sexta-feira, 29 de junho de 2012

DICAS RÁPIDAS PARA CURTIR UMA MOSTRA DE VINHOS

DICAS RÁPIDAS PARA CURTIR UMA MOSTRA DE VINHOS

Alguns leitores do VINOTICIAS pediram que além das dicas sobre que vinhos provar na Mostra de Vinhos como o DECANTER WINE SHOW, que acontece hoje em BH, também escrevesse algumas dicas de como se preparar para o evento.

1)- VÁ COM SAPATOS CONFORTÁVEIS – degustação de vinhos não faz parte de desfile de modas. Assim sendo, vá vestido de forma confortável, especialmente para os pés. Um sapato baixo ou um tênis vem bem a calhar. Você vai viajar por uma boa quilometragem percorrendo emocionalmente os vários vinhedos que estarão presentes nas taças de vinhos e outra boa metragem em torno das mesas de exposição e prova de vinhos. Portanto, evite salto alto, porque certamente depois de duas horas vai começar a sentir algum cansaço.

2)- CONHEÇA O TERRITÓRIO – não vá a uma Mostra de Vinhos sem saber o que vai encontrar por lá. Isto te facilitará elaborar um roteiro prévio do que provar, de quais perguntas gostaria de fazer ao ter o contato com o produtor. Não desperdice a oportunidade. Estude o Mapa antes de se aventurar numa viagem, mesmo que dos sentidos.

3)- EXISTE UMA SEQUENCIA IDEAL PARA PROVAR VINHOS ? Apesar de que o gosto por vinho seja subjetivo e portanto, vários amantes irem direto aos tintos, estar numa Mostra de Vinhos é uma oportunidade de provar todos os estilos. E isto implica que se você provar numa forma ascendente de potência e concentração, poderá se beneficiar de perceber a elegância e complexidade de vários rótulos. Comece pelos espumantes e champagne. Passe para os brancos leves indo até os mais encorpados. Roses a meio caminho para os tintos leves. Depois os tintos de maior potência e corpo, e como ninguém é de ferro, deixe os vinhos de sobremesa e fortificados para o final. Difícil ? Reconheço que este roteiro é difícil de ser seguido por muita gente, mas por isso mesmo conhecer e relacionar o que vai provar vem antes (item 2).

4)- PROVE O PORTFÓLIO DE VINHOS DO PRODUTOR E NÃO APENAS O SEU VINHO TOP – vejo com freqüência vários amantes de vinho que vão até um produtor e pedem para provar apenas seu vinho ícone. Desprezam o portfólio, como se os demais fossem vinhos menores. Creio que para você perceber o que um grande vinho ícone “carrega em seu cerne” você precisa se acostumar a filosofia enológica do produtor, precisa sentir o terroir, precisa entender que a uva cresce em lugares remotos e específicos, exigindo cuidados e atenções especiais, mas, se tratada com carinho, por quem sabe de seu potencial, retribui com os aromas e sabores excitantes, sutis e os mais antigos do planeta. Você precisa provar os vinhos básicos para ir “avinhando” a taça, o nariz e a boca de toda esta poesia contida numa taça de vinho. E para entender a poesia, não adianta ler apenas o último verso !!!

5)- NÃO TENHA CULPA EM CUSPIR OS VINHOS – Apesar de que não exista uma dose ideal, limite de ingestão de álcool para todo mundo, considera-se que 15 gramas de álcool, o que equivale a uma taça de vinho ou uma garrafa pequena de vinho (187ml) seja o suficiente para que a percepção diminua. Quanto mais se bebe, mais se perde a consciência. Portanto, se numa Mostra de vinhos haverá a presença de 70 produtores e você se propor provar uma taça de vinho de cada um deles, chegará ao final da degustação numa maca! Portanto, cuspa !!!  Não estamos tão acostumados a ver estas cenas em BH, mas é o normal em qualquer degustação em Bordeaux, Beaune, Mendoza, São Paulo. E o melhor, evita termos aquelas cenas de pessoas “dormindo” ou querendo brigar no final da Mostra por mais uma taça de vinho.

6)- NÃO VÁ COM FOME – Se vai beber, alimente-se com algo consistente antes de ir para a Mostra. Isto vai ajudar na absorção do álcool e te deixar mais preparado para as taças de vinho que irá degustar. Mas também não precisa exagerar. Um leitão, um churrascão, um prato de feijoada e algumas taças de vinhos e o sono será “inevitável” !

7)- SE GOSTAR DO VINHO, NÃO EXITE EM FALAR COM O PRODUTOR – para a maioria dos produtores, cada vinho é um filho diferente. São tratados com tanto amor e dedicação desde a condução do vinhedo, poda, colheita, vinificação e maturação, que certamente o produtor adorará saber que você gostou do vinho dele.

8)- USE TAXI – Para que se preocupar em estacionar o carro ? Ou se ele estará lá quando voltar da Mostra?. Vá de taxi! Além disto, outra vantagem: ninguém vai te pegar no bafômetro da Lei Seca.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

DICAS VINOTICIAS PARA IMPRIMIR E LEVAR PARA O DWS - DECANTER WINE SHOW

DICAS PARA PARTICIPAR DA DECANTER WINE SHOW - IMPRIMA E LEVE EM MAÕS

29.JUN.2012 – 6ª-Feira – DECANTER WINE SHOW - DECANTER WINE SHOW REÚNE 70 PRODUTORES DE VINHOS DO VELHO MUNDO EM QUATRO CAPITAIS BRASILEIRAS - Com 70 produtores de vinhos de onze países e cerca de 400 rótulos acontece no dia 29 de Junho, o Decanter Wine Show – Seleção Europa -2012. A feira itinerante, que já teve três edições de sucesso, em 2006, 2008 e 2010, passará por quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. E este ano, apresenta uma novidade: devido ao enorme sucesso das edições passadas, o número de expositores cresceu tanto, que o evento foi dividido em eventos anuais - Decanter Wine Show Europa e Decanter Wine Show Novo Mundo.

O que é imperdível de provar, na minha opinião:

FRANÇA:
Antonin Guyon (Borgonha) - Em 1960 Antonin Guyon iniciou investimentos na região da Borgonha, adquirindo propriedades que permitiram a composição de um excelente portfólio de vinhos da região. O Domaine ocupa 48 hectares de vinhedos, tanto em Cote de Beaune, quanto na Cote de Nuits. A qualidade consistente de seus vinhos em safras subseqüentes é espantosa. O seu Pinot Noir básico é um assemblage de quatro diferentes regiões da Borgonha (Pernand – Vergelesses, Beaune, Savigny-lès-Beaune e Aloxe-Corton) que apresenta coloração rubi com reflexos granada, notas de frutos do bosque (framboesa, morango silvestre, groselhas) sobre toques abaunilhados. Estrutura leve e vivaz, com refinamento e tipicidade. Dá uma idéia dôo que o produtor poderá realizar nos seus vinhos mais complexos.
Seu Volnay 1er Cru Clos de Chenes é um exemplo disto: apresenta coloração rubi intenso e límpido, com olfato rico e bem delineado, com notas de frutas vermelhas, especiarias, violeta e forte acento mineral. Grande maciez em boca, elegante e com acidez bem integrada a taninos de grande classe. Sua novidade é o “Petit Corton-Charlemagne” – um Pernand-Vergeless 1er Cru Sous Frétille 2009. Seu Top é o Corton Cru Clos du Roy 2002 que ganhou 94 pontos da Wine Enthusiast e 92WS.

De Sousa et Fils (Champagne) – Na Maison De Sousa a vinha, que é anterior a 1890, tem raízes primárias que, ao fim de dezenas de anos, descem a 25 a 30 metros de profundidade para extrair todos os sais minerais e oligoelementos do subsolo, do calcário e do giz que se encontra por boa parte da região de Champagne. Quando o enraizamento é profundo, o gosto do solo é mais forte do que o da casta. Quanto mais profunda for a raiz, mais ela estará longe dos adubos, mais ela extrairá os elementos nutritivos do solo, o que é excelente garantia da qualidade das uvas. Os vinhedos assumem atualmente 11 hectares, cultivados biodinamicamente. Produção: 70/75 000 garrafas em DE SOUSA et fils e 30.000 em Zoémie DE SOUSA. Superfície de vinhedos: 11 Ha, repartidas em 42 parcelas. Castas: Pinot Noir 30% - Pinot Meunier 10% - Chardonnay 60%. Vinhas antigas: 70%. Idade média: 45 anos. Porta-enxerto : 41 B. Densidade de plantio: 8 000 pés/Ha. Replantados apenas quando necessário para substituir uma antiga. A de Sousa produz rótulos a partir de uvas cultivadas de forma biodinâmica.
Há três gerações que a casa De Sousa et Fils produz excelentes champagnes. Seu Brut Tradition é muito bom, e o Brut Réserve é um passo acima. Minha sugestão é começar a degustação por estes vinhos. As cuvées Caudalies rosé, e os grands crus millésimés são vinhos difíceis de encontrar por causa da procura. Se estiverem à disposição, não deixe de provar.

Château de Tracy (Pouily Fumé) - Somente pelo aspecto histórico esta propriedade já encantaria, uma vez que seu vinhedo existe desde 1396 e o Chateau pertence a mesma família desde o séc. XVI. Além disso, Tracy é um dos melhores produtores de todo o Loire, e certamente um dos nomes mais fortes de Pouilly-Fumé. O conde Henry d'Assay cuida pessoalmente de todos os detalhes para obter a melhor harmonia em seus vinhos, denominação conhecida por elaborar os Sauvignon Blanc mais elegantes do mundo. Seu Pouilly-Fumé apresenta coloração amarelo palha com tons verdosos, com olfato dominado pelo toque cítrico e flor de acácia, pela fruta exótica e pelo mineral esfumaçado. Elegante ataque gustativo, marcado pela notável densidade frutada ante o arrojado frescor. Longo final.

Domaine de L’Oustal Blanc (Minervois) – Domaine L'Oustal Blanc é uma das boas surpresas que tem surgido no sul da França nos últimos anos. Em especial, o Languedoc-Roussilon, sempre produziu mais quantidade do que qualidade, porém, como ali as regras são menos restritivas do que em outras regiões, como Bordeaux e Bourgogne, além dos preços das terras serem mais baixos, há uma série de produtores visionários se instalando por lá. O Domaine L'Oustal Blanc, fica na região de Minervois La Livinière, que era até recentemente uma sub-região da AOC Minervois, e recebeu sua própria AOC devido a qualidade diferenciada de seus vinhos. O casal Claude e Isabel produz ali desde 2002, numa área total de menos de 10 ha de solo de marga calcária, e conta, desde 2006, com a assessoria do respeitado enólogo Philippe Cambie. Vale citar a exclusividade deste vinhos, produzidos em pequenas quantidades (24.000 garrafas/ano), exportados a conta-gotas, o que só aumenta o privilégio de prová-los no Decanter Wine Show: Uma dica – não deixe de provar os seus “Vin de Table”, entre eles o: Naïck Blanc 8 Vin de Table - A casta utilizada aqui é a rara Grenache Gris, obtida em vinhedos plantados em 1948. Como a casta não é permitida pelas regras da AOC, o vinhos é engarrafado como Vin de Table, não sendo, portanto, permitida a menção clara da safra, mas trata-se, no entanto, de um 2008 mineral, com notas marcadas de frutas amarelas maduras, espresso e especiarias, como canela. Quente, fresco e macio, com uma agradável sapidez e longa persistência. Muito equilibrado, não demonstrando seus 15° de álcool. Outro a ser provado é o Giocoso 2005 - Corte de Grenache (65%), Syrah (20%) e Carignan (15%). Aromas intensos de framboesa, jabuticaba, ervas, tomilho, alcaçuz e couro. Na boca, geléia, sapidez bem marcada, boa acidez e taninos de boa qualidade. Longo. E o Prima Donna la Liviniére 2007 - 50% de Grenache de videiras centenárias, complementados por 40% de Syrah e 10 % de Carignan, que resultam em um vinho intensamente frutado, mineral, com notas especiadas e animais. Na boca, fruta madura, couro, bela acidez e harmonia, além de taninos que deverão garantir ainda muitos anos a este vinho.

Montirius (Vacqueyras) - Primeiro produtor biodinâmico certificado em 1999, nas apelações de Vacqueyras e Gigondas. Seu VacqueyrasLês Clos” é excelente – um vinho de rubi intenso. Maduro no olfato, com cereja e groselha vermelha, alcaçuz, chão de bosque e buquê de ervas finas. Rico ataque gustativo, com taninos impactantes e integrado frescor. Longo final de ligeira austeridade. JANCIS ROBINSON deu-lhe 17 em 20 pontos e escreveu que “There are SO many Châteauneufs that are less interesting than this…”. 90RP e 91WS. Seu Gigondas “Terre des Aines” nasce de três pequenas parcelas das quais a maior delas remonta a 1925. Na safra 2006 recebeu 90WS e 17JR.

Domaine Paul Planck (Alsacia) – É difícil falar de uma vinícola cuja origem remonta a 1610. Um verdadeiro patrimônio da Alsácia. Seu Riesling Grand Cru Schlossberg 2006 tem bela coloração palha intensa e cristalina. O olfato apresenta rica impressão de cítricos, lichia e mineral (querosene). O ataque gustativo é denso, com frescor vigoroso a equilibrar o conjunto. Notável persistência desse vinho de guarda. Imperdível. Para meditar como a Mostra é sensacional, deguste o Gewurztraminer Grand Cru Furstentum V.T.1997.

ITÁLIA:
Gulfi (Sicilia) - produtor orgânico do ano pelo guia D’Agata & Comparini. Este é um dos melhores produtores da Itália e, certamente, o melhor produtor do Nero d'Avola. Matteo Gulfi, e seu pai, são obcecadas em encontrar o melhor desta uva, através de uma profunda atenção em relação onde e como é cultivada. Isto resulta num estilo maravilhosamente puro e transparente, ao mesmo tempo quente e reconfortante, além de ser fresco e vibrante. Não deixe de provar o Gulfi Rossojbleo 2010 Gulfi Rossojbleo 2010 Um vinho sensacional. Um padrão para o vinho de qualidade! Não é o mais barato, mas vale cada centavo! Joanna Simon em seu livro sobre “Vinhos e Alimentos” diz: "Sim, parece que um erro de ortografia, mas não é. É da Sicília e é feito a partir de uvas Nero d'Avola (que não são chamados de preto para nada). Que lhe dá um gostoso e confortável cheiro de cerejas cozidas, chocolate e castanhas assadas. É maduro, suave e picante com apetitosos taninos - e uma inesperada frescura ". Não há muito mais um vinho possa dar!

Elena Walch (Trentino) - a produtora do ano pelo guia Duemilavini da AIS, (Elena e  Werner Walch, proprietários). Elena Walch faz vinhos no Alto Adige, Itália, de grande personalidade, elegância e finesse. Expressão da uva e do terroir. O reputado vilarejo de Tramin, foi o palco da transformação de Elena Walch, de arquiteta à produtora de vinhos, após se casar em 1985 com um membro de uma das mais reputadas famílias da região donos de duas propriedades, o Castelo Ringberg sobre o lago Kalteren, e Kastelaz, uma encosta acima da vila. Para quem nunca provou a casta Lagrein, o DWS  reserva o Elena Walch Lagrein Riserva Castel Rongberg Alto Adige, um varietal da uva Lagrein que apresenta-se com cor vermelha púrpura. Aromas de grande caráter, com nota firme de ameixa, violeta, alcaçuz, zimbro, cravo e toques minerais de grafite. Na boca se mostra vigoroso e especiado, taninos finos e excelente acidez. Bom começo de prova dos vinhos desta produtora. Minha sugestão será provar o Elena Walch Kermesse MMVI, corte tinto (20% Syrah, 20% Petit Verdot, 20% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot e 20% Lagrein) tem uma cor vermelha púrpura profunda. Com aromas complexos, notas de frutas silvestres, ervas e especiarias, além de violeta, café, alcatrão e alcaçuz. Taninos finamente esculpidos sustentam uma fruta poderosa, com enorme vibração e sapidez.

Franz Haas (Trentino) - Franz Haas é uma vinícola estabelecida em 1880 e sempre com espírito inovador e dinâmico, faz vinhos exclusivos e em pequenas quantidades, na minha opinião o grande especialista italiano em Pinot Noir. Minha dica é o Franz Haas Kris Provincia de Pavia Pinot Nero 2010. Quem está acostumado com Pinots  carregados de madeira intensa, como os vinhos do novo mundo, vai se maravilhar com a fruta aqui presente, framboesas, morangos e cerejas reinam absolutas. Uma madeira bem leve, bem dosada, traz uma nota de tabaco, criando um nariz agradável e delicioso. Na boca, o vinho tem a boa acidez da Pinot Noir, taninos leves e macios, apesar de presentes, num vinho bem equilibrado. Corpo leve e um final longo. Belo vinho, bela descoberta e tem um custo surpreendente! Seu Top é o Pinot Nero Cru Eticheta Schweizer Alto Adige, um vinho de cor rubi pouco intenso (próprio da Pinot). O olfato é amplo e muito complexo, com notas de frutas vermelhas maduras, emolduradas por finos toques de alcaçuz, defumados, caça e especiarias. Ótima estrutura em boca, com incrível definição de frutas. Interminável persistência no retro-gosto.

ESPANHA:
José Pariente  (Rueda)  - Victoria Pariente decidiu resgatar a tradição de mais de 40 anos de cultivo da uva Verdejo en Rueda, e homenageou seu pai criando vinhos com esta casta. Desde os anos 70, alguns dos melhores brancos da Península Ibérica saem destes solos totalmente cobertos por cascalhos aluviais, com base calcária, de vinhas velhas de Verdejo. José Pariente deixou seu legado de 40 anos de Rueda para a filha, a brilhante enóloga Victoria Pariente, hoje o maior nome na denominação. São brancos de caráter fresco, com notas de maracujá, carambola, maçã, notas de aniz e minerais. Um branco vibrante, intenso e cristalino. E mesmo fermentado em barrica, mostra a versatilidade da uva Verdejo. Não deixe de provar o Varietal Verdejo 2009, um branco de coloração amarelo palha intenso e cintilante. Exibe no nariz, um excitante perfume de frutas tropicais e cítricas emolduradas por notas de especiarias doces. Macio, com excelente frescor a suportar a maturidade da fruta. Prove no início da Mostra. O Fermentado en Barrica 2008 tem tudo isto e mais um gostoso toque e madeira bem integrada ao vinho.

Celler de L’Encastel (Priorat) - As vinhas em Priorat estão em altitudes entre 100 e 700 metros em terraços. O solo nas colinas consistem principalmente de xisto e no vale do rio do Siurana (afluente do Ebro) de barro com depósitos aluviais. Naturalmente, existem diferentes tipos de vinhos a partir desses diferentes solos. O solo típico do Priorat é conhecido como “llicorella” (xito óxido ferroso degradado), alternando camadas de quartzo e ardósia, vistos ao sol como um olhar de tigre preto e dourado. Além disso, há pouca chuva, 600mm, e o sol brilha 2.600 horas por ano. Priorat era praticamente desconhecido como uma região vinícola. Em 1990, não era sequer mencionado na publicação do governo catalão ao longo dos 1000 anos de história do vinho da Catalunha. No final dos anos noventa os vinhos do Priorat foram  impulsionados por vários homens, entre eles - René Barbier, que em 1989 criou o Clos Mogador. Os vinhos eram todos Clos e alguns vêm a ser chamado para distingui-los dos vinhos tradicionais da região. Este vinho ganhou um prêmio depois de outro em provas nacionais e internacionais e chamou a atenção para o Priorat, por parte de Alvaro Palacios, Costers del Siurana e Mas Martinet. Hoje eles são todos produtores independentes na região.
Na dramática paisagem de Porrera, em colinas íngremes de llicorella (xisto óxido ferroso degradado) com exposição norte, videiras centenárias lutam pela sobrevivência e amadurecem poucos cachos repletos de informações do estupendo terroir do Priorat DOQ. Em 1999, Carme Figuerola e Raimon Castellví decidem contruir no vilarejo de Porrera uma pequena bodega para transformar as uvas das velhas vinhas da família em tintos espetaculares e naturais, sem super-extração ou super-amadurecimento, "outstanding" segundo o respeitado especialista inglês John Radford.
Prove o Celler de L´Encastel Marge 2008/2009 - Marge é o nome que se dá no Priorato aos muros de pedra que cercam os vinhedos. É o vinho de entrada de Carme Figuerola e Raimon Castellvi, resultado do corte de uvas Garnacha, Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon com muita personalidade e aromas bem distintos, difíceis de descrever, que me parecem notas químicas, minerais, florais e toques de alcatrão. Boa estrutura e uma boca saborosa. Final longo, denso e prazeroso. Tem 90RP.

PORTUGAL:
Domingos Alves de Souza (Douro) - Domingos Alves de Souza é o maior expoente dos vinhos elegantes de Portugal. Nenhum outro vinicultor do país, além dele já foi eleito o Melhor Produtor do Ano pela Revista de Vinhos por mais de uma vez. A pureza do terroir do Baixo Corgo que emana dos seus vinhos é magnífica. Durante muito tempo foi fornecedor das conhecidas e prestigiadas companhias Casa Ferreirinha e Sociedade dos Vinhos Borges. Mas os problemas que afetaram o setor nos finais da década de 80, que tiveram como consequência um aumento exagerado dos custos de produção, e em especial a catastrófica colheita de 1988, levaram-no a questionar a rentabilidade das suas explorações. E foi esse questionar, o ponto de virada, passando a produzir seus próprios vinhos. Efetuadas algumas experiências com diversas castas, selecionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos de Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no mercado, em meados de 1992, aquele que seria o seu primeiro vinho: o Quinta do Vale da Raposa branco 1991, que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhores referências. O portfólio é longo e bem cuidado. Seu vinho “imperdível” é o Abandonado 2007 - elaborado com as videiras mais velhas da Quinta da Gaivosa, algumas “abandonadas” pela irrisória produção. As vinhas que o originam tem mais de 80 anos de idade. Repousa por doze meses em barricas de carvalho francês e mais doze meses na garrafa antes de ser comercializado, tendo sua produção limitada a sete mil garrafas. Um vinho de cor rubi escuro. Nos aromas são evidentes as frutas vermelhas maduras e a nota de carvalho muito bem integrada. Na boca mostra bom corpo e taninos de qualidade. Macio e com final persistente Os sublimes Portos da Quinta da Gaivosa marcam uma volta às origens, um celebrado recomeço da tradição da família Alves de Sousa como elaboradores destes vinhos generosos e fornecedores de uvas para importantes casas do setor.

Anselmo Mendes (Vinho Verde) – Fiel às suas origens, o reputado enólogo Anselmo Mendes dedica-se a produzir requintadas variações de Alvarinho, uma casta excepcional e típica da região onde nasceu. Filho e neto de agricultores e produtores de vinho, Anselmo Mendes quis prosseguir na tradição familiar e optou por uma licenciatura em Engenharia Agro-Industrial (Instituto Superior Técnico), à qual se seguiu uma pós-graduação em Enologia (Universidade Católica), bem como uma série cursos de formação profissional na Universidade de Bordeaux. Há pouco tempo, apresentou a sua última declinação da casta Alvarinho, três mil garrafas de um vinho feito “à moda antiga” e ao qual resolveu chamar, simplesmente, Anselmo Mendes. “Eu tinha memória daqueles perfumes da minha infância que nunca encontrei nos vinhos que faço. Então, resolvi fazer um branco com a chamada “curtimenta”, ou seja, como se fazia antigamente, quando se deixava arrancar a fermentação com a película da uva, tal como nos tintos, para ganhar cor e acentuar os taninos.” Não deixe de provar: Alvarinho Muros Antigos 2010 – No nariz mostra frescor e elegância, lembrando pêra um toque de petróleo (comum na Alvarinho da região). Bastante aroma de pedra e mineral. Na boca é cheio, grande, carnoso, longo, com excelente acidez, com um toque picante de pimenta verde. Outro a ser provado é o Parcela Única 2009: de um pequeno vinhedo de menos de 1 hectare, vem um pouco o conceito de “cru” da Bourgogne, de onde tira apenas 2.800 garrafas, em média.. Deixa o vinho por aproximadamente  9 meses em contato com as leveduras, em barricas de 400 litros.  É muito explosivo no nariz, tem muita fruta, nota floral e um toque lácteo. Na boca é gordo, fresco, untuoso, com muito extrato e final extremamente longo.

Altas Quintas (Alentejo) - Altas Quintas é o resultado da visão conjunta que reúne o produtor João Lourenço e o reconhecido enólogo Paulo Laureano no ideal de produzir uma gama de vinhos com características únicas no Alentejo, capazes de surpreenderem os consumidores e apreciadores mais exigentes. A diferença de Altas Quintas começa no seu terroir único, a 600 metros de altitude, no Parque Natural da Serra de S. Mamede. A este terroir unico, juntou-se a obsessao por grandes vinhos. É por isso que Altas Quintas produz vinhos que surpreendem, encantam e acima de tudo trazem um prazer inesgotável a quem os prova. Uma dica será o Altas Quintas Reserva 2005 - As melhores uvas de Trincadeira e Alicante Bouschet, castas de elevado potencial de “guarda”, são cuidadosamente vinificadas em lagar e depois estagiadas em barricas novas de carvalho francês e posteriormente em garrafa, para se obter um perfil de excepção onde os aromas varietais e as notas da madeira se mesclam de forma perfeita. No seu conjunto, este é um vinho desenhado para os prazeres mais requintados.

Dona Maria (Alentejo) - Situada na região portuguesa do Alentejo, encontra-se a Quinta do Carmo ou Quinta de Dona Maria. Conta a história que o rei D. João V, em meados do séc. XVIII ofereceu esta Quinta a uma cortesã por quem estava perdido de amores. É esta Senhora que dá nome ao vinho que marca o regresso de Julio Tassara Bastos.  Há mais de 130 anos que se produz vinho nesta Quinta, mas foi apenas na entrada do novo milénio que Julio Bastos restaurou e ampliou a antiga adega da Quinta, mantendo os famosos lagares em mármore, onde ainda hoje se faz a vinificação de grande parte dos vinhos usando a tradicional "pisa da uva". Em 2003 fez-se a primeira vindima de uma nova etapa na longa vida desta Quinta. O vinho Dona Maria Reserva é um dos grandes do Alentejo no momento. Mereceu 17.5 em 20 tanto do João Paulo Martins como da Revista de Vinhos na safra de 2005: "é um tinto bastante personalizado, onde o forte caráter não oculta a finura e elegância!, enquando que na safra de 2006 venceu a prova de "O melhor do Alentejo", na Revista de Vinhos, com 18 pontos em 20. Apresenta-se com bela cor vermelha rubi concentrado, com alguma evolução. Expressão olfativa austera, com notas de frutas negras, couro, menta e xisto. Ótima textura em boca, com taninos presentes e firmes, plenos de elegância e perfeitamente ligados ao frescor mineral.

ALEMANHA:
Dr. Heger (Baden) - Fundada em 1935, a vinícola Dr. Heger é uma das mais celebres da Alemanha, e certamente elabora os melhores vinhos de Baden. Esta é a região mais austral e quente da Alemanha, e seu epicentro de qualidade está nas colinas vulcânicas de Kaiserstuhl, entre a Schwarzwald (Floresta Negra) e os Vosges na França. O neto do fundador, Joachim Heger, comanda ao lado da sua esposa Silvia a vinícola histórica, e desde 1986, a homônima Weinhaus Joachim Heger, criada para atender a demanda por vinhos de convidativa relação preço/prazer. Especializado na família Pinot - Blanc, Gris, Noir e Frühburgunder -, Joachim mostra como ninguém o lado da potência e profundidade dos vinhos de Baden. Como não poderia deixar de ser, faz parte da VDP (Verband Deutscher Prädikatsweingüter). A dica é para provar o seu Pescatus Fischer 2008 – gastronômico e enigmático clone de Pinot Noir mais precoce.

Horst Sauer (Francônia) - A Francônia (Franken) é uma das mais peculiares regiões vinícolas da Alemanha, célebre pelos seus grandes Silvaner e Rieslings secos, engarrafados em curiosas garrafas bojudas localmente chamadas de Bocksbeutel. Eschendorf é uma das principais cidades vinhateiras da Francônia, próxima a Würzburg, e Horst Sauer "seu principal expoente" segundo o Hugh Johnson 2010, com 3 estrelas em 4. A filosofia da vinícola familiar, membro do VDP (Verband Deutscher Prädikatsweingüter), é da busca incessante pela perfeição nos seus vinhos, que devem transmitir o excepcional terroir do vinhedo Lump em Eschendorf. Horst e sua filha Sandra, lado a lado, fazem da vitivinicultura uma poesia que desafia o tempo, para outras gerações que virão. Não deixe de provar o Escherndorfer Lump Silvaner Spatlese Trocken  e o Escherndorfer Lump Riesling Kabinett Trocken.

HUNGRIA:
Attila Gere - Attila Gere é o "superstar do vinho tinto na Hungria", segundo Jancis Robinson, e provavelmente o melhor produtor de todo o leste Europeu. A família Gere está há 7 gerações envolvida na produção de vinhos, apesar de ter sido afastada do país durante o período comunista. Em 1978 o guarda-florestal Attila Gere resolve trabalhar com sua nova paixão, a viticultura, começando em algumas fileiras de vinhas que ganhou de presente de casamento. Convicto, abandona sua antiga profissão de para se tornar o produtor ícone da Hungria. A recompensa chega em 2004, quando seus vinhos batem às cegas o Château Pétrus em degustações profissionais simultâneas na Áustria e nos Estados Unidos. Ostenta as 4 máximas estrelas no Hugh Johnson 2010. Seu Syrah é rubi concentrado com halo purpúreo. Impressiona pela complexidade no olfato, com amoras silvestres, envolvidas em notas de chocolate, couro e minerais. Estrutura colossal em boca, com taninos viris, sob suculenta acidez. Longa persistência. Prove o Kopar – corte 50% Cabernet Franc, 40% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Cor rubi profundo. Complexo e muito intenso no olfato, com ameixas maduras, couro, cedro e especiarias. A densa incursão em boca impressiona pelos taninos aveludados e impactantes, com inebriante frescor e longa persistência.

ESLOVÊNIA:
Simcic de Brda - A vitivinicultura na região de Goriška Brda é um antigo legado herdado desde os tempos romanos há mais de 2.000 anos, que a família Simcic tem honrado ao longo dos 151 anos de sua história. Com 18 hectares de vinhedos (alguns com mais de 55 anos) localizados na continuação física do Collio italiano, o compromisso deste produtor é obter vinhos de máxima qualidade. O terreno é caracterizado por suaves colinas com solos de marga-calcária, num contexto climático muito favorável, onde os Alpes dão as mãos ao Mediterrâneo numa paisagem belíssima e inspiradora.
            A abordagem nas vinhas é bastante natural, com exclusão de pesticidas e fertilizantes sintéticos, de forma a incentivar o fortalecimento natural das videiras e o desenvolvimento da vida microbiana. Paralelo a isso um atento trabalho de redução nos rendimentos é feito para a máxima expressão da origem. Na cantina o enólogo Marjan Simcic, quinta geração, conseguiu encontrar um ponto intermédio entre a vinificação tradicional de seus antecessores e o já propagado uso de tanques de inox termo-controlados, para compor vinhos substanciosos e enigmáticos.
            O Collio esloveno mostra-se como uma região propicia a elaboração não só de brancos originais e profundos mas também de tintos carnudos, com finura e admirável potencial de envelhecimento. Nas três linhas de produção, o que será encontrado na taça são vinhos provocantes, de aromaticidade cristalina e multidimensionais. Dominados sobretudo pela forte influência dos solos da região que transmitem notável mineralidade e firmeza gustativa.
            Numa das avaliações mais recentes do renomado degustador da revista inglesa Decanter, Steven Spurrier, o Pinot Noir Selekcija 2007 de Simcic aparece como o melhor degustado na categoria BEST OLD WORLD RED. Um vinho rubi transparente, de média intensidade. Profunda agregação de frutas vermelhas silvestres e casca de laranja, sobre contornos minerais e de alcaçuz. Demonstra em boca uma fruta sóbria, suculenta e volumosa. Longo fim-de-boca. Portanto, não deixe de prová-lo.

GRÉCIA:
Domaine Sigalas de Santorini - Se a ilha de Santorini oferece possivelmente o pôr-do-sol mais dramático do planeta, certamente ela oferece o melhor produtor de vinhos tradicionais da Grécia, o Domaine Sigalas. Nada de uvas internacionais ou vinhos tecnológicos contemporâneos, até porque seria um pecado negligenciar o “museu vitícola” que é Santorini, com mais de 3000 anos de tradição e um patrimônio ímpar de excepcionais castas autóctones, preservadas da filoxera pelos solos arenosos e calcários recobertos de pedra-pomes, cinzas e lava vulcânica. Paris Sigalas não imaginava ao fundar a vinícola em 1991 que se tornaria um ícone do vinho grego, mas este professor de matemática formado em Sorbonne na França, além de talentoso artista, dramaturgo e filólogo, conseguiu mostrar em poucos anos toda a grandiosidade e singularidade dos vinhos desta ilha cênica do mar Egeu. Talvez porque sua erudição, sensibilidade e versatilidade o aproximem dos seus magnânimos antepassados, que mudaram a história do mundo.

CROÁCIA:
Korta Katarina - Fundada pelo casal americano Lee e Penny Anderson que trabalharam na reconstrução do país após a guerra civil, a moderna vinícola Korta Katarina nasceu para ser a melhor vinícola da Croácia. Os tintos originam-se na península de Pelješac ("grand crus" de Dingac e Postup), berço da uva Plavac Mali (Zinfandel x Dobricic). Na ilha de Korcula, terra da excelente uva Pošip, nasce seu grande branco (região de Cara). A viticultura é totalmente natural e a vinificação emprega tecnologia de última geração, com longas macerações e períodos de amadurecimento. A Croácia ou "nova Riviera" é o destino turístico mais cobiçado pelos europeus no momento. Um paraíso mediterrâneo com tradição vitivinícola de 2.500 anos.

Local e Data: 29 de junho (sexta-feira) - Imperador Eventos
Avenida do Contorno, 8657 – Gutierrez.
A feira acontecerá das 16h às 22h nas quatro capitais.
Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente nas Enotecas Decanter: Belo Horizonte - Tel. (31) 3287-3618.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

DICA PARA IMPRIMIR E LEVAR PARA O DECANTER WINE SHOW

● WINE REPORT PREPARA UMA LISTA COM 15 PRODUTORES QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE VISITAR NA DECANTER WINE SHOW, POR ALEXANDRE LALAS – IMPRIMA E LEVE EM MÃOS: Começa nesta segunda-feira (25) a caravana da importadora Decanter. São 69 produtores, de 11 países, que apresentarão cerca de 400 rótulos a enófilos do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. A partir deste ano, devido ao crescimento do portfólio da empresa, a feira passa a ser anual. E em 2012, o foco é o Velho Mundo, com 67 produtores de 10 países diferentes. No meio desta selva de rótulos, nem sempre é possível provar tudo. Para facilitar o trabalho do enófilo dedicado, o Wine Report preparou uma lista com 15 produtores que, no meio de tanta coisa boa, você não pode deixar de visitar.

● De Sousa (Champanhe, França) - A ascendência é portuguesa, daí o nome desta Maison. Mas a alma é francesa mesmo, e a casa produz rótulos a partir de uvas cultivadas de forma biodinâmica, de extrema elegância, com farto reconhecimento da imprensa especializada na França. Ótima maneira de começar os trabalhos.
Destaque: Cuvée 3A Brut Grand Cru - Quem vai estar na feira: Charlotte de Sousa (proprietária)

● Montirius (Rhône, França) - Novidade no catálogo da Decanter, esta pequena vinícola é tocada pelo casal Eric e Cristine Saurel. Eles cuidam de 32 hectares em Vacqueyras e 16 em Gigondas. São vinhedos velhos e tratados sem composto químico desde 1980. Biodinâmicos desde 1996, apresentam vinhos feitos com a menor intervenção humana possível, e frutos fiéis do terroir de onde vêm.
Destaque: Vacqueyras Le Clos 2006 - Quem vai estar na feira: Eric e Cristine Saurel (proprietários)

● Domaine L’Oustal Blanc (Languedoc, França) - Fermentação integral com as cascas, barricas abertas, defesa das castas autóctones, desprezo pelas regras oficiais, viticultura biodinâmica, reconhecimento internacional. Tudo isso já seria mais do que bons motivos para prestar atenção neste produtor. Não bastassem tantas credenciais, quem estará apresentando os vinhos é a encantadora Isabel Fonquerle, a dona da casa.
Destaque: Prima Donna Minervois La Livinière 2008 - Quem vai estar na feira: Isabel Fonquerle (proprietária)

● Pieropan (Veneto, Itália) - Se você acha que a garganega não é capaz de gerar grandes brancos, é porque certamente não conhece os vinhos desta vinícola do Veneto. Aqui, o tradicional e saboroso soave ganha outra conotação. Vinhos sérios, complexos, mas sem deixar de lado o agradável frescor que é marca da região.
Destaque: La Rocca Soave Classico 2007 - Quem vai estar na feira: Dario Pieropan (proprietário)

● Gulfi (Sicília, Itália) - Mais um produtor orgânico, este é um dos bons nomes que comprovam o renascimento da qualidade na solar Sicília. Os neros d’avola da Gulfi são obras de arte. Destaque também para o nerello mascalese, feito aos pés do Etna.
Destaque: Nerobufaleffj 2006 - Quem vai estar na feira: Matteo Catania (proprietário)

● Reichsrat Von Buhl (Pfalz, Alemanha) - Os belos rótulos já chamam a atenção para este produtor cheio de história na viticultura alemã. Mas muito além da aparência, vale é o que está dentro da garrafa. E neste caso, o conteúdo ganha com folga da forma. Orgânica desde 2008, a vinícola é propriedade do milionário Achim Niederberger.
Destaque: Deidesheimer Herrgottsacker Riesling Trocken 2010 - Quem vai estar na feira: Janke Zeltwanger (representante)

● Hiedler (Kamptal, Áustria) - Vinícola familiar, adepta da viticultura ecológica, esta é a primeira casa austríaca do portfólio da Decanter. Os vinhos são simplesmente fora de série. Toda a gama é boa, desde os brancos secos, aos tintos e fechando com o branco doce. Sem medo de errar, a Hiedler eleva a já adorável grüner veltliner e um patamar superior.
Destaque: Grüner Veltliner Thal 2010 - Quem vai estar na feira: Maria Angeles Hiedler (proprietária)

● Alves de Sousa (Douro, Portugal) - Domingos Alves de Sousa é simpático toda a vida. Não perde uma chance de visitar o Brasil. E muito além desta simpatia, está um sujeito que sabe fazer vinhos. Responsável por um portfólio sem fim, é capaz de produzir, com a mesma competência, um vinho de batalha, leve e fresco, para o dia-a-dia e outro de estilo único, diferente, incomum. Mas sempre com as digitais dele lá marcando presença. Um craque.
Destaque: Reserva Pessoal Branco 2004 - Quem vai estar na feira: Domingos Alves de Sousa (proprietário)

● Cossart Gordon (Madeira, Portugal) - Mais antiga casa produtora de vinhos da Madeira, a Cossart Gordon faz, desde 1953, parte do grupo Madeira Wine Company (MWC). A marca da vinícola é a fineza. São vinhos de rara beleza, feitos para iniciados. E com uma longevidade de dar inveja a Oscar Niemeyer.
Destaque: Bual 15 Years Old Medium Rich - Quem vai estar na feira: Filipe Pereira (gerente de marketing)

● Domaine Sigalas (Santorini, Grécia) - Professor de matemática, filósofo, dramaturgo. Estas são outras “profissões” de Paris Sigalas, o artista por trás destes tão bem cuidados tesouros gregos. Como um tributo aos deuses, o enólogo produz joias puras, autênticos retratos sem retoques do magnífico terroir de Santorini.
Destaque: Mavrotragano 2009 - Quem vai estar na feira: Charikleia Mavrommati (gerente de exportação)


● Simcic Marjan (Goriska Brda, Eslovênia) - Dentre as ex-repúblicas iugoslavas, a Eslovênia talvez seja a que mais destaque conseguiu no mundo vitivinícola nos últimos anos. Grandes vinhos saem daquele pequeno país. Marjan Simcic é um dos principais nomes do cenário esloveno. Bola dentro da importadora, chance de ouro para o enófilo que não ter medo de ser feliz.
Destaque: Rebula Opoka 2007 - Quem vai estar na feira: Marjan Simcic (proprietário)

Korta Katarina (Peljesac, Postup e Dingac, Croácia) - Por trás do sucesso do chardonnay do Château Montelena, vencedor entre os brancos do famoso Julgamento de Paris, em 1976, estava o trabalho de um enólogo croata: Mike Grgich. Na época, o jovem imigrante tinha desbravado a América em busca de oportunidades. Hoje já não seria mais preciso. Fazer vinhos (bons) na Croácia é fácil. À geografia que sempre ajudou, juntou-se a nova situação do país, de paz, tranquilidade e prosperidade – elementos tão importantes quanto uma boa uva na hora de produzir grandes vinhos. Este é um dos belos produtores locais, que aposta nas castas autóctones, no conceito de “crus” e na agricultura sustentável. Olho nele.
Destaque: Plavac Mali 2007 - Quem vai estar na feira: Marko Pavlac (gerente de vendas e marketing)

● Attila Gere (Vilány, Hungria) - Para quem acha que a Hungria é só tokaji, eis a prova definitiva em contrário. Attila Gere, um ex-guarda florestal, é um dos responsáveis pela ressureição da viticultura húngara pós-comunismo. Prove tudo e surpreenda-se com merlots e cabernets que você juraria serem bordaleses. Imperdível.
Destaque: Solus 2007 - Quem vai estar na feira: Andrea Gere (proprietária)

● Arzuaga (Ribera del Duero, Espanha) - Esta vinícola fica, nada mais nada menos, do que entre a Vega Sicilia e a Pingus, duas das mais festejadas bodegas espanholas. O estilo fica entre o tradicionalismo do Vega e o modernismo da Pingus. E a qualidade é lá em cima. Vale provar a linha inteira.
Destaque: Arzuaga Reserva Especial 2004 - Quem vai estar na feira: Ignacio Arzuaga (proprietário)

● Palácio de Fefiñanes (Galiza, Espanha) - A alvarinho é uma das grandes uvas brancas de Portugal. E na feira estará um dos papas da casta, o enólogo Anselmo Mendes, responsável por alguns dos melhores vinhos do mundo feitos com a cepa. Mais uma razão para conferir esta vinícola da Galiza, que faz um exuberante e moderno alvarinho. Nesta comparação, o vencedor é sempre o consumidor.
Destaque: Albariño de Fefiñanes III Año 2007 - Quem vai estar na feira: Juan Gil de Araujo (proprietário)

Locais e datas:
25 de junho -Rio Janeiro- Rio Othon Palace- Av. Atlântica, 3264- Copacabana
26 de junho- São Paulo- Hotel Tivoli- Al. Santos, 1437
27 de junho- São Paulo- Al. Santos, 1437
28 de junho- Porto Alegre- Sheraton Hotel- Rua Olavo Barreto Vianna, 18- Moinhos
29 de junho – Belo Horizonte- Av. do Contorno, 8657
A feira acontecerá das 16 h às 22h nas quatro capitais. O ingresso custará R$ 250.
Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente nas Enotecas Decanter das respectivas cidades: São Paulo Tel. (11) 3073-0500 - Belo Horizonte Tel. (31) 3287-3618 - Rio de Janeiro Tel. (21) 2286-8838 e Porto Alegre (51)3222-1131

CURSO DE VINHOS VINTAGE VINHOS EXPRESS


● 27.JUN e 04.JUL.2012 – 4ª.feiras – 19:30 hs – BH - CURSO DE INFORMAÇÃO BÁSICA DE VINHOS – VINTAGE VINHOS EXPRESS - Uma abordagem da história do vinho desde os seus primórdios. O curso explica quais os fatores determinantes para a qualidade do vinho, técnicas para sua correta guarda, como degustar e apreciar o produto, dicas de harmonizações entre pratos e vinhos. Os participantes aprendem o básico, desde de abrir uma garrafa de forma correta e servi-lo, até a Geofrafia Vinícola Mundial. Orientador: Márcio Oliveira - Reservas pelo Tel.: 3568-9060.  Valor Individual: R$ 200,00 - Local: Av. Bandeirantes, n.º 1266 – Mangabeiras – Julia Lage Center - Belo Horizonte. Horário: 19:30 horas. Participante recebe apostila e degusta 8 vinhos diferentes.

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS GIMENEZ RIILI NA SBAV-MG

● 26.JUN.2012 – 3ª- Feira – 20:00hs – SBAV-MG - NOITE DA VINICOLA GIMENEZ RIILI - A família Gimenez Riili está envolvida com a viticultura desde o século XIX. Em 1890, deixou a Sicilia, na Itália, e chegou à Argentina em busca de novos horizontes. Don Fernando, convencido de que os grandes vinhos são concebidos a partir da vinha, colocou a ênfase do seu esforço no cuidado de terra e água, bem como no respeito pelo trabalho generoso dos homens que cuidam das vinhas. Dia 26/06/2012 (terça-feira) ás 20hs - Palestrante: Márcio Oliveira. Vinhos que serão degustados: 1)- Gimenez Riili Torrontes 2011, 2)- Gimenez Riili Sauvignon Blanc 2010, 3)- Gimenez Riili Malbec 2010, 4)- Gimenez Riili Merlot 2010, 5)- Gimenez Riili Reserva 2009, 6)- Gimenez Riili Gran Reserva 2008 (RP92+). Valor da Inscrição Individual: Associado: R$ 50,00 / Convidado: R$ 85,00. Local: SBAV-MG. Rua Joaquim Murtinho, n.º 285. SL- Bairro Santo Antônio. Reservas e Inscrições: (31) 3296-7843 ou pelo E-mail: secretaria@sbavmg.com.br       


 

WINE DAY CANTU

 ● 26.JUN.2012 – 3ª- Feira – WINE DAY CANTU - Belo Horizonte abre a temporada de Wine Days da Cantu Importadora Com 300 rótulos no portfólio, a Cantu Importadora inicia sua temporada de Wine Days no dia 26 de junho, em Belo Horizonte (MG). O estado é um dos três principais mercados para a importadora.  De acordo com Paulo Puig, gerente comercial da Cantu, no último ano a empresa registrou aumento de 80% nas vendas em Minas Gerais, e a capital é um local estratégico para a abertura da série de eventos que irão percorrer o Brasil.  “Nosso objetivo é conquistar ainda mais espaço no mercado mineiro.
As ações que realizamos em Minas Gerais, como nosso primeiro Wine Day em Belo Horizonte, visam aumentar as vendas em 50% no estado até o final deste ano”, resume Magnus Piacenza Moraes, representante da Cantu em Minas Gerais.
Produtores presentes: Dois importantes empresários do vinho de Portugal estarão no Brasil especialmente para participarem do Wine Day Cantu em BH - Ricardo Pinto Correa, proprietário da Casa Santos Lima, e João Álvares Ribeiro, herdeiro da Quinta do Vallado, que fecha sua temporada de encontros e negociações participando do Wine Day Cantu. Também estará presente, para falar sobre os vinhos da chilena Viña Ventisquero, Nicolas Torres, Brand Ambassador da vinícola no Brasil. A Cantu espera receber um público de mais de 250 pessoas, entre formadores de opinião, profissionais de gastronomia, hotelaria, restaurantes e trade. Além de Portugal e Chile, vinhos top da Itália, França, Espanha, Argentina e Uruguai serão apresentados neste dia dedicado ao vinho em Belo Horizonte. Cantu Importadora  Empresa do grupo Cantu, com sede no estado do Paraná, a Cantu Importadora iniciou suas operações em 2004 trazendo ao Brasil os vinhos chilenos da Viña Ventisquero. Hoje, figura entre as maiores importadoras de vinho do País e conta com um amplo portifólio com mais de 300 rótulos provenientes da Argentina, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai. SERVIÇO: Wine Day Cantu. 3ª-feira, dia 26 de junho, das 15 às 21 horas. Hotel San Diego LourdesAv. Álvares Cabral,1.181-Lourdes–Belo Horizonte–MG - Informações: Fine Food (31) 2526.3699

DECANTER WINE SHOW

● 25 A 29.JUN.2012 – 2ª A 6ª-Feira – DECANTER WINE SHOW - DECANTER WINE SHOW REÚNE 70 PRODUTORES DE VINHOS DO VELHO MUNDO EM QUATRO CAPITAIS BRASILEIRAS - Com 70 produtores de vinhos de onze países e cerca de 400 rótulos acontece, de 25 a 29 de Junho, o Decanter Wine Show – Seleção Europa -2012. A feira itinerante, que já teve três edições de sucesso, em 2006, 2008 e 2010, passará por quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. E este ano, apresenta uma novidade: devido ao enorme sucesso das edições passadas, o número de expositores cresceu tanto, que o evento foi dividido em eventos anuais- Decanter Wine Show Europa e Decanter Wine Show Novo Mundo. “Produtores que nunca vieram ao Brasil, estreantes no Decanter Wine Show, vêm da França nesta edição”, conta Adolar Hermann, proprietário da Decanter. Entre eles, Antonin Guyon da Borgonha; De Sousa et Fils da Champagne; Château de Tracy de Pouily Fumé; Domaine de L’Oustal Blanc de Minervois; Domaine Paul Mas; Mahler- Besse negociants de Bordeaux; Montirius de Vacqueyras e Domaine Paul Planck da Alsacia. Da Itália, três grandes estrelas estarão presentes: Gulfi (Matteo Catania) da Sicilia, produtor orgânico do ano pelo guia D’Agata & Comparini; a produtora do ano pelo guia Duemilavini da AIS, Elena Walch do Trentino (Elena e  Werner Walch, proprietários) e  Franz Haas também do Trentino. Da Espanha, destaque para José Pariente da Rueda, que apresentará seus vinhos pela primeira vez no Decanter Wine Show e o pequeno Celler de L’Encastel do Priorat. De Portugal, grandes nomes como Alves de Souza do Douro; Anselmo Mendes do Vinho Verde; Altas Quintas do Alentejo e Dona Maria do Alentejo. Com o melhor portfolio de alemães no país, farão estréia no Decanter Wine Show: Dr. Heger de Baden; Horst Sauer da Francônia; Reicast Von Buhl de Pfalz. Da Hungria, o mais prestigiado produtor de tintos do país, Attila Gere. Da Eslovênia, Marjan Simcic, proprietário da vinícla Simcic de Brda. A Grécia será representada pelo Domaine Sigalas de Santorini e a Croácia, por Korta Katarina. Locais e datas: 25 de junho (segunda-feira) – Rio de Janeiro: Rio Othon Palace - Avenida Atlântica, 3264- Copacabana / 26 de junho (terça-feira) - São Paulo: Hotel Tivoli - Alameda Santos, 1437 Cerqueira Cézar / 27 de junho (quarta-feira) - São Paulo: Hotel Tivoli - Alameda Santos, 1437 Cerqueira Cézar / 28 de junho (quinta-feira) – Porto Alegre: Sheraton Hotel - Rua Olavo Barreto Vianna, 18- Moinhos / 29 de junho (sexta-feira) - Belo Horizonte: Imperador Eventos - Avenida do Contorno, 8657 – Gutierrez . A feira acontecerá das 16h às 22h nas quatro capitais. O ingresso custará R$250,00, com direito a uma taça + kit DWS + bônus (valor do ingresso poderá ser revertido em compras acima de Mil Reais, realizadas no dia do evento). Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente nas Enotecas Decanter: Rio de Janeiro - Tel. (21) 2286-8838 / São Paulo - Tel. (11) 3073-0500 / Porto Alegre – Tel. (51)3222-1131 / Belo Horizonte - Tel. (31) 3287-3618.

domingo, 24 de junho de 2012

PROSECCO BEDIN EXTRA DRY

PROSECCO BEDIN EXTRA DRY

A família Bedin está há três gerações elaborando vinhos nas denominações de Montello e Colli Asolani, cujo clima temperado frio e suas suaves colinas proporcionam uvas perfeitas para a espumantização. O resultado é este espumante de coloração amarelo-palha muito claro, brilhante, com perlage fino, numeroso e persistente. Delicadamente aromático, com flores brancas, cítricos e fruta de polpa branca. Cremoso, com ótimo equilíbrio frescor-maciez. Fim de boca relativamente doce, lembrando que é um extra-dry.

O Prosecco ficou bastante famoso no Brasil há alguns anos e depois disso já foi mocinho e vilão. Acredito que agora esteja conseguindo se colocar no seu devido lugar, como uma opção de espumante para o dia a dia, principalmente nos dias quentes. Entretanto, para degustar um bom Prosecco, fuja dos vinhos baratos.

Uvas: 90% Glera (Prosecco), 10% Pinot Bianco, Bianchetta Trevigiana.
Teor alcoólico: 11% - rápida permanência em tanques de inox, para maximizar a aromaticidade.
Harmonização: Delicioso como aperitivo. Sirva com canapés delicados à base de pescado, carnes delicadas de crustáceos (siri, caranguejo, vieiras), peixes cozidos no vapor ou assados (linguado, truta) aromatizados com limão siciliano, saladas de verão. O Bedin é uma ótima opção para entradas, início de festas, coquetéis e afins. Dica: Sirva gelado !!! (6ºC). Pronto para beber, por não ser espumante para guarda.
Recebeu 1 voto como melhor vinho da noite. Nota Mediana 87/100.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS – SOBREVÔO PANORÃMICO SOBRE A ITÁLIA – LE COIN PERDU - BH
Onde Comprei: ENOTECA DECANTER – ROYAL VINHOS
Contato: (31) 3287-3618 / (31) 3281-3539
Quanto: R$ 66,20

PROSECCO LE CASE BIANCHI VIGNA DEL CUC BRUT 2009

PROSECCO LE CASE BIANCHI VIGNA DEL CUC BRUT 2009

Região: Veneto - Conegliano Valdobbiadene. Vinhedo específico ''Cuc''
Uvas: 90% Glera (Prosecco), 10% Chardonnay.
Teor alcoólico: 11,5% - Amadurecimento 60 dias de ciclo (Charmat longo) em tanques de inox.
Notas de Degustação: Amarelo-palha claro, brilhante, com perlage fino, com muita espumantização e persistente. Aromas com notas delicadas de maçã verde, pêra e flores brancas. Na boca se mostra cremoso e fresco, deixando o palato limpo e finamente perfumado.
Harmonização: Ótimo como aperitivo ou acompanhando comida asiática. Sirva com canapés delicados à base de pescado, carnes delicadas de crustáceos (siri, caranguejo, vieiras), peixes cozidos no vapor ou assados (linguado, truta) aromatizados com limão siciliano, saladas de verão. Experimente com sushis. Dica: Sirva gelado !!! (7ºC). Está mais que pronto para ser bebido (ideal beber em até 3 anos da safra). Um vinho que dá prazer em ser degustado!

Recebeu 2 votos como melhor vinho da noite. Nota Mediana 90/100.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS – SOBREVÔO PANORÃMICO SOBRE A ITÁLIA – LE COIN PERDU - BH
Onde Comprei: ENOTECA DECANTER – ROYAL VINHOS
Contato: (31) 3287-3618 / (31) 3281-3539
Quanto: R$ 88,80

APOLLONIO TERRAGNOLO DIVOTO ROSSO RISERVA 1997

APOLLONIO TERRAGNOLO DIVOTO ROSSO RISERVA 1997

As vinícolas da Puglia nunca receberam tanta atenção quanto agora. A Puglia explora bem suas uvas tintas nativas, entre elas a Negroamaro, a Primitivo e a Malvasia. Entre as internacionais, destaque para a branca Chardonnay. A casta mais cultivada é a Negroamaro, que dá origem a vinhos escuros, com taninos mais vivos, encorpados e mais rústicos. A Primitivo também produz vinhos mais encorpados e densos e com acidez mais equilibrada.

Muito cuidado é tomado durante a produção e vinificação das variedades de uvas locais para produzir vinhos de estilo único e característico do sul da Itália.
A península de Salento tem verões quentes e secos, mas noites frias como no deserto, que retardam o processo de amadurecimento e desenvolvem complexidade aromática nas frutas. Massimiliano, o enólogo, usa toda sua experiência para combinar técnicas tradicionais com o melhor das práticas modernas para extrair toda a qualidade das frutas e transporta-las para a garrafa. Seus vinhos são densos, encorpados e marcantes. Não dá para não provar!
Uvas: 70% Negroamaro, 30% Montepulciano. Passa 24 meses em barricas francesas.
Notas de Degustação: Opulento, textura aveludada no palato, equilíbrio, pureza e persistência. Robert Parker: "Revela desde o princípio finesse e elegância com frutado de cereja preta doce, madeira (cedro) e características de condimentados. Opulento, textura aveludada no palato, equilíbrio, pureza e persistência."
Reconhecimentos: Concorso Enologico Internazionale Vinitaly 2009: Gran Medaglia D’Oro.
Recebeu 6 votos como melhor vinho da noite. Nota Mediana 93/100.

Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS – SOBREVÔO PANORÃMICO SOBRE A ITÁLIA – LE COIN PERDU - BH
Onde Comprar: CASA DO VINHO
Contato: CASA DO VINHO: Av Bias Fortes, 1543 - Centro - (31)3337-7177
CASA DO VINHO: Av. Bandeirantes, 504 - Sion - (31)3286-7891.
Quanto: R$ 127,00