sábado, 22 de setembro de 2012

OS PRAZERES DO SAUTERNES


A região de Sauternes, engloba cinco municípios, Sauternes, Barsac, Bommes, Fargues de Langon e Preignac. Esta região destaca-se internacionalmente pela produção dos seus vinhos brancos licorosos, que são definidos por muitos, como o melhor vinho licoroso do mundo.
            A região tem uma área de 1.800 hectares, e produz 4,5 milhões de garrafas, e faz parte da AOC – Sauternes, que exige um rendimento máximo de 25 hectolitros por hectare. Embora a maioria dos grandes chateaux elabore com um rendimento inferior a 18 hectolitros por hectare e hoje tenhamos degustado um Chateau no qual o rendimento máximo é de 10 hectolitro por hectares, constituindo verdadeiro vinho de meditação!.
            A Comunna de Sauternes, pequena cidade de apenas 600 habitantes, situada a 40 km ao sul de Bordeaux, no coração dos vinhedos, encanta pelo seu charme discreto. As demias vilas têm dimensões e populações semelhantes. Para os amantes da natureza e de vinhos, Sauternes é inesquecível, pois apresenta uma natureza exuberante e está cercada por videiras, com idade média de 25 a 40 anos. Aqui reina a Semillon, mas alguns chateau trabalham também com a Sauvignon Blanc e outros acrescentam a Muscadelle Blanche.
            O vinho de Sauternes é elaborado de forma bem peculiar, as uvas são atacadas por um fungo, Botrytis cinerea, que origina a podridão nobre, produzindo um vinho rico em açúcar e consequentemente em álcool. Daí a denominação de vinho licoroso!
            O fungo é “caprichoso” e só ocorre mediante a humidade na região. O Ciron é um rio muito frio e quando suas águas encontram com as águas mais quentes do Garonne, criam uma névoa que cobre boa parte da região e cria o micro-clima perfeito para o aparecimento e desenvolvimento da Botrytis. Ele começa atacando as uvas, criando pontos marrons e na medida em que evolui torna as uvas marrons, e estas começam a passificar. No início vai causando pequenos furos na casca, desidratando o bago. Na medida que vai avançando vai passificando o cacho, e mesmo que ele pareça podre, sairá dele um vinho único.
Interessante destacar que a botritis não ocorre em todo o lugar, pelo menos não com a frequência anual que ocorre em alguns locais, como Bordeuax e em Tokaj, Hungria. Nem tampouco ocorre todos os anos. Em Sauternes, quando não há botrytis (anos muito secos e quentes), faz-se vinho de uva passificada (o que evidententemente não dá ao vinho a elegância e complexidade das grandes safras) e alguns produtores preferem nem mesmo fazer o vinho.
Não confunda-os com os Late Harvest, vinhos doces de colheita tardia, mais comuns e que sofrem brotytisação.
            A colheita é feita bago por bago, sendo comum fazerem-se 5 passagens pelas linhas de videiras para que a colheita seja completa, num verdadeiro capricho da natureza, pois aguarda-se pelo amadureciment perfeito de cada bago de uva.
As variedades utilizadas são a Semillon, a Muscadelle e a Sauvignon Blanc, as cepas são vinificadas separadamente e a percentagem da assemblage é definida de acordo com cada chateau. Em geral a semillon é a cepa principal, seguida pela sauvignon blanc e após pela muscadelle. A Semillon dá a estrutura do vinho e a capacidade de melhorar sua qualidade gustativa e aromática na medida em que envelhece. A Sauvignon Blanc acrescenta acidez e frescor ao vinho e por último a Muscadelle (que praticamente vinha se tornando extinta na região) complementa o perfil aromático do vinho com notas florais, de lírio branco e verbena.
            Hoje tivemos a oportunidade de degustar um almoço harmonizado com Suaternes e para quem imaginava que isto fosse impossível, a surpresa foi geral.
            Aperitivo com Sauternes e frutas secas salgadas (belo contraste da doçura com o salgado da fruta seca). Entrada clássica de Suaternes com Foie Gras. Prato principal de pato assado com pêssegos e purê de cenoura e nabos. Queijos acompanhados de Sauternes e por sobremesa, Pêra ao molho de vinho com Bolo de Nozes do Perigord.
            Almoço que nos faz refletir como a cada dia podemos abrir a cabeça e aprender o quanto o vinho pode nos surpreender.
Abaixo uma ilustração da complexidade de aromas do Sauternes. Podemos ver a canela, baunilha, ameixas, figos, pêssego, nectarina, ....


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

CHARDONNAY VIELLES VIGNES PIERRE LABET 2006


BOURGOGNE CHARDONNAY VIELLES VIGNES PIERRE LABET 2006

Conversar com o Sr. François Labet é uma lição profunda sobre a fascinante região da Borgonha. Como Conseiller du Commerce Extérieur de la France e oriundo de uma família enraizada naqueles vinhedos desde o século XV, Labet sabe como ninguém ser o embaixador dos pequenos artesãos da Borgonha rural nos mercados nobres que clamam pelos seus vinhos. A sua família possui simplesmente a maior parcela do Grand Cru Clos-Vougeot e uma das duas únicas construções históricas existentes no vinhedo, o seu Château de la Tour, ao lado do mosteiro cisterciense sede da organização dos Chevaliers du Tastevin.

Elaboração: Colheita manual e cuidadosa em pequenas caixas plásticas. Prensagem pneumática longa e suave, com rápida maceração pelicular. O mosto ''gota'' foi trasfegado para os tanques de inox, onde sofreu uma decantação estética (débourbage). A fermentação alcoólica ocorreu em barricas de carvalho de 350 litros à 18ºC para 50% do vinho. Malolática espontânea e amadurecimento sobre as lias por 1 ano.

Notas de degustação: Palha cristalino e cintilante. Evidencia um amável perfil cítrico no olfato, com bela riqueza mineral, surgem ainda sutis tons de amêndoas tostadas. Vibrante impacto gustativo, bela polpa no meio de boca, com delicioso final.
Harmonização: Escargots aux herbes et à l’ail (Escargots ao alho e ervas aromáticas); Lagostins ao molho cremoso de estragão; Perfeito com queijo Reblochon.

Importador: DECANTER
Contato: (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ESPAÇO DE DEGUSTAÇÃO “MARCIO OLIVEIRA” - BH
Quanto: R$ 86,85 (preços podem variar por conta da ST).

ESPUMANTE VOUVRAY VIGNEAU CHEVREAU




LOIRE - ESPUMANTE VOUVRAY VIGNEAU CHEVREAU

As uvas (100% Chenin Blanc) são colhidas à mão e transportadas cuidadosamante à cantina em caixas. Em seguida são prensadas lentamente para extrair o suco dos frutos nas melhores condições possíveis. O suco obtido é deixado descansar por 24 horas para decantação dos sólidos, depois escoado para tanques ou tonéis, conforme a riqueza do mosto. Após a fermentação tradicional, os vinhos são engarrafados com adição de açúcar e leveduras e passam por uma segunda fermentação na garrafa. Os depósitos são eliminados após movimentação das garrafas (rémuage), sendo adicionado licor de expedição em quantidades adequadas ao tipo do vinho - extra-brut, brut ou démi-sec.

Notas de degustação: característica cor amarela brilhante, com pérlage persistente. Aromas intensos de baunilha, chocolate branco e creme de leite. Na boca é equilibrado, macio, delicado, com agradáveis sensações táteis. Para consumo imediato ou guarda por até 5 anos, mas naturalmente perdendo um pouco do frescor jovial.
Harmonização: Ótimo para sobremesas como frutas com creme, morangos, omelete norueguesa (bolo de sorvete gratinado com suspiro).

Importador: PREMIUM
Contato: (31) 3282-1588  ou (11) 2574-8303
Onde Degustei: ESPAÇO DE DEGUSTAÇÃO “MARCIO OLIVEIRA” - BH
Quanto: R$ 73,56 (preços podem variar por conta da ST).

PIZZATO E FINE FOOD APRESENTAM VINHOS EM BH





A Fine Food e a Pizzato – Vinhas e Vinhos promoveram um almoço de degustação dos rótulos da vinícola gaúcha com apresentação de vinhos da nova safra e um lançamento, o Verve de Fausto. No almoço foram servidos uma entrada, um prato, um prato principal e sobremesa, harmonizados com os vinhos da linha Pizzato, produzido no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), e Dr. Fausto, produzidos em Dois Lajeados (RS).
Os vinhos foram apresentados pelos irmãos Flávio e Jane Pizzato, que explicaram aos presentes os detalhes de cada rótulo.
  • Pizzato Espumante Brut Branco 2011 – De cor amarelo claro, de perlage fina e abundante. Frutado na boca, com acidez e álcool equilibrados. De bom corpo, persistente, seco, refrescante e de boa cremosidade.
  • Pizzato Chardonnay 2012 – Límpido, de cor amarelo-palha. Aromas intensos e elegantes, lembrando maças e pêras maduras, damasco e abacaxi em calda. Notas de flores brancas. Na boca, equilibrado, com bom frescor, elegante e muito persistente. Ideal para acompanhar peixes, massas brancas, saladas frias e frutos do mar. Muito fresco e excelente pedida para os dias quentes de verão.
  • Fausto Merlot Rose 2012 – Límpido e de cor rosado-média, com nuances de salmão. Aromas de frutas vermelhas como morango, framboesa e cereja; toques de frutas tropicais. Frutado e floral no palato, com acidez e álcool equilibrados. Vivaz, com ótimo frescor e juventude.
  • Pizzato Merlot 2009 – Vermelho rubi à violáceo, denso. Apresenta aromas de frutas vermelhas maduras, ameixa preta, anis, especiarias e levemente achocolatados. Na boca, equilibrado, de bom corpo e taninos finos. Boa complexidade e retrogosto de frutas vermelhas maduras. Acompanha aves e carnes vermelhas levemente temperadas, até carnes de caça. Queijos pouco gordurosos, massas e risotos à base de funghi.
  • Verve de Fausto – em latim, significa a arte, a criatividade. Proposta que se apresenta na elaboração de um vinho, ainda mais se tratando de um conjunto de vinhos num só. Vinho de corte, a Cabernet Sauvignon, a mais expressiva, acompanhada de Tannat e Merlot, provenientes da serra gaúcha, cidade de Dois Lajeados -RS. O vinho tem passagem em barricas de Carvalho francês e é da safra 2009
  • Pizzato Concentus – Apresenta cor intensa, rubi violácea. Lembra frutas vermelhas, geléias de frutas vermelhas, especiarias, bosque molhado, coco torrado. Ideal para acompanhar pratos mais condimentados e estruturados, carnes de caça, churrasco e pratos com molho de vinho.Um vinho muito concentrado é que representa um verdadeiro concerto onde as notas estão substituídas pelas uvas !
Fine Food – Vinhos e Alimentos – Rua Lavras, 703 – Bairro São Pedro
Belo Horizonte – MGwww.finefoodbh.com.br – Tel:(31) 2526-3699 .