segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: O Melhor Chocolate Quente da Cidade - A primavera já começou aqui em Paris há alguns meses. Mas a temperatura nesse final do mês de maio está bem parecida com as do outono. Nada melhor então para esquentar o fim da tarde como um bom chocolate quente. E o chocolate quente da Maison Angelina é o melhor da cidade.
Fundada em 1903, a Maison Angelina é uma casa de chá luxuosa e refinada e seu salão recebeu várias personalidades da aristocracia parisiense como Proust, Coco Chanel, entre outros.
No Angelina, você pode se deliciar com um farto café-da-manhã, com chá, café, chocolate, sucos e diversas viennoiseries (todos os dias até às 11h); um tradicional almoço francês (quiches, omeletes, sanduíches, saladas e opções da tradicional culinária francesa até às 18h) ou uma passada pelo balcão de pâtisseries (se você estiver de dieta, esqueça essa parte, pois vai ser difícil não querer experimentar o Mont-Blanc ou o Millefeuille).

Tenho que admitir que o que eu mais gosto na Maison Angelina é a lojinha logo na entrada. Lá você poderá encontrar o delicioso chocolate quente para levar para casa (em pó ou pronto numa garrafinha), o Crème de Marrons, diferentes tipos de chás, biscoitos e chocolates.

Meu endereço preferido é o da Rue de Rivoli, mas a Maison conta com outros sete endereços em Paris.
Serviço: Maison Angelina
226 Rue de Rivoli - Paris 75001 – Tel. : 0142608200
Aberto durante a semana de 7h30 às 19h; nos fins de semana e feriados de 8h30 às 19h.
Metrô: Tuileries ou Concorde - Site: http://www.angelina-paris.fr/


GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EPHIGÊNIA BISTRÔ: BOA COMIDA, MAS MÉDIO EM TUDO

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EPHIGÊNIA BISTRÔ: BOA COMIDA, MAS MÉDIO EM TUDO“ –  Se nos dois últimos artigos transitei entre a decepção e a surpresa positiva, desta vez posso dizer que tive uma boa experiência, porém, sem grandes destaques. A visita feita ao Ephigênia Bistrô, infelizmente, não me despertou grande entusiasmo ou sobressaltos significativos. Em linhas gerais, a casa oscilou entre o mediano e o correto.
            Incrustado na região gourmet do Bairro Santa Efigênia – e daí a origem do nome – o bistrô, sem qualquer dúvida, tem o ponto alto em sua decoração e ambientação. Conseguiu-se fazer ali uma boa mescla entre o branco clean e o multicolorido típico de instalações praianas. Pode-se dizer que a equipe responsável pela decoração do lugar foi extremamente feliz ao criar um ambiente simples e ao mesmo tempo bastante elegante, e que o branco predominante, adornado por meias paredes coloridas, semelhantes àquelas sacolas com listras verticais, que comumente são usadas para fazer compras ou mesmo ir à praia, deram um ar alegre e agradável ao conjunto.
            Lamentavelmente, ao contrário do belo cenário, a casa não obteve o mesmo êxito no serviço. A impressão que tive é de que há uma centralização desnecessária e prejudicial no que diz respeito ao atendimento. Ao serem requisitados ou questionados sobre qualquer coisa que não fosse pedir algum item do cardápio, os garçons, invariavelmente, se reportavam ao maitre e o faziam vir até a mesa para sanar qualquer dúvida ou dar alguma explicação. Este, apesar de estar com todos os detalhes na ponta da língua se mostrou bastante artificial, dialogando conosco como se já tivesse um texto previamente decorado. Há de se ressaltar que como chefe da brigada de atendimento, falhou consideravelmente ao permitir que sua equipe estivesse completamente desinformada e dependente de suas instruções. Resumindo, o que mais ouvi de todos que me atenderam durante o jantar foi: “um minutinho que vou chamar o maitre”.
            Posso dizer que a comida do Ephigênia Bistrô é bem-feita e bastante adequada à proposta da casa. O couvert é atraente e diversificado levando-se em consideração o que é geralmente oferecido na cidade. Os tentáculos de polvo com batatas bravas agradaram (R$ 28,00). Longe de estar borrachudo, o crustáceo estava gostoso, mesmo que carecesse de mais apuro no tempero. Ao contrário do que é usual, os pratos principais se mostraram melhores que as entradas. O atum em crosta de raiz forte (R$ 58,00) – e não wassabi como está descrito no cardápio -, apesar de levemente mais cozido que o recomendável, estava muito bem temperado e guarnecido por impecáveis e cremosos risonis. Muito bom também estava o filé com risoto de brie e molho de jabuticabas (R$ 62,00). Para compensar o deslize em relação ao ponto do atum, a casa deu como cortesia a sobremesa, o que me pareceu bastante simpático. Apesar de não empolgar, os cornetos de mascarpone (R$ 18,00) - crocantes e deliciosos, diga-se de passagem - vieram acompanhados de uma bola sorvete de baunilha da Easy Ice. Pessoalmente, acho os sorvetes desta marca ruins e artificiais. Infelizmente, não sei por que razão, a maioria dos bons restaurantes oferece os seus sorvetes em suas sobremesas. Não seria muito mais interessante a fabricação própria?
            A carta de vinhos, bastante confusa em relação à sua seleção, é condizente com a concepção do restaurante e, muito embora não seja criativa, oferece os habituais rótulos das principais importadoras. Os preços praticados também não ajudam, uma vez que é ali praticada a rotineira e desestimulante margem de 100%.
Mesmo não sendo um nome de destaque na cena gastronômica de Belo Horizonte, creio que o Ephigênia Bistrô não pode de ser considerado um restaurante ruim, mesmo porque, no quesito mais importante, a casa se saiu bem e serviu pratos gostosos e bem-feitos. Por isso diria que vale à pena uma visita sem maiores pretensões. Mesmo que muito provavelmente não se terá uma noite memorável, certamente não se sairá de lá decepcionado. 
Avaliação:
           Atendimento: 9,30 / 15,00
           Apresentação e Estrutura da casa: 12,0 / 15,00
           Comida: 34,20 / 40,00
           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,70 / 13,00 e 2,90 / 7,00
           Proposta/execução/criatividade: 7,50 / 10,00
Total: 75,60
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos;
Serviço: Ephigênia Bistrô
Rua Grão-Pará, 20 – Santa Efigênia
Telefone: (31) 2535-3065
Horário de funcionamento: Segunda-feira à domingo – das 11hs às 15h30min;     
Terça-feira à sábado -  das 18hs à 1h. Aceita todos os cartões de crédito.
Colaboração de Felipe Victoria. Contatos pelo E-mail: felipebrg@hotmail.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PROMOÇÃO EMACO - VINOTÍCIAS

● PROMOÇÃO EMACO - A EMACO VINHOS está instalada no seu novo endereço na Avenida do Contorno 2684 - Santa Efigênia. A promoção desta semana é super-especial:  •Vinho Italiano Poggiotondo Rosso Toscana – R$69,90 I•            Vinho Italiano Masseria Pietrosa Primitivo de Mandúria – R$99,90 I• Vinho Italiano Caparzo Sangiovese IGT – R$65,90 I • Vinho Italiano Donnafugata Sherazade – R$102,90 I •   Vinho Francês L´Orangerie di Carignan – R$81,90 I • Vinho Francês Bois Pertuis – R$69,90 I • Vinho Francês La Vielle Ferme – R$65,90 I • Vinho Argentino Caitec Pinot Noir – 59,00 I • Vinho Argentino 1865 Cabernet Sauvignon – R$107,90 I • Vinho Argentino Finca Sophenia Reserva(Syrah ou Vognier) – R$75,90. Os 05 primeiros CLIENTES que solicitarem vinhos, citando o Vinotícias têm 5% de desconto. EMACO VINHOS - Avenida do Contorno, 2684 - Santa Efigênia.  Pedidos e Entregas através dos telefones: (31) 3317-3499  e  (31) 9692-3499.

domingo, 12 de maio de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Uma Surpresa Asiática


“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Uma surpresa asiática - Em maio de 2009, participei da viagem enogastronômica organizada pelo meu pai. Conheci e degustei vinhos da região de Bordeaux e Saint Emilion. Mesmo não sendo uma especialista em vinhos, sou uma boa bebedora. Durante essa viagem, tive de me contentar com salada de alface e tomate como entrada e legumes cozidos como prato principal pois era vegetariana. Vendo a minha tristeza comparando os meus pratos com o do resto da turma, um dos guias me prometeu uma surpresa em Paris.

A surpresa foi o restaurante Tien Hiang. Pertinho do Père Lachaise, esse restaurante é especialista em comida vegetariana do Vietnã e da Tailândia. Nessa primeira visita, nos deixamos guiar por esse amigo que já conhecia o cardápio e que me convidou para um verdadeiro banquete.

Quando voltei para Paris no final do mesmo ano, dessa vez de maneira definitiva, esse foi o restaurante que mais frequentei. Tudo é muito gostoso e bem servido. Potages, raviolis e saladas como entrada; sopas, brochettes e marmitas como prato principal. O menu com entrada + prato + sobremesa é a 11€. Mesmo se você não é vegetariano, como é o caso dos meus pais, não tem como não gostar.

O pequeno restaurante perto do cemitério fechou no ano passado e o novo endereço é em République. O restaurante é maior e mais aconchegante. E mesmo não sendo mais vegetariana, esse é um lugar que eu volto sempre.


Serviço: Tien Hiang - 14, rue Bichat. 75010 Paris I Tel.: 0142000823
Aberto de 12h às 15h e de 18h30 às 23h / Fechado às terças-feiras
Metrô: République ou Goncourt – Site: www.tien-hiang.fr

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EST! EST! EST!: HIC EST ITALIAN ANIMA”

● “ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EST! EST! EST!: HIC EST ITALIAN ANIMA” - Muitas vezes, alguns dos melhores momentos da nossa vida acontecem sem que tenhamos feito qualquer planejamento para que aquilo ocorresse. Com certeza, muito do que temos de melhor e de mais saudoso em nossa lembrança são frutos de ocasiões e passagens que se apresentaram ao acaso e inesperadamente em nosso destino. E por que digo isso? Em um dos artigos passados, comentei sobre como uma expectativa alta pode ser um fator frustrante caso o seu resultado não alcance o nível de excelência imaginado. Pois bem, por coincidência, dedico este espaço para falar de um ótimo jantar que tive e sobre o qual não havia criado qualquer tipo de perspectiva.
Indo propriamente aos fatos, fui muitíssimo bem surpreendido pelos simpáticos e eficientes italianos do Est! Est!! Est!!! A cantina está instalada em uma pequena casa que pertenceu ao Sr. Amadeu Passini, bisavô do proprietário e sócio do empreendimento, Henrique Passini. A sensação de se estar na Itália é nítida e notada tão logo é passada a porta de entrada. Na parede lateral, há um lindo e grande mural em mosaico, com o desenho do mapa da Itália, feito pelos próprios sócios da casa. Tanto os quadros e lustres, quanto o chão de cimento batido com detalhes em ladrilho hidráulico e quase todos os elementos decorativos remetem ao país da bota. Muito provavelmente, tudo ali foi feito com este objetivo, sem em nenhum momento se perceber saudosismo ou ufanismo exagerado. Com muito bom gosto e elegância, o pessoal do restaurante conseguiu criar ambientes calorosos, discretos e de enorme aconchego.
O atendimento é informal e despojado, porém, longe de ser relapso ou indiscreto. Nota-se que a equipe está entrosada, o que torna todo o serviço eficiente e sem provocar chateações. Pode-se dizer que no contato com o comensal, conseguiu-se, mais uma vez, criar um belo elo com a Itália, sua cultura e o jeito de ser de seu povo. E a ilustração perfeita do que digo é, sem dúvida, o simpático Rinaldo, que cumpriu seu papel com extrema competência, não só sugerindo vinhos, pratos e elucidando todas as dúvidas levantadas, como também nos presenteando com mimos – um delicioso limoncello e sensacionais pães caseiros - que, com certeza, fizeram o seu trabalho ser especial.
Com grande entusiasmo, pude perceber que a casa trabalha com um menu degustação de 4 etapas – entrada, primeiro prato, segundo prato e sobremesa – que a cada 25 dias é mudado, sendo explorada a culinária de uma região italiana específica (R$ 98,00 as duas versões disponíveis). Além disso, há diariamente as sugestões do chef e, claro, pode-se fazer os pedidos tendo como base o cardápio fixo.  
No comando das panelas está o italiano Simone Biondi, que em nenhum dos pratos provados decepcionou. Os excelentes pães, fabricados a cada dois dias ali mesmo, são ótimas pedidas, e o couvert (R$ 4,00 por pessoa) não deve ser recusado. Da mesma forma, o penne all’arabbiata (R$ 20,00), foi servido quentinho, a pasta cozida al dente e o molho bastante delicado e saboroso, surpreenderam. O tradicionalíssimo spaghetti alla carbonara servido com guanciale artesanal (R$ 32,00) – bochecha de porco curada - estava equilibradíssimo e muito bem temperado, demonstrando esmero e rigor técnico na sua preparação. Um pouco abaixo das massas estava a Tagliatta di filetto ao vinho branco e vinagre balsâmico, guarnecida de batatas cozidas (R$ 48,00). Apesar do molho equilibrado e bem feito, as batatas não fizeram um bom par com as carnes, ficou faltando algo neste prato. Dentre as três opções de sobremesa, a panacotta com calda de laranja (R$ 12,00) passou despercebida. Talvez tivesse sido melhor optar pelo, também óbvio, tiramissú. Como já é de praxe na cena de restauração no Brasil, as sobremesas deixaram a desejar e merecem, por parte da cozinha, maior atenção e mais criatividade. Em adição aos pratos experimentados, chamam atenção a clássica bisteca alla fiorentina (R$62,00) e o spaqhetti alla puttanesca (R$ 29,00).
A Bacco, a casa dedica bons e interessantes capítulos. A carta de vinhos, exclusivamente italiana, lista as principais regiões produtoras, bem como fornece boas e úteis informações a respeito de cada rótulo. Diante de uma gama variada em estilos, terroirs e preços, o enófilo, por mais exigente que seja, se sentirá confortável e satisfeito com as opções disponíveis. O restaurante tem copos de espessuras e formatos adequados, como também oferece serviço atento e com conhecimento técnico acerca dos vinhos. Na contramão à tendência, muito bem vinda, do estímulo à aquisição de mais e melhores garrafas, a média de diferença entre os preços praticados no salão e os encontrados nas importadoras, fica na casa dos 100%. Mesmo considerando todos os altos custos envolvidos em um empreendimento gastronômico, diria que esta margem é um tanto quanto proibitiva e contribui plenamente a um retrocesso ao incentivo e consumo da bebida.
Entregando o que promete, de maneira simpática e gentil, o Est! Est!! Est!!!, apesar de não ser genial ou proporcionar uma experiência memorável à mesa, já pode ser considerado como uma ótima opção para quem quer comer uma boa e autêntica comida italiana de cantina, sendo extremamente bem tratado e aconchegado ao caloroso estilo deste país. Exatamente no extremo oposto dos restaurantes que esbanjam pompa e nomes rebuscados no cardápio, mas entregam mediocridade ao paladar, das mãos de Simone Biondi saem receitas simples e tradicionais, muito bem feitas e a ótimos preços que, certamente, surpreenderão quem acredita que obrigatoriamente junto à simplicidade devem constar atalhos e produtos genéricos na elaboração de suas receitas.
P.S: Ao indagar sobre a origem do nome da casa, fato certamente corriqueiro a quem trabalha ali, Rinaldo deu a seguinte explicação: dado momento, um bispo alemão às vésperas de fazer uma viagem pela Itália, enviou um empregado para marcar com a palavra est - que em latim significa é este - as paredes das melhores tabernas encontradas no trajeto. Ao chegar a Montefiascone, uma delas o cativou pela qualidade de sua comida e, empolgado com a experiência tida ali, a identificou como est! est! est!
Avaliação:
•           Atendimento: 13,70 / 15,00
•           Apresentação e Estrutura da casa: 12,40 / 15,00
•           Comida: 31,40 / 40,00
•           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 10,20 / 13,00 e 5,20 / 7,00
•           Proposta/execução/criatividade: 8,20 / 10,00
Total: 81,10
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos I **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos I ** (excelente) - entre 90 e 94 pontos I *+ (excelente) - igual a 89 pontos I * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos;

Serviço: Est! Est!! Est!!! - Avenida Getúlio Vargas, 107 – Funcionários.
Telefone: (31) 2526-5852 - Horário de funcionamento: Quarta-feira e quinta-feira – das 18hs às 23h30min.; Sexta-feira – das 18hs à 0h.; Sábado – das 12hs. à 0h.; Domingo – das 12hs. às 16hs. Aceita todos os cartões de crédito.

sábado, 11 de maio de 2013

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “BELO HORIZONTE ACABA DE GANHAR UM ÓTIMO BISTRÔ FRANCÊS“

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “BELO HORIZONTE ACABA DE GANHAR UM ÓTIMO BISTRÔ FRANCÊS“ –  Nesta última quarta-feira, dia 08 de maio, tivemos o debut de mais um ótimo restaurante francês. Trata-se do Au Bon Vivant, bistrô que trabalha exclusivamente com receitas clássicas francesas a preços bastante convidativos. Além das iguarias que saem da cozinha, o casal de proprietários trabalha com 35 vinhos franceses de importação própria que têm seus preços fixados entre R$ 38,00 e R$ 184,00. Aos enófilos será uma boa alternativa a um mercado enogastronômico deverás inflacionado, uma vez que a casa praticará no salão os mesmos preços do empório – que em breve será inaugurado. Localizado em uma linda casa no Sion repleta de itens que fazem referência à França, o novo bistrô vale uma visita.
Serviço: Au Bon Vivant (Bistrô - Vinhos - Empório) - Rua Pium-í, 229 – Sion
Telefone: (31) 3227-7764 - Horário de funcionamento (Restaurante): Terça-feira a quinta-feira – das 19hs30min às 23hs; Sexta-feira e sábados – das 19hs30min às 23hs30min;  Domingo – fechado. Horário de funcionamento (Empório): Terça-feira a quinta-feira – das 12hs às 23hs30min; Sexta-feira e sábados – das 12hs às 24hs30min; Domingo – fechado.
Cartões aceitos: Visa e Master Card.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

VINHOS MADUROS - O QUE BEBER EM 2013


VINHOS MADUROS - O QUE BEBER EM 2013


Muita gente me pergunta se já está na hora de beber seus vinhos, imaginando que guardá-los além do ponto ideal do apogeu corresponderia a perder o melhor da festa". Além disto, para muita gente, nem sempre o ditado "Quanto mais velho melhor, funciona para seus vinhos !".
Assim sendo, vão algumas dicas do que beber em 2013:

FRANÇA:
Bordeaux: A exceção das safras de 1945, 1959 e 1961, beba tudo que seja anterior a 1970 (se ainda existirem em sua adega). As safras de 1978, 1982, 1985 e 1986 estão excelentes para Bordeaux maduros serem bebidos em 2013. Bebi recentemente um vinho da safra de 1995 e já estava num ponto muito bom. Para vinhos mais novos, leve em conta pelo menos 10 anos para os melhores rótulos.
Borgonha: beba tudo que for anterior a 1990, a não ser que seus vinhos sejam do DRC. As safras de 1990 a 1994 já estão todos maduramente prontos para serem bebidos (aliás, 94 foi um ano difícil e com chuvas). Os Grand Cru de Cote de Nuits ainda poderiam evoluir um pouco mais, mas já estão excelentes para serem provados.
Rhône: raciocine como para os Borginha. As exceções são os Cote Rotie do Guigal e os Hermitage de bons produtores que podem evoluir fácil por até 50 anos! E não deveriam ser aberto antes dos 20 anos.

ITÁLIA:
Piemonte: Barolo e Barbaresco: Beba tudo que for anterior a 1980, exceto as safras de 1971 e 1978 de grandes produtores. Da década 1980 a maioria dos vinhos também está pronta  (exceção para 1982 e 1989 em grandes rótulos). Da década 90, as safras de 93 e 94 estão prontas. Lembremos que boa parte da década 90 criou vinhos espetaculares na Itália, e esta sorte continuou na primeira década de 2000 (exceção da desastrosa safra de 2002). Se tiver vinhos de 2004 e 2006, guarde para abrir a partir de 2018.
Toscana: Abra e beba tudo que for anterior a 2000, exceto a safra de 1997 (que foi meteórica em termos de qualidade). Os vinhos de 92, 93, 94 e 96 já estão em sua grande maioria além do tempo. Claro que haverá exceções como Tignanellos, Sassicaias e Solaias. Para quem gosta de Brunello, siga o mesmo raciocínio. Os vinhos da safra de 1997 ainda agüentam até 5 anos mais.

ESPANHA: Abra e beba tudo que for anterior a 1990.

PORTUGAL: Abra e beba tudo que for anterior a 2000. Para quem gosta de Portos maduros, os vinhos das décadas de 60 e 70 estão maravilhosos.

ARGENTINA: O limite ideal para beber vinhos da Argentina é de 10 anos, especialmente se pretende encontrar alguma fruta madura ou seca junto da complexidade.

CHILE: O limite ideal para beber vinhos do Chile é de 10 anos, especialmente se pretende encontrar alguma fruta madura ou seca junto da complexidade.

BRASIL: O ideal é abrir todos os vinhos anteriores a 2005. Alguns ainda poderiam aguentar mais algum tempo, pois toda regra tem uma exceção, mas certamente já estarão muito bons.

domingo, 5 de maio de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Un petit bistrô à Montmartre

● “PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Un petit bistrô à Montmartre - Tenho que admitir que existe uma coisa chata aqui em Paris. Se você acorda tarde num domingo e quer ir almoçar e se isso acontecer depois das 15 horas, vai ser difícil encontrar um restaurante em que a cozinha ainda esteja funcionando. O mesmo acontece no jantar: é raro encontrar lugares que vão te receber de braços abertos para jantar às 22 horas.
O bistrô L'étoile de Montmartre resolve esses dois problemas! Esse simpático restaurante que fica a dois passos do metrô Lamarck Caulaincourt pode salvar a sua visita a Sacré Cœur. Primeiro porque a cozinha vai estar aberta mesmo se você quiser almoçar segunda às 16 horas. Segundo porque se tem um lugar insuportável em Paris e que aconselho todo mundo a fugir é a Place du Tertre, com restaurantes ruins e caros e que todo turista vai porque é do lado da igreja.
O L'étoile de Montmartre é um restaurante simples, mas super aconchegante. Tem um cardápio de comidas francesas e uma boa carta de vinhos. Os garçons são super gentis (coisa realmente rara em Paris) e o ambiente é bem animado. A tradicional formule do déjeuner com entrade e prato ou prato e sobremesa custa entre 14€ e 20€. O Hamburger Maison e o Entrecôte são meus pratos preferidos. A tradicional Salade de Chèvre Chaud também é uma delícia.
Serviço: L'Étoile de Montmartre - 26, rue Duhesme / 75018 Paris - Tel: 0146061165
Aberto de segunda a domingo de 15h às 2h / Metrô: Lamarck Caulaincourt