segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

QUEM BEBE VINHO VIVE MENOS !

GANHE UMA VIAGEM PARA A MAIS CHARMOSA VINÍCOLA DO VALE DOS VINHEDOS

● GANHE UMA VIAGEM PARA A MAIS CHARMOSA VINÍCOLA DO VALE DOS VINHEDOS – Compre duas garrafas de produtos CASA VALDUGA e concorra a uma viagem para conhecer a Vinícola instalada no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Viagem para duas pessoas, com direito ao transporte aéreo, traslado, hospedagem e alimentação. Período da Campanha: 1º/12/2012 a 31/01/2013.  O sorteio acontecerá no dia 1º de fevereiro de 2013.

50 TONS DE ESCURIDÃO AUMENTA POPULARIDADE DE VINHO

● 50 TONS DE ESCURIDÃO AUMENTA POPULARIDADE DE VINHO - Depois de uma menção ao Vin de Constance no livro de E L James, 50 Tons de Escuridão, parte da trilogia de 50 tons de Cinza, a procura pelo vinho cresceu significativamente.
De acordo com o The Telegraph, restaurantes nos EUA começaram a fazer réplicas dos cardápios dos livros, e porisso o vinho doce passou a ser diariamente pedido pelos clientes. "Todos os dias pessoas chegam aqui solicitando o vinho que apareceu no 50 Tons de Escuridão", conta o diretor da importadora responsável pelo vinho, Hans Astrom.
            "Ficamos surpresos em descobrir que o vinho estava no livro, mas como resultado muitas pessoas estão descobrindo um dos ótimos vinhos do mundo", acrescentou ele. Que conta que o vinho já apareceu em outras obras literárias como Razão e Sensibilidade, de Jane Austin. "Suas qualidade românticas foram reconhecidas primeiro por Jane Austin, depois por Baudelaire e agora, E L James levou a um novo nível", disse o proprietário da vinícola Charles Harman. (Fonte – ADEGA – 21/01/2013).

DIVULGADOS GANHADORES DO PRÊMIO WINES OF CHILE 2013

● DIVULGADOS GANHADORES DO PRÊMIO WINES OF CHILE 2013 - Foram divulgados, na última semana, os vencedores do Prêmio Anual Wines of Chile Awards 2013 (AWOCA). A premiação escolhe os melhores vinhos em 18 categorias, avaliados por jurados chilenos e chineses em três dias de degutações às cegas.
Esse ano foi registrado um número recorde de inscrições, com 615 vinhos, e um recorde de medalhas recebidas na história do AWOCA: 10% de ouro, 28% de prata e 41% de bronze, o que significa que 79% dos participantes conquistaram alguma medalha. "Esse ano, o calibre era de uma qualidade significativamente superior", disse Mario Pablo Silva, vice-presidente da Wines of Chile, falando no evento. "Nossa mensagem de diversidade é uma descrição exata do que o Chile tem a oferecer."
            Entre os ganhadores, está o Oveja Negra Cabernet Franc, Carmenere da safra de 2011, da vinícola VIA Wines, como o melhor tinto em custo x benefício. O vinho Santa Carolina Reserva Moscato 2012, da Vinícola Santa Carolina, ganhou como melhor branco em custo x benefício.

Os ganhadores do Prêmio AWOCA 2013 são:
Best in Category Blend – Sideral 2009, Viña Altair S.A
Best in Category Cabernet Sauvignon – Arboleda 2010, Viña Arboleda
Best in Category Carmenere – Marchigue Private Collection 2011, Viñedos Marchigue
Best in Category Chardonnay – Aconcagua Costa 2011, Viña Errazuriz
Best in Category Late Harvest – Erasmo 2008, Viña la Reserva de Caliboro
Best in Category Pinot Noir – Cono Sur 20 Barrels 2010, Viña Cono Sur
Best in Category Sauvignon Blanc – Outer Limits 2011, Montes S.A.
Best in Category Syrah – Single Vineyard 2011, Viña Cono Sur
Best in Category Syrah – 20 Barrels 2010, Viña Cono Sur
Best in Category Other Red – Vigno Garcia Schwaderer 2009, Garcia & Schwaderer
Best in Category Other White – Reserva Moscato 2012, Santa Carolina
Best in Category Rose – Litoral Rosé of Pinot Noir 2012, Viña Ventolera S.A.
Best in Category Sparkling – Santa Digna Estelado 2012, Miguel Torres Chile
Best in Category Premium Red – Don Maximiano Founder’s Reserve 2010, Viña Errazuriz
Best in Category Premium White – Cipreses Vineyard Sauvig. Blanc 2011, Viña Casa Marín
Best Value Red – Oveja Negra Cabernet Franc – Carmenere 2011, VIA Wines
Best Value White – Santa Carolina Reserva Moscato 2012, Santa Carolina
Best in the Show – Don Maximiano Founder’s Reserve 2010, Viña Errazuriz.
(Fonte – ADEGA – 21/01/2013).

NOVA CAMPANHA QUER INCENTIVAR O CONSUMO DE VINHO BRANCO NO BRASIL

● NOVA CAMPANHA QUER INCENTIVAR O CONSUMO DE VINHO BRANCO NO BRASIL- Foi criada uma nova campanha para incentivar o consumo de vinhos no verão,  "No Verão, vá de Vinho Branco", que tem como objetivo aumentar em 20% - em volume e em faturamento - o consumo do produto neste início do ano no Brasil.
            Cerca de 20 supermercados em Porto Alegre (RS) e 30 em São Paulo já aderiram à campanha que pretende ser uma ação piloto para outras que serão colocadas no mercado para promover o consumo do vinho brasileiro.
            O consumo de vinho no país ainda está associado ao frio ou datas comemorativas. A proposta da ação é relacionar o produto ao verão. Para isso, foram elaborados materiais promocionais, que serão colocados nos pontos de venda para estimular a compra.
            "A campanha não prevê descontos, mas há uma tendência de que esse movimento seja feito. Teremos um melhor mix de produtos e mais informação para o consumidor", disse o presidente do conselho deliberativo da Abba, Adilson Carvalhal Junior. (Fonte – ADEGA – 24/01/2013).

INDUSTRIA BRASILEIRA DE VINHOS IRÁ CRESCER 20% EM 2013

● INDUSTRIA BRASILEIRA DE VINHOS IRÁ CRESCER 20% EM 2013 - A indústria nacional de vinhos está otimista com o crescimento de vendas de seus produtos para esse ano. De acordo com o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Raimundo Paviani, a expectativa para 2013 é de um crescimento de 20% no volume para a comercialização.
            "Neste ano a economia brasileira vai crescer mais e a ascensão social deverá continuar. Esses fatores impulsionarão o consumo das bebidas", explica Paviani. Os números de 2012 ainda não foram fechados, mas é esperado estabilidade nas vendas de vinhos finos comparado a 2011, que somaram 19,5 milhões de litros.
            Já para 2013 a expectativa é de que o acordo de cooperação firmado no ano passado entre o setor vitivinícola, os supermercadistas e as importadoras eleve o consumo de vinho nacional. "Se o acordo de cooperação for realmente cumprido, podemos chegar a um crescimento entre 25% a 27% neste ano", contou ele.
            Com relação à produção, o Ibravin prevê uma safra igual à de 2012, quando houve uma produção de 690 milhões de quilos de uvas.  "Pode ser até que haja uma quebra de 10%, em função da chuva no sul no ano passado. Mas a qualidade será muito boa e teremos uma sanidade excepcional, já que o clima está mais seco, com mais dias de sol", explicou Paviani. (Fonte – ADEGA – 23/01/2013).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DOMUS AUREA 2008



Domus Aurea 2008 – No Descorchados 2013 o vinho Domus Aurea 2008 da vinícola Quebrada de Macul foi eleito o Melhor Tinto recebendo 96 pontos. Produzido pela viña Clos Quebrada de Macul, na região do Vale do Maipo, com um corte de 86% Cabernet Sauvignon, Merlot 7%, 5% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot. Localizada no sopé da Cordilheira dos Andes, Clos Quebrada de Macul é reconhecido como um dos melhores vinhedos do Vale do Maipo. Solos de cascalho de 45 hectares de um único vinhedo, do qual os proprietários Ricardo e Isabel Peña produzem seu premiado Domus Aurea Cabernet Sauvignon. A família Peña está comprometida com rendimentos extremamente baixos. Os vinhedos da família são divididos em cinco blocos que seguem a profundidade e pedregosidade do solo, que são divididos em linhas superior, médio e inferior. A colheita não é determinada pela parcela ou linha, mas videira por videira. A vinícola também utiliza open-top fermentação e ciclos de envelhecimento personalizados de carvalho, com seleção de lotes com mais caráter amadurecendo em barricas francesas de primeiro uso. Notas de Degustação: Cor púrpura, escuro, impenetrável. Vinho carnudo, macio e extremamente complexo, com notas terrosas, frutas escuras muito maduras e o leve mentolado típico da região que aparece sob a forma de uma geléia de goiaba que vai se transformando numa goiabada cascão. Harmonizações: vai muito bem com carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro, churrasco, aves, pato, aves, massas com carne e molhos de tomate. Estimativa de Guarda: 5 a 10 anos, com previsão de evolução em garrafa. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 92/100. 4 Votos como Melhor Vinho Tinto da Noite. Eleito o Melhor Vinho da Noite.

Purple Angel 2006



Purple Angel 2006 - Este vinho, produzido por Viña Montes, sob a responsabilidade de Aurélio Montes, um dos mais prestigiados enólogos chilenos, chega com o compromisso de elevar a casta carménerè a um patamar superior de qualidade. O Purple Angel é um vinho top de linha da Viña Montes, ao lado do Folly Syrah e do Montes Alpha M. Com as uvas cultivadas nos campos da região chilena de Apalta, de onde originam diversos outros vinhos de grande estirpe, como os da Casa Lapostole, este vinho foi resultado de anos de pesquisa com a casta carménerè, onde foi usado o vinho Montes Selección Limitada Carménerè (básico da linha) como um experimento para se chegar a um grau mais alto de especialização e qualificação da casta para elaboração de vinhos de ponta. Realmente a Viña Montes conseguiu um bom produto. Notas de Degustação: cor púrpura, com halo violáceo e cristalino. Aromas marcantes de especiarias e frutas silvestres ainda tenras combinam perfeitamente com notas de baunilha e menta, com toque herbáceo. Acidez e tanicidade vivas e ativas reagem com harmonia e equilíbrio ao teor alcoólico de 14%. Paladar de frutas vermelhas e escuras como cereja, pimenta vermelha e amoras agradam o paladar. Retrogosto persistente com longo e suave final de boca. É um vinho de muito boa qualidade, corpulento, aveludado, muito agradável de se beber. Harmonizações: Acompanha muito bem pratos a base de aves (deve ficar ótimo com galinha d´angola), carnes vermelhas e de caça, cordeiro, coelho grelhado e massas com molho cremoso. Estimativa de Guarda: 5 a 10 anos, com previsão de evolução em garrafa. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 85/100. 4 Votos como Melhor Vinho Tinto da Noite. 

EQ SYRAH 2002



EQ Syrah 2002 – Vinho biodinâmico produzido pela Viña Matetic, no Vale de San Antonio, fundada em 1999. A Viña Matetic fica no  Valle de Casablanca  no caminho de Santiago para Viña del Mar / Valparaiso, mais para o lado de Cartagena que fica mais ao sul. A vinícola prima por fatores interessantes que vão desde a produção sustentável e não agressiva ao meio ambiente à sua estrutura dedicada ao enoturismo. Além da visita eles possuem passeios a pé, de bicicleta ou cavalgadas pelo Valle del Rosario, hotel e restaurante. Notas de Degustação: De cor púrpura ainda intensa, sem reflexos de evolução. Aromas de boa intensidade e complexidade que saltam à taça e nos brindam com frutas vermelhas e negra maduras (ameixa escura), toques tostados, pimentão e um toque amadeirado decorrente dos seus 12 meses de barricas francesas. Na boca mostra- se um vinho de excelente corpo, taninos macios e aveludados (excelente trabalho de barrica e guarda), com uma persistência muito boa e um excelente final de boca. Harmonizações: bom para acompanhar carnes grelhadas, carnes de caça, cordeiro e javali assados, queijos de massa amarela. Estimativa de Guarda: 10 a 15 anos fácil, podendo também ser bebido mais jovem. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 90/100. 3 Votos como Melhor Vinho Tinto da Noite. 

Leyda Pinot Noir Lot 21 2008




Leyda Pinot Noir Lot 21 2008 – O Vale do Leyda é uma recente descoberta da viticultura chilena na costa da cordilheira local, pertencente ao Vale de San Antonio, 40 km distante de Casablanca, 90 km de Santiago e a apenas 12 km do Oceano Pacífico. A forte influência marítima sob a qual o Vale está submetido, torna a área em região ótima para o cultivo das cepas Pinot Noir, Syrah, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling, onde mesmo nas estações mais quentes – primavera e verão – registram-se condições frias, com temperaturas mais amenas, principalmente por causa das brisas e ventos vindos do oceano. A jovem vinícola Leyda  fundada em 1998 é pioneira no Valle de Leyda e deu origem a esta nova denominação de origem chilena em 2002. Seus 245 hectares de uvas são plantados a 14 km do Oceano Pacífico, em condições muito favoráveis às uvas brancas (especialmente Sauvignon Blanc e Chardonnay) e a tinta Pinot Noir. Os cuidados se iniciam nas lavouras por meio da adoção de técnicas orgânicas de cultivo. Além disso, as uvas são colhidas manualmente, escolhidas cacho por cacho, de modo que só as melhores permanecem para a vinificação. O rendimento da colheita não passa de quatro toneladas de uvas por hectare, ou 800 gramas por pé. Na bodega, um chefe e o enólogo responsável monitoram e dirigem constantemente todos os passos do vinho, que envelhece 12 meses em barricas de carvalho francês. Surgem apenas 300 caixas por safra, uma produção limitadíssima, de um vinho complexo e elegante, conforme descrição da vinícola. Seu Lote 21 é considerado por muitos com o melhor Pinot Noir da América Latina. Uva: 100% Pinot Noir. Notas de Degustação: Coloração de média intensidade (típica da Pinot), rico em aromas de frutas vermelhas e negras, com algo fresco e mineral. No paladar é profundo, com acidez e álcool bem integrados e taninos sedutores. Harmonizações: bom para acompanhar carnes grelhadas, carnes de caça, cordeiro e javali assados. Estimativa de Guarda: 5 a 10 anos, podendo também ser bebido jovem. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 90/100. 11 Votos como Melhor Vinho Tinto da Noite.

Erasmo 2006



Erasmo 2006 – O Erasmo 2006 foi elevado à condição de um dos melhores chilenos pelo Guia Descorchados 2010.  No Descorchados 2012, o Erasmo 2007 foi ainda mais longe e tomou o primeiríssimo lugar no pódium.  Some-se a estas referências o fato de custar menos de R$ 100,00 revelando excelente relação qualidade-preço. Um vinho feito com corte bordalês, no Vale do Maule, com 60% de Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 10% de Cabernet Franc, pelo Conde Francesco Marone Cinzano, que herdou de sua família a paixão por elaborar vinhos de excelência. De origem italiana a família iniciou sua história vitivinícola por volta do século XVI e Francesco escolheu o Chile como destino para produzir novos vinhos. Sua bodega, a Viña Reserva de Caliboro une a tradição secular à inovação. Passou 18 meses em madeira e tem 14,5% de álcool. Notas de Degustação: O vinho tem cor rubi, puxando para o violeta, brilhante e ainda não mostra sinais de evolução. Mostra um bouquet sedutor e seu aroma remete a especiaria doce, tostado do carvalho, cassis, groselha negra e ameixa. Paladar elegante e bem estruturado, com taninos macios e a acidez é muito bem equilibrada. Corpo médio, mais leve que o comum para um vinho de corte chileno top, pois remete mais ao Velho Mundo.  A combinação perfeita de álcool e acidez lhe dá bastante frescor. Seus taninos ainda podem amadurecer. Final longo, seco, pedindo um segundo e terceiro gole. Às cegas, é difícil acertar a procedência, pois lembra um ótimo Bordeaux. Harmonizações: bom para acompanhar carnes grelhadas, carnes de caça. Estimativa de Guarda: 5 a 10 anos, podendo também ser bebido jovem. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 85/100. 

Sol de Sol Chardonnay 2008



Sol de Sol Chardonnay 2008 -Um dos melhores brancos do Chile e considerado hoje o top chileno em Chardonnay, produzido pela Viña Aquitania. O ícone da vinícola e talvez um dos principais vinhos do Chile e da América do Sul, é elaborado com uvas Chardonnay do vinhedo mais ao sul do país, em Traiguén. Felipe de Solminihac, lançando mão de um conhecimento sobre o terroir que somente um nativo poderia ter, decidiu experimentar o clima frio, mas com boa insolação, que doa às uvas características mais recorrentes nos grandes Chardonnays da Europa que nos do Novo Mundo. Uvas: 100% Chardonnay.
Notas de Degustação: Cor amarelo com reflexos levemente dourados. Muito elegante e austero no olfato, com forte nota mineral sobre notas de frutas maduras como damasco, pêra e maçã, com toques de frutas secas e tostadas (amêndoas e nozes). Um vinho intenso e complexo, que vai evoluindo a cada instante. Ótimo volume em boca, envolvente em sua cremosa sapidez mineral. Harmonizações: bom para acompanhar ostras, crustáceos, peixes de carne branca e rosada, preparações com frango grelhado e carne de porco, especialmente em preparações mais requintadas. Estimativa de Guarda: 8 a 10 anos como um belo vinho branco do Velho Mundo, podendo também ser bebido jovem. Opinião dos Especialistas: Prazeres da Mesa: Vinho do Ano 2008 (2006) / 1º Colocado Top 100 2008 (2006). Valor Econômico: 2 safras consideradas "Soberano" (2001 e 2003) e 1 safra "Melhor Degustado no Mercado Brasileiro" na categoria "Brancos Chilenos" (2006). Gula: Melhores Vinhos do Ano de 2008 (2006). Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 85/100. 4 Votos como Melhor Vinho Branco da Noite. 

De Martino Quebrada Seca Chardonnay 200



De Martino Quebrada Seca Chardonnay 2008 – Vinho produzido no Valle de Limarí – vinhedo de Quebrada Seca, a apenas 19km do mar, recebendo diretamente os efeitos da fria corrente de Humboldt. Uvas: 100% Chardonnay
Graduação: 14° GL. Características climáticas e do Solo: Geograficamente, o Valle do Limarí corre paralelamente ao rio homônimo, numa zona que fica bastante quente à medida em que se afasta do mar. As precipitações são baixíssimas, não ultrapassando os 100mm anuais, e as amplitudes térmicas diárias grandes, entre 15 e 20°C. O solo corresponde a um antigo terraço aluvial do rio Limarí, marcado num primeiro nível pelo baixo conteúdo de matéria orgânica e altos níveis de carbonato de cálcio, e num segundo nível, argilo-arenoso com gravas (cascalhos), chegando na profundidade a um solo arenoso-argiloso com muitas gravas e grandes rochas. Vinificação: Fermentação do mosto em barricas de carvalho francês com baixos níveis de tostado para respeitar ao máximo a integridade do terroir. Permanência por um ano nas barricas. Passa 12 meses em barricas de carvalho francês novas. Estimativa de Guarda: 8 a 10 anos. Notas de Degustação: Cor palha cristalino. Muito elegante no olfato, com forte nota mineral sobre notas frutadas (pêra e maçã verde) e de frutas secas e tostadas (amêndoas). Ótimo volume em boca, envolvente em sua cremosa sapidez mineral. Harmonizações: Polvo grelhado servido com tapenade de azeitonas pretas; Linguado defumado sobre purê de mandioquinha; Escalopes de galinha d’angola e sua redução cremosa, finalizada com trufas brancas; Waterzooi (clássico ensopado marinho belga, enriquecido com creme). Premiação mais Relevante: GUIA DESCORCHADOS 2010: 91 Pontos. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 89/100. 7 Votos como Melhor Vinho Branco da Noite. 

Espino Chardonnay 2010



Espino Chardonnay 2010 – Vinho produzido no Vale do Maipo, no Chile, pelo grande mestre de Chablis William Fèvre, considerado um “Papa” quando o assunto é este estilo de vinho branco. Há alguns anos, instalou-se no Chile para algumas experiências enológicas criando vinhos de excelente relação qualidade-preço a partir de vinhedos em Pirque, Alto Maipo. Notas de Degustação: Cor amarelo bem claro, límpido, cristalino. Nariz de boa intensidade (cítricos, pêssego e abacaxi), num vinho fresco, leve e fácil de beber e gostar. Tanto pode ser usado como um vinho para a beira de piscina (ou praia) num dia quente de verão, como para acompanhar pratos de preparação mais leve. Passa 6 meses em barrica, o que dá boa integração de madeira (e um  aroma de especiaria doce de baunilha ao vinho), e que não lembra em nada chardonnays pesadões. Harmonizações: bom para acompanhar comida japonesa, peruana (cheviches), ostras, crustáceos, pizzas de salmão, peixes de carne branca, preparações com frango grelhado e carne de porco. Muito versátil. Estimativa de Guarda: Melhor beber jovem. Não guarde !!!. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 88/100. 8 Votos como Melhor Vinho Branco da Noite. Melhor relação qualidade-preço da noite.

Amayna Sauvignon Blanc 201



Amayna Sauvignon Blanc 2010 – Vinho produzido pela Viña Garcés Silva, na região de Leyda, no Vale de San Antonio, Chile. Uvas: 100% Sauvignon Blanc. O vinhedo está em Leyda, na região de San Antonio, bastante fria, situada próximo do Oceano Pacífico e sofrendo influência direta das brisas domar. Vinificação em cubas de aço inox. Teor alcoólico: 14,5%. Notas de Degustação: Cor amarelo bem claro. Nariz intenso e muito perfumado, com notas minerais, florais e de frutas brancas maduras (lembra maracujá azedo), e toque de ervas frescas. O paladar é encorpado, com boa acidez que garante frescor ao vinho, toque mineral, cítrico, levemente salino (comentei que se usa ervas desidratas para dar nota de sal a comidas, evitando-se salgar com o mineral marinho). Um vinho elegante e austero, ao contrário daqueles que fazem-se notar pelo excesso de frutas tropicais. O retro-gosto é longo, intenso, perfumado, no mesmo perfil do aroma. Harmonizações: bom para acompanhar comida japonesa, peruana (cheviches), ostras, crustáceos, peixes de carne branca, preparações com frango grelhado e carne de porco. Muito versátil. Estimativa de Guarda: 4 anos fácil. Melhor beber jovem. Não guarde !!!. Referencia de Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 90/100. 7 Votos como Melhor Vinho Branco da Noite.

O ICE WINE DE PEDRO LEOPOLDO

O ICE WINE DE PEDRO LEOPOLDO

Há cerca de dez anos a Zenithe Travelclub começou a realizar roteiros visitando vinhedos pelas várias regiões vinícolas do mundo, nos quais tenho atuado como guia e consultor em vinhos. O grupo de participantes destes roteiros foi crescendo e criando uma rede de amizade entre amantes de vinho que ultrapassou as fronteiras meramente mineiras, ou do interesse apenas pela bebida de Baco. Não conheço outro alimento que crie um espírito de confraternização tão sublime e generosa entre as pessoas como o vinho, gerando alegria e energia palpáveis.

Há membros do grupo residentes em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Brasília, Belo Horizonte e Pedro Leopoldo. Recentemente o grupo passou a reencontrar-se independente dos roteiros vinícolas, criando uma agenda de almoços e jantares, nos quais a amizade vai sendo vivida entre degustações e harmonizações.

Há bons motivos para reunir-se; entre eles, a comemoração de aniversários, como foi o caso do nosso amigo Antonio Rafael, que conseguiu juntar boa parte da confraria em Pedro Leopoldo/MG, nesta noite de sábado (19/01).

Havia um belo roteiro de vinhos e petiscos, passando por espumantes, e depois rótulos brancos e tintos, no qual o Toninho pediu-me para ajudar nas harmonizações, avisando-me que reservava para o final, uma surpresa: algumas garrafas de “ice wine” para dividir com os presentes.

Começamos com espumantes nacionais, passando por brancos argentinos, Vouvrays e Bordeaux branco, que fizeram bela companhia para queijos, pães, terrines, “tapas” e um delicioso bobó de camarão. Em seguida, uma paleta de cordeiro servida com malbecs, Bordeaux tintos e Brunello. Que mais esperar, ou pedir?

Toninho pediu então que servisse o ice wine, em meio ao sarau que já havia sido formado, pois a alegria e energia do momento era palco para declamação de poesias. Alimento do corpo, o vinho também embevecia a alma, que não era pequena!
O “ice wine” é um vinho raro (e geralmente caro), considerado uma obra-prima da vitivinicultura, inicialmente produzido apenas na Alemanha com o nome de “einswine – vinho único”. É produzido a partir de uvas que foram deixadas na videira para uma colheita tardia, muito para além da época normal, congelando devido às baixas temperaturas do Inverno nessas regiões. Os açúcares e outros sólidos dissolvidos não congelam, mas a água sim, criando um mosto mais concentrado, prensado a partir das uvas ainda congeladas. Os cristais de água ficam na prensa resultando numa  quantidade menor de vinho, muito mais concentrado, muito doce e com elevada acidez.
O sucesso do vinho na Alemanha (já era conhecido no final do século XVIII), fez com que interesse pelo produto chegasse ao Canadá nos anos 70, e lá a produção cresceu de tal modo que a partir de 90, o país tornou-se o líder mundial.
As regras de produção são rígidas, para garantir a qualidade do vinho: as uvas não devem estar afetadas pela Botrytis cinerea ou podridão nobre – como é o caso das uvas com que se fazem outros vinhos de sobremesa, como o Sauternes ou o Tokay –, devendo estar sãs. Esta condição garante o frescor e sabor concentrado de geléia de laranja, damasco, manga ou abacaxi que o vinho costuma mostrar.
Quando as uvas estão maduras, as parcelas do vinhedo dedicadas à produção de ice wine são parcialmente desfolhadas e envoltas em plástico (respirável) ou redes para proteger as uvas de aves esfomeadas. Estes dispositivos foram introduzidos nos anos 60 e, sem eles, seria praticamente impossível reter as uvas na videira. A colheita se inicia em Dezembro ou até Janeiro (mas não pode ser feita antes de 15 de Novembro), de forma manual, com as uvas congeladas, e que deverão ser prensadas num processo contínuo sempre a temperaturas de -8° Celsius ou menores. Por isso, a vindima é feita muitas vezes durante a noite ou madrugada para garantir a temperatura necessária, que anda normalmente entre os -10° e os -13° Celsius para se conseguir o açúcar e sabor ideais.
As uvas, mosto e vinho não podem ser refrigerados artificialmente em nenhuma fase do processo, exceto no tanque de refrigeração durante a fermentação e/ou a estabilização a frio antes do engarrafamento.
O vinho que degustamos foi um Inniskillin feito com uvas Vidal. Há ice wines canadenses produzidos a partir de variedades européias, como a Riesling, considerada a casta mais nobre pelos produtores alemães. A Vidal é muito popular na Columbia Britânica e no Ontário reina a Cabernet Franc. Os produtores experimentam outras castas brancas, como Seyval Blanc, Chardonnay, Kerner, Gewurztraminer, Chenin Blanc, Pinot Blanc e Ehrenfelser, ou tintas, como Merlot, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon.
Por conta do baixo rendimento o “ice wine” é comercializado em meias garrafas (375ml) ou de 200ml.
Noutros países, onde não existem regras ou elas são claramente menos restritivas, alguns vinicultores usam a crio-extração (ou seja, o congelamento mecânico) para simular o efeito de congelamento da uva e, normalmente, não deixam as uvas na videira por tanto tempo como para os ice wines naturais. Estes “vinhos de gelo” não tradicionais são muitas vezes referidos como os vinhos de “geleira”.
Fim de festa que deixou em todos, um paladar intenso, complexo e gostoso de “quero mais”. Um aniversário que marcou a todos pela elegância e gentileza do Toninho, servindo aos amigos o “ice wine” de Pedro Leopoldo!

domingo, 13 de janeiro de 2013

10 DICAS DE OURO PARA COMPRAR BONS VINHOS

“ 10 DICAS DE OURO PARA COMPRAR BONS VINHOS ” – Com a profusão de promoções de vinho que acontecem no início do ano, alguns leitores solicitaram que eu fizesse uma lista de dicas para comprar bons vinhos, procurando escapar de armadilhas que às vezes são usadas para vender vinhos que já estão em seu período de declínio, ou terão importação descontinuada, ou porque não atenderam os objetivos de venda. O tema é complexo, pois já começa com o termo “bom vinho”, que é subjetivo. Entretanto, comprar é um ato objetivo, e levamos à frente a idéia, indicando as seguintes dicas:

1: PROCURE CONHECER AS CHAVES DA QUALIDADE DE UM VINHO: Marketing pode criar várias expectativas quanto ao vinho que está na garrafa, relacionando notas de degustações, predicados e indicações de especialistas, ou simplesmente dizendo que o vinho ganhou Medalha de Prata num Concurso Internacional. Mas o que realmente está dentro da garrafa? Vinho feito a partir de uvas maduras. Uma informação importante e nem sempre presente nos rótulos são as chaves primárias da qualidade do vinho: a casta que produziu o vinho, a origem das uvas (país, região, vinhedo), a safra e o nome do produtor (que em algumas situações é importantíssimo). Os europeus imaginam que você sabe tudo sobre vinho, e simplesmente pela menção do nome da região !. Borgonha tinto sempre é produzido com Pinot Noir. Borgonha Branco é feito com a Chardonnay. Nem todo mundo é connaisseur. Assim, os produtores do Novo Mundo, por não terem vinhedos com a fama dos terroirs europeus, deram notoriedade ao nome da casta. Se você gostar de Cabernet Sauvignon possivelmente apreciará tanto o francês quanto o chileno ou o norte americano. Na Borgonha, saber o nome do produtor é fundamental, pois a distância de 500 metros entre um vinhedo e outro pode influenciar em uma centena de euros o preço do vinho. Conhecendo e entendendo como os vinhos variam de qualidade em função das uvas e das regiões de origem você já tem uma primeira base para escolher seus bons vinhos.

2: ANTES DE COMPRAR, PROCURE AS OPÇOES DISPONIVEIS NO MERCADO: Já que você deseja variedade, qualidade de atendimento e o melhor preço da cidade, a regra básica é conhecer o que esta disponível no mercado. Leia o maior volume de informação possível, circule pelas lojas e importadores. Pesquise na Internet. Participe de fóruns que dão dicas sobre vinhos. Compre onde achar a sua melhor opção.

3: PROCURE POR PROMOCOES, MAS MUITO CUIDADO COM LIQUIDAÇÕES ... Grandes quantidades de produtos exigem boa capacidade de negociação, compra e estocagem. Neste sentido, grandes redes de vinotecas e supermercados podem oferecer promoções atraentes. Lembre-se, entretanto, que quantidade pode não rimar com qualidade. Preste atenção em como os vinhos estão dispostos nas prateleiras. Para vinhos do dia-a-dia, com alta rotatividade de vendas, garrafas dispostas horizontalmente e um ambiente climatizado poderá ser dispensado. Provavelmente será nas menores adegas que você encontrará um atendimento superespecializado e vinhos fora de série, mas o preço pode ser mais alto do que nas grandes redes. Circule para conhecer o mercado.

4: COMPRE OS VINHOS DE GUARDA NO MOMENTO QUE CHEGAM AO MERCADO: As compras de vinhos de guarda terão melhores preços na época de chegada no mercado. Na medida em que seus predicados forem confirmados, conforme envelhecimento e afinamento na garrafa for acontecendo, os preços subirão !

5: SE FOR NOVIDADE, PROVE ANTES DE COMPRAR: Antes de se decidir pela compra de uma caixa de vinhos que nunca degustou, prove antes. Lembre-se que o que é qualidade para uma pessoa, pode não ser para outra! Ser feito com sua uva predileta pode não ser representativo, pois todo vinho espelha as questões particulares das regiões de produção, da safra, bem como a intenção do produtor ao vinificar a colheita. Participe sempre que puder de degustações nas lojas, e não tenha receio de provar novidades. Saia da rotina!

6: DESCONFIE DE GRANDES PROMOCOES: No mundo do vinho, desconfie de promoções com grandes descontos. Para vinhos brancos do dia-a-dia, três anos é uma idade razoável, considerando que você beberá o vinho em até um ano. Para tintos, considere cinco anos como uma idade ideal. Veja com cuidado um vinho branco com mais de cinco anos em oferta, especialmente se perderam sua tonalidade jovial. O ideal será provar uma garrafa, ou até mesmo duas, antes de comprar uma caixa. Claro que há exceções a esta regra, mas em geral estes vinhos não são tão acessíveis como se pensa!!! Além disto, sob o meu ponto de vista, quem concede um desconto de 50% para o preço de venda de um vinho dá uma idéia de quanto está tendo como margem de lucro!

7- COMPRE DIRETO DE PRODUTORES OU IMPORTADORES: Comprar direto do produtor, ou do importador oficial do vinho pode resultar em belos descontos. Desconfie de vendedores que digam que este é o melhor vinho que você vai beber na sua vida. Espero que sua vida seja longa e cheia de descobertas  prazerosas. Pesquise antes de comprar.

8: CONSIDERE TODA A INFORMAÇÃO COMO UM GRAO DE SAL: Se pretender investir na compra de vinhos, recolha toda a informação possível sobre o que deseja comprar. Melhores produtores, melhores regiões, melhores safras, melhores preços. Tenha em mãos os guias regionais. Só então vá para a etapa da compra em si. Um grão de sal a mais pode desandar a comida; um a menos pode fazer toda a diferença!

9: COMPRE VINHOS PARA BEBER E NAO APENAS COMO INVESTIMENTO: E tão difícil ganhar dinheiro investindo em vinho como em qualquer outro tipo de investimento. Defina se você quer beber pelo prazer de desfrutar uma bela taça de vinho junto com amigos, ou se seu relacionamento com o vinho será por mero investimento. Os dois caminhos são válidos, mas pessoalmente prefiro imaginar que o melhor lugar para guardar vinho é na lembrança, naturalmente depois de bebido!.

10: CONSIDERE OS LEILÕES COMO UMA FONTE DE VINHOS MADUROS: Leilões podem ser boa fonte de vinhos de safras antigas, indisponíveis em lojas e importadores, ou oportunidade de comprar vinhos por preços interessantes. Tenha certeza da origem e do estado de conservação dos vinhos antes de sair arrematando as garrafas. São famosos os casos os casos de vinhos falsificados e vendidos por cifras astronômicas em leilões de casas de alto conceito na Europa.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

3 a 17 JUN 2013. ALEMANHA VINHOGOURMET EXPERIENCE.

3 a 17 JUN 2013. ALEMANHA VINHOGOURMET EXPERIENCE. Uma viagem buscando  paladares e aromas dos tesouros vitivinícolas alemães percorrendo vários dos seus vales vitivinícolas mais significativos, visitando e degustando alguns dos seus ícones e outros ainda desconhecidos, sem faltar excelentes experiências gastronômicas e culturais.  Paisagens únicas num país onde os rios são da máxima importância na sua viticultura, estando estas regiões visitadas nas confluências destas grandes estradas fluviais como são o Reno (Rhein) e Mosela (Mosel) e seus afluentes do Meno (Main), Ahr, Sarre (Saar) e Ruwer. Visitas nas cidades históricas como Frankfurt, Koblenz e Colônia, com todos os seus pitorescos vilarejos. As encostas ensolaradas das regiões vinícolas da Alemanha são um prazer não apenas para os apreciadores do vinho, pois as paisagens montanhosas, cortadas por rios e vilarejos vinícolas também são destinos procurados por quem gosta de caminhar e andar de bicicleta. A produção de vinho na Alemanha é feita em áreas pequenas e, em grande parte, ainda com trabalho manual. Isso é que determina a qualidade dos vinhos – e contribui para o caráter idílico das paisagens. Na Alemanha existem 13 regiões vitivinícolas, chamadas de “Anbaugebiete”, estando programadas visitas no:




RHEINGAU. O Reno flui de sul a norte, e graças a um capricho da natureza, ao oeste, na altura do vilarejo de Hochheim, na confluência com o rio Meno, próximo a Wiesbaden e Maguncia (Mainz), logo após Frankfurt (nossa porta de entrada), o rio vira quase que num angulo reto ao oeste, ao se encontrar com os Montes Taunus, fluindo de leste ao oeste até Bingen e Assmannshausen, logo após do famoso _“RHEINWINKEL”, _o “Cotovelo do Reno”, onde novamente vira estrepitosamente para o norte para iniciar o Reno Médio (Mittelrhein). Esse trecho da ladeira direita do rio, de aprox. 45 kmts., é o que conforma esta denominação, sendo esse capricho o que tanto beneficia esta região. Suas encostas íngremes da margem direita (porém não tanto como no Mosela) estão completamente orientadas para o sul com uma excelente exposição ao sol, protegidas ao norte por esses montes que evitam os ventos frios do norte e sua vez, o Reno, que aqui tem uns 800 mts. de largura, atuando como um espelho que reflete o sol sobre os vinhedos. São excelentes condições naturais. Aqui se produzem os Rieslings de maior excelência e reconhecimento no mundo em todas as suas modalidades e predicados, desde os “Kabinett” secos, passando pelos “Auslese” de uvas tardias, secos ou botritizados, “Beerenauslese”, doces afetados pela podridão nobre, “Trockenbeerenauslese” de uvas passas por sobrematuração ou os “Eiswein”, de uvas saudáveis, mas vindimadas e prensadas quando geladas de forma natural. Sem dúvida é região mais conhecida e importante da Alemanha. Não é a toa que só nesta região desde 1999 existe a denominação específica de qualidade de “ERSTES GEWÄCHS” (um termo cujo significado é similar ao conceito francês de Premier Cru na França) exclusivamente em determinados vinhedos para as castas Riesling e Spätburgunder (Pinot Noir), esta última cada vez ganhando mais expressão. Hoje um terço do Rheingau, umas 1.100 ha., são Erstes Gewächs. Ficam aqui as famosas propriedades aristocráticas, históricas e monásticas provenientes da Idade Média como Schloss Johannisberg, Schloss Vollrads e Kloster Eberbach (este último um Mosteiro). Há também excelentes propriedades familiares que estão colocando-se na vanguarda como Georg Breuer, Peter Jakob Kühn, Franz Künstler, Domdechant Werner, Balthasar Ress. Robert Weil e até os vinhos monásticos da Abadia de Sta. Hildegard von Bingen, canonizada por Bento XVI em Maio de 2012. São as próprias monjas que fazem a colheita!


MITTELRHEIN. É a denominação para o curso do Reno Médio onde os romanos foram os primeiros a plantar vinhedos, estendendo-se por uns 100 kmts. por diferentes vales intermitentes desde o sul, entre inúmeros vilarejos da Idade Média e Castelos, a partir de Assmannshausen no Rheingau, até Bonn, antiga capital da RFA, no norte com o afluente do Rio Lahn. A Riesling também é a uva mais plantada, seguida da Müller-Thurgau e Kerner entre as brancas. E a tinta, a Spätburgunder (Pinot Noir) vem cada vez ocupando mais espaço. A área de "Siebengebirge" (literalmente, "sete montanhas") e a "Loreley" dividem a região vinícola oficialmente em duas zonas. A zona sul desta paisagem cultural única, marcada pelo cultivo do vinho, entre Koblenz e Bingen, foi nomeada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 2002. Isso serve de motivação para que os vinicultores conservem o cultivo nas encostas íngremes. Na nossa jornada será percorrida a parte meridional desta denominação, conhecida como o Vale do Alto Médio Reno, um das mais grandiosas e antigas paisagens culturais. Navegaremos pelo próprio Reno desde a idílica Rüdesheim, no coração do Rheingau, até St. Goarshausen passando pelo famoso Vale de Loreley, repleto de lendas germânicas sobre ninfas que vivem nestas águas. Prosseguindo até a cidade de Koblenz, onde no Reno conflui o Mosela formando a famosa “Deutsche Eck”, o “Canto Alemão”. Koblenz é uma das mais antigas e lindas cidades da Alemanha com mais de 2.000 anos de historia. Destaque na região para o produtor Schwaab.

MOSEL. Os rios Mosela, Sarre e Ruwer deslizam por curvas estreitas e tortuosas através de um território no qual os celtas e os romanos já cultivavam vinho 2.000 anos atrás. A região do Mosela, que leva a denominação alemã Mosel, é a mais antiga região vinícola da Alemanha e a maior região de cultivo de vinho em encostas. As encostas e terraços voltados para o sul ou sudoeste proporcionam um microclima excelente para as uvas, como também para plantas e animais raros. Por isso, os vinhos minerais e elegantes do Riesling das encostas, produzidos na região do Mosela, Sarre e Ruwer, estão entre os melhores vinhos brancos do mundo. É uma denominação de proporções bem mais amplas, estendendo-se ao longo do Rio Mosela, por uns 170 kmts. desde Remich ao sul junto a fronteira com Luxemburgo, na sub-região chamada de “MOSELTOR”, o “Portal do Mosela”, passando pouco depois por Trier, histórica e antiga cidade romana, até chegar, no sentido noroeste, a se encontrar com o Reno em Klobenz. Nesta parte mais ao sul antes de chegar a Trier, há o afluente Sarre (Saar) e depois de Trier o Ruwer. Sem dúvida o trecho mais impressionante é o do Meio Mosela, sub-região chamada de “BERNKASTEL” iniciando-se nas portas de Trier ao sul, serpenteando abruptamente o terreno até Briedel ao norte. Aqui a chave está nos numerosos Relógios de Sol no meio dos vinhedos os quais pegam deles o seu nome, “Sonnenuhr”. E que significado tem um relógio de sol no meio das vinhas desde as épocas romanas e da Idade Média? Que recebe muito sol! Elemento tão precioso para as videiras nas latitudes septentrionais. Portanto são os melhores vinhedos do Mosela onde se encontram os vilarejos e produtores mais destacados com Grans-Fassian, Dr. Loosen, Markus Molitor ou Joh.Jos. Prüm. Será aqui onde o grupo se aproximará do prazer pelo vinho no Centro de Cultura Vitivinícola de Bernkastel-Kues, um lugar multidisciplinar com Vinoteca, Fundação, Loja, Museu... Já no extremo norte, segue a atrativa sub-região de “TERRASENMOSEL” ou também “BURG COCHEM”. Vai desse o limite da anterior no sul até Klobenz no norte, uma área, como o seu nome indica, dominada por vertiginosos terraços de vinhedos mais íngremes do mundo, como é o famoso Bremmer Calmont. Nesta denominação, a Riesling continua sendo rainha, seguida pela Müller-Thurgau (aqui chamada de Rivaner), a antiga, e persistente Elbling e a Kerner. E entre as tintas novamente a Spätburgunder e a Domfelder. Destaque para os produtores Brunnenhof e Heymann-Löwenstein.

AHR. O rio Ahr desliza sonhador pelas curvas formadas entre encostas de rochas bizarras, ponteadas por belos vinhedos Já os romanos reconheceram as vantagens climáticas desse vale agreste e romântico, plantando as primeiras videiras. Pequena denominação de aprox.. 30 kmts. nas ladeiras do rio Ahr no sentido oeste para leste até se adentrar no Reno na altura de Sinzig a aprox. 70 kmts. de Colônia. Ao contrário das demais regiões, aqui a casta principal é a elegante tinta Spätburgunder (Pinot Noir). Como secundária a também tinta Blauer Portugieser. E o segredo para seus excelentes vinhos é similar a disposição deste rio como o Reno no Rheingau, com ladeiras bem expostas ao sul se beneficiando do sol. Para cultivar os excelentes vinhos da região do Ahr nas encostas íngremes, é necessário muito esforço. Mas a qualidade prova que o trabalho vale a pena. Região pequena e com grande valor Gastronômico onde seus Chefs harmonizam bem com estes tintos. O seu coração está no vilarejo de Bad Neunahr-Ahrweiler. Entre seus produtores destacam Meyer-Näkel, Brogsitter, Kloster Marienthal. Em Sinzing, devemos relizar uma Oficina Gastronômica com o conceituado Chef Jean-Marie Dumaine, do Restaurante Vieux Sinzig que tem um impressionante Jardim de Ervas com especialidade  em trufas e cogumelos.
OUTRAS VISITAS. Eis então o cardápio para esta nova experiência, e claro incluindo visitas de tipo cultural e turísticas, como em Frankfurt não deixar passar de conhecer a casa natal de Johann Wolfgang com Goethe. Ou em Bonn a Casa Museu de Ludwing Van Beethoven. O Santuario de Vallendar, centro de peregrinação  do conhecido Movimento Apostólico de Schönstatt cujo significado é “Cidade Bonita” se referindo a Coblença onde se encontra. ALÉM DE VISITAR O SCHLOSS DRACHENBURG, o Castelo do Dragão, em Königwinter, próxima a Bonn, com impressionantes vistas a toda a região, lugar, já mencionado por Lord Byron nas “Peregrinações de Childe Harold” e que segundo a lenda, uma caverna nas montanhas albergava um dragão que foi morto pelo herói da mitologia germana Sigfrido. Ou a visita a Trier, considerada a mais antiga da Alemanha fundada no Séc.I a.C. pelo imperador Augusto, destacando a sua Porta Nigra e cidade natal de Karl Marx. E claro, além de almoços e jantares harmonizados, alguns nas próprias vinícolas e outros em destacados restaurantes. A partir de JUN na Alemanha começam os Festivais de Verão, tanto de Música como alguns mistos com Vinho e Gastronomia, algum dos quais, serão considerados para serem visitados se as datas coincidirem.

INCLUIRÁ: Passagens aéreas ida e volta a Frankfurt. 12/13 noites de acomodação com café da manhã e impostos. ● 8 visitas com degustações a produtores vitivinícola 12 refeições entre jantares e almoços alguns em vinícolas com bebidas. Oficina de culinária com Chef renomado. Outras atividades enogastronômicas por confirmar. Visitas turístico-culturais com guia local em língua hispana segundo as cidades e atrações visitadas, entre eles um passeio de barco pelo Reno  Todos os traslados em transporte privativo Acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira. Acompanhamento desde Belo Horizonte de guia operacional e consultor de viagens especializado em português/alemão, membro da SBAV-MG e Slow Food. Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitadas.
VALORES: Ainda em construção. Em breve será publicado. Tanto Terrestre como Aéreo seguindo patamares similares a última Experiência EnoGastro a Bordeaux e Loire em SET 2012. Consulte.

INSCRIÇÃO: Já conta com 6 pré-inscrições. Quem desejar garantir o seu lugar pode realizar já sua inscrição com Sinal de R$2.500,00. Solicite a sua Ficha de Inscrição.

OPCIONAIS: Após formado o grupo para o pacote básico, será oferecida a possibilidade de uma extensão de 4 ou 5 noites pela Rota Romântica, desde Würzburg, na Francônia, até Munich.

OBSERVAÇÕES GERAIS: Número de participantes no grupo: Máximo 24 e Mínimo 18. ● INFORMAÇÕES E PRÉ-RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB. CONSULTORIA E OPERADORA DE VIAGENS ENOGASTRONÔMICAS. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Francesca Bicalho

VINHOS PARA REFRESCAR O VERÃO DE 2013


“VINHOS PARA REFRESCAR O VERÃO DE 2013Buscando vinhos para nos refrescar nos dias mais quentes deste verão, vemos que alguns rótulos podem ser ótimas pedidas para acompanhar almoços, jantares ou simplesmente ficar a beira da piscina (ou da barraca na praia) ao ar livre.



            O que primeiro vem à mente são os vinhos espumantes, servidos bem gelados e com sua aguçada acidez que refresca quase imediatamente. Mas depois de tantos espumantes bebidos no Natal e Ano Novo, você pode estar buscando novas opções. Assim, lembramos imediatamente dos vinhos brancos e rosés por sua leveza e frescor, que também são servidos a temperaturas mais baixas.
            Neste segmento, vale lembrar dos vinhos do Vale do Loire (com seus refrescantes Vouvrays e Muscadet), da região portuguesa dos Vinhos Verdes (os Alvarinhos são excelente companhia para o verão), e dos vinhos secos alemães ou alsacianos da Riesling. Os Sauvignons Blancs da Nova Zelândia e Chile (especialmente vindos de Casablanca e cercanias) serão excelentes alternativas.
            Se os vinhos rosés eram vítimas de preconceitos até pouco tempo, o quadro está mudando. Fuja dos rosés de clima quente ou com tonalidade mais carregada, pois geralmente são mais alcoólicos. Aposte nos rótulos da Provence, na França, região que provavelmente produz os melhores rosados do mundo.
            Segundo Alexandra Corvo, em recente artigo, há a tendência de oferecer vinhos de alta graduação, pois o álcool pode dar textura adocicada ao vinho, deixando-o mais fácil de beber. Essa tendência se dá principalmente em regiões de verão muito quente, como o Novo Mundo.
            Portanto, busque por vinhos produzidos em regiões de verão mais ameno, ou que, mesmo quente, estejam próximos às massas oceânicas que, com ventos frescos e úmidos, ajudam as uvas a não concentrarem tanto açúcar, resultando em vinhos não tão pesados.
            Com o calor destes dias é difícil acreditar na preferência dos brasileiros pelos vinhos tintos, e neste caso, para não abrir mão deste estilo, a opção será pelos tintos leves, como os Beaujolais ou os criados a partir da Pinot Noir. Assim como os brancos e rosés, esses vinhos permitem uma temperatura de serviço mais baixa, podendo ser bebidos a refrescantes 16ºC. Experimente ! Valerá a pena!