sexta-feira, 28 de novembro de 2014

DEGUSTAÇÃO DOS PREMIERS GRAND CRUS DE BORDEAUX SAFRA 1997




 DEGUSTAÇÃO DOS PREMIERS GRAND CRUS DE BORDEAUX SAFRA 1997

Ótima Safra em Champagne. Vinhos de alta gama em Bordeaux e Borgonha, com destaque para os Brancos. Os tintos destas regiões são vinhos de amadurecimento precoce  e estão deliciosos.

Em Bordeaux houve chuva em demasia e portanto foi uma safra irregular, devendo ter-se cuidado com a seleção dos vinhos. Há um velho ditado no mundo do vinho que diz: “Em safra ruim o grande produtor mostra que sabe fazer grandes vinhos”.

Os vinhos provados na Degustação Horizontal dos Premiers Grand Crus de Bordeaux nesta safras mostraram-se íntegros, vivos, com taninos finos e elegantes, criando um conjunto de rara finesse e longos finais em boca de extrema complexidade. Portanto, nada mais que afirmar que o ditado ditou a regra nesta degustação.

No Rhône tivemos excelentes Tintos e Brancos. Tanto na Alsácia quanto no Loire os brancos são extraordinários e estão absolutamente espetaculares para serem degustados hoje.

Excelentes Brancos da Alemanha e Áustria (secos e doces).

A mais difundida e mais badalada safra de todo o século na Toscana, Itália. Realmente tivemos excepcionais vinhos, mas a grande maioria está amadurecendo rapidamente. Os Top Super Toscanos como Solaia, Sassicaia e cia ltda, tem ainda muita vida pela frente. Brunellos Riserva são muito bons, mas a preços exorbitantes.

No Piemonte também tivemos grandes vinhos a base da uva Nebbiolo, mas também tivemos Barberas de alta qualidade. Excelentes Amarones do Veneto/Italia.

Os Cabernets, Pinot Noirs e Chardonnays da Califórnia dessa safra estão dentre os mais especiais já produzidos. Os tintos ainda têm tempo de evolução na garrafa. Os Chardonnays estão na sua plenitude.

Muito bons tintos na Austrália e África do Sul.

Excelentes Vinhos do Porto Vintage (muito bons para quem gosta de um super concentrado Porto).

Excelentes Cabernets no Chile e muito bons Malbecs na Argentina.

Os vinhos da Degustação (todos servidos as cegas, para podermos eleger o melhor sem pré-conceitos):
Recebendo os Confrades com Champagne Deutz Brut
Tignanello 1998 e Alion 1998 para preparar o paladar para os Bordeaux 1997
Chateau Margaux 1997
Chateau Mouton Rothschild 1997
Chateau Latour 1997
Cjateau haut-Brion 1997
Chateau Lafite Rothschild 1997
Haut Lézin 2010
Finalizando com Sauternes  Clos Dady 2004 (o Sauternes oficial do Hotel Georges V de Paris) como vinho de meditação.

Pela avaliação das anotações dos participantes da degustação, a ordem de escolha dos melhores Bordeaux, ficou da seguinte forma:

1- Chateau Lafite Rothschild - 95/100
2- Chateau Haut-Brion 1997 - 94/100
3- Chateau Margaux 1997 - 94/100
4 - Chateau Latour 1997 - 94/100
5- Chateau Mouton Rothschild 1997 - 93/100

Importante ressaltar que nenhum dos vinhos apresentou qualquer defeito, sendo esta ordem classificatória um mera avaliação para efeitos de aprendizado sobre os vinhos de Bordeaux, numa safra considerada difícil.
Pela pontuação, verifica-se que todos os vinhos são espetaculares !!!


 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

NÃO SE PERCA EM PARIS



NÃO SE PERCA EM PARIS

Quem não gostaria de andar por Paris tranquilamente, como se conhecesse cada palmo do lugar mesmo sem nunca ter ido lá?

O objetivo do PARIS PARA BRASILEIROS, não é ser um guia completo sobre Paris, mas um guia de roteiros por lugares imperdíveis da Cidade Luz, feito com muito carinho por Lúcia Helena Monteiro Machado, mais conhecida como Duda. 

Relaciona dicas básicas para quem vai até lá na primeira viagem, até dicas descoladas para os que estão tendo o privilégio de voltar lá. Duda viaja para Paris há mais de 30 anos e conhece profundamente cada detalhe da cidade. Cada Roteiro preparado por ela tem todas as indicações de onde e como ir, tempo de deslocamento, previsão de gastos e muito mais.


São 10 Roteiros principais, que o visitante pode fazer em 10 dias, desde um Tour pela Torre Eiffel ao Parc Monseau. O Guia traz ainda vários roteiros secundários, além de passeios gastronômicos e para compras, todos eles podendo ser feitos a pé.

Afinal, ninguém é de ferro, e ir a Paris e não aproveitar o melhor das boas mesas e taças seria ir a Roma e não ver o Papa !!!

O livro, de produção independente, será lançado no dia 28/11, das 18 às 21horas, na Livraria Ouvidor da Rua Fernandes Tourinho, 253, na Savassi, ao preço de R$ 60.

Além deste Guia, Duda já lançou as obras “Conheça Florença” e “Conheça Barcelona” e pretende lançar em 2015 “ A França que eu Amo” e “ A Espanha que eu Amo”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NAS ASAS DA VARIG ...




 NAS ASAS DA VARIG ... “ – Recentemente ganhei uma coleção de Menus e Cartas de Vinhos servidos pelas Companhias Aéreas em 1998 e 1999. Dá para perceber que o serviço era de “primeira classe”, em todas as acepções da palavra.

Percebendo as novas tendências mundiais de consumo na época, a VARIG analisou a excelente qualidade de novos países produtores e resolveu mudar a sua Carta de Vinhos com a consultoria de Danio Braga. Pesquisaram a Califórnia, a Africa do Sul, a Austrália e o Chile, além dos tradicionais países produtores da Europa e criaram uma novo caminho enológico, estando certos que ganhariam em qualidade, e oferecendo uma Carta de Vinhos mais rica, dinâmica, como justamente deveriam ser todas a Cartas de Vinho !

Assim sendo, para termos um gostinho do que era viajar na Primeira Classe da VARIG, em 98, os vinhos servidos eram:
- Champagnes: Gosset Celebris 1990, Moet et Chandon Brut Imperial 1992 e o Espumante Chandon produzido no Brasil (para vôos para Argentina e Chile).
- Vinhos Brancos: Chablis Grand Cru Bougros 1994, Schloss Vollrads Rheingau Riesling Kabinett 1994, Louis Latour Grand Ardeche Chardonnay 1995.
- Vinhos Tintos: Amarone Zenato 1991 , Chateau Les Hauts de Pontet  Pauillac 1994, Joseph Phelps Cabernet Sauvignon 1994. E Porto Graham´s Vintage Port 1985.
Apenas para dar mais uma pontinha de satisfação, Os Whiskies servidos eram: Ballantine´s 17 years old, Johnnie Walker Black Label 12 years old e Chivas Regal 12 years old. Conhaque Rémy Martn X.O.;  Drambuie e Cointreau completavam a lista de digestivos.

Já na Primeira Classe da VARIG, em 99, os vinhos servidos eram:
- Champagnes: Bruno Paillard Millésime 1989, Gosset Grand Millésime 1989, Laurent-Perrier Brut L.P., Moet et Chandon Brut Imperial 1992.
- Vinhos Brancos: Chablis Grand Cru Grenouilles 1995, Léon Beyer Gewurztraminer 1997, Meerlust Chardonnay 1996, Trio Chardonnay  1997 (para vôos para Argentina e Chile).
- Vinhos Tintos: Amarone Zenato 1993 , J. Lhor Cabernet sauvignon 1996, Chateau  Haut-Beychevelle Gloria 1996, Caballero de La Cepa Cabernet Sauvignon 1996, Plaisir de Merle Cabernet Sauvignon 1996. E Porto Graham´s Single “Malvedos” Vintage Port 1986 e Dow´s Late Bottled Vintage 1992
Para completar a informação, os Whiskies servidos eram:  Ballantine´s 18 years old, Johnnie Walker Black Label 12 years old e Chivas Regal 12 years old. Conhaque Rémy Martn X.O.;  Drambuie e Cointreau integravam a lista de digestivos.

Em paralelo, em 2002, voando pela Thai Airways, a Carta de Vinhos também chamava a atenção pelos rótulos servidos: Champagne Dom Perignon Vintage 1995, Champagne Duval LeRoy Cuvée des Roys 1991, Chablis Montmains 1998, Alsace Grand Cru Domaines Schlumberger Grand Cru Spiegel Pinot Gris 1998, Chateau Desmiraiç Margaux 1999, Ladoix Premier Cru “Les Corvées” 1998. O conhaque servido como digestivo era o Hennessy Paradis Le Chai Du Fondateur.

Vê-se que viajar pela Primeira Classe tinha e tem seus privilégios... Um abraço para o Torres que teve o privilégio de degustar todos estes rótulos e saber que há quatro estilos inconfundíveis de vinhos: os brancos, os tintos, o que ele gosta e os que ele não gosta !

LIBERALIA CUATRO CRIANZA 2009 - TORO/ ESPANHA



Vinho da Semana 42/2014 ● LIBERALIA CUATRO CRIANZA 2009 - TORO/ ESPANHA – Liberalia é uma Bodega Familiar situada no âmbito da histórica e prestigiada Denominación de Origen Toro, província de Zamora (Espanha). No ano 2.000 iniciou suas atividades de elaboração de vinhos singulares e de alta qualidade. Muito antes, em torno do ano de 1996, Juan Antonio Fernández, seu proprietário, fiel a sua profissão de Engenheiro Agrônomo, foi adquirindo e organizando os vinhedos, cuja idade oscila entre 30 e 100 anos.
            Os vinhedos se encontram em “pagos”, onde tradicionalmente tem havido o cultivo de videiras. A variedade é a Tinta de Toro, adaptação neste “terroir” da variedade Tempranillo ou Tinto Fino (Tinta Fina).
            A família também é proprietária  de vinhedos de uva branca  ancestrais de variedades autóctones: Moscatel de Grano Menudo, Malvasia e Albillo.
            No ano de 2005, os impressionantes reconhecimentos que o famoso e prestigiado crítico norte-americano Robert Parker atribuiu aos cinco vinhos tintos de Liberalia (pontuações entre 87/100 dados ao Liberalida Crianza, Liberalia Cuatro, até 96/100 para o Reserva, Liberalia Cinco, passando pelas cifras de 89, 90, 91 aos três tipos de vinho, Joven Fermentado en Barrica, Roble e Crianza Selección, respectivamente.
            Os vinhos destinados a processos de amadurecimento e envelhecimento estagiam em barricas bordelesas de carvalho francês e americano que estão colocadas a 10 metros de profundidade. Já na bodega e dadas suas características se consegue uma temperatura constante baixa durante todo o ano e uma umidade relativa compreendida entre 65 a 85%.
            O tempo que os vinhos Liberalia permanecem na fase de amadurecimento, composições musicais de Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Händel tocam de forma contínua, com o fim de lhes transmitir harmonia, sôssego e estado de ânimo, tão fundamentais neste delicado processo de amadurecimento.
            Todos os vinhos Liberalia antes de serem garrafados, passam sem filtração pelo  processo de clarificação. Este se realiza com clara de ovo natural, ficando o vinho submetido há um doce e lento estado de eliminação e de separação de partículas sólidas para conseguir uma esplêndida limpidez e um brilho vivo e natural.
 ● Reconhecimentos do Liberalia Cuatro Crianza 2009: 92RP
 ● Notas de Degustação: Elaborado com uvas de vinhedos de 60-70 anos, amadurecido durante doze meses em barricas francesas e americanas e afinado por mais 12 meses na garrafa, aqui já se pode sentir a força dos vinhos de Toro, com taninos potentes de boa textura, concentrado, especiado e com notas lácticas. Cor vermelha intensa. Aromas de boa intensidade que lembram morango maduro, couro, tabaco, e nítido toque de caramelo. Na boca mostra-se encorpado, carnudo e com um prolongado final de boca. Com taninos macios, uma acidez agradável, o Liberalia é um vinho prazeroso para beber. Estimativa de Guarda: já pode ser bebido, mas pode ser guardado por mais 2 ou 3 anos sem problemas.
Notas de Harmonização: Costela de ripa, cordeiro assado com ervas. Importado pela GRAND CRU – EM BH => Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.