segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VINHOS PARA O VERÃO - II


“ VINHOS PARA O VERÃO - II ” – Como prometido, falaremos neste final de semana sobre as uvas com tendência de produzir vinhos mais leves.
E como os tintos ainda são a preferência nacional, as dicas serão focadas nas uvas que produzem vinhos menos alcoólicos, mais frutados, leves, com boa acidez e sem ou com breve passagem por madeira.
Falando de uma forma mais técnica, um vinho tinto para ser leve, de corpo médio e frutado depende diretamente da casta que vai ser utilizada, sendo ideais as uvas com bagos grandes e cascas finas que darão pouco tanino, como a Pinot Noir, ou a Spätburgunder (um clone da Pinot mais comum na Alemanha e Austria), a Barbera, a Dolcetto e a Gamay, entre outras. Acrescenta-se ainda a indicação dos tintos de regiões mais frias onde no final da maturação a uva não retem muito açúcar mantendo uma agradável acidez que resultará na sensação de frescor do vinho.
E temos por fim a forma de vinificação do vinho, que pode criar vinhos mais leves. Em processo de vinificação, sem sangria, como na maceração carbônica, muito utilizada na produção do Beaujolais, em que o mosto inicial é originado não pela prensa nos bagos das uvas e sim pelo esmagamento pelo próprio peso delas, umas em cima das outras, o que mantém o frescor e aromas da uva.
A Gamay é uma das uvas mais indicadas para a produção de vinhos leves, apesar de estar desvalorizada internacionalmente pela má fama criada pelo vinho Beaujolais Nouveau. Na realidade, apenas na França, e na Suíça a casta tem muitos adeptos, buscando seu vinhos com aromas intensos de fruta fresca, leves, pouco alcoólicos e ligeiros, fáceis de beber e muito versáteis em matéria de harmonizações.
Da Pinot Noir é possível produzir os mais elegantes e finos vinhos do planeta, principalmente quando falamos dos vinhos da Borgonha. Fora se seu berço natal, a casta é  difícil de se adaptar, mas produz vinhos marcantes em países como Estados Unidos (principalmente no Oregon), no Chile (nas regiões frias do Vale de Casablanca), os da Argentina (em especial na Patagônia) e os da Nova Zelândia. No entanto, também é possível encontrar alguns Pinot Noirs do Novo Mundo com apesar dos 14,5% de álcool (principalmente no Chile e na Argentina) se mostram bem equilibrados e com o álcool bem integrado. Recentemente bebi um Pinot Noir argentino, produzido no vale do Uco, com 15,5% de álcool, tão bem integrado ao conjunto que não parecia ter este teor.
No Vale do Loire - França, a Cabernet Franc costuma oferecer vinhos tintos mais leves e com bom frescor. Em Bordeaux, entretanto, a mesma uva produz vinhos intensos e marcantes.
No Vale do Rhône, seguido de todo o Languedoc Roussillon, um quarteto de uvas muito versáteis que podem produzir vinhos mais leves, com bons resultados. A Syrah, uva vigorosa, produz vinhos muito intensos com baixos rendimentos nos vinhedos. Com rendimento mais alto, ela produz vinhos mais leves, principalmente se cortada com outras uvas, como Grenache, Mourvedre e Carignan. Há outros vinhos leves à base dessas uvas nas regiões de Côtes de Luberon, Ventoux, Rhône e Costieres de Nimes.
Vale a pena lembrar ainda da apelações do Vale do Rhône que produzem vinhos frescos, leves e ótimos para o verão: Lirac e Crozes-Hermitage. O primeiro vinho é à base das uvas já mencionadas; enquanto o segundo é um Syrah puro.
Na Itália, único país que produz vinhos em todas as regiões, há uvas que, pelo processo de produção, criam vinhos deliciosamente frescos e ótimos para serem degustados em dias mais quentes. O trio de uvas do Vêneto, Corvina, Rondinella e Molinara, são a base para os agradáveis Valpolicellas e Bardolinos. Leves e fáceis de beber.
No Piemonte, o trio é formado pelas uvas Barbera, Bracchetto e Grignolino, que oferecem desde vinhos no estilo Noveau até de médio corpo, passando pelos Novellos (jovens). Dessas três uvas, a Barbera pode oferecer, além de vinhos leves, vinhos ultra encorpados, principalmente os que estagiam em barricas de carvalho. Os Barbera Barricatos são vinhos muito intensos e não se encaixam no grupo de vinhos leves para o verão, bem como os vinhos produzidos a partir da Nebbiolo (Barolos e Barbarescos).
No centro norte da Itália, pode-se encontrar deliciosos vinhos leves no Friuli, a partir da variedade local Refosco dal Pedúnculo Rosso e da clássica "francesa" Merlot. Os italianos feitos na Toscana com a clássica Sangiovese são conhecidos pela boa acidez e pelos aromas frutados, com um toque floral, bem delicados e podem acompanhar muito bem os dias quentes do verão.
Na Espanha, a versátil uva Tempranillo produz excelentes tintos jovens e de médio corpo, principalmente na Rioja, no Pénèdes, em Toro e alguns locais da Ribera del Duero. Nas regiões ao redor de Valência há muitos tintos jovens à base da uva Garnacha.
Em Portugal, a diversidade é grande, sendo possível encontrar vinhos mais leves nas regiões do Dão, Estremadura, Ribatejo e Terras do Sado.
Luiz Gastão Bolonhez fez excelente artigo neste mesmo sentido em Fevereiro de 2008, para a Revista ADEGA, que serve de Guia seguro na procura de bons vinhos para o verão. Como se lê, nada impede de você beber vinhos nestes dias de calor intenso!  Saúde !!!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ENOTRUFA CROÁCIA E ESLOVÊNIA COM AUSTRIA MUSICAL



● 03 a 19.OUTUBRO.2015 - "ENOTRUFA CROÁCIA E ESLOVÊNIA COM AUSTRIA MUSICAL" – A Croácia tem desde o século IV a.C longa tradição vinícola. Há 2 distritos vinícolas separados por uma cadeia de montanhas, Primorska (costa) e Kontenentalna (interior), com clima, solo e tipos de vinhos diferentes. Os vinhedos ativos estão aumentando graças á iniciativas como a organização Roots of Peace ("raízes da paz"), que vem removendo minas terrestres para fazer replantios. Apesar de pequena, a Eslovênia tem longa história na vitivinicultura. Sua tradição vinícola remonta há 2.400 anos. Os celtas e os ilírios já faziam vinho na região antes da chegada dos romanos. Na Idade Média, a bebida continuou sendo produzida por monges. A Eslovênia tornou-se independente no ano de 1991. A história do vinho na Áustria teve início pelas mãos dos celtas, que em 500 a.C. já cultivavam uvas para a produção da bebida. Os romanos deram continuidade ao trabalho, que quase foi dizimado na época das invasões bárbaras. Mais tarde, com a vinda de monges para a região – geralmente cistercienses da Borgonha –, as vinhas voltaram a florescer. Naquela época, as áreas de vinhedos eram 10 vezes maiores que as atuais e os rótulos austríacos largamente exportados. A primeira escola de viticultura e enologia da Áustria foi estabelecida em Klosterneuburg, nos idos de 1860. Hoje pode-se afirmar que o país produz alguns dos melhores Riesling e vinhos de sobremesa do mundo, especialmente botritizados, além de Pinots surpreendentes. País Natal de Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em 27 de janeiro de 1756 na cidade austríaca de Salzburgo, pretendemos ouvir “in loco” uma de suas óperas importantes e de grande sucesso como “As bodas de Fígaro”, “Così fan tutte”, “A Clemência de Tito” e “A flauta mágica”. Venha e experimente, sinta, perceba e deguste!

MAIS INFORMAÇÕES, INSCRIÇÕES e RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB. Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas pelo Brasil e o Mundo. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773 ● Contato: Como o Traveldesigner Germán Alarcón-Martín. german@zenithe.tur.br Cel. (31) 9834-2261 ● Solicite o seu programa detalhado dia por dia.
 

ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA




● 02 a 15.JUN.2015 - "ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA” – Conhecida pela excelência de seus vinhos, a Borgonha é também considerada a capital gastronômica da França. Notável por sua paisagem, seu patrimônio histórico e arquitetônico medieval são riquíssimos, e a beleza de cidades como, por exemplo, Beaune é inesquecível. Os resquícios do antigo esplendor não são facilmente encontrados quando se viaja pelo interior e o que se vê hoje é a beleza simples e rústica de seus campos e construções. As grandes propriedades não mais existem, deram lugar a pequenos lotes de terra depois que Napoleão realizou a sua reforma agrária, dividindo as propriedades da Igreja. A fragmentação dos vinhedos hoje é tão grande que a média das propriedades é de pouco mais de um hectare. O Clos de Vougeot, por exemplo, conta com mais de 60 proprietários em seus 50 hectares.


Uma visita a Borgonha nos leva a um mergulho profundo na cultura e na história da região, associado ao que a França tem de melhor: queijos, vinhos, boa comida, patrimônio arquitetônico.  Você pode conhecer os vinhedos da Borgonha de carro ou de bicicleta. Na dúvida, escolha os dois. Saindo de Dijon de carro, a Route des Grands Crus se estende por 80 quilômetros até Santenay.  Beaune fica no meio do caminho, pode ser o ponto de partida para um inesquecível passeio de bicicleta pela Voie des Vignes, passando em vilarejos como Pommard. Nos dois casos, os vinhedos se estendem diante dos olhos, de um lado e de outro da estrada. 

Pinot noir e Chardonnay são as principais castas que resumem os vinhos da Borgonha - as duas uvas respondem por mais de 80% da produção na região. É ao longo da Route des Grands Crus que elas são cultivadas. Isso inclui o Romanée-Conti, Grand Cru produzido entre em Vosne-Romanée, em Côte de Nuits, alçado à categoria de mito.
Um Roteiro Imperdível !!!
 


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