domingo, 29 de julho de 2012

REMELLURI RESERVA


● RIOJA - REMELLURI RESERVA 2007
Uva:
Tempranillo (maioria), Garnacha e Graciano
Vinhedos: Vinhedos selecionados na região de Rioja.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
Maturação: Maturado 22 meses em barricas de carvalho majoritariamente francesas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13,5
Notas de Degustação: Remelluri é um dos Rioja favoritos de Robert Parker, contando também com um verdadeiro fã-clube de admiradores fiéis. Mais concentrado e potente do que o habitual dos Riojas, na boca é macio e amplo, com grande complexidade.
Notas de Degustação durante nosso evento: Rubi intenso e límpido. Complexo, com fruta escura madura, notas de cedro, especiarias doces como baunilha. Macio e elegante na boca, com taninos e acidez muito bem balanceados. Longo final a perfumar a boca.
Sugestão de Guarda: mais de 10 anos
Combinações: Carnes grelhadas e cordeiro.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 149,05

EL MAESTRO SIERRA - PEDRO XIMENEZ


● JEREZ - EL MAESTRO SIERRA - PEDRO XIMENEZ - RP  92
Uva: 100% Pedro Ximenez
Vinificação: As uvas são colhidas manualmente nas primeiras semanas de setembro, em processo de sobre maturação. São então depositadas em paseras ou lugares preparados para a passerização sob ação do sol durante 7-15 dias (práctica del soleo). Durante o processo há uma grande perda de água e conseqüente concentração de açúcar (480g/l). As uvas são encaminhadas a bodega para extração do mosto e início da fermentação. A fermentação é interrompida por acréscimo de álcool vínico a 10º GL. Clarificação natural com posterior fortificação a 15º GL. Amadurecimento em botas de carvalho americano, pelo sistema de soleras e criaderas em crianza oxidativa.
Maturação: 60 meses em ''botas'' de carvalho americano de 500 litros.
Temperatura de Serviço: 12 a 14ºC
Teor Alcoólico: 15%
Reconhecimentos:
Robert Parker: 92 pontos.
Notas de Degustação durante nosso evento: Cor âmbar, cedro. Aromas intensos lembrando uva passa, figo seco turco, casca de laranja, cacau, especiarias, frutas secas (tâmaras), café e caramelo. Ataque doce, surpreendente na boca, com bom volume, untuosidade, frutas secas, croissant, brioche e no final, sabores de caramelo tofee. Derrete na boca ! Acidez muito boa torna beber este vinho um grande prazer.
Sugestão de Guarda: pronto para beber.
Combinações: Perfeito com chocolate meio-amargo e sobremesas à base de chocolate e frutas secas. Aromatiza maravilhosamente sorvetes. Excelente também com bolo inglês e bolos natalinos, foie gras com marrons glacês. Durante o evento foi harmonizado com figos turcos secos, num casamento surpreendente !!!
Onde Comprei: ENOTECA DECANTER
Quanto: R$ 115,40


ALTO MONCAYO


● ARAGON / CAMPO DE BORJA - ALTO MONCAYO 2005 - RP 95
Uva: Garnacha 100%
Vinhedos: Vinhedos muito antigos na região de Campo de Borja.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
Maturação: Maturado em barricas novas de carvalho francês e americano.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 16%
Reconhecimentos:
Wine Spectator: 91 pontos (safra 08)
Robert Parker: 94 pontos (safra 06)
Guía Peñin: 94 pontos (safra 05)
Notas de Degustação: Os cultuados vinhos das Bodegas Alto Moncayo, são frutos da parceria entre o enólogo australiano Chris Ringland - famoso por receber 4 vezes a nota 100 de Robert Parker para seu poderoso Shiraz - e Jorge Ordoñez. Os vinhos de Alto Moncayo, considerados os melhores de Campo de Borja, mostram uma impressinante concentração, sendo alguns dos mais notáveis exemplos da casta Garnacha. Segundo Jancis Robinson, os vinhos, elaborados com uvas de vinhas que produzem apenas três ou quatro cachos por planta, são "extraordinariamente ricos e sofisticados". Para o Guía Peñin, "a varinha mágica de Chris Ringland transforma a ardósia do Campo de Borja em ouro". O tinto Altos de Moncayo arrematou 95 pontos de Robert Parker em 2008, sendo descrito como "soberbo". Trata-se de um vinho incrivelmente concentrado e complexo, quase mastigável, mas com uma ótima acidez, que o mantém fresco e muito palatável.
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi intenso, límpido. Nenhum sinal de evolução apesar de ser um vinho de 2005. Aromas de fruta escura madura, toque floral, notas de baunilha, canela, aniz estrelado, e fundo mineral. Boca com taninos macios, perceptíveis, sabor de amora madura, bela intensidade, persistência e complexidade.
Sugestão de Guarda: mais de 10 anos
Combinações: Carnes de sabor marcante.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 217,90

CLIO - BODEGA EL NIDO


● JUMILLA - CLIO - BODEGA EL NIDO 2008 - RP 94
Uva: Monastrell (70%) e Cabernet Sauvignon (30%)
Vinhedos: Vinhedos da Monastrell de mais de 60 anos localizados na região de Jumilla. Colheita manual. Rendimento limitado.
Vinificação: Após uma maceração, vinificação tradicional com controle de temperatura. Fermentação malolática completa em barrica.
Maturação: 26 meses de barricas de carvalho novo francês e americano.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 15,5%
Reconhecimentos: Robert Parker: 94 pontos (safra 08)
Notas de Degustação: Clio é o "irmão menor" do cultuado El Nido. Elaborado com 70% de Monastrell de vinhas velhas e 30% de Cabernet Sauvignon, é um tinto de excepcional relação qualidade/preço, tendo merecido nadas menos que 95 pontos de Robert Parker nas safras de 2006 e 2005 e 97 pontos na safra de 2004. Com o estilo rico e exuberante, é um dos vinhos mais impressionantes da península ibérica na atualidade.
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi intenso, límpido. Aromas de fruta escura madura, toque de café, notas de especiaria doce (baunilha) e tostados. Boca com taninos macios, mostra o café sentido no aroma, sabores de fruta escura madura, bela intensidade, persistência e complexidade. Um grande vinho.
Sugestão de Guarda: mais de 10 anos
Combinações: Carnes grelhadas.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 264,67


FINCA SANDOVAL


● MACHUELA - FINCA SANDOVAL 2006 - RP 93
Uva: 76% Syrah, 13% Mourvedre e 11% Bobal
Vinhedos: Vinhedos próprios em Manchuela, provincia de Cuenca.
Vinificação: Colheita manual em pequenas caixas. Fermentação em pequenos depósitos abertos de 5000 litros. Malolática completa em barricas.
Maturação: Maturado 13 meses em barricas carvalho francês e americano.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Reconhecimentos:
Robert Parker: 93 pontos (safra 06)
Guía Peñin: 92 pontos (safra 06)
Notas de Degustação: Com apenas 6 safras produzidas, o tinto Finca Sandoval já conquistou uma verdadeira aclamação da imprensa especializada, merecendo muitos elogios e notas altíssimas. A safra de 2006 foi indicada para o cobiçado Pódio dos melhores vinhos do país do Guía Peñin. Este empolgante tinto recebeu nada menos que 94 pontos de Robert Parker na última safra avaliada, sendo descrito como "maravilhoso", "cheio de camadas, com madeira soberbamente integrada".
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi intenso, cor profunda. Aromas de cassis, amoras, maeixa notando-se o toque da syrah, chocolate amargo. Notas de carvalho (baunilha) ao fundo. Boca  com ótimo ataque, taninos macios, perceptíveis, depois, no meiod e boca aparece a fruta escura madura, com boa intensidade, persistência e complexidade.
Sugestão de Guarda: mais de 10 anos
Combinações: Cordeiro, carnes de sabor acentuado.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 198,00


FONT DE LA FIGUERA BARBIER


● PRIORATO - FONT DE LA FIGUERA BARBIER 2007 - RP 93
Uvas: Grenache, Syrah, Cabernet Sauvignon e Mourvedre
Vinhedos: Vinhedos selecionados na região do Priorato.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
Maturação: Maturado em barricas de carvalho.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Reconhecimentos:
Robert Parker: 93 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 93 pontos "Hot Wine" (safra 07)
Robert Parker: 90 pontos (safra 05)

Notas de Degustação: Super-segundo vinho de Clos Figueras, o importante projeto de René Barbier e Christopher Cannan no Priorato. Complexo, exuberante, com um bouquet cativante e sedutor, é um verdadeiro achado desta cultuada região da Espanha. Muito elogiado por Parker, que conferiu 91 pontos à safra mais recente.
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi intenso, escuro, profundo. Aromas de fruta escura madura, ameixa seca, notas de especiaria doce (baunilha). Boca com taninos macios, sabores de ameixa, cereja madura, boa intensidade, persistência e complexidade. Tem o predicado de ter ganho às cegas numa degustação à frente do Petrus.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Carne e cordeiro.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 198,00


CONDE DE SAN CRISTOBAL


● DUERO - CONDE DE SAN CRISTOBAL 2007 - RP 91+
Uvas:
80% Tinta Fina (Tempranillo); 10% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot
Vinhedos: Vinhedos próprios, com idades de 12 a 27 anos.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
Maturação: Maturado 12 meses em barricas novas de carvalho Francês, americano e russo.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13,5%
Reconhecimentos:
Robert Parker: 91+ pontos (safra 07)
Notas de Degustação: Segundo Parker, mostra-se como um vinho com camadas de frutas vermelhas escuras, textura sedosa e excelente sabor. Bom corpo, taninos afinados. Boa persistência. Elaborado pela bodega Marqués de Vargas que é um extraordinário produtor da Rioja, onde consegue elaborar vinhos que combinam elegância e profundidade, em um estilo ao mesmo tempo intenso e tradicional. Mostra-se um grande produtor em Duero onde produz o Conde de San Cristobal.
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi intenso, límpido. Aromas de fruta escura madura, ameixa, cereja, boa intensidade. Na boca mostrou taninos macios, boa intensidade e persistência.
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes vermelhas, caças
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 169,15


MARQUES DE CÁCERES 1995


RIOJA - MARQUES DE CÁCERES 1995
Uva:
Tempranillo (maioria) e Garnacha.
Maturação: São 12 meses de envelhecimento em barricas e mais 12 em inox.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13%
Notas de Degustação: Um vinho que expressa bem os vinhos espanhóis, com uma madeira bem presente, mas um pouco mais encorpado que o normal, pois ele leva uma parcela de Garnacha, o que dá mais corpo ao vinho, já que a Tempranillo é uma uva mais leve.
Notas de Degustação durante nosso evento: rubi com sinal de evolução, afinal é uma vendemia seleccionada de 1995. Aromas de café, coquinho queimado, chocolate e fino tabaco. Notas de baunilha e canela. Boca muito elegante com taninos macios, fruta escura madura, boa intensidade (apesar da maturidade) e complexidade.
Sugestão de Guarda: pronto.
Combinações: Carnes grelhadas e cordeiro.
Onde Comprei: veio da minha Adega
Quanto: Vinho guardado há muito tempo!


REMIREZ DE GANUZA ERRE PUNTO BLANCO


● RIOJA - REMIREZ DE GANUZA ERRE PUNTO BLANCO 2009 – RP 92
Reconhecimentos:
Robert Parker: 92 pontos (safra 09)
Notas de Degustação: R." Blanco é elaborado com um corte de 40% Malvasía e 60% Viura, fermentado e maturado em barricas de carvalho. Um branco "profundo, muito concentrado e complexo" nas palavras de Parker, que deu 92 pontos para a safra 2009. 
Notas de Degustação durante nosso evento: cor amarela claro. Untuoso, com um bom nariz com carga aromática muito floral, notas de erva-doce, toque mineral e notas levemente tostadas. Aroma que lembra banana, mas não muito intenso. Boca agradável, saborosa, com um bom equilíbrio mantido com a acidez adequada. A nota floral vem à boca também.
Sugestão de Guarda: pronto para beber.
Combinações: Carnes grelhadas.
Onde Comprei: MISTRAL
Quanto: R$ 121,60


CAVA JAUME SERRA - CRISTALINO


● CAVA JAUME SERRA - CRISTALINO - RP 90

Vinho: Jaume Serra Cristalino Brut Cava
Castas: Xarel-lo (15%), Macabeo (50%) e Parellada (35%)
País: Espanha
Região: Penedês
Produtor: Jaume Serra
Graduação: 11,5%
Temperatura de Serviço: 6 graus
Premiações: Value Brand of The Year Wine & Spirits Magazine por 3 anos consecutivos.
Notas de Degustação: cor amarela com reflexos dourados, perlage fina, com média persistência. No nariz mostra-se muito aromático e suave, com notas de maçã verde, damasco, pêssego e melão, seguido de notas de fruta seca como avelã e nozes. Por fim notas de leveduras e pão tostado. Na boca, mostrou-se volumoso, cremoso, fresco e sedoso e, apesar de Brut, mostrou notas adocicadas no fim de boca, deixando o espumante muito suave, delicado e fácil de beber. Para quem aprecia um espumante não muito seco, esse vinho é uma ótima indicação, sem falar no seu excelente custo x benefício.
Sugestão de Guarda: Não guarde, beba-o jovem, quando tem maior frescor.
Combinações: Crustáceos, moluscos, carnes brancas, comidas asiáticas. Cavas são altamente versáteis.
Onde Comprei: veio da minha Adega
Quanto: R$ 35,90

segunda-feira, 23 de julho de 2012

REMELLURI RESERVA 2007 - RIOJA


REMELLURI RESERVA 2007 - RIOJA
Remelluri é um dos Rioja favoritos de Robert Parker, contando também com um verdadeiro fã-clube de admiradores fiéis. Mais concentrado e potente do que o habitual dos Riojas, na boca é macio e amplo, com grande complexidade. Uva: Tempranillo (maioria), Garnacha e Graciano, provenientes de vinhedos selecionados na região de Rioja. Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura. Maturado durante 22 meses em barricas de carvalho majoritariamente francesas.
Notas de Prova: Rubi intenso e límpido. Complexo, com fruta escura madura, notas de cedro, especiarias doces como a baunilha. Macio e elegante na boca, com taninos e acidez muito bem balanceados. Longo final a perfumar a boca.
Harmonizações: Cordeiro. Caça em preparações de longo cozimento; Entrecôte grelhado na brasa com gratin de batatas ao tomilho.
Importador: MISTRAL
Contato: (31) 3115-2100
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 149,05.

ORNELLAIA LE VOLTE IGT 2007


ORNELLAIA LE VOLTE IGT 2007
A Tenuta Ornellaia nasceu em 1981 pelas mãos do Marchesi Ludovico Antinori, que decidiu estabelecer uma vinícola excepcional na costa de Maremma, plantando Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, uvas bordalesas, que se adaptaram perfeitamente ao micro clima e solo de Bolgheri. Em 2005 a empresa foi adquirida pelo grupo Frescobaldi, que segue aplicando a mesma filosofia de criar vinhos de excepcional qualidade. O “Le Volte” é um corte de 52% Sangiovese, 36% Merlot, 12% Cabernet Sauvignon que amadurece 8 meses em barricas de carvalho.
Notas de Prova: Rubi intenso, sem notas de evolução, cristalino e límpido. Aromas intensos de frutas vermelhas maduras (ameixas, cerejas e framboesas), florais (flor de violeta), toque de especiaria (pimenta do reino, baunilha e canela) e nota de chocolate mentolado ao final. A frescura e a fruta criam uma boca gostosa, com ótima acidez e equilíbrio. Um vinho fácil de beber e gostar, e que “evapora” muito rápido.
Harmonizações: Trutas recheadas com presunto cru e fritas no toucinho; Caldeirada de peixe e frutos do mar; Arroz com mariscos, lulas e açafrão.
Importador: GRAND CRU – EM BH, representada pela Tutto Itália
Contato: (31) 3286-2796
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 130,00


SOL DE SOL 2005 - VIÑA AQUITANIA - CHILE

SOL DE SOL 2005
O ícone da Viña Aquitania e talvez um dos principais vinhos do Chile e da América do Sul, é elaborado com uvas Chardonnay do vinhedo mais ao sul do país, em Traiguén. Felipe de Solminihac, lançando mão de um conhecimento sobre o terroir que somente um chileno poderia ter, decidiu experimentar o clima frio, e com boa insolação, que doa às uvas características mais recorrentes nos grandes Chardonnays da Europa que nos do Novo Mundo. Uvas: 100% Chardonnay
Opinião dos Especialistas: Prazeres da Mesa: Vinho do Ano 2008 (2006) / 1º Colocado Top 100 2008 (2006). Valor Econômico: 2 safras consideradas "Soberano" (2001 e 2003) e 1 safra "Melhor Degustado no Mercado Brasileiro" na categoria "Brancos Chilenos" (2006). Gula: Melhores Vinhos do Ano de 2008 (2006)
Notas de Prova: Cor palha claro e brilhante apesar da idade (2005). O nariz mostra notas de frutas cítricas, notas de abacaxi de massa branca, leve toque herbáceo e intenso aroma mineral. Boca fresca, com ótima polpa de fruta branca, cítricos e delicioso fim de boca mineral.  Longo, fino e elegante.
Harmonizações: Truta grelhada, servida com manteiga de ervas; Bacalhau assado com batatas ao murro; Arroz de sardinha. Paella com Frutos do Mar, mas este foi provado com Paella “Mineira” e saiu-se muito bem !
Importador: ZAHIL – EM BH, representada pela REX-BIBENDI
Contato: (31) 3227-3009
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 172,00

DEGUSTANDO VINHOS POR SUAS NOTAS

DEGUSTANDO VINHOS POR SUAS NOTAS” - Cada vez mais as pessoas que se interessam pelo vinho, participam de degustações, cursos de iniciação, provas de novos produtores que querem entrar e se fixar no mercado, começam a se perguntar como distinguir um vinho excelente de um bom, de um mediano, de um vinho medíocre, buscando entender a relação qualidade-preço, num mercado aonde a cada dia mais e mais produtos novos vão aparecendo, criando uma idéia de que tudo está a favor do amante de vinhos.
Na falta de maior relacionamento com os vinhos, muitos iniciantes começam a ler os rótulos, as impressões degustativas, as críticas e considerações de jornalistas e escritores sobre o tema e acabam se influenciando pelas notas atribuídas. Então uma pergunta começa a se formar na cabeça de cada um: - Será que um vinho que tem nota 89RP é pior do que um que tenha nota 90WS? Será que todos os sistemas de classificação dos vinhos por meio de notas chegam aos mesmos resultados, são coincidentes, coerentes e honestos?
Um vinho que recebe boa classificação assume uma vida própria e se em safras seguintes confirma seus predicados, seu sucesso será certo. Convenhamos entretanto, que um sistema de classificação que distingue entre um Cabernet  Sauvignon nota 90 e um que recebe 89 pontos implica uma precisão dos sentidos que a maioria dos seres humanos não possuem. Além disto, devemos ter em mente que as considerações sempre são subjetivas, de cada indivíduo que prova a bebida, e que um vinho pode agradar uma pessoa de forma especial e a outra de maneira comum. Transformar o subjetivo, advindo de uma avaliação às vezes rápida de um vinho, num fator objetivo, e as vezes oficial, é algo mágico como transformar o diamante em brilhante e que portanto requer experiência e cuidados .
Robert M. Parker Jr, o advogado norte-americano que se tornou um crítico de vinhos independente, introduziu o sistema de 100 pontos no mundo enológico em 1978, quando lançou um guia de compras de vinhos chamado "The Wine Advocate". Até aquela época, era comum usar-se um sistema simples de cinco pontos. Criar um sistema centesimal facilitou ao interessado em vinhos separar “o joio do trigo” num tempo em que o conhecimento sobre vinhos era restrito a certos grupos. Para evitar ser influenciado pelo nome ou a reputação de uma vinícola, Parker provava lotes de vinhos juntos, colocando as garrafas em sacos de papel e depois misturando-as e dando a nota a cada uma às cegas. Por esse sistema, um vinho de 96 a 100 é extraordinário, de 90 a 95 é excelente, de 80 a 89 é acima da média ou muito bom. Conforme a influência de Parker crescia, os varejistas começaram a citar os "Pontos Parker" em anúncios e outros materiais promocionais. Isso elevou o perfil dele e do "Wine Advocate" e inspirou outras publicações, ávidas para comercializar seus próprios títulos, a adotar a escala semelhante, de 100 pontos. Na Europa, além do sistema de cinco pontos continuar a ser usado, é comum a referência ao sistema de 20 pontos.
O boom do consumo de vinhos acabou por popularizar o sistema centesimal, mas na realidade, as notas numéricas pouco representam se não se levar em conta as notas de degustação respectivas. São elas que diferenciam os produtos analisados por aspectos visuais, aromáticos, gustativos e relativos à harmonia e evolução. São elas que permitirão ao amante de vinhos avaliar se aquele produto estará dentro de suas expectativas, interesses e desejos. Portanto a melhor maneira de cada um escolher seus vinhos será tirando suas próprias conclusões.
Neste momento, Belo Horizonte vive um período intenso de degustações, com um ou dois eventos a cada noite. São oportunidades excelentes de desenvolver a experiência de provar vinhos separando cada deles, independente de avaliações de terceiros e definindo as suas castas favoritas, produtores de qualidade, terroirs admirados e vendo que nem sempre as notas de vinhos são coincidentes ou coerentes.
Experimente, prove, degustações às cegas são um grande campo para você evoluir suas sensações e conclusões e ver como o vinho é vivo, dinâmico, sedutor e algo que não tem fim!

terça-feira, 17 de julho de 2012

DECANTAR OU NÃO ?


 
DECANTAR OU NÃO ? ” – Decantação: processo rápido de análise que permite separar dois líquidos não miscíveis, ou um sólido de um líquido; separação de fases por diferença de massa específica. Decantar: ato da decantação, celebrar em cantos, celebrar.
Colhi estas informações no Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, porque muitas vezes considero que é melhor começar por tentar entender o que as palavras dizem.
No imaginário dos amantes do vinho, além das taças especiais que “desfilam” os aromas e sabores do vinho e dos saca-rolhas, que acabam criando longas coleções, nada há de mais surpreendente que um decantador, ou “decanter” – que são jarras de cristal (às vezes de vidro também), onde se coloca o líquido das garrafas de vinho. São acessórios de grande utilidade, que muita gente desconhece, e que acabam por fazer pensar que o vinho é uma bebida inacessível para os simples mortais, exigindo uma série de “frescuras” para entendê-lo. Isto está mais próximo de uma má interpretação nossa, do que do vinho em si, que no final das contas não tem nada de complicado, se soubermos usar o bom senso.
A primeira função da decantação é, portanto separar o vinho de eventuais depósitos que possam ter se formado no fundo das garrafas, especialmente quando tratamos de vinhos tintos guardados por alguns anos, ou de vinhos jovens não filtrados (que tem sido uma maneira mais recente de vinificar, buscando deixar o produto o mais natural possível!). Alguns vinhos com mais corpo e estrutura podem formar “borras” na medida em que envelhecem, vistas sob a forma de escuros grânulos ou massas disformes, que além de serem antiestéticos, tendem a turvar a bebida, além de serem grosseiramente amargos na boca. Nesta situação a decantação é indicada e o procedimento é relativamente simples: procure não agitar demais a garrafa, especialmente se ela estava guardada deitada. Trate o vinho com carinho, manipule-o de modo que a borra não se misture e vá para o fundo da garrafa. Depois de abrir a garrafa vá despejando devagar e com cuidado no decanter até sobrar mais ou menos um dedo de vinho no fundo dela, pois é ai que a borra e resíduos tendem a se concentrar. Muitos puristas usam uma vela para avaliar se o líquido que cai no decanter contém ou não resíduos, mas normalmente isto não é necessário, fazendo muito mais parte do “mis-en-scene” para entreter os amigos ou a namorada, entusiasmada com o conhecimento enológico do amado. Para quem prefere equipamentos, há traquitanas como a da figura, peça típica de museu ou para decorar um bar.
Existe, entretanto uma segunda razão para decantar vinhos, especialmente aqueles tintos de grande estrutura, corpo e potencial de guarda. Eles podem se beneficiar muito com a decantação quando degustado ainda jovens. Como neste caso não há borra, basta verter o líquido da garrafa dentro do decanter, agitar um pouco a jarra e deixá-lo descansar por um pouco de tempo. Este processo cria um “envelhecimento forçado” no vinho, fazendo sua “abertura”, intensificando aromas, que se tornam mais complexos, deixando o vinho mais apropriado para ser degustado. Um fenômeno semelhante com o do vinho que melhora ao longo do seu tempo de taça e que geralmente nos deixa fascinados por lembrar que o vinho é uma bebida viva.
Alguns jovens Barolos, Barbarescos, grandes espanhóis e portugueses, Bordeaux jovens, californianos, australianos, chilenos e argentinos de peso, de grande complexidade ganham muito com uma decantação de algumas horas antes de serem bebidos. Este tempo pode representar algo entre uma a doze horas, dependendo do tipo do vinho, e infelizmente não há uma tabela segura a ser seguida. Meu conselho: abra com pelo menos uma hora e vá degustando, sentindo e celebrando toda a experiência sensorial que o vinho pode dar. Já bebi chilenos que estavam perfeitos com uma hora de decanters e outros que pediram três horas para chegar no ponto. Numa degustação de Barolos, três horas foi pouco para eles se abrirem, e ao final de cinco horas alguns já estavam bons. Natural que isto não é sugerido para um almoço rápido ou uma noite onde haja propósitos mais imediatos; há momentos na vida nos quais degustar um bom vinho é aproximar-se com certeza de Deus!
Cuidado com vinhos velhos, pois a decantação tem por propósito livrá-los da borra, e já tendo atingido seu apogeu, estando suficientemente envelhecidos, não devem ficar muito tempo dentro do decanter sob pena de morrerem. Neste caso, o melhor é decantá-los pouco antes do serviço.
Vinhos do dia-a-dia geralmente não precisam ser decantados, primeiro porque são feitos para serem bebidos jovens, sendo suficientemente macios para consumo, tendo na sua frutuosidade e simplicidade o principal fator de preferência, além de raramente terem depósito.
Fundamental para alguns, o importante é lembrar que o vinho bebido como experiência sensorial deve dar prazer a quem o bebe, e o amante do vinho não deve se intimidar por taças especiais, saca-rolhas mirabolantes ou decanters cristalinos. Tudo tem o seu devido lugar, desde que se queira celebrar em cantos, ou simplesmente celebrar!.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

DR. HEGER DE BADEN - VINHOS DA DECANTER WINE SHOW 2012

Beate Klingenmeier

Dr. Heger de Baden – poucas vezes provei vinhos brancos tão bons, bem como tintos que provam que os alemães sabem fazer grandes vinhos a partir da Pinot Noir (Spatburgunder).

Fundada em 1935, a vinícola Dr. Heger é uma das mais celebres da Alemanha, e certamente elabora os melhores vinhos de Baden. Esta é a região mais austral e quente da Alemanha, e seu epicentro de qualidade está nas colinas vulcânicas de Kaiserstuhl, entre a Schwarzwald (Floresta Negra) e os Vosges na França.

O neto do fundador, Joachim Heger, comanda ao lado da sua esposa Silvia a vinícola histórica, e desde 1986, a homônima Weinhaus Joachim Heger, criada para atender a demanda por vinhos de ótima relação preço/prazer.

Especializado na família Pinot, seja nas castas Blanc, Gris, Noir e Frühburgunder, Joachim mostra como ninguém o lado da potência e profundidade dos vinhos de Baden. Como não poderia deixar de ser, faz parte da VDP (Verband Deutscher Prädikatsweingüter).

A dica é para provar o seu Pescatus Fischer 2008 – gastronômico e enigmático clone de Pinot Noir mais precoce.

PORTO LBV QUINTA DA GAIVOSA 1999


PORTO LBV 1999  - O vinho fundiu-se muito bem com a sobremesa (tiramisu), numa interminável sensação que misturava chocolate, fruta madura em compota, acidez. Tudo de bom num belo vinho e excelente almoço. Feito a partir de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão e outras castas durienses.
Notas de Prova: Rubi muito fechado, profundo. Nariz intenso com frutas silvestres vermelhas e escuras, notas florais, de especiarias e minerais, com chocolate amargo. Equilibrado, com toques de compotas, chocolate amargo. Taninos firmes, bem integrados. Final longo e harmonioso. Um vinho gostoso de beber.
Harmonizações: Queijos curados; Queijos com veios azuis; Queijo da Serra da Estrela, nozes e frutas secas. Sobremesas à base de frutas silvestres em compota e chocolate meio-amargo.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ 184,35.

QUINTA DA GAIVOSA 2005


QUINTA DA GAIVOSA 2005 mostrou-se gostoso e elegante na taça, mas pede mais tempo de guarda. Feito com Tempranillo (Tinta Roriz ou Aragonez), Touriga Franca, Tinto Cão, Touriga Nacional.
Premiações mais Relevantes: REVISTA DE VINHOS 2006: 18 em 20
JOÃO PAULO MARTINS 2009: 17,5 em 20 ''Provavelmente o melhor Gaivosa de há vários anos a esta parte''
Notas de Prova: Cor rubi intenso. Grande finesse olfativa, com toques de frutas vermelhas silvestres, floral de violeta, eucalipto, alcaçuz e finas notas do carvalho muito bem integrado. Na boca mostra-se sólido, de estrutura poderosa, e equilibradíssimo. Pede guarda.
Harmonizações: Cabrito ao forno; carnes vermelhas estufadas; lebre em úmido; filet ao Porto.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ 218,50.

VALE DA RAPOSA TOURIGA NACIONAL 2007

VALE DA RAPOSA TOURIGA NACIONAL 2007 – um vinho no qual não se sente os 15,5% de teor alcoólico! Muita fruta escura madura, com toque de madeira bem integrado. Na boca mostrou-se longo e com retro-gosto excelente.
Notas de Prova: Rubi intenso. Mostra muita elegância num nariz que remete a flor de laranjeira e violeta, frutas escuras como ameixa preta e pimenta rosa. Fino em boca, com taninos sedosos e acidez gastronômica. Muito elegante.
Harmonizações: Cabrito no forno, paleta de javali assada, lebre estufada com vinho tinto.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ 204,70

CALDAS RESERVA DOURO 2005

CALDAS RESERVA DOURO 2005 – feito a partir de Touriga Nacional, com Sousão, Tinta Roriz, Tinta Barroca. As novas versões serão 100% Touriga Nacional. Um bom tinto que acompanhou de forma harmônica o risoto de cordeiro.
Notas de Prova: Rubi intenso e límpido. Complexo, com fruta madura, notas resinosas, cedro, especiarias e mineral. Volumoso, macio e elegante, com taninos e acidez muito bem dissolvidos.
Harmonizações: Bacalhau à Zé do Pipo; Caça em preparações de longo cozimento; Entrecôte grelhado na brasa com Gratin de batatas ao tomilho.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ 112,85

VALE DA RAPOSA ROSÉ 2007

VALE DA RAPOSA ROSÉ 2007 – feito a partir da Touriga Nacional, sob a forma de um rosé seco. A tendência de consumo recomendado de 2 a 3 anos mostrou-nos uma surpresa, pois o vinho já tem 5 anos e encontra-se em grande forma.
Notas de Prova: Rosé concentrado e límpido. Aromas intensos de frutas vermelhas maduras (morangos, framboesas), florais (flor de laranjeira). A frescura e a fruta criam uma boca gostosa, com ótimo frescor e equilíbrio. Um vinho fácil de beber e gostar.
Harmonizações: Trutas recheadas com presunto cru e fritas no toucinho; Caldeirada de peixe e frutos do mar; Arroz com mariscos, lulas e açafrão.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ Esgotado.

QUINTA DA ESTAÇÃO BRANCO 2010

QUINTA DA ESTAÇÃO BRANCO 2010, vinho de entrada de gama, que não passa por madeira. Os aromas são frescos, cítricos. Boca com boa acidez, excelente vinho de aperitivo. Feito com castas tradicionais do Douro, com presença de Arinto e Rabigato (que conferem a boa acidez ao vinho).
Notas de Prova: Cor palha claro e brilhante. O nariz mostra notas cítricas, leve toque herbáceo e mineral. Boca fresca, com ótima polpa de fruta branca, cítricos e delicioso fim de boca frutado.
Harmonizações: Truta grelhada, servida com manteiga de ervas; Bacalhau assado com batatas ao murro; Arroz de sardinha.
Importador: DECANTER
Contato: (31) (31) 3287-3618.
Onde Degustei: ENOTECA DECANTER - BH
Quanto: R$ 40,90

PRESENTES QUE A VIDA NOS DÁ

Recebi o amável convite para almoçar com Domingos Alves de Souza, na Enoteca Decanter, ocasião em que compartilhamos boas taças de vinhos,  e aprendi um pouco mais sobre o vinho. Domingos Alves de Sousa tem um simplicidade verdadeira, consciente do valor que tem e ao mesmo tempo discreto, atencioso e generoso nos seus comentários, e desta forma é fácil admira-lo pela seriedade e qualidade dos seus vinhos.
A produção de vinhos é uma tradição familiar para Domingos. Seu pai (Edmundo Alves de Sousa) e avô (Domingos Alves de Sousa) tinham já sido vitivinicultores do Douro.
Ele não iniciou de imediato a sua vida profissional no negócio de família; foi por muito tempo fornecedor de uvas para a Casa Ferreirinha e a Sociedade dos Vinhos Borges, duas tradicionais casas da região. Após a crise que o Douro sofreu na década de 80, Domingos resolveu seguir o próprio caminho como produtor-engarrafador, construindo sua adega na Quinta da Gaivosa e então ali começou a vinificar a produção de suas demais Quintas. Depois de muitas experiências com diversas castas, lançou seu primeiro vinho , o Quinta da Raposa Branco 1991, e desde então vem colecionando elogios e prêmios até hoje.
Assim que assumiu o comando da empresa, não tardou em ampliar o negócio e iniciar-se na área de produção de vinhos e em 1992 lançou o seu primeiro vinho. Neste momento dispõe de mais de 120 ha de vinha, distribuídos por 6 quintas. Os seus vinhos, fruto apenas das suas uvas, já mereceram a atenção de vários críticos e têm obtido excelentes resultados e premiações. A quarta geração já se encontra no terreno. O filho de Domingos é o diretor de produção de vinhos no Douro a partir das uvas das seis quintas da família: Gaivosa, Vale da Raposa, Caldas, Estação, Aveleira e, a mais recente, Oliveirinha.
          A Revista de Vinhos de Portugal elegeu Domingos o “Produtor do Ano” em 1999 e novamente em 2006.
Nosso bate-papo começou pela mvisão da safra de 2012, ano muito seco, em que em 4 meses não houve na região uma gota sequer de chuva. Entretanto o solo xistoso tem bolsões que acumulam água e servem de reserva natural para estas longas temporadas. Segundo Domingos, nos patamares do Douro é possível “ver” a umidade refletida nas fachadas de pedra.
Apesar do aquecimento global, não se pode dizer com certeza que isto tem contribuído para a antecipação das colheitas. Curiosamente, há dois anos, a vindima atrasou. O normal são as castas brancas sendo colhidas no início de setembro e as tintas a partir da segunda quinzena.
Começamos degustando um Quinta da Estação Branco 2010, vinho de entrada de gama, que não passa por madeira. Os aromas são frescos, cítricos. Boca com boa acidez, excelente vinho de aperitivo. Feito com castas tradicionais do Douro, com presença de Arinto e Rabigato (que conferem a boa acidez ao vinho).
Neste meio tempo, falamos da crise financeira na Eurpa e seus efeitos e ficamos sabendo que o imposto sobre a uva passou de 12 para 23%. Portanto, aumento de preços nos vinho será algo que sentiremos em breve.
Em seguida provamos o Vale da Raposa 2007 – feito a partir da Touriga Nacional, sob a forma de um rosé seco. A tendência de consumo recomendado de 2 a 3 anos mostrou-nos uma surpresa, pois o vinho já tem 5 anos e encontra-se em grande forma.
Terceiro vinho provado no encontro foi o Caldas Reserva Douro 2005 – também feito a partir de Touriga nacional, com Sousão, Tinta Roriz, Tinta Barroca. As novas versões serão 100% Touriga nacional. Um bom tinto que acompanhou de forma harmônica o risoto de cordeiro. Seguiu-se o Touriga Nacional Vale da Raposa 2007 – um vinho no qual não se sente os 15,5% de teor alcoólico! Muita fruta escura madura, com toque de madeira bem integrado. Na boca mostrou-se longo e com retro-gosto excelente.
O Quinta da Gaivosa 2005 mostrou-se gostoso e elegante na taça, mas pede mais tempo de guarda. Para finalizar, provamos o Porto LBV 1999, que fez companhia para um tiramisu. O vinho fundiu-se muito bem com a sobremesa, numa interminável sensação que misturava chocolate, fruta madura em compota, acidez. Tudo de bom num belo vinho e excelente almoço.
Como tenho grande interesse por vinhas velhas, perguntei sobre o Abandonado – feito a partir de um vinhedo com mais de 80 anos, que ficou alguns anos abandonado e cheio de falhas, daí o nome. São diversas castas misturadas. A zona é de intensa exposição, com uma enorme quantidade de xisto na superfície, onde nenhuma erva sobrevive. Domingos tentou replantar as videiras desaparecidas e depois de inúmeras tentativas desistiu, pois somente cepas muito velhas eram capazes de agüentar condições tão extremas. Em 2004 resolveu-se isolar o terreno e, ao engarrafá-lo tiveram uma enorme surpresa, pois a qualidade era incrível. A produção do Abandonado é uma homenagem às raríssimas vinhas velhas do Douro, criando um vinho 100% português, de personalidade bem marcada, feito com o menor número de intervenções possíveis e que estagia em carvalho português.
O mais surpreendente foi saber que em Portugal, as vinhas entre 25 a 30 anos são consideradas jovens! Um grande almoço, belos vinhos e a oportunidade de almoçar com uma verdadeira lenda quando se fala em produtor de vinho: “Seu” Domingos Alves de Sousa.