segunda-feira, 30 de junho de 2014

O MARCO DE JEREZ - ESTE ILUSTRE DESCONHECIDO - PARTE II


“ JEREZ, UM ILUSTRE DESCONHECIDO ! – PARTE II ” -  O artigo sobre o Jerez, Xerez ou Sherry, e como esse vinho é elaborado na região de Andaluzia, no sul da Espanha, há mais de 2.000 anos gerou inúmeros retornos e em alguns, uma pergunta comum era: O QUE VEM A SER O MARCO DE JEREZ.

Então ai vai a resposta: 
A região de produção dos vinhos protegidos pelas Denominações de Origem "Jerez-Xérès-Sherry" e "Manzanilla - Sanlúcar de Barrameda" está situada no extremo sul da Península Ibérica. É limitada a Norte pelo rio Guadalquivir, a Sul pelo rio Guadalete e a Oeste pelo Oceano Atlântico.

Apenas as vinhas dos conselhos de Jerez de la Frontera, El Puerto de Santa María, Sanlúcar de Barrameda, Trebujena, Chipiona, Rota, Puerto Real, Chiclana de la Frontera y Lebrija situadas em terrenos que o "Consejo Regulador" considere adequados podem produzir uva para a elaboração de vinhos de "Jerez" e "Manzanilla".


Atualmente, esta região ocupa uma superfície de cerca de 23.000 hectares divididos por 3.511 vinhas que pertencem a 2.720 proprietários. A região divide-se em duas sub-regiões denominadas "Jerez Superior" e "Jerez Zona". A região está também organizada de forma a limitar os lugares de maturação (ou "Crianza") dos vinhos produzidos. Os estatutos da região obrigam a que existam três locais de maturação, que constituem o triângulo das cidades de Jerez de la Frontera, El Puerto de Santa María e Sanlúcar de Barrameda, chamado de "Marco de Jerez". Devido às suas características climáticas únicas para a maturação, o estágio da "Manzanilla" só pode ser feito em Sanlúcar de Barrameda.

As características da região, as uvas utilizadas, a fortificação dos vinhos e sobretudo os métodos de envelhecimento fazem de Jerez um vinho único e com grande diversidade de estilos. Nessa região também são elaborados outros produtos que possuem denominação de origem, como o Vinagre e o Brandy de Jerez.

2º Festival Internacional Vin du Terroir


Vinho da Semana 21/2014 – ● INAMA CARMENERE PIU 2009




Vinho da Semana 21/2014 INAMA CARMENERE PIU 2009 – Uma surpresa para quem acreditava que a Carmenere só existia no Chile. Há pequenos vinhedos na França e surpreendemente boa presença no Vêneto na Itália. O vinho é feito com a Carménère e recebe pequenas parcelas de Merlot (30%) e Raboso Veronese (10%). Robert Parker considerou-o como “fantástico” e classificou a safra de 2007 com 90 pontos. A safra 2009 recebeu 90WS!
 Notas de Degustação: Um tinto rubi escuro com notas de ervas e frutas escuras no nariz, com um leve toque e especiaris como a baunilha. Rico e saboroso, de corpo médio, repleto de notas de frutas maduras e um interessante toque herbáceo no palato, repetindo o perfil aromático. O corte é maturado 12 meses em barricas de carvalho de segundo uso. Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos. Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas, massas e embutidos. Onde Comprar: MISTRAL - End.: MISTRAL BELO HORIZONTE – MG: Rua Claudio Manoel, 723 - Savassi - Belo Horizonte - Tel: (31) 3115-2100.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

VINHOGOURMET PORTUGAL NORTE. 22 SET a 04 OUT.


VINHOGOURMET PORTUGAL NORTE. 22 SET a 04 OUT.

As visitas serão feitas nas regiões produtoras demarcadas do Douro, Dão e Bairrada, passando por cidades históricas como o Porto, onde serão realizadas interessantes atividades, Vila Nova de Gaia, Peso da Régua, Vila Real, Lamego, Viseu e Coimbra com sua emblemática Universidade.

Trata-se de um roteiro idealizado para disponibilizar uma experiência inesquecível por estas regiões vitivinícolas, talvez, as mais destacadas e importantes de Portugal. Em Porto será realizada uma degustação de Portos velhos do Grupo Sogevinos (Kopke/Calem/Burmester) com a espetacular abertura a fogo, visitar o Mercado Bolhão, o centenário Café Majestic ou a emblemática Libraria Lello, além de não deixar de degustar uma Francesinha.

Para conhecer mais entorno ao vinho destas regiões, em Anadia, na Bairrada, e Peso da Régua e no Wine House de Pinhão, no Douro, visita ao Museu do Vinho e Centro de Interpretação da Cultura Vitivinícola.

Paisagens e cenários dignos de filmes, não só visitando, mas até ficando hospedados, como é o Hotel Palácio e Quinta Casa da Ínsua em Penalva do Castelo no Dão, e ainda o histórico e emblemático Palácio Hotel do Bussaco, no meio do Jardim e Floresta do mesmo nome, onde fazer um Jantar Especial com Menu Degustação Harmonizado com os exclusivos vinhos desta propriedade.

Além de Restaurantes Premiados, como o The Yeatman do Chef Ricardo Costa com 1* Michelin, no Hotel do mesmo nome com vistas espetaculares para Porto e que recebeu o Prêmio "Melhor Serviço de Vinhos" pela Revista Wine "Melhores 2012" e foi vencedor nacional na categoria "Restaurantes Vínicos" nos Prêmios "Best of Wine Tourism 2013. Ou os mais tradicionais como os do vilarejo de Mealhada com o seu famoso Leitão a Bairrada regado pelo seu espumante desta mesma demarcação. Entre outras que serão memoráveis refeições harmonizadas, algumas delas em vinícolas totalizando no final 13 comidas.

Mas também, como eixo central a visita Quintas e Produtores reconhecidos que surpreenderão os viajantes, como a Quinta do Crasto e Quinta do Vallado, ambas formando parte dos famosos 5 "Douro Boys". Uma, vencedora nacional na categoria "Serviços de Enoturismo" nos Prêmios "Best of Wine Tourism 2013" e a outra, Prêmio "Produtor do Ano" pela Revista Wine "Melhores 2012" e vencedora internacional na categoria "Arquitetura e Paisagens" nos Prêmios "Best of Wine Tourism 2013. Ou então Luis Pato, o rei da uva Baga na Bairrada. Ou a Quinta das Bágeiras, da qual, Mário Sérgio Alves, foi considerado "Produtor do Ano 2012" pela Revista dos Vinhos de Portugal nos "Prêmios Excelência 2012". Sem esquecer a Vale D. Maria do carismático Cristiano Van Zeller também um os Douro Boys, o a Quinta do Portal, entre outras.

Entre as outras atividades de interesse é o Passeio de Barco pelo Rio Douro entre Peso da Régua e Pinhão. Ou então participar de uma Pisa de Uvas numa das Quintas visitadas, degustar Azeites e produtos regionais do Dão como Queijo da Serra, ou a Corticeira Amorim, ao sul de Porto, dentre as mais importantes no mundo na produção de rolhas.

Por isso acreditamos que o programa equilibra muito bem o favorecimento de experiências agregadoras para os gourmets, gourmands e enófilos, mas também para os acompanhantes pelos atrativos das visitas turístico-culturais consideradas no mesmo atendendo perfeitamente ambos os intuitos.

Serão 11 noites, 4 no Porto, 3 no Douro, 2 no Dão e 2 na Bairrada, iniciando e terminando em Porto, podendo depois opcionalmente ir a Lisboa.

E então, quem ficou tentado?

Nesse caso solicite o seu Programa completo detalhado na Zênithe Travelclub de Belo Horizonte, Consultora e Operadora em Viagens de Conhecimento e EnoGastronômicas pelo Brasil e o Mundo pelo Tel. (31) 3225-7773 ou via mail no fit3@zenithe.tur.br com Francesca Bicalho ou no german@zenithe.tur.br

JEREZ, UM ILUSTRE DESCONHECIDO PARA BRASILEIROS !



"  JEREZ, UM ILUSTRE DESCONHECIDO PARA BRASILEIROS ! ” -  Conhecido como Jerez, Xerez ou Sherry, esse vinho é elaborado na região de Andaluzia, no sul da Espanha, há mais de 2.000 anos. É um vinho fortificado, licoroso e único no mundo, produzido numa região limitada por um “triangulo” em torno das cidades de Jerez de La Frontera, El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda.
A cidade de Jerez de La Frontera, situada na Província Andaluza de Cádiz, foi dado o nome de Shera pelos seus fundadores, os fenícios, isto nos idos 1.100 anos a.C. Depois dos fenícios outros povos vieram ter a região, que foi tomada por gregos, cartagineses e romanos. Após a queda do Império Romano a região foi invadida por povos bárbaros que quase destruíram as vinhas. No ano de 711 os árabes aportam na região, e daí a derivação da palavra Jerez (Cherrisch em Árabe). De 711 a 1264, ano da reconquista cristã, a cidade de Jerez fazia parte da fronteira árabe-cristã, daí o nome de Jerez de la Frontera. Entretanto, a libertação do domínio árabe só se completa em 1492, sob o reinado de Fernando e Isabel.
A região demarcada do vinho do Jerez situa-se a noroeste, na Província de Cádiz entre os rios Guadalquivir e Guadaladete e até ao Oceano Atlântico. Nesta região cultivam-se aproximadamente 23.000 hectares de vinha com predominância da casta Palomino Fino, que só por si representa cerca de 95% do vinhedo, havendo ainda presença das castas Pedro Ximénez e a Moscatel.
Tive a oportunidade recente de poder fazer uma bela imersão no conhecimento e degustação destes vinhos que apesar de sua singularidade e qualidade pode ser classificado entre os mais injustiçados quanto ao reconhecimento público. Qualidades não lhe faltam, pelo contrário, é cantado em verso e prosa até por Shakespeare, que era um dos mais conhecidos amantes do vinho Xerez. O autor cita em sete de suas obras - A Megera Indomada, Henrique IV, Henrique VI, As Alegres Comadres de Windsor, Noite de Reis, A Tempestade - a bebida criada na cidade de Jerez.
É fato conhecido que suas noites na famosa taberna inglesa "Borar's Head" eram regadas a Xerez, assim como as de outros escritores britânicos, como Christopher Marlowe e Ben Jonson, que também citaram a bebida em suas obras.
Portanto, não é estranhar que tenha escrito em Henrique VI - II parte: “Se eu tivesse mil filhos, o primeiro princípio humano que os ensinaria seria fazê-los abjurar das bebidas insípidas e dedicar-se ao Jerez”.
O Jerez é um vinho versátil e que harmoniza bem com vários ingredientes difíceis de acompanhar, como alcachofras, aspargos, ovos, verduras, hortaliças, picles, vinagrete, frutas cítricas, frutas frescas e até mesmo o chocolate. Para muito sommeliers é considerado um  curinga, por sua combinação apropriada com sabores amargos, picantes, ácidos, doces, untuosos e salgados.
A principal casta usada na produção do Jerez é a Palomino e a Palomino Fino, uma uva branca também muito gostosa de ser saboreada no vinhedo. Esta casta é a responsável por praticamente toda a produção do vinho. Há anda as variedades Palomino Basto e a Palomino de Jerez, que cada vez são menos cultivadas. A fortificação do vinho elaborado com a Palomino é feita depois de encerrada a fermentação (o que o diferencia do vinho do Porto).
As uvas Pedro Ximénez e a Moscatel são usadas unicamente na produção dos vinhos doces; e são deixadas espalhadas ao ar livre, com o objetivo de ganhar a passificação da uva, através da evaporação da água contida nos bagos.
O processo de produção do Jerez começa como o de qualquer vinho branco seco, com 11% a 12,5% de álcool. Até a formação do mosto não há novidade alguma, segue o método tradicional de extração do sumo para a vinificação. Aqui começa a diferença. Quando o vinho base está pronto tem-se, no fundo as borras. O menor contato com elas nos traz os Jerez mais leves e claros. Levemente frutado e com acidez mais baixa. Logo pronto será consumido a um preço mais baixo na região. Algo como um vinho popular a combinar perfeitamente com os petiscos servidos ao fim do dia.
Algumas bodegas mantêm, todavia o antigo sistema de fermentação em barricas de carvalho novo, com o duplo fim de que o processo sirva para envinar as pipas e as capacite para a crianza do Jerez e, por outra parte, para obter uma vinificação característica do mosto.
O processo de fermentação se divide em duas fases claramente diferenciadas. Durante os primeiros dias tem lugar à fermentação tumultuosa, processo por qual mais de 90% do açúcar que contem o mosto da uva se converte em álcool etílico e anidrido carbônico.
Depois desta primeira fase, a fermentação começa uma segunda, lenta, que finaliza em princípio de dezembro e pela qual se obtém um delicado vinho branco seco entre 11% a 12,5% de álcool, cujas características denominam sua classificação, antes de entrar na fase de crianza.
 No caso do Fino e do Manzanilla, o vinho é fortificado com álcool vínico até 15%, o que dá condições para o desenvolvimento do que se chama de “Velo de Flor” na superfície do vinho, formado por uma camada de leveduras que formam nas barricas de elaboração uma proteção natural à oxidação. Tem-se nas barricas uma parte de oxigênio separada do vinho base, assim, lentamente, o vinho sofrerá as benesses necessárias do oxigênio para, aos poucos, ganhar vida. Esta flor formada por organismos vivos precisa de condições especiais, como clima quente e seco, como o da região de Jerez. A vinificação se faz sob a forma de crianza biológica (ou sem contato direto do vinho com o ar). Esse envelhecimento é feito em barricas de carvalho americano de 600 litros, não preenchidas na sua totalidade. O envelhecimento para este tipo de vinho é no mínimo de três anos.
O Oloroso, o Palo Cortado e o Amontillado são fortificados até chegar a 17% de álcool, quando não é possível a formação do “Velo de Flor”, já que essa graduação elimina as leveduras que o produzem. O vinho fica em maior contato com o ar, o que resulta no que se chama de crianza oxidativa, ou seja, envelhecimento em contato com o ar. Entre outras coisas, o que ocorre nesses casos é a modificação na cor do vinho, que torna-se muito mais escura e com características diferentes de aromas e sabores.
 Utiliza-se o sistema de Solera, amadurecendo em barricas de carvalho (com vários anos de uso) com até 600 litros de capacidade. Estas barricas são preenchidas com apenas 3/4 de sua capacidade e armazenadas em sistema de solera em vários níveis, sendo que a mais próxima do solo é chamada de “solera”, e as demais de criadeiras. Normalmente, os vinhos mais antigos ficam embaixo, no solo (daí o nome solera), e os mais novos no topo. Algumas soleiras empilham cinco níveis de barris. Os vinhos do topo são os vinhos do ano (añada, em espanhol). Uma porção de vinho do barril mais antigo é removida e engarrafada (a remoção tem o nome de “saca”). A parte vazia do barril é reposta com vinho do penúltimo barril (numa operação chamada de rocio), seguindo assim sucessivamente até que o primeiro deles seja completado com vinho novo.
 Vinhos envelhecidos no sistema de solera não tem safra, pois sempre é uma mistura de todas elas. O último barril utilizado no processo normalmente tem uma parte pequena que seja do primeiro vinho que recebeu, normalmente há centenas de anos. O corte final fica depositado na fileira de barricas ao nível do solo, resultando em uma bebida especial, potente e complexa, numa maneira encontrada para que o vinho sofra pouca alteração no decorrer dos anos, criando um produto mais homogêneo e de qualidade inconfundível.
Existem basicamente quatro tipos de Jerez: os secos Fino e Manzanilla; os de caráter oxidativo crescente, Amontillado, Palo Cortado e Oloroso; os adocicados Generosos de Licor, e os muito doces como Pedro Ximenes, PX e Moscatel. Os estilos são os seguintes:
● Fino – O tipo mais jovem. Apresenta o fenômeno da flor, uma camada de leveduras que se forma na superfície do vinho depois da fermentação e o protege da oxidação. O ar que fica dentro das barricas é proposital para que sobre o vinho seja criada e sobreviva uma fina camada formada das leveduras Saccharomyces que florecem na primavera e diminuem no inverno, chamada de flor e que impede a oxigenação do vinho, contribuindo para o aroma e paladar. São, normalmente, engarrafados com a idade entre cinco a oito anos, têm graduação alcoólica entre 15 e 18% e açúcar residual inferior a 5g/l. A cor é pálida e seu aroma é fresco e delicado, com toques amendoados. Aliás, uma de suas harmonizações clássica se dá com azeitonas e amêndoas secas !
● Manzanilla – É o mais claro, seco e delicado de todos. Produzido na cidade de Sanlúcar de Barrameda com sua própria Denominação de Origem. Com corpo leve, textura macia e aroma fresco de fermentação e ar marinho (maresia). O paladar sempre tem algo de salgado, com  menos de 5g/l de açúcar residual e entre 15 e 19% de álcool. Quando envelhecido, leva o nome de Manzanilla Pasada.
● Amontillado – Na prática é um Fino envelhecido no qual a flor se dissipou, havendo portanto uma fase oxidativa sobre o vinho. Isso ocorre naturalmente quando a flor dissipa espontaneamente entre 8 e 12 anos de envelhecimento em madeira, ou a flor é “morta” pela fortificação com aguardente vínica acima de 16% de álcool. A cor varia de palha para âmbar, dependendo da idade que pode chegar até 60 anos em solera. O corpo é médio, tem menos de 5g/l de açúcar residual e teor alcoólico entre 16 e 22%, dependendo da idade.
● Oloroso – Origina-se de vinhos novos, mais ricos e cheios, que apresentaram pouca ou nenhuma flor. Depois de fortificados e sem a proteção da flor, os vinhos envelhecem por oxidação e desenvolvem uma cor variando de âmbar a mogno. Têm um buquê fragrante de nozes, são mais encorpados com textura suave e teor alcoólico entre 17 e 22%. Naturalmente secos, são também disponíveis em um tipo mais adocicado.
● Palo Cortado – Um tipo raro que mescla as características do Amontillado e do Oloroso, sendo muito valorizado. Um vinho que parece se desenvolver como um Fino, mas depois que a flor se extingue, envelhece como um Oloroso. Tem cor de mogno brilhante, aroma de Amontillado e sabor de Oloroso. É seco, rico, redondo e suave, com elegante persistência. Com teor alcoólico entre 17 e 22%.
● Pale Cream – um Fino normalmente adocicado com mosto de uva concentrado. Corpo de leve a médio, teor alcoólico entre 15,5 e 22% e paladar meio doce com até 115g/l de açúcar residual.
● Cream – um Amontillado ou Oloroso adoçado com uvas Pedro Ximénez ou Moscatel. Estilo criado para o mercado inglês, mais velho e mais macio que o Oloroso doce. Com cor entre âmbar e mogno, é rico de aroma, encorpado e tem textura suave. Doce, com açúcar residual entre 115-140g/l e entre 15,5 e 22% de álcool.
● Pedro Ximénez – Normalmente um vinho utilizado para colorir e adoçar, feito com uvas secas ao sol. Encorpado, rico, redondo, e aveludado. Muito doce, com até 450g/l de açúcar residual e 15 e 22% de álcool. Lembra um vinho do Porto branco. Muito versátil, pode ser degustado sozinho ou acompanhando comida.
● Age Dated - um novo estilo para Sherries de alta qualidade, oficialmente reconhecido pelo Consejo Regulador em julho de 2000. Aplica-se somente para Amontillado, Palo Cortado, Oloroso e Pedro Ximénez. Há atualmente duas designações de idade para vinhos com tempo médio de maturação em madeira com mais de 20 anos (VOS) e mais de 30 anos (VORS).
Os vinhos elaborados mediante processo de “crianza oxidativa”, como é o caso do Oloroso, o Cream e o Pedro Ximénez, podem conservar suas características inalteradas durante décadas, dependendo obviamente da qualidade do vinho em questão.
Em todo caso, é necessário ter em conta que na guarda eles perdem as características mais próprias do vinho sendo muito mais acelerada, uma vez que a garrafa haja sido aberta. Os finos e os manzanillas não devem conservar-se mais de uma semana e sempre na geladeira e com a garrafa bem fechada. Os amontillados podem ser guardados durante algumas semanas e os vinhos mais oxidados alguns meses.
Como regra geral, os Finos e Manzanillas por seu caráter ligeiro, fresco e delicado, devem ser bebidos o mais jovens possível, de preferência antes de dois anos de guarda. Os vinhos do tipo Amontillado devem ter guarda máxima entre 24 a 36 meses. Após estes períodos podem perder a sua “frescura” e com ela algumas de suas melhores características. Em todo caso, se trata de um processo gradual, que depende de como conservamos as garrafas. Os demais tipos de Jerez podem envelhecer por mais tempo. Devem ser servidos frios, mas não gelados, em torno dos 10ºC.

BARBEITO MALVASIA OLD RESERVE 10 ANOS – VINHO DA MADEIRA



Vinho da Semana 21/2014 BARBEITO MALVASIA OLD RESERVE 10 ANOS – VINHO DA MADEIRA - classificado pela crítica de vinhos Jancis Robinson como o "Château Lafite da Madeira" pelo capricho e empenho na elaboração de seus vinhos, os rótulos Barbeito estão inseridos naquilo que chamo do ilustre mundo desconhecido dos grandes vinhos.
     É difícil acreditar que um vinho com uma tradição tão nobre e capacidade para a longevidade e qualidade, continue sendo conhecido por poucas pessoas, em especial aquelas que gostam de vinhos fortificados. Já houve tempo em que o Madeira imperava sobre o Vinho do Porto, como o melhor vinho fortificado, ambos, produtos únicos de Portugal. Entretanto as grandes exportações a granel fizeram definhar a qualidade e o vinho praticamente saiu do cenário internacional até que alguns produtores resolveram reformular esta imagem, decidiram parar as exportações a granel e cuidaram para que a qualidade atingisse níveis de reconhecimento geral.
            Beber um Madeira é beber história em uma taça ! É um dos vinhos mais complexos e legantes quando se fala do capítulo de vinhos fortificados e de sobremesa, disputando palmo a palmo a preferência entre Portos e Jerezes doces.
Notas de Degustação: 100% uva Malvasia. Vinho envelhecido em carvalho por 10 a 14 anos pelo método de canteiro. Vinho de coloração dourada clara. Nariz limpo, com aromas de frutas secas como amêndoas e nozes, figo turco, tâmara, finamente integradas ao caramelo. No paladar é doce com acidez marcante, que provoca grande frescor e vontade de beber o segundo gole com prazer ! Algo de chocolate no longo fim de boca com uma sedutora nota de pêssego, damasco e nectarina. Medalha de Ouro International Wine Chalenge 2009.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem com queijos azuis e sobremesas a base de caramelo e chocolate. Onde Comprar: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 9h às 19h; aos sábados de 9h às 14h. Estacionamento gratuito com entrada pela rua Goitacazes, 1020, ao lado da loja. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira de 10h às 20h; aos sábados de 10h às 14h – Estacionamento gratuito em frente à loja. Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br