia não possui uma classificação com divisões em sub-regiões ou locais de produção: só existe uma AOC geral, Alsace, e mais recentemente (1983) foi criada a AOC Alsace Grand Cru, com 25 vinhedos demarcados, ampliada em 1992 com mais 25 vinhedos e em 2007 com mais um, totalizando 51 Crus. Também foi separada a AOC Crémant d`Alsace

 
Outra grande diferença em relação a outras regiões produtoras é que os vinhos alsacianos em sua maioria absoluta são varietais, isto é, são elaborados com um só tipo de uva, com predomínio absoluto das brancas. A Pinot Noir é praticamente a única variedade tinta e dá bons tintos e rosés.
São também utilizadas outras poucas variedades não típicas da região como Chardonnay, Auxerrois e Tokay d`Alsace (nenhuma relação com o vinho húngaro Tokaji).

● Classificação dos vinhos Alsacianos - Existem quatro denominações especiais que podem ser encontradas nos rótulo alsacianos:
● Vendange Tardive: vinho geralmente doce, mais alcoólico, feito com uvas de colheita tardia (equivalente ao Spätlese alemão).
● Séletion de Grains Nobles: vinho fino de sobremesa, doce e mais alcoólico, elaborado a partir de grãos selecionados de uvas hiperamadurecidas e botritizadas (equivalente ao Beerenauslese e ao Trockenbeerenauslese alemães).
● Edelzwicker: Literalmente, significa mistura nobre e indica que o vinho é feito a partir de um corte de Gutedel (Chasselas) com Pinot Blanc ou Silvaner e um pouco de variedades aromáticas (Gewürztraminer e Muscat).
● Crémant d’Alsace: vinho espumante feito a partir de corte com uvas típicas da região ou outras como a Chardonnay, a Pinot Noir, a Auxerrois.
Existe desde 1983 uma denominação para os vinhos da mais alta qualidade, a Appellation Alsace Gran Cru que, no entanto, não é um índice confiável de alta qualidade, pois por seu caráter político incluiu produtores medíocres e deixou de fora alguns bons produtores.
Também vários produtores não quiseram aderir a essa nova AOC, então não se pode dizer que esta AOC é sempre superior em qualidade.
Assim, como no rótulo de um vinho alsaciano constam apenas a AOC Alsace, o nome da variedade da uva do qual é feito e o nome do produtor, esse último é o fator decisivo na escolha de um vinho alsaciano.
Todos os vinhos alsacianos são da categoria AOC (Appellation d´Origine Controllée). Ligados à tradição alemã, os vinhos ostentam no rótulo o tipo de uva com que são feitos, quando são monovarietais (100% da mesma uva, a maioria dos casos). Quando se utiliza uma mistura de várias cepas, o nome “Edelzwicker” aparece no rótulo.

● São três as categorias dos vinhos:
AOC ALSACE – 12 000 ha de vinhedos – A denominação mais comum. Abarca a maior parte dos vinhedos.
AOC ALSACE GRAND CRU – 500 ha de vinhedos – Esta denominação só pode ser utilizada por 4 castas: Riesling, Gewürztraminer, Muscat e Pinot Gris. O terroir (tipo de solo, inclinação do terreno e exposição ao sol) desempenha aqui fator preponderante. Leva-se em conta também o rendimento por hectare e o grau de açúcar das uvas. São 50 os vinhedos Grand Cru da Alsácia e devem ser mencionados nos rótulos.
AOC CRÉMANT D´ALSACE – Os vinhos espumantes da região, que gozam de grande prestígio, pertencem a esta categoria. São elaborados pelo Método Tradicional como o champanhe (segunda fermentação na garrafa), e são brancos na sua maioria. Pinot Blanc, Riesling, Pinot Gris, Pinot Noir e, raramente, a Chardonnay, são as uvas utilizadas. Os rosés são feitos exclusivamente com a uva Pinot Noir.

AS UVAS TÍPICAS DA ALSÁCIA
As castas brancas dominam a região da Alsácia e apenas 8% dos vinhos são tintos ou rosés (geralmente para consumo local), os restantes 92% são vinhos brancos tranquilos e espumantes. As principais variedades cultivadas são sete:
RIESLING – Tida por muitos como a melhor casta branca do mundo, a Riesling é a grande estrela da Alsácia, seguide perto pela Gewürztraminer. Dá origem a vinhos de grande fineza e elegância, com aromas delicados de frutas cítricas e tropicais, além de notas florai e minerais.
GEWÜRZTRAMINER – Os vinhos feitos na região com esta uva são célebres. Têm aspecto dourado, aromas intensos de frutas exóticas (grappefruit, lichia, marmelo) , florais e de especiarias (pimenta, canela), como denuncia seu próprio nome: Würze significa especiaria em alemão. Seus vinhos são os parceiros ideais da exótica gastronomia asiática, principalmente a tailandesa. Carne de porco e de ganso também vão muito bem eles.
PINOT GRIS – Uva cinzenta e levemente azulada, com ela se produz os vinhos mais encorpados e macios e com menor presença aromática. Extremamente gastronômico, por suas características, pode lembrar um bom branco da Borgonha. Seu antigo nome era Tokay Pinot Gris.
PINOT BLANC – Vinhos de aromas agradáveis e discretos. Frescos, macios e redondos.
MUSCAT D´ALSACE – Produz-se com ela vinhos brancos com aroma bem característico. O vinho é seco, ao contrário do que acontece com as castas da família da Muscat no sul da França, cujos vinhos são doces.
SYLVANER – Vinhos leves e refrescantes, com aromas agradáveis, frutados e discretos. Muito popular na Alemanha (Francônia).
PINOT BLANC – Vinhos frescos e macios com aromas discretos.
PINOT NOIR – É a grande representante tinta da região, consumida mais localmente. Os vinhos são menos concentrados e mais leves do que os da Borgonha.

● Dados de Produção da Alsace
- Variedades Tintas:            Pinot Noir (6,5%)
- Variedades Brancas: Riesling (21%), Sylvaner (20%), Gewürztraminer (20%), Pinot Blanc (19%), Tokay d’Alsace ou Pinot Gris (5%), Muscat (3%), Gutedel ou Chasselas (2,5%) e Klevner de Heiligenstein ou Traminer (1%).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

TPC - TERMO PEST CONTROL



TERMO PEST CONTROL

Um leitor do VINOTICIAS me perguntou o que representa a sigla TPC, de Termo Pest Control. Ele viu a sigla citada num post e queria entender melhor do que se tratava.

O Termo Pest Control (TPC), criado e patenteado internacionalmente pelo chileno Florencio Lazo, é um dispositivo que esteriliza plantas disparando um fluxo de ar quente a 150 graus Celsius e uma pressão de 100 quilômetros por hora. Inicialmente foi previsto como um equipamento para proteger as videiras do clima frio e geadas, mas verificou-se que o efeito era mais amplo do que o originalmente pensado.

Nada mais é que uma caldeira equipada com dois bicos que funcionam como lâminas de turbina a gás e ao passar entre as videiras, acabam eliminando insetos e fungos sem danificar as plantas.

O trator passa e lança um jato de ar quente sobre a planta e consegue aumentar em 8ºC a temperatura e cria um colchão térmico de ar quente em redor da planta de modo que a geada não chega nos frutos.  Além do mais, com o TPC, o vinhedo dá o dobro do resveratrol, a fermentação é mais homogênea do que as que usam agrotóxico.

Os efeitos não param por ai: para a máquina não queimar a planta ela é puxada a uma velocidade de três quilômetros por hora por um trator, e o choque de calor seco, aplicado duas vezes por semana, desidratam as larvas de insetos, evita o crescimento de microrganismos e ativa o corpo da planta. Além disto, o calor intenso faz com que a planta a sinta atacada e aumenta as suas defesas naturais.

A casca da fruta torna-se mais espessa, melhor protegendo a baga do ataque de fungos e cogumelos, além de outros efeitos positivos, como a eliminação da pirazina, uma substância que lhe dá aos vinhos notas amargas de ervas.

No Brasil o equipamento foi trazido pelo chileno Mario Geisse. A vinícola Amadeu testou o invento em duas safras consecutivas em um terreno de cinco hectares, com resultados positivos, uma vez que nesta região, com umidade elevada, os pesticidas são muito utilizados. Foi possível observar que com este novo método, o produto final é um espumante mais concentrado e mais complexo que os concorrentes e de mesma linha de custo.

Outras vinícolas do Rio Grande do Sul já estão utilizando o TPC, entre elas a Lidio Carraro.