segunda-feira, 29 de abril de 2013

GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EXPECTATIVA PRÉ-LISTA DOS 50 MELHORES RESTAURANTES DO MUNDO

● “ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EXPECTATIVA PRÉ-LISTA DOS 50 MELHORES RESTAURANTES DO MUNDO“ –  Diferentemente do que já é costumeiro nesta coluna, desta vez não irei tratar de um restaurante ou lugar específico, muito menos se verá aqui críticas, sugestões ou elogios a um determinado estabelecimento.
Desta feita, sinto-me compelido a comentar e discutir um pouco o que ocorrerá neste próximo dia 29 de abril: será divulgada a tão aguardada e comentada lista dos cinqüenta melhores restaurantes do mundo (the world’s 50 best restaurants), que é anualmente organizada e divulgada pela Academia da revista Restaurant. Esta lista é, basicamente, o resultado da votação de novecentos especialistas que atuam no cenário mundial de restauração.
A academia compreende vinte e seis regiões ao redor do mundo, sendo que cada uma delas tem seu próprio painel de 36 membros e um presidente. Estes painéis são compostos por críticos gastronômicos, chefs de cozinha, donos de restaurantes e conceituados gourmets. Cada um deles emite 7 votos, sendo 3 destes a serem dados a restaurantes fora de sua região de atuação. Como forma de diversificar e dar mais dinâmica a cada lista anual, no mínimo dez membros de cada região mudam a cada ano. Finalmente, o resultado é publicado online no dia marcado.
Provavelmente, ao ler este artigo, o resultado já tenha sido divulgado e todas as novidades, surpresas e decepções já tenham sido massivamente repercutidas e discutidas. De qualquer maneira, fica aqui a minha enorme torcida para que nossos restaurantes tenham evoluído nesta tão prestigiosa lista e, quem sabe – a chance é grande -, o DOM de Alex Atala, que hoje ostenta o quarto posto, esteja comemorando a chegada ao topo ou uma escalada à segunda posição. Diante do ocorrido ao Noma de Copenhagen, onde diversos clientes passaram mal após terem tido refeições na casa, creio que Rene Redzepi caia algumas posições. Não menos esperançoso estou de que o Maní de Helena Rizzo, que hoje ocupa o 51º lugar, possa finalmente colocar mais uma casa brasileira entre os cinqüenta melhores. A gaúcha e ex-cozinheira do Palácio do Planalto, Roberta Sudbrack, também deverá continuar na lista e, muito possivelmente, alcançará os 60 melhores. Falando em termos continentais, o restaurante peruano Astrid y Gaston deverá, mais uma vez, elevar a riquíssima culinária e gastronomia do seu país a maiores patamares.
Enfim, desde já ficam os sinceros votos deste fã dos nossos grandes e incansáveis chefs sul-americanos, de que nossa cozinha, repleta de misturas e paradoxalmente tão recente e milenar, possa continuar a sua escalada rumo a um maior e justo reconhecimento mundial. Desejo também que tenhamos a consolidação de uma culinária que respeite e valorize seus ingredientes autóctones e suas técnicas milenares, passadas de geração a geração. Apesar de que, em termos de qualidade média, os nossos restaurantes ainda estejam muito atrás dos europeus e americanos, creio que estamos no caminho certo e, com certeza, brevemente faremos parte de uma cena gastronômica de excelente nível técnico e valorizadora da cultura local, aberta, obviamente, à inventividade e à criatividade, requisitos primordiais ao desenvolvimento de qualquer negócio, cultura ou trabalho de destaque.
Colaboração de Felipe Victoria. Contatos pelo E-mail: felipebrg@hotmail.com

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - MELHOR VINHO DOCE E FORTIFICADO

CATEGORIA MELHOR VINHO DOCE E FORTIFICADO:
QUINTA DO NOVAL 40 ANOS
Este vinho é produzido a partir das uvas de uma só vinha, a famosa Quinta do Noval no coração do Douro. É um Porto Tawny produzido em 1974 a partir de uma cuidada seleção de vinhos de uma única colheita. É envelhecido em cascos até ser engarrafado.
No vinho, as cores originais dos frutos vermelhos já desapareceram sendo agora substituídas por tons ricos de matiz castanho-escuro de borda dourada com reflexos que mostram a característica dos Vinhos do Porto muito velhos envelhecidos em madeira.  Aromas de frutas secas como amêndoas, nozes, damasco, notas de flores, e frutas frescas como a ameixa escura. Paladar mais que elegante e concentrado, com um final prolongado e delicioso. Apesar do teor alcoólico: 20,0%, o vinho de muito frescor e um equilíbrio maravilhoso.
O Quinta do Noval 40 anos é uma mistura de Vinhos do Porto Velhos de diferentes colheitas que envelheceram sempre em casco de carvalho, com idade média de 40 anos. O vinho é feito a partir de castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional.
O nome Quinta do Noval apareceu pela primeira vez em registros no ano de 1715. Luiz Vasconcelos Porto, foi o autor de um vasto conjunto de inovações, transformou os antigos socalcos estreitos em socalcos mais largos, que são característica distintiva da Noval, com as suas escadas caiadas de branco. Estes socalcos permitem uma utilização mais eficiente do solo e uma melhor exposição solar, tendo sido considerados revolucionários na altura. António José da Silva, exportador de Vila Nova de Gaia e sogro de Luiz Vasconcelos Porto, adquiriu a Quinta do Noval em 1894 depois de esta ter sido devastada pela filoxera. Reestruturou a propriedade replantando as suas vinhas. A Noval fez a sua reputação com a declaração do vinho 1931 Quinta do Noval Porto Vintage e o 1931 Quinta do Noval Nacional Porto Vintage, que são provavelmente os Vinhos do Porto que mais sensação causaram durante o século XX.
Nesse ano, devido à recessão mundial e à enorme produção e distribuição do Vintage de 1927, a maioria dos exportadores não declararam Vintage. O sucesso obtido estabeleceu a Quinta do Noval entre os grandes nomes do vinho do Porto Vintage nos mercados Inglês e norte-americanos, uma posição de liderança em termos de reputação, que ainda hoje mantém.
A primeira grande Casa de Vinho do Porto histórica a estar totalmente sediada no Vale do Douro. Em 1997, foi completado um novo entreposto de engarrafamento em Alijó, próximo do Pinhão. Este projeto fez da Quinta do Noval o primeiro dos exportadores tradicionais de Vinho do Porto a centralizar todas as suas atividades no Vale do Douro em vez de em Vila Nova de Gaia. De 1994 a 2007 empreenderam um enorme programa de renovação da vinha existente e de novas plantações. Hoje em dia produzem uvas de qualidade superior, o que, por um lado assegura a excelência dos Vinhos do Porto Quinta do Noval e por outro permite produzir vinhos do Douro. Depois de uma primeira tentativa bem sucedida em 2003, lançaram os vinhos tintos de mesa com a colheita de 2004.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - MELHORES TINTOS DO VELHO MUNDO

CATEGORIA MELHOR TINTO O VELHO MUNDO:
SANTA VITORIA GRANDE RESERVA 2008 – ALENTEJO – PORTUGAL
Fundada em 2002, a Casa de Santa Vitória produz e comercializa vinhos e azeites da melhor qualidade na região portuguesa do Alentejo. A vinícola integra o grupo de hotéis Vila Galé e por isso, além da adega, conta com um hotel e um restaurante, em uma área de 1620 hectares no total. Os visitantes podem conhecer a propriedade através de visitas guiadas, em que acompanham todo o processo de produção e onde também participam de jantares e degustações dos vinhos.
O vinho Santa Vitória Tinto 2008 tem cor escura e profunda, ainda violáceo, sem a menor nota de evolução. Feito com um corte das uvas Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Syrah (sem revelar as percentagens). Passa 11 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e ainda um ano em garrafa, antes de chegar ao mercado. No nariz mostra aromas de especiarias, como o cravo da Índia e um toque de baunilha, além de frutas vermelhas e escuras (cerejas e ameixas), com boa complexidade, intensidade e elegância. Na boca, o vinho mostra taninos e acidez com equilíbrio, bom corpo e persistência, repetindo o perfil aromático.

BARBERA D´ASTI SUPERIORE 2005 – AZIENDA AGRICOLA SCAGLIOLA SANSI
Um vinho de cor rubi com leve halo de evolução. Aroma vinoso, com nota balsâmica de boa intensidade, com fundo de frutas vermelhas e escuras (ameixa, amora) e toque defumado e esfumaçado. Mostra ainda toques de cacau, especiarias e baunilha, numa boa complexidade. Paladar seco, com taninos presentes, sem incomodar, com acidez média, encorpado e que mostra algo da fruta percebida no nariz. Final longo, persitente, e que pede comida. Um vinho par gastronomia. Está pronto para ser bebido, mas ainda possui potencial para alguma guarda (mais dois a três anos, fácil).

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - VINHO TINTO DO NOVO MUNDO

CATEGORIA MELHOR TINTO DO NOVO MUNDO:
VISTALBA CORTE A 2009 – MENDOZA - ARGENTINA
A Bodega Carlos Pulenta lançou sua primeira linha de vinhos em meados de 2005: Vistalba. A Bodega conta com uma hospedaria “La Posada” e o recomendado Restaurante La Bourgogne, dirigido por Jean Paul Bondoux, que oferece pratos elaborados com produtos regionais acompanhados dos vinhos da Bodega. Existe até a possibilidade de aulas de culinária programada.
Os vinhedos, de 980 metros de altitude, datam de 1948 e os mais recentes de 1999. A Bodega conta com alta tecnologia, mas não abre mão de alguns procedimentos tradicionais, eis que os vinhos de longa maceração são fermentados em tanques de cimento com temperatura controlada e amadurecidos em tonéis de carvalho francês.
 A linha de varietais é denominada Tomero e um dos seus destaques é o Petit Verdot. Carlos Pulenta é uma Bodega familiar de 53 hectares de vinhedos em pleno coração de Vistalba, dentro de Luján de Cuyo, bem perto da Cordilheira dos Andes, nos pés do imponente “Cordón del Plata”, onde a Malbec atinge grande expressão por conta das virtudes do solo irrigado com água do Rio Mendoza.  Atualmente, a vinícola conta com as seguintes linhas de vinhos:
Vistalba Corte “A”, “B” e “C” – feitos a partir de uvas de vinhedos antigos de Vistalba, são vinhos de “terroir”, cortes que variam a cada safra de acordo com as variedades que se destacam. Cada corte procura refletir um universo próprio distinto dos demais.
Tomero “Gran Reserva”, “Reserva” e Tomero – são vinhos 100% varietais elaborados com uvas do Vale de Uco, amadurecidos em barrica de carvalho.
Espumante Progenie, elaborado sob o método Champenoise com Pinot Noir e Chardonnay de Tunuyan, Alto Vale de Uco. A Pulenta também produz azeite de Oliva Corte V – a partir de oliveiras irrigadas com água do degelo da Cordilheira dos Andes e totalizam 1.200 pés cultivadas na Finca Vistalba
Vistalba Corte A – corte de uvas Malbec (90%) e Cabernet Sauvignon (10%). De cor rubi violáceo intenso, com halo púrpura. O nariz mostra aromas da passagem por carvalho francês (18 meses), com boa intensidade de baunilha, tostado e chocolate sobre um fundo floral (violetas). A fruta vem depois de algum tempo, como um licor de cassis, mostrando boa complexidade aromática do vinho. Na boca o vinho mostra bom ataque dos  taninos, que estão macios e chamam atenção por conta de sua textura. O álcool provoca pseudo-calor. O paladar mostra fruta, com notas de ameixa madura escura, framboesa e cereja. De boa acidez, o vinho tem um longo final com nota de chocolate amargo. Está pronto, mas certamente vai ganhar com a guarda por mais 5 anos.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - TINTO BRASILEIRO DE OUTRAS REGIÕES

CATEGORIA MELHOR TINTO BRASILEIRO DE OUTRAS REGIÕES:
PERICÓ BASALTINO PINOT NOIR 2012
Elaborado na Serra Catarinense em São Joaquim/SC, a partir de uvas do vinhedo plantado no Vale Pericó, nas Terras de Altitude e da Neve Catarinense, este vinho tem como característica o processo de colheita manual e passou por carvalho francês durante 5 meses.
Possuí cor rubi claro e brilhante que lembram a tipicidade dos Pinot´s.
No nariz traz boa intensidade de notas de café, chocolate, cereja e morango (frutas do bosque). Na boca mostra boa fruta, no mesmo perfil aromático, com uma nota de baunilha e tostado da maturação em barricas de carvalho francês. De corpo leve, um vinho  fresco, de boa complexidade e equilíbrio, muito agradável e que está pronto para beber.
Pode acompanhar um prato de peixes, aves, carnes grelhadas ou em molho, como coelho, cordeiro, massas com molhos leves, queijos de massa branca e mais leves, ou simplesmente  prová-lo em taça em boa companhia.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - MELHOR TINTO DA SERRA GAÚCHA

CATEGORIA MELHOR TINTO DA SERRA GAÚCHA:
PERINI QU4TRO 2009
Perini Qu4tro 2009 é uma assemblage de 53% Cabernet Sauvignon, 32% Merlot, 6% Tannat, 9% Ancellotta, elaborada em anos de excelência nos vinhedos do Vale Trentino, em Farroupilha – RS – Brasil. Plantados em solo argilo-arenoso, os vinhedos foram formados com mudas certificadas, com densidade de plantio de 3.700 plantas por hectare, no sistema de condução em espaldeira em forma de Y. A produção por hectare é de 7 toneladas. Colheita manual. Na vinificação, a seleção dos cachos das variedades que compõe o corte é feita de forma manual. Fermentação com leveduras selecionadas, em tanques de aço inox, com maceração lenta e gradual, em temperatura controlada entre 25 e 27C durante 10 dias. Fermentação malolática completa em barricas, sendo que 100% do vinho permaneceu 9 meses em barricas novas de carvalho francês. O vinho foi engarrafado em outubro de 2012, em garrafa com quatro lados, com edição limitada de apenas 4 mil unidades. Conceitualmente, o Perini Qu4tro está associado aos valores e à simbologia do próprio algarismo no processo de vinificação, como as quatro estações fundamentais para a formação da uva e as quatro fases lunares que influenciam no crescimento da videira. Além de evocar os sentidos de força, sonho, energia e poder, presentes no árduo trabalho de cultivo da vinha e de elaboração de um vinho de qualidade superior.
Um vinho rubi intenso, com reflexo púrpura.  Pareceu estar fechado inicialmente nos aromas com discretas notas de ameixa e café torrado. Na boca mostra inicialmente mais que o nariz. Bons taninos presentes no ataque de boca, com textura rica, e que são harmonizados  pelo álcool integrado e na boa acidez do vinho. Com boa concentração e longa persistência, o final é intenso, ainda duro, típico de um vinho que necessita de mais algum tempo na garrafa para completar seu processo de envelhecimento e afinamento.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - MELHOR VINHO ROSÉ

CATEGORIA MELHOR VINHO ROSÉ:
 MAQUIS ROSÉ 2012 – COLCHAGUA – CHILE
Um rose de Malbec (100%), proveniente de uvas do Vale de Colchagua, no Chile. Um rose de cor carmin, rosa pálido limpo e cristalino. Elegante e com boa complexidade no nariz, com aromas de fruta fresca, como cerejas, amoras, com notas de flores e ainda o toque de caramelo, com boa intensidade. Na boca mostra acidez gostosa e que dá vontade de beber o segundo gole. A ficha técnica revela que metade do vinho foi fermentado em barricas de carvalho francês o que pode ser percebido em boca, que revela boa cremosidade, untuosidade, corpo elegante e delicado volume em boca. Bom equilíbrio entre a maciez e seu frescor, permite servi-lo como aperitivo ou acompanhando pratos à mesa.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - VINHO BRANCO IMPORTADO

CATEGORIA MELHOR VINHO BRANCO IMPORTADO:
CASAS DEL BOSQUE SAUVIGNON BLANC RESERVA 2012
Um vinho feito com uvas do Vale de Casablanca, 100%  Sauvignon Blanc. Coloração palha claro, com reflexos verdeais, típicos da jovialidade do vinho, que é límpido e brilhante. Os aromas de grande intensidade têm notas vegetais de alecrim e arruda, e ainda toques  frutados de maracujá azedo, lichia, goiaba (branca) e minerais. Em resumo, um vinho de grande complexidade aromática. Na boca mostra uma acidez exuberante, médio corpo, bom equilíbrio, muito frescor, com um final jovial, intenso e muito agradável. Excelente persistência confirmando o nariz e convidando ao segundo gole.  
Premiação em safra recente: MEDALHA DE OURO CATAD’OR GRAND HYATT – 2010. Harmonização: Saladas, queijos frescos e carnes brancas.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - MELHOR VINHO BRANCO BRASILEIRO

CATEGORIA MELHOR VINHO BRANCO BRASILEIRO:
DÁDIVAS LIDIO CARRARO 2012
Vindo das terras de Encruzilhada do Sul – RS, este Chardonnay elaborado pela Lídio Carraro, que não passa por madeira, está muito bem feito e no qual menos é mais, por ser um vinho correto. Alguns degustadores poderão alegar que o vinho tem pouca a média complexidade, mas a grande concentração de fruta, devido ao ideal ponto de maturação das uvas, enganaria muita gente numa degustação às cegas, por conta da maciez e concentração. Um vinho de corpo leve e bastante vivacidade, sedoso que certamente agradará todos os paladares. O vinho tem aromas de fruta e flores brancas, notas tropicais de abacaxi, melão, pêra e um toque mineral. No paladar mostra-se equilibrado, persistente e com ótimo frescor. Os aromas até podem remeter à uma leve barrica de carvalho, mas na boca seu frescor e sutileza mostram o grande potencial do vinho.

CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013 - ESPUMANTE IMPORTADO

CATEGORIA MELHOR VINHO ESPUMANTE IMPORTADO:
QUINTA DA CEDADELHE AIDA MARIA ROSÉ BRUT RESERVA
Em 1999, fruto da sua grande paixão pelo Douro, Luis Aarão de Freitas Vilas adquiriu uma quinta bicentenária na região demarcada mais antiga do mundo, a Quinta do Seixo, na vila muito antiga de Cheires, no concelho de Alijó. Mais tarde, em 2006 adquiriu a centenária Quinta de Cedadelhe, no concelho de Armamar, onde construiu um moderno centro de vinificação com o objetivo de produzir vinhos de qualidade superior com a marca Aida Maria em homenagem à sua mulher e filha, ambas com este nome. Entre 2006 e 2009 vários investimentos foram feitos na reconversão de parte das vinhas, plantando castas de elevada qualidade, tanto brancas como tintas, sempre com o objetivo primeiro de aumentar o potencial qualitativo dos futuros vinhos.
Em 2010, após o seu desaparecimento, a sua mulher e filha Aida Maria asseguraram a continuidade do seu projeto e lançaram o espumante AIDA MARIA Reserva 2007 feito exclusivamente a partir da casta Touriga Nacional. Seguindo-se o Aida Maria Tinto 2008, Aida Maria Branco 2010 e o Aida Maria Rosé 2009
Este espumante rosé é feito a partir da casta  Touriga Nacional, fermentado em tanques de inox sob controle de temperatura e obtendo-se a espumantização pelo método tradicional. De cor salmão rosado, tem aroma fresco com notas de frutas vermelhas (morangos) e notas ácidas de cítricos. Na boca mostra boa acidez, leves taninos, um vinho macio e frutado, com boa persistência e frescor.

CAMPEÕES EXPOVINIS 2013 - ESPUMANTE NACIONAL

CATEGORIA MELHOR VINHO  ESPUMANTE NACIONAL:
VILLAGGIO GRANDO ESPUMANTE  BRUT ROSÉ 2010 -
Produzido a partir de uvas vindas do vinhedo de Campos de Herciliópolis - Água Doce – SC, plantado a 1300 metros de altitude, sob a forma de espaldeira. Corte de uvas Pinot Noir e Merlot, fermentado em aço inox, sem nenhum estágio em barris de carvalho. Lote único de:   12.000 garrafas, com o método  Charmat. Um vinho de cor límpida e rosada com perlage fina e intensa. No nariz mostra-se levemente floral e frutado com aromas amplos e muito agradáveis, lembrando pitanga, framboesa e morango. Na boca tem bom frescor e leveza, ótima cremosidade e grande persistência.
Premiações recentes: Medalha de Prata Miami 2011 - 89 pontos.
Localizada no município de Água Doce, nos campos de altitude de Santa Catarina, a vinícola Villaggio Grando reúne características ímpares de solo e clima, próprios para o desenvolvimento de seus vinhedos. São 42 hectares e 15 varietais, cultivadas em harmonia com à natureza, para a produção de vinhos tintos, brancos, rosé e espumantes em tiragens limitadas, que traduzem o terroir autêntico de umas das regiões mais frias do país.

terça-feira, 23 de abril de 2013

OS CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013

OS CAMPEÕES DA EXPOVINIS 2013
O maior salão de vinhos da América, o ExpoVinis, divulgou nesta terça-feira (23) os 10 rótulos vencedores no concurso Top Ten, que elege a cada edição os melhores vinhos em 10 categorias. O evento começa na quarta-feira (24), às 13h, e contará com sessões de degustação de vinhos com acompanhamento profissional. 
Este ano, os prêmios foram divididos em melhor espumante nacional, espumante importado, branco nacional, branco importado, rosado, tinto nacional Serra Gaúcha, tinto nacional outras regiões, tinto novo mundo, tinto velho mundo e doce/fortificado.
Na categoria "Tinto Velho Mundo" houve empate; confira a classificação na lista abaixo:
CATEGORIA
VINHO
PRODUTOR
ONDE ENCONTRAR
IMPORTADOR
Espumante Nacional
Villaggio Grando Brut Rosé 2012
Villaggio Grando Boutique Winery
Espaço da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude 
 - 
Espumante Importado
Aida Maria Espumante Rosé Reserva 2007
Aida Maria Wines
Espaço da ViniPortugal
Terra a Terra
Branco Nacional
Dádivas Chardonnay 2012
Vinícola Lídio Carraro
Espaço do Instituto Brasileiro do Vinho
 -
Branco Importado
Casas del Bosque Reserva Chardonnay 2012
Casas del Bosque
Espaço da importadora Obra Prima
Obra Prima
Rosé
Maquis Rosé 2012
Sociedad Agricola los Maquis
Espaço da Wines of Chile
 -
Tinto Nacional da Serra Gaúcha
Perini Quatro 2009
Vinícola Perini
Espaço do Instituto Brasileiro do Vinho

Tinto Nacional de Outras Regiões
Basaltino 2012
Vinícola Pericó Ltda
Espaço da Vinícola Pericó

Tinto Novo Mundo
Vistalba Corte A 2009
Bodega Vistalba
Espaço da Domno do Brasil
Domno do Brasil
Tinto Velho Mundo
Santa Vitória Grande Reserva Tinto 2008
Casa Santa Vitória
Espaço da ViniPortugal
Vila de Arouca Importadora
Tinto Velho Mundo
Scagliola Barbera d'Asti Superiore Sansi Selezione 2009
Scagliola Vini
Espaço da Ativa Representações
Ativa Representações
Fortificado e Doce
Quinta do Noval
Quinta do Noval 40 Anos Tawny Porto
Adega Alentejana
Adega Alentejana

A escolha dos vinhos vencedores foi feita por um corpo de jurados coordenado por Jorge Lucki e José Ivan Santos e composto por Mário Telles (Presidente da ABS-SP), Hector Riquelme (Sommelier Chileno, degustador do Decanter Wine Award) Jorge Carrara (Prazeres da Mesa/Site Basilico), Manoel Beato (Chef Sommelier do Fasano/Guia de Vinhos Larousse), Gustavo Andrade de Paulo (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Marcio Oliveira (SBAV-MG/Blog Vinoticias), José Luiz Pagliari (SBAV-SP/Senac-SP), Roberto Gerosa (Blog do Vinho), Celito Guerra (Embrapa e doutor pela Universidade de Bordeaux), José Luiz Alvim Borges (ABS-SP) e Diego Arrebola (representante do Brasil no Concurso Mundial de Sommelier de Tóquio 2013).
Serviço:
Data: 24 a 26 de abril
Horários:
24 de abril, das 13h às 21h – aberto somente a profissionais
25 de abril, das 13h às 21h para profissionais e das 17h às 21h para consumidores
26 de abril, das 13h às 20h para profissionais e das 17h às 20h para consumidores
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul
Entrada: R$ 70 (consumidor final), R$ 35 (estudantes de hotelaria, nutrição, gastronomia, enologia e turismo) e entrada franca para profissionais do setor. 

MELHORES CARTAS DE VINHO DE 2013 DA REVISTA PRAZERES DA MESA

MELHORES CARTAS DE VINHO DE 2013 DA REVISTA PRAZERES DA MESA
A revista Prazeres da Mesa premiou ontem em São Paulo as melhores Cartas de Vinho do Brasil. Foi a nona edição do Prêmio, que é um estímulo a melhoria do serviço do vinho prestado pelas casas. Belo Horizonte teve 3 restaurantes ganhadores de menção especial, com suas cartas de vinho eleitas as melhores em vinhos de países específicos.
Ao todo, foram premiados 69 restaurantes, dos quais 12 tiveram a menção regional avaliada como a melhor do país. Entre as cartas com vinhos regionais, os eleitos foram: Argentina - Chez Fumoir/BH;  Chile – Amadeus/BH;  Espanha - Adega Santiago;  França - Taste Vin/BH; Italia - Buttina; Portugal - A Figueira Rubaiyat.  No quesito Maior Variedade: Madero Prime Steak.  Melhor Preço: Varanda Grill. E a Melhor Carta de Vinhos Brasileiros foi para o Aprazível/RJ.
As cartas de vinhos são analisadas por critérios técnicos que envolvem a sua estrutura, com a correta identificação do vinho, produtor, região e país, a safra, informações adicionais, bem como a quantidade mínima de garrafas à disposição do cliente. Também são avaliados os preços dos vinhos, e dos próprios preços dos pratos do Menu, bem como a estrutura de serviço (os acessórios, as taças, o pessoal de serviço do vinho, as condições de atendimento dos clientes) e ainda as condições de armazenamento e estoque de garrafas de cada estabelecimento, privilegiando as casas que tem adegas com climatização adequada ao vinho.
De nossa parte, os parabéns aos ganhadores dos Prêmios de Melhores Cartas de Vinho do Brasil, na edição 2013, em especial os restaurantes mineiros Amadeus, Chez Fumoir e Taste Vin. A lista completa dos ganhadores será divulgada em próximo post.

domingo, 21 de abril de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Un café?! Le Café!

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Un café?! Le Café! Quando cheguei em Paris em novembro de 2009 não conhecia muitos lugares. Já tinha vindo passear como turista, mas a verdade é que, no dia-a-dia da cidade, nem sempre queremos os restaurantes indicados nos guias de turismo. Um dia, depois do meu curso de francês, decidi me perder pela cidade e foi assim que eu descobri esse restaurante que até hoje é um dos meus lugares preferidos e que frequento bastante. Gosto tanto do ambiente que fiz questão absoluta de apresentá-lo aos meus pais na última visita a cidade. 
O Le Café é um pequeno bar e restaurante localizado no quarteirão pedestre de Montorgueil. Esse quarteirão tem inúmeros bares e restaurantes e, quase sempre, o custo-benefício não é bom. Prometo que esse não é o caso do Le Café, uma vez que come-se muito e muito bem por um preço difícil de se encontrar na cidade.
Você pode escolher entre bons pedaços de tarte e os famosos croques monsieur e madame, acompanhados de uma boa salada. Além disso, o cardápio propõe boas entradas como o Camembert Rôti au Miel ou uma simples salada de Mozzarella et Tomates. Os pratos são realmente bem servidos e o meu preferido é o Curry de Poulet. O Tartare também é delicioso.
E mesmo se você não estiver com fome, vale a pena passar nesse lugar simpático para beber uma boa taça de vinho ou uma cerveja em terrasse. o quartier é bem movimentado, cheio de gente bonita e, logo ao lado do restaurante, você poderá conhecer um dos maiores e melhores brechós de Paris: o Killiwatch.
Serviço: Le Café
62 rue Tiquetonne 75002 Paris - 0140380800
Aberto de 7h às 2h - Metro: Etienne Marcel – Sentier

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS


“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Une rotisserie, si vous plaît ! Engraçado como Paris nos encanta a cada esquina. Quando meus pais vieram me visitar pela primeira vez, tive a oportunidade de abrir a portinha desse restaurante e descobrir um lugar incrível. O Robert et Louise é uma rôtisserie tipicamente francesa, ou seja, para quem gosta de carne, o restaurante ideal.
            O ambiente é bem agitado, o restaurante está sempre cheio e o fogão de lenha está sempre acesso. Para esse lugar simpático localizado no Marais é obrigatório fazer reserva. Primeiro porque o restaurante não é muito grande e, segundo, porque se você não conseguir uma mesa quando sentir o cheirinho da carne assando, você vai voltar para casa muito decepcionado. Eu e meus pais demos sorte de conseguirmos uma mesa. Mas foi sorte mesmo. Tentei ir uma outra vez sem reserva e não teve jeito. Voltei para casa triste comendo um falafel da esquina. Então se você é um fã de carnes, faça uma reserva. Você não vai se arrepender.
 
O restaurante funciona a la carte e tem também o conhecido sistema de menu do almoço (ou formule) tradicional dos restaurantes franceses. O menu custa 12 euros por uma entrada + prato ou prato + sobremesa.

A la carte (entre 23 - 40 euros), sugiro como entrada: rilette d'Oie, pâté de campagne, escargot, terrine de fois gras de canard e boudin noir. Como prato principal, você pode saborear um bom côte de boeuf (40 euros para duas pessoas), un gigot d'agneau, um confit de canard e mesmo uma tradicional entrecote (18 euros). Para os corajosos, quem sabe uma andouillette? Tudo é acompanhado por batatas assadas, salada ou legumes.



SERVIÇO : Robert et Louise
64, rue Vieille du Temple - 75003 Paris / Metro: Rambuteau ou Saint-Paul / 0142785589
Aberto de terça a domingo de 12h às 14h30 e de 19h às 23h

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “BELO COMIDARIA - um atrativo aos olhos, nem tanto ao paladar “


“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “BELO COMIDARIA - um atrativo aos olhos, nem tanto ao paladar “   A expectativa é um sentimento extremamente complicado e, em minha opinião, com grande potencial a ser frustrante à medida que aumenta. Claro; quanto mais você espera boas coisas de algo, maior é a chance de se decepcionar com a experiência ou resultado proporcionado por aquilo. Infelizmente, a experiência vivenciada na badaladíssima e queridinha dos blogs, Belo Comidaria, foi a síntese do que posso chamar de desapontamento. Não que a casa só tenha problemas, demonstra si
m muita qualidade e bom serviço, principalmente na padaria e doçaria. O trabalho com as carnes também é muito bem feito, porém, tendo-se uma visão geral da refeição tida ali, fica a impressão de que, em alguns aspectos, Henrique Gilberto, Rafael Mantesso e equipe têm muito a melhorar. 
A ambientação e layout da casa são, realmente, muito interessantes. Nota-se claramente que a decoração tem, nos detalhes, referências vintage (anos 50) e da cultura mineira de fazenda. O espaço para 205 pessoas foi muito bem pensado e é, sem sombra de dúvidas, um dos destaques do lugar. Detalhe peculiar e atraente aos gourmets e foodies é o quadro disposto logo na entrada do restaurante, onde estão listados todos os seus fornecedores.
Mesmo nunca sendo o foco quando se pensa na estrutura de um restaurante, o atendimento, quando ruim, chama enormemente a atenção e estraga uma refeição. Na Belo, posso dizer que a equipe de atendimento transitou entre a cortesia, gentileza e a lentidão e confusão. A despeito da simpatia, verifica-se que garçons e atendentes - apesar de estarem em bom número nos salões - trabalham de maneira confusa, desatenda e, por vezes, desastrada. Pude notar, em mais uma casa da capital, que o responsável pela interface entre os clientes e a cozinha não conhecia os produtos que oferecia, como também, não sabia explicar do que realmente se tratavam os itens da carta e as delícias expostas nas vitrines da padaria. É claro que o restaurante é novo e a tendência é que o atendimento melhore consideravelmente. De qualquer forma, posso dizer que a brigada deixa a desejar, falta-lhes uma liderança e melhor treinamento.
            Assim como na decoração, a cozinha e a filosofia da casa se pautam na valorização e revisitação da culinária mineira, suas tradições e produtos disponíveis. Nesse aspecto, fica clara uma tendência à mescla entre o uso de ingredientes locais e a utilização de técnicas da escola européia e, especificamente, da Nouvelle Cousine. Infelizmente, o excelente mote, por hora, não é tão bem executado e o que se percebe ao degustarem-se diversos pratos e petiscos do cardápio é que a maioria dos produtos que saem da cozinha são pesados, têm bastante gordura e carecem de maior apuro no tempero. Em suma, os pratos escolhidos me pareceram melhores no cardápio do que à mesa, contribuindo para isso o fato de que todos eles foram servidos mornos, o que denota espera maior que o razoável para serem levados ao salão.
            Ponto fortíssimo da Belo Comidaria, a padaria e a doçaria são irretocáveis. Tudo que dali sai é extremamente saboroso, criativo e muito bem feito. Tendo em vista tamanha qualidade e sensibilidade no preparo dos doces, tenho de dar os parabéns à Chef Patisserie Luana, que me conquistou com suas iguarias e seu inesquecível quindão.  Posso dizer que, de suas mãos, saem os melhores itens das refeições e da própria casa. Os irreparáveis pães do couvert e o delicioso bolo de chocolate (R$ 16,00) da sobremesa foram as estrelas do almoço. Apesar de um tom abaixo, o Mineiro de Botas (R$ 16,00) é interessante e vale pela adaptação mineira do onipresente e batido petit gateau, em que o correto bolo de doce de leite é servido com uma fatia de queijo na chapa e um sorvete de banana com gosto acentuadamente artificial.
Ao se falar da parte salgada da refeição, destaque deve ser dado à inusitada e deliciosa pimenta Cambuci recheada com carne de porco e molho de feijoada (R$ 25,00). O sensacional recheio foi complementado com maestria pela textura e sabores marcantes do feijão. Tal acerto, entretanto, não se repetiu no rosbife com purê de cenoura e erva-doce (R$ 32,00), que passou pela mesa sem que ninguém notasse sua presença. Abaixo das entradas – o que é comum em Belo Horizonte – estavam os pratos principais. A insossa macarronada (R$ 48,00) poderia ter sido evitada, uma vez que a massa, cozida além do ponto, foi acompanhada de um molho de tomate pálido e com extrema carência de tempero e personalidade. Erro primário de uma receita que é o básico de qualquer vertente culinária ocidental. Por sua vez, a rabada recheada com purê de maçã, palmito e agrião (R$ 48,00), e a costela de vitela com arroz de forno e alho poró tostado (R$ 76,00 p/2) evidenciaram que a cozinha trabalha muito bem com as carnes, mas por algum motivo, deixa a desejar nos acompanhamentos, que demandavam uma gama mais variada e realçada de sabores. Em linhas gerais, nota-se muita criatividade e vontade de inovar por parte da cozinha, porém, o resultado é pesado e pouco atento às guarnições. Quem sabe com mais entrosamento e vivencia em comum, Henrique Gilberto e sua equipe possam dar um salto técnico e qualitativo no trabalho desempenhado. Em uma brigada recém-montada e ainda em fase de aprimoramentos, este é o caminho natural.
            Falando dos vinhos, o que se vê na carta é uma oferta diminuta, porém, de acordo com a proposta da casa. Talvez uma maior atenção a este quesito agradaria à enófilos e comensais de maneira geral. Copos corretos e temperatura de serviço adequada foram notados.
            Ao final de mais uma refeição razoável e, em certo ponto, frustrante, pode-se dizer que o restaurante tem seu ponto forte nos pães e doces, que estão entre os melhores da cidade. Por outro lado, ficou notório que a casa alterna altos e baixos, problemas e deslizes que o tempo se encarregará de aperfeiçoar e corrigir, espero. De qualquer forma, ficou a sensação de que o que é cobrado pelos pratos não nos entrega uma boa relação qualidade-preço, como também, nota-se que a cena de restauração de BH, mais uma vez, ganhou uma casa de boa proposta, mas de execução mediana. Talvez este seja o caminho natural de um cenário em franca evolução e efervescência. Fica aqui, portanto, o desejo de que brevemente tenhamos mais restaurantes de elevado padrão técnico, entregando um serviço e produtos bem acima do corriqueiro e básico. Evidentemente, errando menos do que se tem errado no seu métier.
Avaliação:
·        Atendimento: 10,50 / 15,00
·        Apresentação e Estrutura da casa: 11,60 / 15,00
·        Comida: 30,15 / 40,00
·        Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,90 / 13,00 e 2,40 / 7,00
·        Proposta/execução/criatividade: 7,00 / 10,00
Total: 71,55

*** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos;
**+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos;
*+ (excelente) - igual a 89 pontos;
* (muito bom) - entre 84 e 88 pontos;

Belo Comidaria
Rua Orange, 67 – Bairro São Pedro            
Telefone: (31) 3643-1569
Horário de funcionamento:
Segunda a sábado – das 7hs. às 12hs. e domingos – das 07hs. às 17hs. (Padaria aberta até as 20hs.). Aceita todos os cartões de crédito.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Et si on aime le soufflé?


● “PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: Et si on aime le soufflé? Tenho que admitir que o mérito dessa descoberta não seja meu. Ano passado, em visita à Paris, minha tia Mônica me convidou para jantar perto do hotel em que ela estava hospedada. A surpresa foi tão boa que voltamos no dia seguinte para jantar no mesmo restaurante de novo. O restaurante é o La Cigale Récamier. A dois passos do Hotel Lutetia e pertinho do Le Bon Marché, esse simpático restaurante fica situado numa rua de pedestres há mais de 30 anos e está sempre cheio de políticos e moradores da Rive Gauche. Esse é inclusive um dos restaurantes freqüentados pelo atual presidente da França, François Hollande. A especialidade do Récamier são os soufflés, salgados ou doces, e em dois tamanhos. Se você é um fã de soufflés, prometo que você não vai se decepcionar. Para os salgados, tem opção para todos os gostos (o cardápio varia de acordo com as estações do ano). Já para o soufflé doce recomendo os tradicionais Caramel à la fleur de Seul ou o Grand Marnier. Se você não é muito fã de soufflés não se desespere: o restaurante tem um cardápio de brasserie como todo bom restaurante francês. Os preços à la carte vão de 30 a 50 euros (em geral, os soufflés salgados em tamanho grande são a 18 euros e um pequeno doce 10 euros). E vale a pena reservar, pois o restaurante (e mesmo a área do terraço) está sempre cheio.

SERVIÇO: La Cigale Récamier
4, rue Récamier - Tel: 0145488658 - Metro: Sévres Babylone

Para mais informações: