terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sommelier de BH ganha Master of Port Brasil 2012

Jean Carlo Medeiros, sommelier do restaurante Hermengarda conquistou o Master of Port Brasil 2012. Este prêmio, cujo concurso acontece a cada dois anos na França, foi pela primeira vez realizado no Brasil. Desta forma, ao ganhar o Master of  Port, ele passa a ser reconhecido como o maior especialista em vinhos do Porto no país (o que convenhamos, não é pouca coisa!). A isto se soma o fato dele já ter ganhado o Portugal Wine Expert neste mesmo ano, o que mostra que além de gostar do que faz como sommelier, é um grande estudioso dos vinhos da “Terrinha”, onde morou por oito anos. É interessante ver que há profundos conhecedores da bebida de Baco fora do eixo Rio- São Paulo, o que incentivará outros profissionais a trilhar a mesma trajetória buscando o reconhecimento e participando de concursos nacionais e internacionais. Os nossos parabéns a Jean Carlo e a certeza de que chegará mais longe em sua caminhada.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

TOP 10 WINE SPECTATOR 2012

● SAIU A LISTA DOS TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2012 – Mesmo que criticadas, as Listas de Vinhos que começam a aparecer no final do ano ajudam aos enófilos a obterem indicações para novas provas de vinho. Não digo que devem ser seguidas à risca, ou que vocês devam abrir mão do seu próprio gosto, mas a consistência da qualidade de alguns destes rótulos pode ser confirmada pela presença constante nas diversas Listas que vão sendo publicadas ano após ano. Portanto, seja bem vinda a LISTA DE 2012 TOP 100 WINE SPECTATOR:

POSIÇÃO – NOTA – PREÇO – VINHO:
1          96        $60      Shafer Relentless Napa Valley 2008
2          95        $41      Château de St. Cosme Gigondas 2010
3          95        $69      Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2010
4          98        $128    Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2010
5          96        $60      Château Guiraud Sauternes 2009
6          95        $105    Château Léoville Barton St.-Julien 2009
7          94        $40      Shea Pinot Noir Willamette Valley Shea Vineyard Estate 2009
8          94        $45      Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley Reserve 2009
9          94        $60      Ciacci Piccolomini d’Aragona Brunello di Montalcino 2007
10        95        $120    Achával-Ferrer Malbec Mendoza Finca Bella Vista 2010

UMA NOITE PREMIUM COM RODRIGO FONSECA NA SBAV-MG

● 28.NOV.2012 – 4ª-feira – 20:00hs – SBAV-MG: UMA NOITE PREMIUM COM RODRIGO FONSECA -  A SBAV-MG e a Importadora Premium apresentam alguns dos grandes vinhos que chegaram recentemente ao Brasil. Novo e Velho Mundo estarão representados em produtores de grande qualidade e que são reverenciados pelas mais importantes publicações de todo o mundo. A degustação vai abranger de um Alvarinho Colheita Selecionada, de um produtor especialista na casta, até um Barbaresco de um pequeno produtor que é reconhecido por Parker, como um dos grandes do Piemonte. Vamos passar por dois vinhos chilenos especiais sendo que um deles é elaborado com a uva Carignan (vinhas de mais de setenta anos) e é considerado um dos atuais grandes sucessos do país.  Teremos ainda um dos “top ten” do Chianti Clássico e dois franceses muito especiais. “Uma degustação imperdível com vinhos de alta qualidade e grande distinção”. Apresentação: Rodrigo Fonseca.  Vinhos que serão degustados: 1- DONA PATERNA Alvarinho Colheita Selecionada 2011 – Portugal. 2- SOCRÉ Barbaresco DOCG 2008– Itália. 3- CASTELLO DI VOLPAIA Chianti Classico Riserva DOCG 2008 – Itália. 4- CHÂTEAU VIAUD-LALANDE  Lalande de Pomerol 2009 – França. 5- CHÂTEAU D'OR ET DE GUEULES Castel Noù Costières de Nîmes 2009 –França. 6- LA MONTAÑA Blend 2006–Chile. 7- GARAGE Carignan Lot #27 2010 – Chile. Preço: Associado R$ 100,00 / Convidado: R$ 130,00. VAGAS LIMITADAS A 30 PARTICIPANTES. Contatos para Inscrições: (31) 3296-7843. E-mail: secretaria@sbavmg.com.br    

A MÁGICA DOS AROMAS DO VINHO

A MÁGICA DOS AROMAS DO VINHO ” – O uso dos aromas e perfumes é fundamental nas sociedades, tanto nas sociedades primitivas, quanto nas sociedades modernas e sofisticadas....Se um bom aroma era fundamental para separar o que era comível do que era veneno, os aromas denotam também o que está limpo do que está contaminado.
Da mesma forma que as pessoas podem desenvolver um senso estético para apreciar e avaliar uma bela pintura ou uma bela escultura, uma música agradável, uma boa comida, é possível adquirir um conhecimento mais profundo do papel desempenhado pelo sentido do olfato.
O vinho, sem os seus aromas, sejam eles de aspiração direta ou de retrogosto, simplesmente deixaria de ter qualquer interesse. O importante, ao degustar uma taça de vinho, não é apenas fazer uma análise, ou uma classificação ou uma quantificação quanto aos aromas, mas encontrar o prazer existente em cada essência aromática encontrada. A verdade é que isto é fundamental para uma pessoa escolher um vinho entre milhões de rótulos, como o seu preferido.
Muitos amantes do vinho se perguntam sobre certos aromas do vinho e suas origens, tais como os de framboesa, banana, baunilha e caramelo. Branco, tinto ou rosado, o vinho é certamente a bebida alcoólica que mais se destaca pela fineza e complexidade de seus aromas. Provenientes da uva, da fermentação ou da guarda, eles refletem na mucosa olfativa do degustador a presença de centenas de componentes odoríferos que a bebida armazena, em quantidades ínfimas. Alguns deles são mais freqüentes ou mais pronunciados e cercam-se de curiosidades quanto a sua origem.
● Aroma de framboesa, o mais frequente nos tintos
A framboeseira é um arbusto da família das rosáceas que surge em estado silvestre nas matas do hemisfério norte, sendo rara no Brasil. O fruto vermelho, escuro e corrugado é rico em pectinas, próprio, portanto, para geléias. Não sendo uma fruta comum entre nós, reconhecemos seu aroma a partir das geléias ou licores produzidos a partir dela. O aroma de framboesa no vinho, perceptível em grande número de tintos, deve-se à presença da frambinona - nome comum da fenilbutanona - substância com odor de framboesa que se forma durante a fermentação.
O aroma de framboesa é o mais freqüente nos tintos. Se você não se deu conta disso, sugiro procurá-lo em sua próxima degustação de Cabernet, Syrah, Nebbiolo e Tempranillo, originários do Velho Mundo ou de Malbec, Tannat, Carmenère e Zinfandel do Novo Mundo. Faça isso após provar a geléia da frutinha para memorizar seu gosto.
● O Beaujolais Nouveau e o aroma de banana
Uvas colhidas em setembro, vinificação em outubro, engarrafamento no início de novembro. E pronto, na segunda quinzena de novembro, "le Beaujolais Nouveau est arrivé". O que há de especial em sua elaboração que resulta no aroma de banana, cuja intensidade varia ano a ano?
Na vinificação do Beaujolais acomodam- se bagos inteiros de uvas Gamay em cubas fechadas, sob pressão. Nessas condições, as enzimas da polpa são ativadas, verificando-se no interior do bago uma tímida transformação de açúcar em álcool, com formação interna de gás carbônico.
A fermentação intracelular cessa naturalmente após uns dez dias e inicia-se o processo de elaboração do Beaujolais, conhecido como maceração carbônica. Diminui-se o teor de ácido málico e formam-se álcool, glicerina e outros componentes. Entre eles, o acetato de isoamila com seu cheiro de banana amassada. E o aroma de banana estará no Nouveau, mais ou menos intenso, dependendo da concentração de acetato de isoamila naquele ano, para cada produtor.
● Baunilha versus Caramelo
Esses dois odores agradáveis desenvolvem-se nos tintos e brancos a partir da mesma substância, a vanilina da madeira, sendo, portanto, aromas de vinhos fermentados em tonéis ou amadurecidos em barricas.
A baunilha é nítida nos brancos que passaram por carvalho, como os da Chardonnay, particularmente nos da Califórnia, do Chile e da Austrália, ou ainda nos tintos de corte bordalês ou nos Reserva e Gran Reserva da Rioja. Quimicamente falando, o que se percebe é a nuance menos intensa, porém mais suave e refinada, do vanilato de etila, resultante da esterificação da vanilina.
A vinificação especial dos vinhos doces naturais - Banyuls, Maury, moscatéis de Setúbal e Pantelleria etc. - lhes comunica um odor caramelado.
Não é muito fácil decidir-se entre os aromas de baunilha e caramelo. Como esse último nada mais é que açúcar queimado, sugiro que se procure um toque tostado. Com tostado é caramelo, sem tostado é baunilha. Baseado no livro "110 Curiosidades do mundo dos Vinho", de Euclides Penedo Borges, Editora Mauad/Rio.

domingo, 25 de novembro de 2012

CHATEAU TRINCAUD 2009 - BORDEAUX


CHATEAU TRINCAUD 2009

Construído originalmente no século VI, o Château Trincaud foi reformado em 1860. Está localizado no vale Isle e das varandas do castelo é possível admirar os vinhedos de Pomerol e Saint Emilion. Os vinhedos são distribuídos em 12 hectares, com videiras de idade média de 45 anos. Processo de vinificação clássico. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de degustação: Um Bordeaux que valoriza a fruta com certa elegância. Produzido por François Janoueix com um corte de Merlot (60%) e Cabernet Franc (40%). Vinho rico e elegante, com aromas de jabuticaba, frutas vermelhas e um toque de tabaco. Gastronômico, redondo e com taninos bem trabalhados. A fruta vermelha domina os aromas, sabores e retrogosto. Harmoniza bem com carnes vermelhas, principalmente com costelas.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, carnes brancas, massas sem molho muito condimentado e pizzas.

Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: BLANC DE NOIR
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

ANIMAE 2008 PAR REIGNAC - BORDEAUX


ANIMAE 2008

Produzido pelo REIGNAC, o Animae atende aos mais altos padrões de excelência desde a colheita da uva até o processo final do vinho. A paciência foi uma virtude repassada por Michel Rolland. Ela é fundamental para uma colheita perfeita. O cuidado e a delicadeza com que as uvas maduras são colhidas proporcionam um vinho admirável. A colheita é feita manualmente. Depois de colocadas em prateleiras, as quais comportam de 6 a 8 quilos, as uvas são transportadas diretamente para as mesas de seleção e classificação. Dessa forma, são preservadas intactas.

Parte do processo inicial do esmagamento das uvas é feito diretamente acima nos tanques de inox. Durante a vinificação, toda feita em barris, é realizado o bombeamento com ou sem aeração. O Animae é um vinho criado com um blend que utiliza 75% de Merlot e 25% de Cabernet Sauvignon. A idade média das videiras é de 43 anos.  A maturação do vinho é feita 100% em barricas novas de carvalho francês por 19 meses.

Notas de degustação: Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Cor rubi viva, violácea e escura, límpido e brilhante. Aroma de café, defumados e chocolate amargo, depois aparecem as frutas escuras maduras. Toque de especiarias como baunilha, pimenta-do-reino, cravo e canela. O paladar mostra taninos presentes, afinados. Muito equilibrado, com grande concentração, corpo médio, rico. O meio de boca mostra personalidade e é muito longo. O fim de boca, além de persistente, confirma elegância, harmonia e bom potencial de evolução, pois ainda está jovem e vai ganhar com a guarda.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, pato, caças em geral.

Reconhecimentos de críticos: 2003: 90-91 RP / 2004: 89-91 RP / 2005: 91-93 RP / 2007: 87-91 RP / 2008: 90-93 RP
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASTEL STUDIO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU REIGNAC 2004 - BORDEAUX


CHATEAU REIGNAC 2004

As degustações às cegas sempre surpreendem. O Reignac vem mostrando, ao longo de provas, que tem qualidade e consistência para ser tão bom quanto os caríssimos Bordeaux de "primeira linha". Quando tomamos um vinho conhecendo sua história, a maneira como foi produzido, idade das vinhas, etc. somos influenciados, e isso torna o vinho, muitas vezes, melhor do que ele é. Às cegas, apenas o conhecimento e o gosto influenciam no resultado.

A degustação de vinhos de Bordeaux confirma que, muitas vezes quem vai gastar fortunas em um rótulo famoso, paga 80% em status e exibicionismo.

O Chateau Reignac está localizado em uma colina na confluência de ''Entre Deux Mers”, que apresenta uma característica rara, reunindo os melhores solos da margem direita (argila calcária) e esquerda (argiloso cascalho) na mesma propriedade. Ele está localizado na zona oeste do ''Entre-Deux-Mers” ao sul da cidade de Saint-Loubès, num terreno variando entre 43 m e 22 metros acima do nível do Rio. Em 2000 o vinho recebe 92 pontos numa avaliação de Robert Parker e começa a ganhar notoriedade.

Em 13 dezembro de 2011 um Grande Júri Europeu para vinhos avaliou numa degustação às cegas os vinhos Balthus do Chateau Reignac entre outros três Grand Crus, e outros vinhos de grande fama e qualidade internacionalmente reconhecidos: Cheval Blanc, Lafite -Rothschild e Petrus.

Esta prova de certa forma repetia uma prova às cegas realizada em 2009, na qual o Chateau Reignac foi provado às cegas entre outros grandes vinhos de Bordeaux, na safra de 2001, numa comparação entre vinhos de “Grands Artisans” e “Grands Chateaux”. O resultado foi: 1º - Chateau Ângelus (152,13 euros). 2º- Chateau Reignac (14 euros). 3º- Chateau Lafite Rothschild (209,18 euros). 4º- Chateau Latour (418,36 euros). 5º- Chateau Ausone (747,98 euros). 6º- Chateau Mouton Rothschild (209,18 euros). 7º- La Mission de Haut-Brion (117,93 euros). 8º- Chateau Petrus (1521,31 euros). 9º- Chateau Haut- Brion (253,55 euros). 10º- Chateau Margaux (275,57 euros). 11º - Cheval Blanc (316,47 euros). O importante é que na época o Chateau Reignac custava 14 euros na prateleira e bateu vinhos que custavam muito mais que ele. A degustação foi acompanhada por um oficial de justiça desde a compra dos vinhos, a organização em si da prova, o evento e a apuração das notas de cada provador.

O resultado da prova foi criticado por muitos enófilos e jornalistas, por conta de negar a noção de classificação dos grandes vinhos degustados. Para muitos deles, mesmo quando se leva em conta a noção de prazer, a "drinkability" dos vinhos, o equilíbrio e complexidade dos vinhos provados, a fama dos grandes rótulos tem seu peso em história e tradição.

Afinal, os vinhos provados foram produzidos em regiões vizinhas, com mesmas uvas, embora em proporções diferentes. A noção de terroir faz muito sentido para os franceses e neste aspecto, aporta complexidade. O resultado da prova mostrou que, contando com solos adequados, trabalhando com foco em qualidade, adaptando a forma de trabalhar, pode-se alcançar a excelência de um Petrus ou um Cheval Blanc.

Corte: O vinho é um corte de 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon. Sua produção é supervisionada pelo enólogo Michael Rolland. A produção é limitada pela colheita verde (tira-se fora muita uva para limitar o rendimento e seleciona-se somente as melhores). A colheita é manual. Fermentação em pequenos tanques de inox, a criação se faz em barricas novas de carvalho francês durante dezenove meses.

Notas de degustação: Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Cor rubi viva, violácea e escura, sem nenhum halo de evolução, mostrando-se límpido e brilhante. Aroma com nota de fruta vermelha e escura madura (sem excesso), lembrando a framboesa e ameixa. Depois aparecem notas de especiarias como baunilha, pimenta-do-reino, cravo, canela, notas florais e de chocolate e defumado. O paladar repete de forma maravilhosa o perfil aromático, com uma bela acidez fresca, e bela textura com taninos macios. Muito equilibrado, harmonioso, um vinho de boa concentração, corpo médio, rico. O meio de boca é extremamente macio e elegante com notas minerais, fresco e muito longo. É um vinho que realmente surpreende pela textura, elegância. O fim de boca, além de persistente, confirma elegância e harmonia.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, pato, caças em geral, massas com molhos intensos.

Reconhecimentos de críticos – 90 Pontos em 40 avaliações.
Obteve Nota Mediana de 94/100 pontos na avaliação dos participantes do Curso Avançado de Bordeaux na SBAV-MG. Obteve 10 votos como Melhor da Noite.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASTEL STUDIO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU MALESCASSE 2005 - BORDEAUX


CHATEAU MALESCASSE 2005

O Chateau Malescasse foi construído em 1824, na cidade de Lamarque. Em 1870, ele pertencia à família Renouille. Em 1979 a propriedade foi vendida pela família Tesseron a Alcatel Alsthom. As vinhas estão localizadas em redor do chateau, em uma das colinas de cascalho mais bonitas que podemos encontrar entre Margaux, Saint-Julien e Beychevelle, perto do rio, tornando-se uma terra com solo de alta qualidade, profundos e bem drenados. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de Degustação: um vinho rubi escuro, púrpura. Blend criado com 45% de Cabernet Sauvignon, 45% de Merlot e 10% de Cabernet Franc. Aroma elegante com notas de cereja, frutas negras, frutas vermelhas, especiarias doces como baunilha, toque de violeta e chocolate. Paladar com taninos que se mostram, macios. Frutas negras, couro, chocolate e café podem ser notados. Boa persistência.

Harmonização: Carnes vermelhas e brancas, aves, massas e queijos maturados.  

Reconhecimentos de críticos – 18,5/20 Revue du Vin de France.
Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Onde Comprei: CASA DO VINHO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU CHASSE-SPLEEN 2005 - BORDEAUX


CHATEAU CHASSE-SPLEEN 2005

Um nome esplêndido, que lembra o século XIX de forma simbólica: alguns atribuem a Lord Byron, outros a Baudelaire, outros ao pintor Odilon Redon ... Enfim, nesta época o Chasse Spleen já produzia vinhos excepcionais e ganhou grande fama rapidamente. O Chasse Spleen produz os melhores vinhos do da designação Moulis em Médoc.

O vinhedo está localizado em quatro parcelas de solo quaternário, constituído por 70% de Cabernet Sauvignon, Merlot com 20% e 10% com Petit Verdot. É produzido sob a direção inspirada de Céline Villars, em Foubet. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de Degustação: um vinho rubi. Aroma elegante com notas de cassis e frutas vermelhas, toques de chocolate e cedro. Paladar com taninos elegantes, o resultado da combinação de vinificação moderna (fermentação em cubas de aço inoxidável, o envelhecimento em carvalho novo) e tradição (sem de filtração).

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, carnes de caça.

Reconhecimentos de críticos – 89,5 Pontos em 58 Avaliações de Vinhos. Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU DE ROUGERIE 2007 - BORDEAUX


CHATEAU DE ROUGERIE 2007

Localizado na região de Entre Deux Mers, o Château de Rougerie é propriedade de Patrick Valette, enólogo e consultor de grandes vinhos em torno do mundo. Sua propriedade é um Petit Chateau que produz apenas 600 caixas por ano em apenas dois hectares de vinhedos próprios. Seu tinto é elaborado com uvas 100% Merlot. Trabalho tradicional da vinha a mão. Vinho muito artesanal graças ao tamanho do vinhedo, 2 hectares. Envelhecido 12 meses de carvalho francês, sendo 65% novo, 35% de um ano. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de degustação: Rubi escuro. Nariz com frutas vermelhas e escuras (cereja, amoras, cassis), toques de especiarias doces como baunilha. Paladar de corpo leve para médio, taninos macios e equilibrados com a acidez. Curto em boca. Já está pronto para beber.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, massas com molhos não muito concentrados e pizzas em geral.

Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASA DO PORTO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU REYNON 2002 - BORDEAUX - FRANÇA


CHATEAU REYNON 2002

Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Um vinho produzido por Denis & Florence Dubourdieu, Première Côtes de Bordeaux – França. Um blend de Merlot (80%) e Cabernet Sauvignon (20%), amadurecido 12 a 18 meses em barris ¼ novos.

Notas de degustação: Rubi escuro com reflexos granada, mostrando leve evolução, apesar dos 10 anos de safra. Nariz elegante e complexo, com algo balsâmico e couro e notas de frutas escuras (amoras, cassis), toques de tabaco, café, especiarias doces, algo de mentol ao fundo. Paladar de bom corpo, taninos macios e equilibrados com boa acidez, longo em boca. Um vinho em estilo moderno e elegante, mostrando o belo caráter dos vinhos bordalêses.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, caças em geral.

Reconhecimentos de críticos – 88 Pontos/ Cadillac Bordeaux.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: PREMIUM
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ALIANÇA VINHOS DE PORTUGAL S/A



ALIANÇA VINHOS DE PORTUGAL S/A

Liderados por Domingos Silva e Ângelo Neves, em 1927, 11 associados decidiram fundar, em Sangalhos (Anadia), a Aliança, que conta já com mais de 80 anos de vida. A EMPRESA iniciou a sua atividade exportando de imediato para o Brasil, África e Europa e hoje, mais de 50% da sua produção destina-se à exportação, sobretudo de vinhos, espumantes e aguardentes, imagem de marca da Aliança em Portugal e nos cerca de 60 países para onde exporta.

Em 2007, o Comendador José Berardo adquiriu o capital majoritário da Aliança, passando então a pertencer ao Grupo Bacalhôa, tendo sido a designação social das Caves Aliança S.A alterada para Aliança Vinhos de Portugal S.A., momento em que se procedeu igualmente a uma mudança da imagem institucional.

Os vinhos da Aliança, como o Quinta dos Quatro Ventos, Quinta da Garrida, Quinta da Terrugem e Quinta das Baceladas, já receberam  vários prêmios nacionais e internacionais, tendo sido a empresa considerada em 2005, pela prestigiada revista norte-americana, Wine Spectator, uma das 20 melhores empresas do setor a nível mundial, sendo a única da Península Ibérica incluída nesta classificação.

Recentemente foram realizados fortes investimentos tendo sido recuperadas as instalações em Sangalhos e inaugurado o Aliança Underground Museum. Um espaço expositivo, que se desenvolve ao longo das tradicionais caves da Aliança Vinhos de Portugal e que versa áreas como a arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria e cerâmica, abrangendo uma impressionante extensão temporal com milhões de anos. Estes acervos resultam do cuidado constante do colecionador Comendador José Berardo, em imunizar peças e obras de arte, de múltiplas origens e espécies, com significado por vezes histórico, por vezes sentimental.





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CAVES SÃO JOAO - PORTUGAL



CAVES SÃO JOÃO:

As Caves São João são uma empresa familiar e independente. Fundada em 1920, sob o nome Irmãos Unidos, está hoje com a terceira geração na liderança, na pessoa da Célia Alves, que nos recebeu nesta visita. Sob sua direção a adega foi renovada, a enologia reformulada, e foi feito o investimento necessário para a adaptação aos rumos do século XXI. A filosofia voltada para a qualidade mantém-se viva, com um toque de modernidade, afim adaptar-se ao cenário mundial do vinho atual.  
     Têm 1 milhão de garrafas de vinhos maduros em estoque ! Dai  nasceu a idéia de comercializar os milhões de litros de vinhos de colheitas brancas e tintas que vão desde o longínquo ano de 1963 e repousam nos labirintos subterrâneos, que constituem a cave principal. 

       Praticamente 1/3 da produção é de vinhos espumantes e a produção da empresa tem como destino maior a exportação. Marcas como Frei João (Bairrada) e Porta de Cavaleiros (Dão) são ícones desta casa.
         Ao longo do Jantar e da visita, degustamos alguns dos seus rótulos.
Endereço: São João da Azenha (Anadia)
3781-901 Avelãs de Caminho
Telefone: (+351) 234 743 118
Fax: (+351) 234 743 000